Segredos
6 Encontro
O tempo parecia andar em câmera lenta, era impossível sabe ao certo se era dia ou noite, naquele lugar, Felicity concluíra que estava sob o porão de uma casa provavelmente nas montanhas, após tantos declives, era certo saber que haviam subido um íngreme morro.
Seu carcereiro aparecia poucas vezes, chegava a pensar que passara dias sem se alimentar ou mesmo conversar, mas era fato que não estava sendo maltratada, havia o mínimo necessário, um colchão e algumas cobertas, pão e água eram servidos com frequência, e até um banheiro havia naquele porão abandonado.
Após longas investidas para tentar escapar, Felicity já havia desistido, no banheiro havia apenas um pote plástico de sabonete líquido, e uma banheira, que mal conseguia permanecer quente para um banho descente.
Ao chegar pode perceber também que sob o colchão havia dois Pares de moletom, meias e roupa intima, de fato seu capataz pensara em tudo antes de trazê-la.
Por mais que tentara não conseguia imaginar a quem pudesse ter irritado tanto a ponto de torna-se alvo.
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– Você precisa permanecer calmo, dizia Diggle repetidamente, as vezes chegava a pensar essa repetição tornava-se mais um mantra pessoal do que palavras de conforto para Oliver.
– Calmo? Como pode me pedir isso, já fazem 5 dias John, e ainda não conseguimos nada, eu começo a pensar...
– Você não pode dizer isso, ela passou meses negando que alguma coisa tivesse acontecido com você Oliver, Felicity é forte temos que acredita nela,
Oliver olhou fixo em Diggle confessando,
– Começo a pensar que não acredito, só que em mim.
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Todos estavam fazendo o possível para encontrar felicity, era complicado porque no meio de tantos problemas, a falta de conhecimento tecnológico atrapalhava muito nas buscas, Oliver estava relutante mas começava a aceitar a ideia que deveria abrir o jogo com Ray Palmer, embora não quisesse admitir, naquele momento Palmer era namorado de Felicity e tinha o direito de saber de fato o que estava acontecendo.
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– Achei que te veria aqui, disse Thea com pesar.
– Preciso fazer uma nova varredura, ainda não conseguimos encontrar o caminhão que a levou.
– Ollie, eu e Roy, estávamos pensando, achamos que.... Podemos ter uma pista.
– Pista? Como?
– Não é nada demais, mas acho que deveríamos ir para Hong Kong. Pode ser o começo de algo, pelo que sei, Felicity passou algum tempo lá não foi.
– Sim, mas.... Eu ainda não sei o porquê.
– Acho que devíamos investigar. Tea concluiu, ainda não sabia se Oliver aceitaria deixá-la partir em uma missão.
– Parece o certo, diga ao Roy que falo com ele mais tarde. Disse Oliver ainda supervisionando o sistema.
– Bem, na verdade, vamos partir no começo da noite, Tea disse ainda receosa,
– Vamos? Como assim Tea, você não pode..... você...
– Oliver, eu posso, na verdade eu vou, estou apenas, te comunicando, podemos encontrá-la ou não, sei que pode parecer egoísta, mas se existe algo que eu possa fazer de útil e que me afaste de Malcolm, não posso deixar de ir.
– Você está certa, sei que está preocupada com a Felicity, tudo bem, mas precisa me manter informado de tudo.
– Não se preocupe.
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O silencio daquele lugar era ensurdecedor, Felicity estava entrando em colapso e até abstinência, o tempo não passava e o sentimento de abandono e solidão invadiam seu coração.
Ela sempre achou que se algo assim acontecesse a ela o Arqueiro iria salvá-la e que estaria bem, mas isso estava demorando muito para acontecer.
Felicity também não entendia o motivo de tanto silencio, se havia sido sequestrada, algo estava em jogo, e o fato dos culpados estarem ausentes a deixava cada vez mais intrigada.
Em meio ao turbilhão de pensamentos, de repente, a porta se abre e uma silhueta conhecida adentra o quarto sombrio.
– Desculpe fazê-la esperar minha querida, como eu digo tempo é dinheiro e no momento ele exige muito de minha pessoa.
– Quem é você? Felicity pergunta sem muita certeza,
– Oh, me desculpa, acredito que não fomos apresentadas formalmente, acredito que você ainda não namorava Oliver quando tive o prazer de estar em Starlling, certo?
– Starlling? Mas você não é a....
– Sim, eu mesma, acho que acabamos nos revendo no escritório do meu pai se bem ne lembro...
– Pai? Felicity não estava muito certa, ainda tinha a impressão que estava perdendo alguma coisa.
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