Segredos
28 Bônus
Notas iniciais
O dia amanheceu sob uma constante e espessa, camada de neve.
O sol não surgiu. O frio não deu trégua. Mas mesmo assim, não posso dizer que o dia está feio, mesmo estando no mais escuro inverno.
Isso, porque minha vida está linda.
Já se foram seis anos. Seis anos desde que conheci Edward.
Muita coisa aconteceu desde aquela fatídica segunda-feira chuvosa onde ele me atropelou. A começar por nosso casamento, foi lindo emocionante e um dos momentos mais especiais da minha vida.
Nossa lua de mel, veio para fechar com chave de ouro aquele período romântico, onde meu mundo girava em torno dele.
Na verdade ainda gira, mas hoje, Edward divide o centro do meu mundo, com duas pessoinhas.
Arthur.
Ele já tem cinco anos e a cada dia que passa, fica mais parecido comigo. É claro que eu me orgulho imensamente disso.
Só uma mãe sabe como é bom quando alguém se aproxima, olha seu filho e diz: É a sua cara. Ou, parece muito com você!
Desde que ele nascera, em uma cesariana de última hora, que eu escuto coisas assim.
Arthur veio ao mundo no dia Nove de abril de dois mil e dez.
Estava com trinta e sete semanas de gravidez quando descobrimos que o cordão umbilical estava enlaçado em seu pescoço e todo meu plano de tentar o parto normal, foi por água abaixo.
Obviamente foi uma correria, eu me preocupei, quase endoideci de preocupação e então, cerca de meia hora depois eu pude descobrir o quão real é o amor à primeira vista.
Três quilos e duzentos gramas. Quarenta e nove centímetros.
Um príncipe. Meu príncipe.
Descobri como vale a pena passar pelos enjoos, perder as roupas e por vários momentos a autoestima, como vale a pena engordar e ficar com a pele manchada... No final, quando se vê aquele serzinho completamente frágil e dependente de você, o amor é tão grande, tão forte que nada disso se compara.
Isso é consumidor e como uma perfeita mãe babona, é claro que eu ainda sinto meu peito inflar de felicidade quando me relembro daquela manhã.
Felicidade essa que, também é enorme quando me recordo da madrugada agoniante que passei.
A recuperação da cesariana foi difícil, porém enfrentar as dores do parto normal é algo quase insuportável.
Descrever a intensidade das contrações é impossível. Não há dor que se compare, nada chega aos pés disso.
Foi sofrido, demorado e até arriscado, mas Olívia nasceu com uma saúde de ferro.
Era dia dez de setembro, uma e cinquenta e cinco da manhã.
Pesou três quilos quatrocentos e sessenta gramas, mediu quarenta e cinco centímetros.
Ela era uma bolotinha, pequenina e gordinha. Só tinha cabelo, um tufo acobreado que não abaixava nem a poder de reza.
Linda assim como o irmão, mas diferente de Arthur, ela é o xérox de Edward.
Ruiva, pele clarinha, nariz fininho e os lábios mais perfeitos que eu já vi. A única coisa que ela não herdou dele, são os olhos.
Ela tem dois mares azulados que impressionam a todos.
Minha princesa já tem quatro anos. Olhando para ela e Arthur, não consigo me conformar com o modo que eles crescem tão rápido.
—Mamãe. – a voz de Arthur me tira dos devaneios. Meneio a cabeça erguendo os olhos para ele.
O sorriso se abre em minha boca instantaneamente, enquanto arrumo a jaqueta de couro marrom chocolate em seu corpo.
Arthur é tão lindo!
Os cabelos dourados, estão desgrenhados, mas verdadeiramente charmosos. Os olhos verdes brilham em minha direção e os lábios estão curvados em um biquinho pensativo.
Respiro fundo controlando a vontade de pegá-lo no colo e enche-lo de beijos.
—Mamãe! – ele volta a chamar, dessa vez parece ter ainda mais expectativa por minha resposta.
—Fala amor. – murmuro arrumando sua camiseta branca.
—Tia Alice vai vir hoje mesmo? – sua voz demonstra aflição e certa preocupação. Sorrio para ele.
Arthur é desde pequeno, muito apegado a Alice. Passei quase um mês explicando a ele que ela tinha de ir viajar e não passaria o natal conosco. Obviamente, ele ainda não aceitou muito a ideia de ficar longe de sua madrinha.
—O que ela prometeu para você, hein? – seguro suas mãos entre as minhas, o pequeno rolex em seu punho está frio.
—Que viria hoje de manhã. – Arthur profere antes de soltar um suspiro.
—Então meu amor, se ela prometeu, ela vem. – afago sua bochecha, me inclino e beijo a ponta de seu nariz.
—Mas já é tarde e ela ainda não chegou. – completa emburrado. —Nós vamos viajar amanhã e se ela não chegar a tempo? – agora ele está ainda mais preocupado.
—Arthur, logo, logo a titia vai chegar. Pode ficar tranquilo que não iremos viajar sem ela e... –
—Mamãe! – Olívia adentra no closet de Arthur, sua voz alta e animada me interrompe.
Volto meus olhos para ela que está ofegante e eufórica.
Novamente me encanto com suas roupas.
Está de camisa jeans, um lenço no pescoço, calça de couro preta e botas rasteiras com franjas. Os cabelos presos em um rabo de cavalo bem alto, tem somente a franja livre.
Está uma graça, uma boneca!
—Mamãe! – murmura novamente, para por alguns segundos e então toma fôlego. Estico a mão e a puxo pela cintura. —Sabe quem chegou? – seus olhos brilham de emoção.
—Não, quem? –
—Tia Alice! – comemora alegre. Mal tenho tempo de abrir a boca, logo Arthur se afasta e parece não estar crendo nas palavras da irmã.
—Tia Alice chegou, Livie? – ele questiona descrente. Ela assente com a cabeça, mantendo o sorriso nos lábios rosados.
—Uhum, ela e o Titio Emm. – Olívia bate três palminhas, seu corpo quica de felicidade.
Mesmo estando diante de duas crianças eufóricas, o fato de Alice chegar acompanhada de Emmet, não passa despercebido.
—Mamãe, já posso descer? – Arthur me olha e eu nunca negaria nada para aquele olhar intenso dele.
—Pode amor. – minhas palavras mal saem da minha boca e ele já desaparece do closet, sendo prontamente seguido por Olívia. —Cuidado com as escadas. – grito, mas sei que é em vão.
Crianças!
Com um suspiro me coloco de pé, o espelho a minha frente reflete com perfeição minha imagem.
Passo os dedos no veludo escuro da minha saia lápis. Ela me remete um ar nostálgico que é quase palpável.
Faz tanto tempo, mas mesmo assim ainda me recordo com clareza dos dias que trabalhei para Edward.
Edward.
O nome ecoa em minha cabeça, e como todas as vezes abro um sorriso.
É incrível como ele só melhora. Só se torna a cada segundo, mais maravilhoso e perfeito. E eu o amo a cada dia mais e mais.
—Preciso dizer como essa saia te deixa imensamente gostosa? – a voz rouca me sobressalta. Ofego procurando no espelho o reflexo do dono daquele timbre tão sexy.
Edward está parado no umbral da porta, os braços cruzados estão ainda mais torneados. A jaqueta de couro preta o deixa deliciosamente quente.
Os cabelos desgrenhados, a barbinha por fazer contornando o sorriso torto e os olhos brilhantes, deixam a vista sua faceta irresistível.
Meu cafajeste.
—Me assustou, Edward! – exclamo sem querer mostrar o quanto ele me afeta. Edward sorri, passa a mão pelos fios de cabelo e com dois passos, adentra no closet, isso após fechar a porta.
Sinto meu corpo começar a queimar. O ar fica ligeiramente mais escasso e meus pelos se eriçam.
Ah, seis anos se foram e eu ainda não me acostumei com esses efeitos!
—Assustei, é? – pergunta parando atrás de mim.
Minha piscada sai mais longa, isso é uma consequência de seu toque quente e envolvente. Suas mãos deslizam por minha cintura com maestria.
É incrível como ele conhece meu corpo.
—Sim. – murmuro soltando um pigarro. Edward procura meus olhos no espelho, sorri enquanto afasta meus cabelos loiros para o lado e então afunda o rosto na volta do meu pescoço.
Edward me vira com facilidade. Um movimento rápido e voilà! Estou de frente para ele.
Seus olhos se encontram com os meus, Edward retira os fios do meu rosto com cuidado. O sorriso não abandona seus lábios nem por um milésimo de segundo.
—Onde... Onde estão as crianças? – pergunto tentando focaliza meu cérebro em algo que não seja o corpo de Edward colado ao meu.
—Lá em baixo com Alice e Emmet. – sua voz sai completamente envolvente.
Engulo seco. Isso é tão tentador. Tão atiçador!
—Eles chegaram... Juntos? – minha voz novamente vacila, dessa vez é por ter os lábios de Edward roçando nos meus.
—Chegaram. Mas eu não quero falar deles agora. – Edward deixa claro, firmando a mão em minha cintura e a outra em meus cabelos.
Solto um ofego mais alto e então ele beija. Sem puder. Sem receio. Sem cautela.
Do jeito que só ele sabe. Do jeito que só ele pode.
Me envolvendo. Me enlouquecendo. Me inebriando.
Seus lábios se separam dos meus com um barulho audível. Tomo folego desesperada, enquanto Edward mantem suas mãos bem presas em mim.
—Você parece um anjo com esses cabelos louros e olhos verdes. – sorrio com suas palavras.
Edward sempre diz coisas assim. Sempre fala como tenho uma aparecia angelical.
—Você me deixa doido, baby. – seus lábios colados a minha orelha me causam calafrios.
Enlaço sua cintura com os braços, mantendo-me ainda mais unida a ele.
Estico um pouco os pés, mesmo estando de salto, Edward ainda é mais alto que eu. Meus lábios alcançam sua orelha, mordo seu lóbulo e o chupo com calma.
—Você também me deixa doida. – sussurro em seu ouvido. Posso ouvir o cerrar dos dentes dele, suas mãos se intensificam em mim.
Mordo os lábios ao sentir o volume duro pressionar minha barriga.
Caralho... Esse homem, ainda vai me matar!
Ainda me mantendo colada a ele, Edward desliza uma de suas mãos por minha barriga até chegar na barra da saia de veludo.
Seus lábios deixam beijos molhados por toda a extensão do meu pescoço e o gemido chega a minha garganta quando ele infiltra a mão em minha calcinha.
Seus dedos quentes tocam minha vagina e isso me deixa ainda mais louca para tê-lo dentro de mim.
—Porra... – sua voz abafada se cala quando ele deixa uma mordida em meu ombro. —Já está prontinha para mim. – solto um gemido baixo sentindo seus toques em mim.
Com os olhos nos meus, Edward chupa seus dedos, engulo seco sem conseguir imaginar algo mais sexy que aquilo.
Sua mão segura meu queixo, ele não é cuidadoso nem carinhoso. Mas eu adoro seu jeito bruto e mandão.
—Amo você Isabela. – sua voz arrastada deixa a luxuria palpável. —Você é minha, só minha... – não o dou chances de terminar sua frase, pois colo minha boca na sua sem aviso prévio.
Nossos lábios se encaixam, assim como nossos corpos.
Chupando minha língua, ele me impulsiona para cima e de imediato passo as pernas por seu quadril.
Minhas mãos se embrenham em seus cabelos e mordendo seu lábio inferior me afasto. Minha respiração é tão ofegante quanto a dele que me mantém prensada contra a parede de gesso.
Seus olhos verdes estão em chamas.
Ele pressiona seu corpo no meu, seus dedos se entrelaçam aos meus e esticando meus braços ele prende os dois na parede fria.
Seu rosto se aproxima do meu e ainda me olhando, Edward morde meu queixo o que resulta em ondas de arrepios que correm por todo meu corpo.
Sua boca volta para a minha, seu beijo envolvente se une a sua mão que sobe por minha coxa para me deixar ainda mais excitada.
Ofego em seus lábios quando seus dedos passam por minha calcinha indo diretamente para meu clitóris.
Mordo seus lábios, aperto os olhos, sentindo Edward enfiar dois dedos em mim.
Puxo seus cabelos com mais força e não consigo prender os gemidos quando ele começa a estocar. Lentamente. Provocante. Delicioso.
Seus lábios escorrem dos meus, indo parar em meu pescoço onde ele deixa mais um longo e lento chupão.
—Merda! – exclamo baixo sentindo as ondas calorosas de prazer se acumularem em minha vagina. Edward me olha sorrindo, morde meu lábio inferior, o chupa e esfrega o polegar em meu clitóris novamente.
—O que foi, anjo? – suas palavras são extremamente provocantes. —O que você quer? –
Fecho meus olhos, um gemido de desgosto saindo de minha boca quando ele retira seus dedos de mim.
Sinto minha vagina piscar implorando por mais, por um alívio.
Ofegante o observo desabotoar minha blusa de seda e afastar o sutiã. Sua língua quente e húmida rodea meu mamilo, o que deixa todo meu corpo eriçado.
O anseio em meu estômago só aumenta quando ele começa a chupar meu seio. Suas sugadas não são como as da outra vez.
São calmas, lentas... Solto um gemido curvando meu corpo.
Ele está me provocando. Sei disso. E por mais gostoso que esteja, eu o quero dentro de mim, logo. De preferência, agora.
—Edward... – infiltrando meus dedos em seus cabelos eu o chamo chorosamente. Puxando meu mamilo com os dentes ele ergue a cabeça para me olhar.
Mordo os lábios, sentindo a cada segundo mais excitada.
—O que foi? – chupando minha boca, ele questiona. Engulo seco quando ele pressiona seu quadril em mim.
Sinto seu pau contra minha vagina. Quase engasgo. Posso sentir toda sua rigidez e quentura, mesmo com os panos no meio do caminho.
—O que você quer? – pegando meu lábio inferior com os dentes, seus olhos queimam nos meus. —Fale, Isabela. Fale o que quer e eu darei a você. –
Oh, merda! Como esse homem consegue ser tão sexy apenas falando?
—Quero você. – minha voz é falha. —Dentro de mim, metendo forte e rápido... Como sempre faz. – a incerteza sobre minha voz ter saído audível, some de mim assim que vejo Edward rosnar.
Seus olhos são perigosos, perigosos demais.
Mas já foi o tempo em que eles me causavam temor.
Com uma facilidade impressionante, ele me sustenta na parede com uma só mão.
Sua boca cai sobre a minha enquanto solta seu cinto e sua calça.
Logo suas mãos voltam para o meu quadril e lá está ela! Aquela pegada forte, bruta e nada delicada de Edward.
Ele me puxa para frente e de uma vez enfia seu membro em mim.
Solto um gemido longo. Isso é tão bom!
Uma de suas mãos se embrenha em meus cabelos os puxando com força e começando a estocar, Edward vai cada vez mais fundo em mim.
Fecho os olhos, minhas unhas fincam no couro de sua jaqueta espessa.
O prazer que corre por meu corpo é indescritível, surreal, mágico... Algo que somente Edward é capaz de me proporcionar.
⇜❋⇝
Edward mantém sua mão na minha, enquanto chegamos a varanda.
Tento disfarçar ao máximo minha cara de pós-foda, mas sei que não tenho muito êxito. Renée é a primeira a nos olhar e piscar em minha direção.
Rolo os olhos pegando uma taça do champanhe servido, nossa família está toda reunida no grande salão.
As paredes de vidro deixam visível a neve que cai por nosso imenso jardim, banhando a grama, piscina e o minicastelo de madeira feito para Olívia.
Esme nos olha sorridente, se aproxima do filho e beija seu rosto. Edward não desfaz a careta, está visivelmente enciumado.
Faz três meses que Esme começou a namorar.
Hector.
Um homem de meia idade, fazendeiro e até então, solteirão convicto.
Ele é bastante atraente, os cabelos grisalhos, cavanhaque e tem um belo corpo. Além de ser muito bonito, ainda é verdadeiramente simpático.
—Como vai, querida? – ele pergunta me abraçando pelos ombros.
Sorrio. Hector é muito agradável.
—Bem e você? –
—Estou ótimo. – seu sorriso revela dentes perfeitos. —E os negócios Edward? –
—Estão bem. – rolo os olhos com a secura do meu adorável marido. Ele descruza os braços para me puxar e afastar de Hector.
Com a desculpa de ver Alice, ele me tira de perto dele.
E então, mais ao canto, está não só Alice como Emmet.
Os dois mantém uma conversa entrosada, estão quase que colados e ambos com sorrisinhos nos rostos.
Cerro os olhos e encaro Edward.
—Não acha que eles andam meio estranhos? –
—Acho que eles andam fodendo, isso sim! – ele responde com uma tranquilidade gigantesca.
Rolo os olhos e o puxo para mais perto. Alice logo percebe minha presença e saltita em minha direção até me abraçar.
Rapidamente retribuo apertando-a com todo meu amor.
Ela já não é mais minha amiga. Alice já é minha irmã!
—Como foi a viajem? O natal? E sua família, está bem? – a encho de perguntas enquanto nos sentamos a frente da lareira.
—Estão todos bem, amiga. – ela sorri pegando minha mão. —Foi tudo ótimo, só senti muita falta de vocês! – ela sorri e eu logo a sigo.
—Também sentimos muito a sua falta! – beberico o champanhe em minha taça. —Arthur e Olívia então... – deixo a frase no ar, Alice suspira e ambas olhamos para os dois pequenos ao lado.
Eles estão entretidos com o pai, ambos sentados no colo de Edward, que lhes mostra algo no tablet.
—Ain, não sei viver sem eles! – sua voz sai puro encantamento. Abro um sorriso e então aproveito nosso momento a sós para perguntar sobre Emmet.
Eles desenvolveram uma forte amizade desde que Edward e eu os chamamos para ser padrinhos de nosso casamento e de Arthur.
E toda essa forte ligação pareceu se intensificar ainda mais após o divórcio de Emmet e Rosalie.
Os dois se separaram poucos meses despois de Arthur completar um ano e segundo Rosalie, as causas da separação estavam ligadas a falta de tempo de Emmet e a grande devoção que ele aplicava na empresa.
O fato de ela não poder engravidar, também abalou o casamento dos dois que infelizmente, chegou ao fim.
Ainda mantenho contato com ela, e apesar de tudo, Arthur e Olívia a adoram.
—Soube que chegou com Emmet... Vocês se encontraram ou... –
—Não, ele passou na minha casa e viemos para cá. – ela explica cautelosa.
Arqueio minhas sobrancelhas, Alice recua o corpo e arqueia as mãos.
Sim, Edward está certo!
—Alice.... –
—Eu ia te contar, ok? – ela começa a se explicar, mas a chegada de Tia Suzane a cala.
—O que foi minhas lindas? – Suzane questiona deixando um beijo em nossos rostos. —Ah, já sei! – ela exclama levando a taça aos lábios. —Bella descobriu sobre você e Emmet? –
—O que? – solto surpresa. —Você sabia tia? –
Estou verdadeiramente surpresa e chateada. Alice deveria ter me contado!
—Eu a ajudei no plano de sedução! – murmura rindo. Rolo os olhos. —Estou brincando, soube hoje também. –
—E eu só contei hoje, porque aconteceu hoje. – as palavras de Alice me deixam mais mansa.
—Espere aí. – peço deixando minha taça na mesa de centro a frente. —Então vocês trans... –
—Sim, Bella... Sim. – Alice responde coçando a nuca, está visivelmente sem jeito.
—E aconteceu hoje? – volto a perguntar, ela apenas assente com a cabeça. —Antes de hoje não tinha rolado nada? –
—Não... – pigarra tomando um gole de sua bebida. —Podemos não conversar sobre isso agora? –
—Tudo bem. – assinto com um suspiro, respeitando seu espaço. —Mas saiba que eu estou feliz por você. – seguro sua mão e sorrio.
E eu estou, realmente feliz.
É maravilhoso quando sua vida está estável, feliz e completa, mas é ainda melhor quando a vida das pessoas que amamos também está.
Minha completamente pirada mãe, parece ter encontrado seu lugar no mundo, ao lado de Phil. Os dois estão muito bem em Toronto e são bastante presentes em minha vida.
Elizabeth continua sendo a embaixadora da Unicef e eu adoro seu trabalho. É lindo o que ela faz por todas aquelas crianças.
Esme está bem, se recuperou da morte de Carlisle e agora, tem Hector. Eu aposto no romance dos dois e sei que Edward, também torce pela felicidade da mãe.
Tia Suzane ainda é minha presença materna mais forte. Ela é a minha mãe e agora, é um pouco dos meus filhos também.
Ela operou a coluna e está reabrindo a lanchonete que tínhamos em Danville, com parceria a Tourism Enterprises Cullen Holdings.
A empresa que graças a Edward e Emmet está cada vez melhor. Os dois a gerenciam juntos e é incrível como ela prosperou e superou a crise!
Com a melhora dos negócios, Alice se tornou chefe de todo o RH, passando seu cargo de secretária de Edward a mim.
Obviamente, tenho o emprego mais interessante e prazeroso de toda a empresa!
Emmet, apesar de ter se divorciado de Rosalie está feliz e espero que ele e Alice engrenem de vez.
Arthur e Olívia crescem a cada dia mais, ficando mais espertos, inteligentes e lindos, deixando o pai deles ainda mais babão.
Edward é o pai mais carinhoso, prestativo, atencioso e presente que existe!
Ele move céu e terra por eles e só eu sei como meus filhos tem sorte por tê-lo pai.
Assim como eu tenho uma imensa sorte por tê-lo como marido.
Edward é, de um milhão de jeitos, maneiras e sorrisos diferentes, a melhor coisa que poderia ter me acontecido.
Com ele, cada segundo vale a pena. Cada briga por nada, cada brincadeira que o deixa enciumado, cada brincadeira que me deixa irritada, cada risada, e suspiro, e beijo, e sorriso, e olhar, e lágrima que sempre é de felicidade.
Ele me aconteceu e acontece em mim todos os dias quando me mostra o quanto se importa e quão diferente é dos outros caras lá fora.
Edward acontece na minha vida todos os dias e eu não quero que isso tenha um fim.
E não vai ter. Eu sei que não.!!
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