Segredos
8 Uma Chance
Notas iniciais
Sasuke Pov’s On
Já estava quase na hora de sair com a Sakura. Fiquei sentado na sala apenas a esperando. Parecia uma eternidade o tempo que ela usava para se arrumar.
Meu celular começou a tocar, e logo olhei no visor para identificar de quem seria a chamada. Respirei bem fundo e atendi a ligação.
– Hum... Por que você está me ligando a essa hora?
– Apenas pra confirmar se você conseguiu convencer a garota a sair com você...
– Isso não foi tão difícil... – respondi.
– Nossa... Eu achei que para Sasuke Uchiha isso seria moleza...
– Tsunade, diz logo o que você quer! – nesse momento, ouvi os passos da Sakura na escada. Me virei para olhá-la e ela estava me olhando toda curiosa. Nem dei a mínima pra isso ou para a ligação, tanto é que acabei desligando o celular e fiquei apenas analisando o brilho diferente que a Haruno tinha.
– Quem é Tsunade? – ela me perguntou bem intrigada.
– Hum... Ainda nem saímos juntos e você já começou a marcar território... Acho que é por isso que você não arruma um namorado... – ela me olhou furiosa.
– Você quer que eu cite os seus motivos também? Uchiha, vamos logo antes que eu mude de ideia e acabe te matando aqui mesmo e enterrando o seu corpo no quintal...
– Sério?
– Não duvide de mim... – ela foi andando e eu apenas fui a seguindo.
(...)
Durante o caminho, ela não dizia uma palavra sequer. Também não fiz questão de puxar assunto. Estacionei o carro em uma área perto de uma praça pública repleta de pessoas. Dessa vez, a Sakura quebrou o silêncio.
– Vamos realmente passear em uma praça?
– Por acaso você achou que eu a levaria em um lugar isolado? Eu estava falando sério quanto ao lugar público...
– Eh... Mas, não achei que você fosse o tipo de homem que gostasse de lugares movimentados...
– E é aí que você se engana... – saímos do carro e ela ficou ao meu lado andando em direção à praça.
– O que vamos fazer exatamente nesse lugar?
– Vem aqui... – em um impulso rápido, peguei em sua mão e fomos andando juntos em direção a uma barraquinha que vendia algodão doce. Comprei apenas um e entreguei em sua mão.
– Eh... Obrigada, eu acho...
– Hum... Achei que você fosse gostar... – ela me olhava com um sorriso de canto.
– E gostei... De verdade... – fiquei fixo em seu olhar terno. Mas, minha concentração foi interrompida com o toque do meu celular.
– Preciso atender... – me afastei um pouco dela e atendi a ligação. – Tsunade, ele está aqui?
– Bem mais perto do que você pensa... Continue por aí, e deixe que ele a veja com ela...
– Entendi... – desliguei o telefone. Voltei para o lugar onde a Sakura estava e a fiquei olhando comer aquele algodão doce. – Podemos dar uma volta por aqui... O que você acha?
– Ótimo... – fomos andando juntos pelos locais da praça e de longe, notei a presença desse homem, que por sinal, notou a presença da Sakura também. Ela estava bem distraída e aproveitei esse momento para puxá-la pelo rosto e começar a beijá-la. Aos poucos ela foi cedendo e minha língua começou a explorar cada detalhe da boca dela. Abri um pouco os meus olhos e notei o olhar de incômodo dessa certa pessoa sobre nós dois. Me afastei da Sakura e ela continuou com os olhos fechados por alguns segundos e assim que pude ver as suas duas esmeraldas, ela começou a ficar com o rosto todo corado.
– Hum...
– Por que você me beijou? – ela perguntou de forma bem direta e corajosa. Confesso que não esperava isso.
– Garotas normais diriam que gostaram do beijo...
– Então, eu não sou normal...
– Tsc... Sakura, e se eu te disse que gosto de você?
– Seria mentira... Eu sei quando as pessoas mentem... – dei um sorriso de canto.
– Então, você tem um instinto enganado, porque eu realmente gosto de você!
– Não quero levar essa conversa adiante... Podemos voltar pra casa?
– Claro... – ela se virou para irmos embora. Fui a seguindo até o meu carro. Abri a porta para ela entrar e fiz o mesmo. Dirigi de volta para a nossa casa e ela entrou mais que depressa. Respirei bem fundo e coloquei o carro no estacionamento do meu pai.
Sasuke Pov’s Off
Sakura Pov’s On
Entrei em meu quarto bem incomodada. O que o Uchiha pensa que está fazendo? Ele está mudando da água pro vinho comigo e não faço ideia dos seus reais motivos. Peguei o meu notebook e me sentei em minha cama. Antes de olhar algum documento, o Sasuke entrou no quarto e ficou me olhando seriamente.
– O que foi? – perguntei.
– Sakura, você não sente nada por mim?
– Eh... — deixei o notebook de lado e apenas fiquei o olhando. — Você me achava a garota irritante e agora quer saber se eu sinto algo por você? Não consigo te entender! – ele se aproximou de mim e sentou de frente comigo em minha cama.
– O que você quer saber? – ele me olhava e falava com muita firmeza. – Me pergunte tudo e eu prometo que te responderei, mas tem uma condição... Quero que me dê uma chance...
– Uma o que?
– Uma chance de ficar com você... Sakura, eu faço qualquer coisa por isso... Até abandono esse trabalho sujo e mudo de vida... Mas, fica comigo... – ele colocou a sua mão sobre a minha. Ele já estava pronto pra me beijar novamente e eu estava pronta a me render a esse homem lindo, mas eu tinha que me controlar. Coloquei a minha mão em sua boca, criando uma barreira entre os nossos rostos.
– Primeira pergunta... – comecei a dizer. – Eu posso confiar em você? – ele pensou um pouco, mas respondeu.
– Claro...
– Então, acabaram-se as perguntas... – dei um sorriso de canto e ele retribuiu.
– Hum... – ele tocou em meu rosto suavemente e me deu um beijo no rosto. Sua respiração profunda me deixava com uma sensação diferente e prazerosa. Ele ficou com a sua testa colada na minha. Segurei em seus braços e o puxei de vez para selarmos um beijo bem profundo. Senti a sua língua explorar cada detalhe da minha boca e aos poucos, seu corpo ia se colocando sobre o meu. Quando deu por mim, as mãos do Sasuke já estavam por dentro da minha blusa. Empurrei o seu corpo de cima do meu e fiquei sentada na cama.
– Eh... Acho melhor você ir pra sua cama...
– Tem certeza? – não consigo entender como um homem pode ser tão irresistível assim. Fechei os meus olhos, contei até dez e o olhei novamente.
– Sim...
– Ok... – ele saiu da minha cama e foi direto até a sua. Apaguei as luzes do quarto e me cobri totalmente com o lençol. – Sakura? – temi que ele ainda tentasse puxar assunto comigo.
– Hã?
– Está com medo de se envolver com um cara como eu? – tirei o lençol e me sentei na cama novamente.
– Eh... Não é bem isso... – ele fez o mesmo e ficou sentado em sua cama. Mesmo estando um pouco escuro, ainda podia notar os traços do seu corpo. – É que é bem assustador ter um homem como você interessado em uma garota como eu... Apesar de você ser chato, arrogante, e tudo mais, é bem estranho essa sua mudança repentina...
– Tsc... Vou provar pra você que eu quero mudar de vida... Amanhã mesmo eu me demito desse trabalho que tenho...
– Faria isso mesmo?
– Claro...
– Eh... Então, conte comigo...
– Vai me ajudar, Sakura?
– Em tudo que eu puder... – ele estendeu a sua mão em minha direção e eu me levantei da cama para tocá-la. Ele me puxou para perto de si e me deitou ao seu lado e dessa vez em sua cama. Nos cobrimos com o seu lençol e me aconcheguei em seus braços. Dessa vez, eu não iria tentar sair.
Sakura Pov’s Off
Sasuke Pov’s On
Ela ficou em meus braços, tão frágil e forte ao mesmo tempo. Eu não entendo o porquê de querer que isso se torne realidade. Mas, tenho que manter o foco nisso sem me envolver firmemente com a Sakura. Por que ela me traz tanta tranquilidade? O meu desejo nesse momento, é ficar assim por muito tempo com ela em meus braços.
(...)
Pela claridade vinda da janela, já era dia. Olhei no relógio e ainda eram sete horas da manhã. Muito cedo por sinal. E a Sakura continuava dormindo tranquilamente em meus braços. Continuei deitado ao seu lado, mas comecei a ouvir um barulho de passos vindo do corredor. Tentei me levantar da cama e acabei acordando a Sakura. Ela se aconchegou bem mais em meus braços e me olhou com um sorriso no rosto. Quando eu ia beijá-la, a porta se abriu e Mebuki, mãe da Sakura, ficou nos olhando bem assustada.
Sasuke Pov’s Off
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