Segredos
1 Conhecendo a Nova Casa
Notas iniciais
Espero que gostem dessa também!!!
*----------*
BOA LEITURA!!!
Nem acredito que estou em frente à minha nova casa. Respirei bem fundo antes de sair do carro. Peguei as minhas malas e fui entrando.
- Bem-vinda! — minha mãe e meu padrasto faziam um coral para me receberem. Ambos estavam inseguros com a forma como eu ia aceitar essa nova vida.
- Obrigada... Eh... Estou feliz, de verdade, por vocês dois... – falei com um sorriso bem grande em meu rosto e minha mãe veio logo me dar um abraço.
- Essa é a minha garota! – ela apertava forte.
- Mãe, acho que a senhora já pode me soltar...
- Ah, claro...
Conheci o meu novo quarto e até que era bem legalzinho. Não era como o antigo, mas com o tempo, posso deixá-lo do meu jeito.
- Sakura, temos apenas esse quarto disponível na casa... Com o tempo...
- Eu sei, mãe... – ela saiu me deixando sozinha.
Coloquei as minhas malas no chão e me deitei na cama. Percebi que esse quarto é bem espaçoso. Fechei meus olhos pensando em tudo o que estava acontecendo. Minha mãe feliz, meu padrasto feliz, todo mundo feliz, então, eu tenho que estar feliz também.
(...)
Acordei e olhei no relógio e percebi que estava mais que atrasada para a Universidade. Tomei um banho rápido e me arrumei apressadamente. Desci as escadas com os meus livros em mão e passei pela minha mãe durante o café sem nem dizer bom dia. Não que eu seja mal educada, é que eu não podia mesmo me atrasar. Pelo menos, tenho o meu carro.
- O que? — meus livros caíram da minha mão quando vi a frente do meu carro toda amassada e um outro carro em colisão com ele. — Eh...
- Sakura... — minha mãe veio andando atrás de mim e pegou em meu braço me levando para dentro da casa. — Não queria que visse o seu carro nesse estado... A verdade é que...
- A culpa foi minha... — um garoto de olhos e cabelos escuros veio andando em minha direção. Ele é tão lindo que não sabia se o xingava ou se o admirava pela sua beleza. — Não estava acostumado com um carro parado em frente à minha casa...
- Eh... Quem... – o Fugaku surgiu interrompendo a minha fala.
- Sasuke, é melhor você dar um jeito nessa situação! A garota precisa ir para a faculdade...
- Posso levá-la em minha moto... — ele disse. — E depois eu levo o carro dela para uma oficina e o custo será todo meu...
- O que me diz, Sakura? — o meu padrasto me perguntou. Apenas dei de ombros e fui para a rua pegar os meus livros. Fiquei em frente ao meu carro, olhando o prejuízo e tentando entender o porquê de existir um homem tão bonito, mas tão burro a ponto de bater um carro? Acho que é verdade o que dizem, se te dão beleza, não te dão inteligência.
- Ei, garota? — me virei para olhar para o lado e o tal do Sasuke estava em uma moto. — Você vem ou não?
- Ah... Claro... — me sentei e segurei bem firme em sua cintura. Ele acelerou a moto e fomos nos afastando aos poucos da visão do meu carro destruído.
- Você é a filha da Mebuki? — ele perguntou.
- Sim...
- Sou Sasuke Uchiha... Acho que somos irmãos, não é? — ele pareceu um pouco irônico.
- Eh... Não somos irmãos! São os nossos pais que tem uma ligação...
- Você estuda o que?
- Jornalismo...
- Hum...
- E você? Até agora a pouco, não fazia ideia de que o Fugaku tinha um filho... Nunca me falaram nada ao seu respeito...
- Eu viajo bastante... Então, meu pai não deve ter achado importante falar sobre mim... Mas, voltei definitivamente pra casa... — ele parou a moto. — Pronto... Chegamos... – saí da moto. — Por que você vem de carro pra uma universidade que é bem perto?
- Eh...
- Esquece... Já vou indo... Nos vemos em casa então... E não se preocupe com o seu carro...
- Tudo bem... — ele foi embora e entrei bem apressada na Universidade. Durante as aulas, fiquei apenas pensando no Sasuke. Até que ele parece ser uma boa pessoa.
(...)
Passei o dia todo estudando. Quando voltei pra casa já era noite. Minha mãe e meu padrasto estavam na sala conversando e quando me viram ficaram me olhando todos sem jeito.
- Eh... Algum problema?
- Filha, vem conversar em particular comigo... — ela foi andando até a cozinha e eu fiquei a seguindo. — O Fugaku não está de acordo, mas, não quero começar uma briga familiar logo agora...
- O que houve?
- Os homens dessa casa não estão em um momento muito bom... E o pior é que o Sasuke tem razão, afinal, você está no quarto dele!
- Eu... Estou? — ela concordou com a cabeça.
- E como não tem outro quarto desocupado nessa casa, o seu pai, aliás, o seu padrasto queria que ele fosse para um hotel, mas aí, eu sugeri que vocês dividissem esse quarto por alguns dias até transformarmos o sótão em um novo espaço para você...
- Mãe, eu...
- Sakura, sei que você não é mais uma menina e muito menos o Sasuke, que aliás, e um belo rapaz... Mas, tentem fazer isso pelo bem dessa família... E como você usa essa casa apenas pra dormir, não acho que tenha um problema com isso...
- Certo... — ela me abraçou.
- Obrigada! Confio em você...
Mesmo concordando com isso, estou um pouco assustada em ter um homem dividindo um quarto comigo. Não sei nada sobre o Sasuke, mas acho que ele deve estar se sentindo do mesmo jeito. Acho que tudo vai ficar bem. Abri a porta do quarto e até me assustei quando vi tudo mudado. A cama do Uchiha estava quase ao lado da minha, apenas se separavam por uma pequena escrivaninha com um abajur em cima. Acho até que está perto demais. Fechei a porta e olhei em volta. Ele não estava no quarto. Tudo estava em um silêncio total. Como a porta do banheiro estava aberta, fui logo tirando as minhas roupas para tomar um banho. Quando estava apenas de sutiã e calcinha, ouvi um barulho vindo de dentro do banheiro. Fiquei um pouco assustada, mas fui dando passos em direção ao barulho e quase tive um ataque cardíaco ao ver o Uchiha dormindo na banheira cheia de água. Ele parecia estar relaxando.
- Me admirando? — ele disse sem nem abrir os olhos.
- Isso nunca... Apenas me assustei com um barulho... — ele abriu os olhos e ficou me olhando.
- Gosta do vermelho?
- Vermelho? — ele me olhou dos pés à cabeça e foi nesse instante que percebi que estava quase nua. Cobri o meu corpo com as mãos e fiquei olhando ao redor para ver se havia uma toalha por perto.
- Ei, garota, não se preocupe comigo... Já vi melhores... — ele fechou os olhos outra vez.
- Como se atreve? Seu... — saí do banheiro e me enrolei em uma toalha. Passaram-se vários minutos e nada dele sair. Já estava ficando irritada. Voltei para o banheiro e ele continuava na mesma posição. Peguei um pouco de água e joguei em seu rosto, o fazendo abrir os olhos furiosos.
- Por que você fez isso?
- Quero tomar banho e você está há muito tempo nesse banheiro!
- E daí? Usa o outro banheiro da casa...
- Eu quero usar esse! Droga...Será que podemos conviver em paz?
- Você invade o meu quarto e ainda tenta falar de paz... Tsc... Você é estranha... Saia do banheiro!
- Acho que não!
- Por acaso quer me ver nu?
- E-eu? — olhei bem em seus olhos e logo, saí do banheiro.
Alguns Minutos Depois...
Tomei um ótimo banho e troquei minha roupa no banheiro mesmo. O quarto já estava um pouco escuro e apenas a luz do abajur clareava o lugar. Me deitei em minha cama e cobri o meu corpo pois estava bem frio.
- Ei? Garota?
- O que você quer?
- Calma... Apenas vou te dizer que o seu carro já está na oficina...
- Ah...
- E que se vamos dividir esse quarto por esses dias, teremos regras por aqui... — me sentei na cama.
- Isso é perfeito! Afinal, o banheiro não é apenas seu!
- Escute bem o que vou dizer... Não interfira em minha vida! — ele falou de uma forma grosseira.
- Como se eu quisesse... Arrogante!
- Hum... Não dou a mínima para o que você pensa! E fique calada, pois quero dormir...
- Você se acha o mandão... Mas, a casa agora não é apenas sua! Seu pai casou com a minha mãe, então, sou dona disso aqui também... Ouviu bem? — ele não respondeu. — Ah! Eu te odeio Uchiha! — me deitei na cama, mas não conseguia dormir de tanta raiva que tinha.
(...)
Ouvi alguns barulhos vindo da cama do Uchiha. Pela silhueta, parecia que ele estava de saída. Percebi que ele pegou uma mochila e saiu do quarto. Liguei o abajur e olhei no relógio. Eram apenas três horas da manhã. O que ele faria tão cedo fora de casa? Meus sentidos de jornalista estavam despertando, mas logo os interrompi lembrando daquela frase: "Não interfira em minha vida!". Apenas me deitei e voltei a dormir.
Notas finais
Vocês decidem!!!
Kissus'
Fale com o autor