Segredos
10 Capítulo Nove
Notas iniciais
Abro meus olhos com preguiça, estico meu corpo em uma espreguiçada, e percebo que Edward está ao meu lado.
Coço os olhos e me viro para ele, que me fita atentamente. Sorrio ainda sonolenta, aproximo-me mais dele e com ternura, acaricio seu rosto.
Edward inclina a cabeça e me beija docemente, passos os dedos por seus cabelos me lembrando de cada momento que tivemos.
Nunca que eu poderia querer algo mais mágico que aquela noite.
Ele é sempre maravilhoso no sexo, dono de invejável poder de concentração, capaz de conduzir-me a alturas inimagináveis de prazer.
—Que horas são? – pergunto, enquanto Edward repousa a cabeça sobre meus seios.
—Que importância tem isso? – seus dedos correm por meu braço, deixando minha pele arrepiada.
—Nenhuma. – sorrio afetada. —Conseguiu dormir? – pergunto afagando seus cabelos macios.
—Um pouco. – ele responde baixo, se apoiando sobre um cotovelo ele me olha.
—Que foi? – indago meio sem jeito.
Edward ri fraco, esfrega a mão livre no rosto e volta a me observar.
—Você. – ele profere baixo, mas não deixa de sorrir.
—Eu? – cerro os olhos sem compreender, ele assente com a cabeça inclinando-a para me beijar novamente.
—Sim, você. – volta a afirmar. —Causou a maior bagunça em minha vida. –
Abaixo o olhar com suas palavras, lubrifico os lábios sem esconder meu desagrado.
— Você me tem fácil demais, nem precisou se esforçar muito para me ganhar, e isso... Isso me deixa assustado. – ergo o olhar, ele está pensativo, concentrado em suas palavras. — Porque eu estava preparado, sempre estive com um escudo impedindo qualquer um de se aproximar de mais, só que... Só que você ultrapassou qualquer barreira imposta por mim. –
Um sorriso abre meus lábios.
—Eu estava tão certo das minhas escolhas. Eu iria casar, iria fechar um contrato grande, assumiria o lugar de Carlisle na empresa... Mas, você chegou e tudo ficou fora do lugar, os pensamentos, desejos, vontades... – sua mão pousa em meu rosto afagando-o com um imenso carinho. —Agora tudo aquilo parece tão errado, parece.... Esta fazendo sentido? –
Solto um risinho baixo, Edward bufa, está tão confuso e perdido que chega a ser cômico.
—Eu já nem sei o que faz ou não sentido nessa história. – rio com seu jeito, é a primeira vez que vejo Edward assim, inseguro, embaraçado. —Acho melhor nem tentar entender o que estou querendo dizer, é complicado demais. –
—Eu entendo. – o corto baixo. Seus olhos verdes voltam para os meus. —Antes de conhecer você eu era muito infantil, na verdade ainda sou um pouco. – assumo meio sem jeito. —Tinha na minha cabeça que iria encontrar um príncipe encantado, iriamos nos apaixonar e tudo seria perfeito. – Edward sorri amargo. —Mas a vida é irônica, Edward. A vida por si só, é um caos... Nós dois bagunçamos nossas vidas, passamos a questionar nossas vontade e escolhas, mas... Eu entendo hoje que mesmo não sendo um príncipe encantado, mesmo me desiludindo e até ferindo, você é o certo para mim. – passo os dedos por seus cabelos tomando fôlego. —E é verdade, você me bagunça, eu te bagunço... Porém é uma bagunça boa. –
—É uma ótima bagunça. – ele sorri beijando minha testa. —E eu não quero uma arrumação. –fico calada ouvindo suas palavras. —Você entrou na minha vida de um jeito que me faz querer te ter para sempre nela. Parece um vício. – sorrio, passo os braços por seu pescoço e o puxo para mais perto.
—Não é vício. É amor. – minha voz sai como um sussurro, não espero por sua resposta apenas o beijo, tento demonstrar a ele como aquela afirmação é verdadeira.
⇜❋⇝
O sol se despede no horizonte com uma linda mistura de cores. Azul, laranja, rosa, amarelo, um pouco de verde. Juntas elas formam um dégradé impressionante, atrás do lindo círculo brilhoso.
Uma brisa fria passa por mim, me aperto dentro do roupão felpudo, um bando de passarinhos sobrevoa pelo céu iluminado em sua típica formação em V.
Solto um suspiro encantada.
Aqui é um lugar perfeito para ficar. Rodeado pela natureza, com paz, tranquilidade, amor! É mágico!
O apito do forno, me faz desviar a atenção da paisagem a minha frente. Apoio a mão na pedra escura da pia e fecho a janela com um leve empurrão.
A massa marrom do brownie fumega, seu cheiro me faz lamber os lábios.
Que delícia!
—Então você sabe mesmo cozinhar. – a voz de Edward soa pela cozinha, respiro fundo sobressaltada com sua presença inesperada.
Ergo os olhos, ele está parado na porta, o braço apoiado na madeira do batente. Veste apenas uma cueca, o que deixa seu corpo livre para os meus olhos.
Suspiro e sorrio, Edward passa os dedos pelos cabelos ruivos o que o deixa ainda mais sexy.
—É claro que eu sei. – mordo o lábio inferior, com uma faca começo a cortar os pedaços do brownie macio. —Já te contei que Suzane tinha um café em Danville, não contei? – murmuro sem olhá-lo.
—Sim. – ele responde, de soslaio vejo-o se aproximar.
—Então. – com um suspiro arrumo a coluna, minhas mãos se agitam em meio ao pano de prato retirando cada resíduo de farinha. —Eu saia da escola e ia ajuda-la na cozinha, por isso acabei aprendendo. – lembranças retornam a minha cabeça, instantaneamente abro um sorriso.
—Sua tia cozinha maravilhosamente bem. – apoiando os braços no balcão, Edward me olha. —Porque não reabriram a lanchonete quando se mudaram? – seus olhos verdes fitam atentos, a massa que ainda está dentro da forma.
—Por conta da coluna dela, sabe o desvio e tal... – dou de ombros explicando. —Vai acabar babando sobre o meu brownie. – puxo a forma rindo.
Edward me olha, seus orbes verdes rolam veemente.
—Quero um pedaço. – profere lubrificando os lábios com a língua, seu braço se estica e pega um dos pratos no suporte ao lado.
Sorrio quando ele me estende, parece até uma criança ansiosa para a sobremesa!
—Será que tem sorvete? – indago enquanto coloco um pedaço do brownie no prato.
—Vou ver. – Edward avisa, seus passos até a geladeira são rápidos. —Baunilha ou creme? – por cima do ombro ele me encara.
Mordo os lábios indecisa.
—Baunilha. – respondo por fim deixando dois pratos servidos sobre a mesa, juntamente de duas colheres.
Edward caminha até mim, seu corpo para próximo ao meu me deixando arrepiada. Respiro fundo sentindo o calor intenso correr por minhas veias, com cuidado deixo as bolas de sorvetes nos pratos fazendo a junção perfeita.
—Tem tanto tempo que eu não como brownie. – sentando em um dos banquinhos, Edward parece admirado com a sobremesa. —E é um dos doces que eu mais gosto. –
Cerro os olhos, com a colher levo um pouco de sorvete até minha boca.
—Porque? –
Ele dá de ombros enquanto saboreia o sorvete com a massa achocolatada.
—Hilary não gostava que Emmet e eu comêssemos doces. – de olhos no prato, ele conta.
—Hilary é sua avó? – questiono, ele apenas assente com a cabeça. —E depois que saiu da casa dela não comia porquê? –
Edward para, limpa a boca com o guardanapo e respira fundo.
—Ela dava ordens explícitas para as empregadas de Carlisle, nós só comíamos o que era saldável. – faço uma careta.
Que tristeza! Criança não gosta do que é saldável, criança gosta de açúcar!
—E agora que mora sozinho? – corto um pedaço do brownie com a colher, pondo-o na boca percebo como está quente.
—Bom... – ele para pensando um pouco. —Agora eu não como porquê... Sei lá. – dá de ombros soltando a respiração pela boca. —Acho que me acostumei com a alimentação saudável, implantada por Hilary. – explica voltando a comer. —Falando em saudável... Você tem que voltar a ginecologista terça-feira. –
Faço uma careta, desanimada, solto um muxoxo.
—Terça, tipo... Depois de amanhã? – não escondo minha falta de ânimo.
—Sim, os resultados dos seus exames chegaram. – respiro fundo assentindo com a cabeça.
Arrumo o corpo, cerro os olhos e prendo por segundos a respiração ouvindo o toque alto do celular.
Olho para os lados e logo, localizo o aparelho preto sobre uma das bancadas da cozinha.
—Seu celular. – falo vendo Edward bufar.
—Merda! – pragueja se pondo de pé. Com preguiça, caminha até o aparelho, seus olhos param no visor e logo, ele o leva até o ouvido. —Oi mãe! –
Me arrumo no assento, com a colher eu mecho no sorvete que já está praticamente derretido.
—Mais já? – não o olho, mas posso notar a surpresa em sua voz. —Caramba... Eu nem estou na cidade. – passando a mão livre pelo cabelo, Edward caminha até mim. —Ok, vou ver... Tudo bem, até mais. – pesaroso, ele desliga a ligação.
—O que foi? – viro o corpo para olhá-lo.
Edward faz uma careta, deixa o celular sobre o balcão e respira fundo.
—Vamos ter que ir embora amanhã cedo. – mordo o lábio ouvindo-o atentamente. —Minha mãe já vai voltar para a África e quer que eu vá ficar um tempo com ela... Me despedir dela. –
—Cedo? – engulo seco quando ele assente com a cabeça. —Achei que fossemos voltar só a tarde. – curvo os lábios em um bico, minha voz sai lamuriosa.
—Vamos ter que precipitar nossa volta. – sua mão afaga meu rosto, segura embaixo do meu queixo e ergue levemente a minha cabeça.
Fecho os olhos quando ele inclina o corpo e beija minha testa.
Solto um longo suspiro, Edward se concentra no celular e logo sai da cozinha. O desanimo me faz lamuriar alto.
É, hora de voltar para o mundo real!
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Abro os olhos assustada com o chacoalhar do carro, o coração martela em meu peito e minha respiração está ofegante. A luz me deixa cega por poucos segundos, mas logo consigo enxergar a paisagem da janela do carro.
Bocejo alto, arrumo o cinto e não deixo de reparar nas horas no painel do carro. Não são nem oito da manhã ainda.
—Já estamos chegando. – Edward comenta me olhando de soslaio. Estico meus braços me espreguiçando enquanto concordo com a cabeça. —Com sono? – uma de suas mãos pousa em minha perna, o calor de seu toque me deixa arrepiada.
—Pouquinho. – minha voz sai rouca, pigarro tentando limpá-la.
—Elizabeth ligou de novo. – arrumo corpo no banco, o carro para no sinal vermelho. Olho para Edward, ele me fita passando a mão pelos cabelos.
—E então? – mordo o canto do lábio, minha mão pousa sobre a sua, nosso dedos se encaixam com perfeição.
—Ela quer que eu vá ficar com ela... Quer almoçar comigo antes de embarcar, ficar junto.... Coisas de mãe. – faço uma careta soltando um muxoxo.
—Justo hoje que é meu aniversário? – pergunto sem esconder o desânimo.
Edward respira com força, se inclina e beija meus lábios duas vezes com selinhos molhados.
—Assim que ela embarcar eu volto para ficar com você. – seus dedos afagam meu rosto. Nossos olhos se conectam o que arranca de mim um longo suspiro.
Uma buzina alta nos deixa sobressaltados o que causa nosso afastamento. Edward bufa alto acelerando o carro pela Hayes St., vira à direita e para em frente ao meu prédio.
—Vamos subir? – chamo o olhando, volto minha atenção rapidamente para o cinto que se solta sem grandes dificuldades.
Edward destrava o carro, também solta seu cinto me fitando atentamente.
Rio, meio sem jeito coloco a franja para o lado.
—Não, eu preciso mesmo ir... – sua mão se estica até meu rosto, seus dedos contornam minha face com um cuidado tremendo.
Curvo meus lábios em um biquinho, cruzo os braços, estou realmente chateada.
—Não quero que vá! – confesso emburrada.
—Eu não quero ir, mas é minha mãe, preciso ir me despedir. – suas palavras me desarmam, solto a respiração pela boca e abaixo a guarda.
Alice já comentou, e até ele mesmo disse, que Elizabeth fica meses e meses sem aparecer por aqui.
—Vai vir mais tarde, não vai? –
Edward sorri com minha pergunta, sua mão corre para a minha nuca e sem demora, ele me puxa até nossos lábios se encontrarem.
Corro as mãos por seus cabelos, seu perfume me inebria e já sinto falta do maravilhoso fim de semana que tivemos.
—Logo estarei de volta. – ofegante, recebo sua piscadela divertida.
—Ok. – me inclino e deixo um selinho rápido sobre seus lábios. —Então já vou subir... Aposto que tem um militarão de pessoas esperando para me parabenizar. – brinco com ele, que rola os olhos.
—Espero que aquele porteiro não esteja no meio desse “mutirão”. – seus dedos se curvam no ar imitando aspas imaginárias.
—Mike? – pergunto provocativa. —É claro que está, ele é um dos principais. – não prendo o riso ao ver a carranca que se forma em sua cara. —Estou brincando amor. – chego mais perto para beijar seu rosto, ele ainda está emburrado.
O ciúme brilha em seus olhos.
—É melhor que esteja. – Edward profere com o maxilar cerrado. Sorrio, pego seu lábio inferior em uma mordida lenta, seus olhos se estreitam e o clima muda de repente.
—Você é o principal. O resto, é o resto. – murmuro beijando-o rapidamente. —Preciso pegar minha mala. – falo já pronta para abrir a porta do carro.
—Tinha esquecido. – Edward cerra os olhos, morde os lábios e sem falar mais nada, sai do carro.
—O que está fazendo? – pergunto fora do veículo, Edward me olha, abre o porta malas e retira minha bagagem de lá.
—Pegando sua mala, vou subir com você para deixar ela lá em cima. – não prendo o sorriso, Edward definitivamente é o melhor!
Abro o portão enquanto ele ativa o alarme do carro, Edward mantém as chaves prateadas em mãos enquanto caminha até mim.
Juntos adentramos no prédio, Edward bufa alto, seus olhos queimam em um ponto fixo na portaria.
Sigo seu olhar e percebo que a pessoa que recebe aquelas investidas mortais, é Mike.
Pigarro sem jeito enquanto passamos em silencio, pelo cômodo.
—Bom dia. – Mike cumprimenta educado, Edward praticamente rosna enquanto enlaça minha cintura com o braço.
—Bom dia, Mike. – respondo baixo seguindo para as escadas com Edward.
—Ainda irei ensinar aquele merdinha a dar em cima da minha mulher! – a voz dele sai ainda mais rouca, o ódio é palpável.
Rolo meus olhos e tento acalmá-lo com um beijo no rosto.
—Edward, ele não deu em cima de mim apenas me desejou um bom dia. – falo em meio a um suspiro.
Cerrando o maxilar, ele aperta os lábios em uma linha tênue.
—Não o defenda. – manda ainda mais raivoso.
Rolo os olhos, chegamos ao topo da escada o corredor está vazio e silencioso.
—Não estou defendendo-o, apenas estou falando a verdade. – cruzo os braços contrapondo.
Edward bufa mais uma vez, deixa minha mala no chão e me puxa pela cintura.
—Não quero discutir com você hoje. – sua voz sai mais amena, corro as mãos por sue peito, a camisa de seda me possibilita sentir cada músculo forte. —Feliz aniversário, baby. – deseja antes de juntar nossas bocas em um beijo quente.
Ele me deixa ofegante, sorri e me lança uma piscadela.
—Nos vemos mais tarde. – acena sorrindo maroto.
Ainda abobalhada eu o vejo se afastar até sumir do meu campo de visão.
Respiro fundo, passo as mãos em meus cabelos antes de pegar minha mala e seguir até meu apartamento.
Edward e seus efeitos. Edward e suas mudanças de humores constantes. Ele ainda vai me deixar maluca!
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Observo a bebida clara no copo de cristal com um tédio tremendo. A música está alta e as pessoas ao meu redor conversam realmente animadas para uma segunda-feira à noite.
A decoração é simples, nada de balões ou enfeites de mais, apenas algumas luminárias que combinam com as flores e velas, escolhidas a dedo, por Alice, essa que parece entretida com Renée.
Respiro fundo as olhando no canto da sala, fora realmente uma surpresa chegar em casa e encontrar ao lado de Alice e Suzane, minha mãe e Phil.
Eles haviam dito que viriam me ver em meu aniversário, mas eu simplesmente não contava com suas presenças tão ilustres.
Solto o ar pela boca, levo o copo aos lábios e tomo a margarita de uma só vez.
Deixo o copo de lado, retiro o celular do bolso e novamente me frustro ao ver que não há nem um sinal de Edward.
São quase oito horas e ele disse que o voo de Elizabeth sairia as quatro e até agora nada!
Rolo os olhos, ponho o aparelho no bolso e tediosamente caminho até Alice e Renée.
—Ai está ela! – empolgada, Renée se aproxima de mim, seus braços passam por meus ombros e ela novamente me esmaga em um de seus abraços fortes.
—Mãe... – murmuro quase que sem fôlego. —Quero respirar. – sua risada sai alta, posso ouvir a de Alice também.
Ela se afasta de mim, tento sorrir enquanto aliso o pano do meu vestido.
Já perdi as contas de quantas vezes ela me abraçou hoje!
—Edward ainda não apareceu? – Alice pergunta tomando um gole de sua tequila. Nego com a cabeça, ela respira fundo e afaga meu ombro com a mão livre. —Logo, logo ele vem. –
—E espero que traga junto uma boa desculpa. – cruzo os braços emburrada, ele disse que viria logo!
—Filha, tenha calma! – Renée pede colocando em minha cabeça um sombrero enorme. Rolo os olhos enquanto ela tira várias fotos minhas.
—Sério Alice, tanto país para você usar como tema e você escolhe justo o México? – sussurro a ela que ri, Jasper se aproxima e carinhoso beija seu rosto.
—Acho que tem alguém aqui pronta para dançar a La Cucaratha. – ele brinca, bufo alto e lhe mostro a língua.
—Ai que ideia maravilhosa! – Renée saltita ao meu lado. Fecho os olhos praguejando mentalmente. —Vou colocar essa música para dançarmos! – eufórica ela passa pela sala atropelando os convidados que se metem a sua frente.
Retiro o chapéu grande de minha cabeça e o deixo de lado, com os dedos tento arrumar meus cabelos.
—Obrigada Jasper! – minha voz cínica o faz gargalhar. Respiro fundo e me afasto um pouco. —Vou ao banheiro, se por acaso Edward chegar... – Alice logo capta minhas palavras assentindo com a cabeça.
Mordendo o canto do lábio eu tento passar pelas pessoas. Nosso apartamento já não é grande e ainda me convidam o prédio todo!
Uma trombada forte me faz saltar para o lado, meio tonta recupero o equilibro e tento encontrar o causador do meu quase tombo.
—Caramba, me desculpe! – um moço moreno se aproxima de mim, ele está realmente sem graça.
Pigarro e me afasto um passo, ele me olha e sorri.
Não deixo de reparar em como é bonito, com uns traços indígenas e estranhamente conhecidos.
—Tudo bem, não foi nada. – minha voz sai baixa, coloco meu cabelo atrás da orelha e respiro fundo.
—Eu não machuquei você, machuquei? – parecendo preocupado ele me analisa. Sorrio enquanto nego com a cabeça.
—Não... Foi apenas uma trombada. – murmuro amena.
Cerro meus olhos e volto a reparar em seus traços. É incrível como ele me lembra alguém! Mas, quem?
—Bella! – a voz conhecida soa atrás de mim o que me deixa instantaneamente arrepiada. Fecho os olhos por segundos quando as mãos fortes e conhecidas passam por minha cintura e o corpo másculo se une ao meu.
Edward.
—Desculpe o atraso amor, será que podemos conversar? – lubrifico meus lábios, meu coração martela em meu peito.
O olho por cima do ombro e percebo que ele encara friamente o moço a minha frente.
—Tudo bem. – falo mais controlada.
Não se esqueça que está com raiva dele Isabela! Não se esqueça!
—Com licença! – peço ao moço que sorrindo, maneia a cabeça.
Mantendo os braços envoltos em minha cintura, Edward me segue até meu quarto.
—Quem era aquele homem? – parecendo irritado, ele me pergunta. Fecho a porta e dou de ombros.
—E eu vou saber? – pergunto cruzando os braços.
—Para estar de papinho com ele tem que saber. – rolo os olhos, ele esfrega a mão no cabelo.
—Eu não estava de papinho com ele. – afirmo bufando. —Mal conversamos. –
—Acho bom! –
—Edward, você não queria conversar? – ponho meu cabelo atrás da orelha enquanto o encaro.
Ele respira fundo, mantém em uma das mãos uma caixinha branca, assim como o laço que a enfeita.
—Só queria dizer o motivo do meu atraso. – ele diz mais calmo. —O voo de Elizabeth acabou atrasando e... –
—Atrasando quatro horas? – indago mostrando a ele toda minha incredulidade.
—Não Bella, não atrasou quatro horas. – parecendo cansado, Edward respira fundo. —Mas depois que ela embarcou eu fui buscar seu presente! –
Recuo o corpo com sua explicação, encolho os ombros e chacoalho a cabeça levemente.
—Você já me deu um presente! – contraponho menos firme. Edward dá dois passos em minha direção e logo me estende a caixinha quadrada.
—Agora vou dar outro. – um sorrisinho brinca em seus lábios. —Pegue! –
Mordo o canto dos lábios e meio acanhada, pego o presente de sua mão.
Caminho até a cama, me sento e com cuidado, abro a caixinha delicada.
Meus olhos brilham e sinto meus batimentos acelerarem ainda mais quando vejo o anel de ouro branco sobre o travesseirinho de veludo.
—Mandei fazer para você. – ele diz abaixando a minha frente. —E gravar o meu nome dentro. – ergo o olhar, meus olhos estão turvos de lágrimas.
Que gracinha!
Edward sorri, retira o anel da caixinha o que faz a pérola reluzir, com cuidado ele segura minha mão e desliza a joia por meu dedo.
—É lindo! – ainda encantada, eu murmuro.
—Fico feliz que tenha gostado. – seus dedos afagam meu rosto. —Feliz aniversário, Isabela. – solto um suspiro, nossos olhos se encontram e tudo ao meu redor some.
Ainda emocionada eu o puxo para mim e o pego em um abraço forte.
Deus, como eu amo esse homem!
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