Segredos

1 31 de Dezembro de 1996


Nascem às vinte e três horas dois lindos bebês, ambos com olhos esverdeados, cabelos negros e uma pele tão branca como a cor da lua daquela noite. Não era um hospital muito visitado pelo fato de ser em um bairro pobre e não ter muitos recursos, mas mesmo assim não tinha mais lugar para a mãe dos bebês ficar, tendo ela que deixar suas meninas em plena noite de ano novo sozinhas no hospital.

– Esta na hora Senhorita Steves. Cuidarei bem delas, eu dou minha palavra.

– Um minuto. Deixe eu me despedir de minhas meninas.

Em cada pequenino pescoço foi colocado um colar de prata com um pingente em forma de coração onde estava escrito seus nomes, Cleir e Rosie.

– Senhorita, se quiser eu vou lhe deixar.

– Não precisa, mas se acontecer algo com elas ligue para meu telefone. – A Senhorita Steves escreve em um pedaço de papel – Aqui esse é meu telefone e endereço. Enfermeira Lee... por favor.

– Pode deixar – A enfermeira pega o papel e coloca no bolso. – Vou ficar de plantão a noite inteira e não tirarei os olhos dos seus anjinhos.

E começa a contagem dos fogos (10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, 0), e lá vão os fogos correndo no céu. A enfermeira Lee se despede da Senhorita Steves e sobe para a janela mais alta do hospital e observa por alguns minutos os fogos. “Como eu queria está em casa”.

Os últimos fogos são disparados, e a Senhorita Lee desce as escadas até o berçário para ver se algum bebê tinha se assustado com tanto barulho.

– Meu Deus! Aaaaaaa! Deus!

– O que foi Dina? O que foi? – A estagiaria q estava substituindo a secretaria corria gritando.

– Ou vi um grito o que aconteceu? – O segurança do hospital vinha e uma grande velocidade.

– Ali! Ali! Vejam! Sumiu!

– O que a senhorita esta dizendo?

– Os bebês que estavam no berço! As gêmeas!

– Dina não tem ninguém ali. E Nunca teve. Não me lembro de ter feito nenhuma ficha daqueles berços, veja não tem nem lençóis lá.

– Quero ver os vídeos de segurança... AGORA!

Dina Lee adiantava de voltava o vídeo da hora em q ela colocou os bebês no berço e n achava nenhum rastro. Procurava em todas as filmagens de todos os cantos do hospital, mas não havia nenhum sinal nem dos bebês ou mesmo da mãe, só havia uma filmagem dela mesma vendo os fogos e fechando os olhos.

– Dina. Acho que você adormeceu. – Falava ela aliviada.

– Mas foi tão real

– Foi só um sonho amiga, relaxa. Você trabalha demais. Vai para casa descansar.

– Você tem razão.