Segredos
15 Capítulo Quatorze
Notas iniciais
Posso sentir a apreensão de Edward enquanto caminhamos até o médico. De soslaio vejo Elizabeth, ela está abatida, meio assustada, os olhos vermelhos e inundados.
Edward e eu paramos ao lado do doutor, ele nos fita emitindo um sorriso e estendendo a mão, nos cumprimenta. Emmet tenta se aproximar, contudo Edward logo lhe dá as costas.
Respiro fundo, coloco a franja para o lado e apenas aguardo alguém se pronunciar.
—Como Esme está? – a voz de Edward ai embargada de preocupação. Acaricio as costas de sua mão com os dedos, seus olhos se voltam para mim por segundos.
Sorrio a ele na tentativa de lhe passar força.
—Então, é o que eu acabei de contar a eles. – o médico gesticula aos presentes, incluindo Ryan e Kathryn que permanecem eretos e frios, como simples estátuas. —A Senhora Cullen teve muita sorte, pois a única fratura grave foi a da costela que acabou perfurando o pulmão. –
Mordo o canto dos lábios, respiro fundo, volto a olhar para Edward, ele está empalidecido.
—Então ela está bem? –
—Ela vai ficar. – sorrindo o médico garante. Não deixo de suspirar aliviada. —Como eu disse a eles, a paciente ainda está dopada, o que é normal devido a anestesia ser bastante forte, mas logo, ela vai despertar. –
Edward fecha os olhos por segundos, seus dedos se infiltram no meio dos fios cobres, sinto a tensão de seu corpo diminuir.
—Já posso vê-la? – o médico aperta os lábios quanto a pergunta de Edward. Solta um suspiro e analisa o aparelho eletrônico em mãos.
—Você é sobrinho dela? –
O maxilar de Edward se contrai, o clima da sala fica ainda mais pesado.
—Não. – ele murmura entredentes. —Sou o filho dela. –
O médico parece meio surpreso, certamente ele conhece a família.
Deus, tanta gente sabendo... E se isso chegar a mídia?
Engulo seco com o pensamento.
—Tudo bem, pode me acompanhar. – com dois passos o doutor se afasta um pouco, pelo canto dos olhos posso ver Kathryn resmungar com o marido.
—Se acalme, ok? – afagando seu rosto, eu peço a ele. Seus olhos se encontram com os meus, Edward sorri e acena com a cabeça.
Inclinando para frente, ele cela nossos lábios em um beijo casto e rápido.
Solto sua mão e logo, ele segue com o médico pela porta de vidro.
—Mas isso é um absurdo... Como o deixam entram e a mim não? – a voz de Kathryn sai amarga.
Rolo os olhos, trato de ignorá-la enquanto me sento no sofá. Tapo a boca com a mão bocejando longamente.
Caramba que sono!
Elizabeth e Emmet se aproximam, os dois estão temerosos.
—Oi Bella. – a mulher acena parando a minha frente. Sorrio levemente devolvendo o cumprimento.
—Como ele está? – sentando ao meu lado, Emmet indaga.
Respiro fundo, apoio os braços na perna, mordo meus lábios antes de encará-lo.
—Péssimo. – minha voz é baixa. —Como você mesmo viu, ele está muito abatido, ainda em estado de choque... – puxo o ar pela boca dando um fim as palavras.
—Ele deve estar me odiando. – Elizabeth lamuria passando as mãos nos cabelos escuros.
Não posso deixar de reparar em seu traje informal, certamente não tem nada a ver com a mulher que conheci no jantar de noivado de Emmet.
—A mim também... E tem toda razão por isso. – Emmet abaixa a cabeça, está triste.
Engulo com dificuldade, sinto pena dele.
—Eu deveria ter contado a ele.... Caralho! – suas mãos grandes se fecham em punho, a aliança reluz em meus olhos. Arrumo o corpo no sofá, mordo os lábios novamente.
O que eu digo agora? Nunca fui muito boa com palavras....
Ajeito a franja com os dedos, cruzo as pernas acomodando as mãos, sobre elas.
—Edward não odeia vocês. – falo tentando soar firme. —Ele só está magoado, se sentindo traído, mas ódio, ele não sente. –
Elizabeth me olha, sua feição está contraída, chorosa.
—Acha que eu deveria conversar com ele? –
Seguro a vontade de rolar os olhos. Mas que pergunta idiota é essa?
—Acho. – lubrico os lábios com a ponta da língua. —Mesmo que ele não te escute ou que vocês discutam, você deveria tentar se explicar. – nervosa ela abaixa a cabeça. —Edward espera isso de você. Ele te admira muito, não deixe que os erros dos outros destruam isso, porque pelo o que me parece, você não teve culpa do que houve. –
Minhas palavras vão sumindo aos poucos da sala, até que o ambiente volta a ficar silencioso. Ryan e Kathryn saem juntos, como sempre em uma postura irredutível.
Eles parecem mais duros que uma pedra, sinto pena de Elizabeth e de Esme, ter pais assim deve ser um castigo.
—Carlisle foi embora? – ergo os olhos para Elizabeth, ele fita o filho que chacoalha a cabeça concordando.
—Você não viu? Ele discutiu com o segurança, então o colocaram para fora. – Elizabeth arqueia as sobrancelhas, com calma se senta no sofá a nossa frente.
Inclino o corpo e olho para a porta de vidro claro, por onde Edward entrara com o médico. Respiro fundo, o corredor vazio me indica que ele ainda não está vindo.
—Então Edward vai ser pai. – as palavras de Elizabeth me pegam de surpresa. Rio sem jeito, a olho e assinto com a cabeça.
—Pois é... – minha voz deixa claro meu desconforto. O assunto ainda não é algo natural para mim.
—Fico feliz, Esme vai pirar quando souber que será avó. – não deixo de sorrir com sua fala.
—Ela sempre gostou de crianças. – Emmet murmura, se põe de pé esticando os braços em uma espreguiçada. —Não entendo o porquê de ela não ter tido mais filhos... –
Os olhos de Elizabeth perdem o brilho, ela pigarra cruzando os braços.
—Carlisle fez vasectomia, não sabia disso? – os dois se encaram por um longo tempo.
Recosto-me no estofado macio. Meu corpo está moído, implorando por cama e algumas horas de sono.
—Não. – a voz de Emmet é grave. —Bella pode ter certeza que com essa família, você nunca vai ficar entediada. – ele brinca me olhando. Sorrio divertida.
Isso é verdade, é uma bomba atrás da outra!
O barulho de tranca me tira dos devaneios, rapidamente olho para as portas de vidro de onde Edward sai.
Me ponho de pé, sua feição está ainda pior. Ele se senta, apoia os braços nas pernas e esconde o rosto nas mãos.
Respirando fundo, caminho até ele. Paro a sua frente, me abaixo e afago seus cabelos.
—E ai... Como ela está? – minha voz sai baixa, quase um sussurro.
Posso ouvir o suspiro de Edward, seu corpo treme um pouco, ele ergue a cabeça e sinto meu peito rasgar, ao ver lágrimas em seus olhos.
—Inchada. – seu timbre fraco me desarma ainda mais. —O rosto está machucado... – os orbes verdes se abaixam, minhas mãos cobrem as suas. —Não a vi de perto. – ainda com o rosto baixo, ele engole com dificuldade. —Não pude entrar na sala... –
Aperto os lábios, passo os braços por seu pescoço e o abraço apertado.
Seu rosto se afunda na volta do meu pescoço, ele soluça baixo enlaçando minha cintura com força.
Acaricio seus cabelos com ternura, beijo seu ombro e tento me controlar.
Edward precisa que eu seja forte. Ele precisa do meu apoio, não do meu choro.
—Ela vai melhorar amor. – digo a ele que funga baixinho. O aperto mais em mim. Seria bom se eu pudesse retirar um pouco de seu sofrimento e passar para mim.
—Não lembra do que o doutor disse? – passo as mãos por suas costas, posso sentir seus músculos fortes. —Logo ela vai acordar, aí você vai poder ir ficar com ela. – nossos corpos se afastam um pouco.
Olho para ele, lágrimas banham sua face.
Passo meus dedos por sua pele branca antes de beijar cada rastro húmido de seu rosto.
—Não fica assim, está bem? – seguro seu rosto entre as mãos, seus olhos estão tristes, amargurados, isso me fere ainda mais. —Ela vai melhorar. – garanto novamente deixado um selinho estalado sobre sua boca.
—Edward, filho... – a voz de Elizabeth me faz virar a cabeça.
Por cima do ombro eu a vejo se aproximar cautelosamente. Respiro fundo, entrelaço meus dedos nos de Edward me sentando ao seu lado.
Ele mantém a cabeça baixa, contudo seu maxilar cerrado demonstra que ele não está feliz com a aproximação.
—Eu queria conversar com você. – ela completa aflita.
Mordo o lábio inferior, tomo fôlego. Até eu me sinto nervosa.
—Agora? Você quer conversar agora? – arqueando a cabeça, Edward a encara, seus olhos flamejam de raiva e mágoa. —Acho que já é um pouco tarde para isso, não acha? – sua voz cínica é cortante.
—Amor... – tento intervir, contudo ele me cala com um olhar rápido.
—Não Bella, não adianta tentar defende-la. – passo a língua por meus lábios, abaixo a cabeça. —Tentar conversar agora não vai adiantar. Nada que você disser vai trazer de volta o tempo que passou. – por baixo dos cílios eu o vejo encarar Elizabeth. —Nenhuma desculpa ou explicação sua, vai retirar as palavras frias e os maus tratos, então não vejo motivos para conversarmos. – sua mão se livra da minha de modo brusco.
Edward se põe de pé, a postura decida, faz a mulher se recuar.
Infiltrando as mãos nos bolsos da calça, ele deixa a sala pelo caminho que liga a varanda.
Emmet se aproxima da mãe e com um abraço, tenta confortá-la.
Esfrego as mãos no rosto.
Isso não vai ser fácil!
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Meus olhos se recusam a ficar abertos, já não consigo mais despistar o sono que, a cada minuto, só aumenta.
Bocejo mais uma vez, sinto as laterais de meus olhos ficarem folhadas pelas lágrimas que ameaçam a escorrer por meu rosto.
Respiro fundo sentindo os lábios de Edward em minha testa, me acomodo melhor em seu abraço, seu peito quente, nunca pareceu tão atrativo para mim.
—Quero que vá para casa e descanse. – com os lábios próximos a minha orelha, ele murmura. Mesmo sonolenta, sinto cada pelo em meu corpo eriçar.
Puxo o ar pela boca, ergo a cabeça fitando-o.
—Vou ficar aqui com você. – respondo baixo, os dedos de Edward passam em meu rosto com tamanho zelo, retirando os fios ali presentes.
—Não seja teimosa, você está morrendo de sono. – lubrifico meus lábios com a língua, nego com a cabeça, Edward bufa. —Não adianta, você vai para casa e vai dormir. –
—Não quero ir. – refuto mais firme. —Vou ficar. –
—Bella, você não dormiu nada na noite passada. – afagando minha mãe, ele respira fundo. —Precisa ir para casa e descansar nem que seja poucas horas. –
—Mas... – começo a protestar, contudo a vibração de seu celular me cala. Ele encara o aparelho, puxa o ar pela boca, antes de aceitar a ligação.
—Sim. – sua voz é amena.
Quem será?
Belisco meu lábio inferior verdadeiramente curiosa.
—Ótimo, pode subir... Sim, estamos na sala de espera. Ok, até mais. –
—Quem é? – indago cerrando os olhos. Edward sorri, se levanta e me puxa com ele, sem pronunciar uma só palavra.
As pessoas presentes na sala nos olham, inclusive os pais de Carlisle. Anthony e Hilary.
Os olhos de soslaio. Eles parecem menos frios que os pais de Esme, Hilary até conversou comigo sobre o bebê.
Obviamente não morre de amores por mim, contudo não parece tão bisca quando Kathryn.
—Achei que sua avó fosse o pior ser na face da terra. – confidencio a ele, Edward ri enquanto paramos no corredor em frente a porta de entrada da sala de espera. —Ela até que foi simpática comigo. –
—Vá por mim, e melhor manter distância. – afagando meu rosto, ele me beija rapidamente. —Está com tanto sono que posso sentir o peso de seus olhos. – ele brinca, eu rio.
Passo os braços por sua cintura e o abraço.
É bom vê-lo mais descontraído, menos tenso.
—Queria ficar aqui com você. – lamurio o olhando. Edward respira fundo, seu dedo polegar contorna meus lábios.
—Você precisa dormir um pouco e sabe disso. – com cautela, ele toma meu rosto entre as mãos. —Mais tarde você volta, eu mesmo te busco. –
Me ponho na ponta do pé e deixo um beijo em seu queixo.
—Edward tem razão Bella, não discuta. – a voz de Alice soa atrás de mim, apoio os dois pés no chão e a vejo se aproximar.
Ela sorri divertida, está formalmente vestida com saia lápis e camisa de ceda, os cabelos presos em um coque francês.
—Alice... O que você... – paro de falar quando ela se põe ao meu lado, sua mão se apoia em meu ombro afagando-o.
—O que eu vim fazer aqui? Buscar a senhorita. – ela sorri, arqueio as sobrancelhas e encaro Edward. —Está uma loucura lá fora, há tantos fotógrafos que chega a ficar abafado. – ela conta a Edward que cerra o maxilar.
—Certo. – abaixando a cabeça, retira o celular do bolso. —E na empresa... Como andam as coisas? –
Alice faz uma careta e presumo que não está nada bem.
—Só essa semana, já tivemos quatro contratos rompidos. A TAM e a United também estão prestes a acabar com a parceria. –
Os olhos de Edward ficam visivelmente mais escuros. Respiro fundo, mordo o lábio olhando para Alice.
—O governo já abriu as investigações? – ele indaga levando o aparelho ao ouvido.
—Sim, foram abertas ontem. – Alice diz mais baixo. —Parece que Eliezer está envolvido. –
Cerro os olhos.
—Eliezer, o pai da Tanya? – indago a Edward que assente com a cabeça. —Nossa... –
—Cameron. – a voz de Edward sai extremamente séria. —Preciso que venha para hospital com mais alguns homens. – recosto a cabeça em seu peito, seus dedos alisam meu braço. —Acho que mais cinco... Ok. – em silencio eu o observo guardar o celular no bolso. —Cameron já está chegando, ele vai trazer mais alguns seguranças para que possam ir para casa. –
—Tudo bem. – afirmo com um suspiro.
—Mas e as filiais, como elas estão? – Edward volta a perguntar para Alice.
—Não estão más, porém a empresa não pode mexer no lucro delas. –
—O governo bloqueou? – sua voz é ainda mais aflita.
—Sim, a conta da empresa está congelada. –
Volto a olhar para Edward, ele esfrega a mão no rosto bufando alto.
Pelo visto a coisa está feia!
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Coço meus olhos com preguiça, pela janela do carro posso ver a avenida movimentada de San Francisco.
Mordo a pontada unhas, estou com sono, cansada, mas queria ter ficado com Edward.
Respiro fundo arrumando o corpo no banco do carro. Ele ficou preocupado com o que Alice contou.
Também a situação é crítica.
Mordo o canto do lábio e olho para Alice, ela meche no celular de modo tedioso.
—Alice. – a chamo, seus olhos se voltam para mim de imediato. —Acha possível a empresa falir? – recuo o corpo com minhas próprias palavras.
Seria uma catástrofe... Deus, por favor nos poupe disso!
—Eu não sei Bella. – lubrifica os lábios respirando fundo. —As filias geram um lucro tremendo, mas o dinheiro está bloqueado. Os prejuízos do escândalo da propina já começaram a aparecer, já perdi as contas de quantas pessoas pediram a demissão. –
Contraio os lábios temerosa.
—Se o dinheiro está bloqueado não tem como pagar esses funcionários. –
—Não, não tem. – com o tom de voz mais baixo, ela confirma minhas palavras. —Nem os que se demitiram, nem os que continuam lá. –
Prendo a respiração por alguns segundos, coloco meu cabelo sobre o ombro, meus dedos tamborilam em minha coxa.
—Parece que isso não acaba. – murmuro cansada. —Sério, é uma notícia ruim atrás da outra, um problema maior que o outro. – solto a ar pela boca. —Isso só pode ser uma provação... – Alice ri, sua mão pega a minha com carinho.
—Tem que ver pelo lado bom, olhe seu relacionamento com Edward continua cada vez mais forte. Vocês estão passando por cima disso tudo juntos, como deve ser. –
Solto um suspiro, deito a cabeça em seu ombro, o carro para no sinal vermelho.
—Ele me pediu em casamento. – minha voz sai baixinha, o corpo de Alice praticamente congela, ergo o rosto e a encaro.
Ela está boquiaberta.
—O que? – seus olhos estalados, são cômicos. Prendo o riso, arrumo a franja em minha testa.
—Edward me pediu em casamento. – repito mais alto. Um sorriso se abre em seus lábios, ela chacoalha a mão e rindo alto, me abraça.
—Não acredito... Isso é sério? – desconfiada, ela me fita. Rio com um aceno de cabeça, confirmo. —Bella, não sabe como estou feliz por você! – sua voz sai pura emoção. —Caramba, você vai casar! Eu quero ser madrinha. –
—É claro que você vai ser madrinha. – lhe lanço uma piscadela. Animada, ela bate palminhas.
—Boba. – deixo um tapinha em sua perna, rindo de seu jeito esbaforido.
—Sério, ainda estou besta! – suas mãos se espalmam no couro do banco. —Quem diria que vocês dois estariam assim em tão pouco tempo! –
Suas palavras me fazem pensar.
Pouco tempo. Sim realmente faz pouco tempo. Menos de três meses e aquele plano de sedução se transformou em filho e casamento.
Puxo o ar com força.
—Pouco tempo mesmo. – concordo após alguns segundos de silencio. —As coisas entre nós aconteceram rápidas de mais. –
—Se aconteceu, foi porque era o tempo certo para acontecer. – Alice profere carinhosamente. A olho, maneio a cabeça em concordância. —Mas me conte... Esse casório já tem data? –
Rio baixo, nego com a cabeça, o carro adentra no estacionamento do prédio.
—Não, Edward apenas disse que dentro de um mês estaremos casados. – ela entreabre os lábios surpresa. Não prendo a risada.
—Um mês? –
—Sim, um mês. – Cameron abre a porta ao mau lado, solto o cinto e desço do automóvel. —Obrigada. – agradeço a ele que em silencio, chacoalha a cabeça.
—Vocês estão apressados. – me cutucando com o cotovelo, ela brinca. Quatro seguranças nos seguem de perto.
—Esperar não é uma qualidade nossa. – devolvo a brincadeira fazendo-a rir.
Solto um suspiro cansada enquanto subo as escadas.
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Um ruído alto me deixa sobressaltada, abro os olhos e encontro a escuridão. Meus batimentos cardíacos são ligeiros, estou assustada, nunca fui fã de escuro.
Nenhum abajur está aceso, o que deixa as luzes que entram pela janela, mais vividas. Rolo o corpo e não deixo de me assustar, ao ver uma figura alta e forte, parada aos pés da minha cama.
Encolho os pés, meu coração martela dentro do peito enquanto estico o braço para acender o abajur.
Assim que a luz clareia o quarto, eu reconheço as costas largas e corpo torneado que está coberto apenas por uma boxer.
Edward.
Ele se abaixa, parece que está tirando a calça, antes de se virar para mim. Não deixo de sorrir, ao ver a confusão em seu rosto.
—Achei que estivesse dormindo. – ele murmura após limpar a voz com um pigarro.
—Acabei de acordar. – murmuro, tapo os lábios ao bocejar. —Você me assustou. – falo ainda abatida pelo susto.
Edward sorri torto, com os olhos presos nos meus sobe na cama. Seu corpo se acomoda sobre o meu.
Mordo os lábios, meus braços passam por seu pescoço. O calor já conhecido passa por meu corpo, fecho os olhos quando seus lábios cobrem os meus.
Sua língua pede passagem e sem hesitar eu a deixo penetrar minha boca. Seus lábios quentes, chupam os meus, um arrepio passa por mim.
Respiro fundo mordendo-o de leve.
—Não foi minha intensão. – sua voz sai ofegante, ele me olha afagando meu rosto.
—Que horas são? Acho que eu dormi de mais. – Edward sorri com minhas palavras, seu corpo se afasta um pouco do meu, e com um pouco de dificuldade ele se coloca de baixo do edredom.
O calor que seu corpo emana é viciante.
—Quase duas da manhã. – responde correndo uma mão por minha cintura. —Não dormiu de mais, estava cansada, precisava dessas horas de sono. – puxo o ar com firmeza, ergo o rosto beijando seu queixo.
—E então, Esme está bem? –
—Graças a Deus sim. – murmura com um suspiro. —A transferiram da UTI para o quarto, fiquei a tarde toda com ela. – um sorriso enfeita seus lábios. —Mas a noite não aceitam acompanhantes. –
—Ela já acordou? – indago contornando seu lábio com o dedo. Eles estão tão vermelhos e atrativos.
—Sim, mas não ficou nem cinco minutos acordada. – sua voz sai amena, Edward me puxa pela cintura encaixando ainda mais nossos corpos.
Mordo o lábios sentindo seu membro ereto pressionar minha barriga.
—O médico disse que amanhã, ou melhor hoje, ela já vai estar mais consciente. – corro os dedos por seu peito desnudo.
Eu o quero. Muito.
—Fico feliz que ela esteja bem, estava preocupada. – assumo entre beijos, selando meus lábios por seu pescoço.
Edward não responde, suas mãos se infiltram por dentro da camiseta que uso, seus dedos roçam vagarosamente em minha pele.
Fecho os olhos, completamente arrepiada. Desço a mão por seu tórax, sinto seus gominhos definidos e os músculos de seu quadril.
Edward prende a respiração quando meus dedos esbarram no cós de sua boxer preta. Ergo o rosto e encontro sua orelha com a boca, puxo seu lóbulo entre os dentes chupando-o lentamente.
Ele ofega alto e em seguida geme, quando finalmente pego seu pau com a mão. Meus dedos o rodeiam, sinto-o pulsar em minha mão.
—Caralho, Bella... – mordendo meu ombro, Edward rosna.
Faço um leve movimento de vai e vem, recebendo mais um gemido seu.
—Quero você dentro de mim. – sussurro contra sua orelha. —Agora. – completo friccionando os dedos na cabeça inchada de seu membro.
Edward grunhi, se afasta de mim e me empurra deixando-me deitada de barriga para cima na cama. Eu o olho, seus orbes verdes queimam de desejo.
Mordo os lábios vendo-o puxar a calcinha de mim, arqueio o quadril para ajudá-lo. Aproveito o momento que Edward se livra de sua boxer, para tirar a camiseta que me cobre.
Seu corpo cola no meu. Estamos livres de roupas, nada nos impede agora.
Ele se abaixa, pega meu lábio inferior em uma mordida leve, um de seus braços passa por minha cintura enquanto o outro arqueia minha perna esquerda de uma vez.
Ofego alto, Edward a acomoda sobre seu ombro, um sorriso safado em seus lábios, o deixa ainda mais sexy.
Aperto os lábios de desejo quando ele roça seu membro em mim, por toda minha extensão molhada.
Embrenho os dedos em seus cabelos, com apenas uma estocada, Edward se afunda em mim.
O prazer corre por minhas veias sanguíneas, juntamente com a febre de luxuria que só aumenta a cada estocada.
Nossos gemidos altos se misturam pelo quarto, posso até ouvir os rangidos da cama.
Mas isso pouco me importa.
A única coisa que quero, é me afogar em meio a tanto prazer.
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