Segredos
18 Capítulo Dezessete
Notas iniciais
Uma semana se passou desde que marcamos a data do casamento, e se já tínhamos pressa antes, agora estamos correndo contra o tempo.
Nunca pensei que eu fosse gostar tanto de participar da elaboração do casamentou ou da reforma de nossa casa, mas a cada dia que se vai, mais eu me envolvo querendo saber cada mínimo detalhe.
No meio de tanta correria, ainda preciso arrumar tempo para ser saudável. Em minha última consulta, três dias depois de termos marcado a data oficial do casamento, eu voltei a me consultar com Jack e ela fora direta ao falar que meu útero não está recebendo o tanto de nutrientes que precisa.
Foi um susto, é claro. Mas ela também me garantira que o bebê está bem.
Porém, as palavras da doutora não foram o suficiente para Edward que desde segunda-feira, faz questão de filtrar até o ar que eu respiro.
—Bella. – a voz de Lauren me desperta dos pensamentos. Ergo a cabeça e a encaro, ela sorri e empurra o notebook em minha direção. —Então vai ser esse convite? –
Olho para a tela digital, instantaneamente abro um sorriso.
Convite.
Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que teria um tão luxuoso.
O convite consiste em uma caixa quadrada, envolta em renda francesa branca o charme se completa pelo lacinho de cetim creme que a lacra.
É tão linda!
—Sim, é esse mesmo. – confirmo a ela que assentindo com a cabeça, muda a foto.
—Dentro você quer o que? Vinho com taças, ou a gravata e o colar de pérola? – mordo os lábios indecisa.
—Não sei... – solto baixo analisando as duas opções. —Alice! – olho para o lado e a chamo, ela me olha prontamente e sem hesitar, caminha até mim.
—Oi. – ela afaga meu cabelo antes de se sentar ao meu lado.
—O que eu coloco dentro da caixa do convite? – pergunto apontando para o computador.
Alice analisa bem a foto.
—Acho que o vinho e as taças. – ela murmura ainda pensativa. —As iniciais dos nomes deles vão ser gravadas nas taças? –
Sorrindo, Lauren concorda com a cabeça.
—Ah Bella, definitivamente deve colocar o vinho e as taças. –
Mordo os lábios e concordo com a cabeça.
—Vai ser isso mesmo Lauren. – digo a ela que logo trata de digitar no computador.
—Ótimo, depois vemos qual safra de vinhos iremos usar. – solto um suspiro com suas palavras. —Agora é hora da lembrança. – Lauren volta a falar enquanto abre milhares de imagens. —O que pensa em dar aos convidados. –
Olho para Alice, ela arqueia as mãos e nega com a cabeça.
—Não faço ideia. – solto fazendo-as rir.
—Olha, pode dar esse kit de toilette. – ela vira mais o computador, para que possamos ver melhor. —Ele é simplesmente magnífico. –
Olho atentamente para a caixa de madeira branca, ela é cheia de repartições onde perfumes, sabonetes, lenços e outras coisas a completam.
—Pode ser. – confirmo.
—Ok, vamos marcar aqui. – Lauren murmura. —Cor branca e dourada... Vou mandar fazerem cento e cinquenta, ok? –
Sem falar nada, apenas concordo com a cabeça.
—Estava conversando com a moça dos arranjos, você precisa ver os vasos Bella! – parecendo encantada, Alice me conta. —Eles são de cristais sabe? Rodeados por contas, todo incrustrado... São lindos! –
Meus pensamentos dão voltas e mais voltas enquanto tento imaginar os tais vasos.
—Já encomendou as orquídeas? – Alice se inclina para poder encarar Lauren.
—Sim, elas estão vindo diretamente da Ásia. – não deixo de me surpreender com isso. —São as famosas Phalaenopsis, me deu um enorme trabalho consegui-las. – se levantando da mesa, Lauren suspira. —Bella, são duas horas, precisa tomar seu lanche. –
Faço uma careta.
—Edward me deu ordens expressas e me fez jurar de pé junto que eu faria você comer. – Alice ri se pondo de pé também. —Vamos, assim que lanchar vamos conversar com a designer do seu vestido de noiva. –
Engulo seco.
Vestido de noiva. Nem me lembrava desse detalhe.
Levanto e caminho ao lado das duas que não param de tagarelar, ao meu redor, posso ver todas as pessoas trabalhando no modo rápido.
Todas envolvidas com meu casamento. Suspiro profundamente, não evito o sorriso.
Meu casamento.
—Bella ainda não me disse o lugar que quer se casar meu bem. – enquanto espero a garçonete trazer a comida, ouço as palavras de Lauren. —Estamos correndo contra o tempo e ainda não temos um lugar. –
—Eu não sei onde posso me casar... Não conheço muitos lugares em San Francisco. – arrumo o corpo na cadeira, vendo uma mulher se aproximar ao lado da minha nutricionista.
Rolo os olhos, toda essa atenção chega a ser exagerada.
—Seu lanche saudável da tarde. – sorrio para ela, enquanto a mulher deixa a bandeja sobre a mesa. —Fiz uma saladinha de frutas com bastante vitaminas e um suco de melão que ótimo para o útero. – a médica explica sorridente.
—Obrigada, Mary. – ela manei a cabeça, antes de se retirar com a garçonete de nome desconhecido. —Vocês querem? – em sincronia, Alice e Lauren, negam com a cabeça.
—Voltando ao assunto, Edward disse que você poderia escolher qualquer lugar para se casar. – rolo os olhos, enquanto Lauren ri.
Tomo um gole do suco, antes de levar mais frutas a minha boca.
—Você me disse uma vez que queria se casar em um castelo. – Alice diz de uma vez, arqueando as mãos.
—Ah, Alice... – limpo os lábios com o guardanapo. —Eu não pensava direito na época... Casar em um castelo? Isso nem é possível... –
Mas seria ótimo e lindo!
Suspiro com a ideia.
—Claro que é possível. – Lauren diz desviando os olhos de mim por poucos segundos. Dou de ombros comendo mais um morango. —Se quiser, enquanto conversa com a estilista, eu já procuro pelo castelo ideal.
—Lauren, não tem necessidades disso, Edward nem vai querer.... –
Paro de falar quando duas mãos quentes pousam em meus ombros. Nem preciso olhar para saber que é ele.
Engulo a fruta com dificuldade, meu coração martela em meu peito e erguendo os olhos, logo encontro os orbes verdes brilhantes.
—Tem necessidade sim. – Edward se abaixa e beija minha testa. —E se você quer casar em um castelo, nós nos casamos em um castelo. – um sorrisinho torto enfeita o canto de seus lábios.
—Edward... – começo a falar porém seus dedos pousam em meus lábios e me calam de vez.
—Sem essa de Edward. – ele puxa a cadeira ao meu lado e se senta. —Lauren, pode começar a procurar um castelo, não importa onde seja. – ele diz beijando minha mão livre.
Alice ri alto, faço uma careta enquanto a cerimonialista bate palminhas animada.
Olho pelo canto dos olhos para Edward, ele ainda sorri.
—Você sabe que isso é um exagero, não sabe? – pergunto. Edward nega com a cabeça, pegando o garfo de prata ele leva um cubo de fruta até minha boca.
—Só quero que tenha o casamento dos seus sonhos e que fique feliz com isso. – suas palavras saem extremamente sincera.
Mastigo de vagar prendendo o sorriso. Outro suspiro escapa por mim.
Sim, isso é mesmo um sonho!
⇜❋⇝
—Castelo? – a voz de Suzane demostra toda a surpresa que sente. Me encolho na poltrona do estúdio, enquanto assinto com a cabeça. —Bella... Meu Deus, isso não é um pouco demais não? – ela pergunta ainda boquiaberta.
—Titia... Deixe-a fazer seu casamento ideal. – Renée pede se sentando ao lado de Suzane.
—Renée, você por acaso imagina o valor que não vai ficar isso? – as duas se olham, sinto meu estomago gelar. —Certamente todo o dinheiro que você gastou desde que nasceu até o dia de hoje, não paga a metade disso tudo. –
Engulo seco, mordo a ponta da unha.
—Gente, Edward quer dar isso a Bella. – Alice se coloca na conversa. —E podem acreditar, a fortuna que ele está gastando nesse casamento, não é nem um terço, do que ele ganha por mês. –
Renée nem Suzane fala mais nada sobre o assunto, Alice se senta ao meu lado e segura minha mão com carinho.
—Filha, que casa é aquela? – Renée pergunta após alguns segundos de silencio. Rolo os olhos e rio baixo, ela não consegue ficar em silencio mais do que isso. Poucos segundos. —Aquilo é uma mansão! –
—Já estão reformando? – indago após limpar a voz em um pigarro.
—Sim, já colocaram até o elevador para tia Suzane. – Renée conta animada.
—Outro exagero. – Suzane respira fundo.
—Tia, não vamos discutir novamente ok? – peço a ela que fazendo uma careta se mantém em silencio.
Me arrumo no sofá macio relembrando de nossa discussão dias atrás. Ela praticamente se negara a ir morar conosco, e ficara ainda mais na negativa, quando falei sobre o elevador.
Acho que teimosia é de família, só pode!
—Bella, meu amor! – adentrando na sala Lauren soa vitoriosa e animada. —Tenho boas notícias! –
Todas nós nos mantemos em silencio enquanto a olhamos, ela suspira, parece não se aguentar de felicidade.
—Consegui dois castelos para a senhorita! – ela conta após tomar fôlego. —Você vai poder escolher se quer casar na França ou na Eslováquia. –
—Ual, que chique! – Alice comemora ao meu lado, batendo leves palminhas.
—Olhe as fotos. São dois castelos lindos. – sentando ao meu lado, ela me entrega o notebook. —O Castelo de Bojnice fica em Bojnice. – ela ri trocadilho.
Renée e Suzane se colocam ao meu lado, para poderem ver as fotos também.
O castelo é incrível! Fito a foto admirada vendo a foto do lugar agradáveis e romântico.
—É lindo! – Suzane murmura encantada, a olho, ela sorri.
—Sim é perfeito. – Lauren concorda. —E também há esse, Chenonceau no Vale do Loire. – Lauren muda a foto e posso ver o lindo castelo com arquitetura renascentista do século XVI e belíssimos jardins.
—Ual! – Alice solta fascinada. —Que lindo! –
—É magnífico. – Renée solta ainda de olhos fixos no computador.
—E então meu anjo, qual vai ser? – Lauren pergunta e todas elas me olham.
Recuo o corpo, ofego baixo e me sinto perdida.
—Gente... Eu não sei. – murmuro baixo. —Edward tinha que ver também.... –
—Se quer saber a opinião dele eu te digo, ele gosta mais do castelo na França. – mordo os lábios e olho novamente para a foto. —Ele quem disse sobre esse castelo. – Lauren completa.
—Eu concordo com Edward, o da França é mais bonito. – Suzane diz arrumando a postura.
—Sério? – Alice olha para minha tia. —Gostei mais do primeiro. –
—E você mãe? – olho para Renée, ela morde os lábios e sorri convicta.
—Gostei dos dois. Não consigo escolher um deles. -
Bufo alto, esfrego a mão no rosto.
—Agora eu estou ainda mais dividida. – elas riem de meu sofrimento. —E quanto a condição do tempo? Não teremos problemas? –
—Em nenhum dos dois. – Lauren afirma. —Na Eslováquia é primavera, enquanto na França é início de Outono. –
Coço a cabeça indecisa.
—Acho que... Que vai na ser na França mesmo. – digo após pensar um pouco. —Edward gosta, eu também gostei.... –
—Ótimo. – Lauren comemora. —Se quer saber, ele se enquadra mais na decoração mesmo. – sorrio com suas palavras.
—Com licença. – a voz se une a três batidinhas na porta, olho em direção ao som e sinto meu corpo congelar ao ver a moça com traços chineses nos olhar sorrindo.
Não, não pode ser ela!
Deus.... Não acredito!
—Vera! – se pondo de pé, Lauren caminha até ela. Cubro os lábios ainda estancada no sofá. —Como você está? – ouço a voz da cerimonialista soar mais longe.
—Estou muito bem, Lauren. – ela sorri simpaticamente. —E você? –
—Atarefada. – as duas riem.
—Me diz que aquela não é a Vera Wang. – Alice pede, a olho, seus olhos estão tão arregalados quanto os meus.
—Não posso. É ela. – minha voz sai fraca, falha. Engulo seco, enquanto elas se aproximam.
—Meninas, essa é Vera Wang, estilista que vai fazer o vestido da noiva. – Lauren a apresenta. —Vera, essa é Renée, mãe da noiva. – ainda perplexa, vejo-as se cumprimentar. —Suzane a tia. – engulo seco.
Caramba... Só posso estar sonhando!
—Alice, a melhor amiga. – coço os olhos vendo uma Alice abobalhada cumprimentar a estilista. —E por último, Isabela a noiva! –
Com cuidado eu me ponho de pé, Vera se aproxima e me cumprimenta cordialmente.
—É um prazer Isabela. – ela diz educada. Não deixo de reparar em como seus cabelos são incrivelmente negros e lisos, assim como as fotos na internet.
—O prazer é meu. – falo tentando me recompor. —Apenas Bella, por favor. – um sorriso se abre em seus lábios, ela afaga meu ombro e assente.
—Ok, Bella. – sorrio levemente. —E então, vamos começar? –
Pigarreando, eu concordo com a cabeça.
—Bom, meninas vou precisar me ausentar um pouquinho porque preciso confirmar o castelo. Na França mesmo, não é? – Lauren me olha se afastando uns passos.
—Isso. – confirmo a ela que me lança uma piscadela.
—Ah o casamento será em um castelo? – Vera pergunta se sentando.
—Sim, vai ser no Chateau D’Esclimont. – Lauren conta pronta para deixar a sala. —Até daqui a pouco meninas. – acenando, ela sai da sala.
—Ótima escolha. – Vera elogia, retirando uma pasta de couro negra extremamente elegante. —Só de imaginar o lugar já me veio várias ideias na cabeça. – ela ri, sendo seguida por todas nós. —Mas então... Me diga como você imagina seu vestido de noiva? –
Mordo meu lábio inferior, sento no sofá juntamente com Alice e Renée, enquanto Suzane se acomoda em uma poltrona.
Tomando fôlego, abro um sorriso.
Meu vestido de noiva!
Sinto peito inflar de felicidade e contente, começo a narrar a ela cada detalhe que pensei.
⇜❋⇝
Exausta.
Essa é a palavras que descreve com perfeição meu estado no momento. E o pior é que me sinto mais cansada psicologicamente do que, fisicamente.
Puxo o ar pela boca, Maggie aplica mais laque em meus cabelos que estão presos em uma trança despojada.
Olho no espelho, minha franja está solta assim como alguns fios. Sorrio.
Gosto disso.
—Maggie, eu estou precisando urgentemente pintar o cabelo. – falo para ela que ri, dando os últimos retoques em meu cabelo, com o pente.
—Tem que falar com sua médica primeiro. – ela diz de olhos fixos em meus cabelos. —Eu conheço tintas específicas para gestantes, mas mesmo assim é bom perguntar a ela. –
Entorto os lábios com uma vontade enorme de morde-los.
Pelo amor de Deus, ficar com os dentes manchados por batom em plena festa de noivado é o fim!
Meu subconsciente praticamente grita dentro de mim.
Tomo fôlego pela boca.
Festa de noivado.
É impossível não sorrir com isso. Eu nem imaginava que Edward estava planejando algo assim, e fui completamente pega de surpresa, quando ele me avisou sobre a festa em sua casa.
Não de modo comum, como com uma ligação ou mensagem, não... Ele fora melhor, me deixando fascinada com um lindo buque de rosas brancas.
Suspiro longamente. Nos últimos dias, venho fazendo muito isso.
—Ok, já está pronta! – Maggie murmura tendo minha atenção.
Me olho para o espelho, a maquiagem está boa. Os olhos esfumaçados em tom negro do modo que eu gosto, enquanto meu batom é mais nude.
Sorrio me pondo de pé, o vestido que uso é preto e branco. A renda preta delineia o corpete claro e o saiote, que vai até a altura dos meus joelhos.
A peça é assinada pela marca Chanel, assim como minhas sandálias negras.
—Ficou linda. – Maggie elogia, enquanto começa a guardar suas coisas.
—Obrigada Maggie. – agradeço arrumando a postura. —Você vai ficar, não vai? –
—Vou ter que ir embora. – ela diz tristemente. —Ter filho pequeno é complicado. – completa com um suspiro. —Logo você vai me entender. – lançando uma piscadela, ela sorri.
Engulo seco, contudo não deixo de sorrir.
—Tudo bem então. – murmuro vendo-a fechar sua maleta grande.
—Tenha uma boa festa e se divirta. – Maggie deseja me dando um rápido abraço.
—Obrigada, de um beijo em Luke. – peço antes dela sair do quarto acenando.
A porta é fechada e então estou sozinha no grande quarto da casa de Edward. Olho em volta reconhecendo mais uma vez o cômodo.
Sorrio sem evitar as lembranças de quando acordara aqui pela primeira vez, após ser atropelada por Tyler.
Caramba, parece que isso aconteceu há anos e não a poucos meses.
Respirando fundo eu me viro ao ouvir a porta ser aberta. O sorriso em meu rosto se alarga ao ver Edward adentrar no cômodo.
Seus olhos passam por meu corpo. Não posso deixar de repara em como ele está fodidamente gostosos com o terno cinza claro.
—E então... Pronta? – parando a minha frente, ele pergunta. Sorrio afirmando com a cabeça.
—Sim. – minha voz sai firme, solto um suspiro sentindo seu toque quente em meu rosto. —Estava lembrando do dia que eu te conheci. – mudo de assunto, nosso olhos se encontram e posso sentir que ele não aprecia tal assunto.
—Nem me lembre. – ele pede meio agoniado. —Só de pensar no que poderia ter acontecido com você... Me dá agonia. –
Sorrio levemente, contorno sua boca com a ponta do dedo indicador.
—Foi só um susto. – digo me inclinando para poder beijá-lo levemente. —E se não fosse aquele atropelamento, certamente nós não teríamos nos conhecido. – Edward sorri, seus braços passam por minha cintura.
—Sim, você certamente estaria trabalhando em algum lugar, onde eles não iriam valorizá-la como merece... – rio de suas palavras. —E prefiro acreditar que ainda estaria solteira. –
—Poderia estar namorando com o Mike. – dou a ideia, vendo uma carranca se formar em sua cara. —E você estaria casado, ou prestes a casar. – minha voz sai desgostosa.
É incrível como ainda sinto ciúmes da ideia. E mesmo sem conhecer a tal Aneliese, eu não gosto dela.
—Mas eu estou prestes a me casar. – abaixando a cabeça, Edward roça o nariz em meu pescoço. Fecho os olhos sentindo meu corpo responder de imediato a esse simples toque.
—Comigo. – falo com o timbre trêmulo pelos beijos que Edward distribui em minha pele sensível.
—Com você. – ele concorda, deixando um último beijo, antes de se afastar.
—E pensar que você poderia ter toda e qualquer mulher do mundo... – abaixo os olhos, arrumo sua gravata preta com os dedos.
—Eu não quero todas, nem qualquer mulher. – segurando meu queixo, Edward levanta minha cabeça, obrigando-me a olhá-lo. —Eu quero uma. Eu quero você. –
Suas palavras me desarmam, rio levemente sentindo o coração palpitar em meu peito,
Caramba, como eu o amo!
—Eu quero você. – ele repete sorrindo torto. —Apenas você. – sua voz mansa e aveludada me arrepia. — Apenas seus lábios. – seus dedos roçam em minha boca entreaberta. Fecho os olhos por segundos, verdadeiramente mexida.
Tomo folego, afago seu rosto, meus olhos dentro dos seus.
—Eu quero você. Todo dia. Toda hora. Todo minuto. Todo segundo. Todo milésimo de segundo. – solto recebendo um sorrindo lindo.
Caralho, como ele consegue ser tão perfeito?
—Eu amo você, Isabela. – tomando meu rosto entre o seu, ele declara. Nossos olhos estão tão unidos que sinto como se eu pudesse ver dentro dele, sei que Edward sente o mesmo.
—Eu também amo você, Edward. – murmuro antes de me inclinar e tomar seus lábios para mim.
Seus braços rodeiam minha cintura, ele me puxa para mais perto e me acomodando em corpo, eu sei que não há lugar mais perfeito para estar.
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