Segredo de família
2 Revelado
P.O.V. Elijah.
Nós acordamos e fomos tomar café da manhã, mas no caminho eu tropecei em alguma coisa. Mas, quando a coisa começou a chorar eu percebi que era um bebê.
—Um bebê?
—Não subestime esse bebê. O nome dela é Jean Cullen Mikaelson.
—Mikaelson?
—Ela é filha de um tal Original sei lá de que. Um egomadinho metido á besta. Um dos primeiros vampiros, um dos idiotas que quase destruíram a minha cidade.
—E quem é a mãe?
—Renesmee Carlie Cullen. Ela usou o otário pra ter a Jean e ele nem percebeu.
—E qual dos originais é pai de Jean?
—É um que eu não sei falar o nome. O único nome que eu nunca consegui aprender a pronunciar.
—E quais os nomes que você sabe pronunciar?
—Kol, Klaus, Rebekah, Freya, Finn, Ester, Mikael. Esses dois últimos são os pais.
—Porque os cubos de madeira?
—Jean é telecinética. Ela usa eles pra se comunicar.
—Quantos anos ela tem?
Os cubos se moveram e escreveram:
Quatro.
—Você não parece ter quatro anos.
Eu sou mais vampira que bruxa. Eu cresço mais devagar, pai.
—Sabe quem eu sou?
O que? Acha que eu não to na sua cabeça também?
O bebê deu risada.
Então ficou séria e os cubos escreveram:
Evil Elijah.
—Elijah malvado. Eu não sou malvado.
Mentiroso.
—É assim que você me vê?
Eu consigo ver tudo. Cada pensamento que você já teve na sua existência miserável.
—Minha existência não é miserável.
Tem certeza? Você não tem esposa, sua única filha te odeia e tem vergonha de ser sua filha, sua família está despedaçada e apodrecida.
Ela pegou um dos cubos, fez cara da brava e atirou em mim. Ela começou a atirar os cubos de madeira em mim.
—É melhor você se afastar.
Os cubos flutuaram e formaram bem na minha frente:
Cai fora.
Eu estava chocado demais para reagir, mas eu consegui sair da sala. Eu me sentei na mesa e comecei a comer.
—Elijah, você tá bem?
—Eu tenho uma filha.
—O que? O que disse? Eu não ouvi.
—Eu tenho uma filha! Uma filha de quatro anos que parece ter seis meses.
—Você é o pai da Jean? Então vocês dois... vocês todos... Caramba! O que a Renesmee tinha na cabeça pra mandar vocês pra cá?! Colocar as vidas dos alunos em risco, a vida da Jean em risco por alguém que não vale o ar que respira?! Ah, Dá licença.
Caroline se levantou revoltada e saiu da casa.
P.O.V. Klaus.
Essa doeu. Eu terminei o meu café e fui até o jardim onde ela estava castigando um saco de areia.
—Então, eu não valho o ar que eu respiro?
—Você acha que vale? Depois de todo o sangue inocente que derramou, de todos que você traiu, matou, torturou, enganou, usou, manipulou, aterrorizou. Você acha mesmo, honestamente que vale alguma coisa? Eu nunca vou entender o porque eu escolhi morrer por você. Não. Não foi por você, não foi por você. Foi pelas meninas. Tudo faz sentido agora. Foi pelas meninas que eu morri. Não por você, quem morreria por você? Por livre e espontânea vontade? Ninguém! Você trata todo mundo que nem lixo, como se fossemos fantoches e depois você espera lealdade.
Ela riu, meio consternada.
—Meu Deus! Que pessoa perturbada, que visão deturpada.
—Minha visão é deturpada?
—E você acha que não é? Me diga, o que aqueles que te ajudam ganham em troca? Que alma que te ajudou ainda está viva? Quem dentre aqueles que lhe estenderam a mão não se ferraram?
Ela olhou pra mim com aquele olhar questionador.
—E então? Não vai responder? Tem uma longa lista de pessoas que te ajudaram e que ajudaram sua família. Sabe quantas delas saíram ilesas? Nenhuma. Então, você não tem amigos, não tem esposa, não tem um lar. Você não passa de uma casca vazia. Você anda, fala, nada no mar, mas você é um fantasma.
Ela olhou pra mim com pena.
—Eu não trocaria de lugar com você nem se me dessem o meu peso em ouro.
Eu vi uma lágrima escorrer pelo seu rosto.
—Porque está chorando?
—Porque é muito triste saber que a sua própria mãe te condenou a essa existência miserável e vazia.
—Minha existência não é vazia.
—Não é? De que vale todo esse poder, todo esse nome, esse título O Híbrido Original se você vai passar a eternidade sozinho, nessa solidão profunda. Sem amigos, com uma família de traidores, sendo alvo de tudo o que é ameaça, com as pessoas tentando te matar ou pior tentando matar a sua filha. A pobre criança que caiu de paraquedas nesse caos infernal. E herdou todos os milhares de inimigos que você passou mil anos fazendo?
—Sabe, sempre admirei isso em você. Essa sua habilidade de ver dentro das pessoas, de dizer a elas o que elas precisam ouvir e não o que elas querem ouvir.
—Obrigado.
—Você daria uma ótima psicóloga.
—Eu sou psicóloga e psiquiatra. Eu trabalho aqui, com os alunos. Crianças, adultos, lobisomens, bruxas, híbridos, casais.
—Você é humana Caroline?
—Eu era. Mas, não sou mais. Eu voltei a ser vampira. Eu nasci pra ser vampira.
—Ninguém nasce pra ser vampiro Caroline.
—Você iria ficar surpreso. O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente.
—John Dalberg.
—É. Esse parece ser o seu caso, todo o seu poder te corrompeu absolutamente, assim como fez com Elijah, Kol e todos os outros Originais. Ela voltou. Está ferida.
Logo ela desapareceu. E voltou carregando o corpo inerte da Duplicata.
—Socorro! Socorro! Alguém chame o Doutor Cullen!
Todos os alunos, todos os professores e funcionários se dispersaram para encontrar o tal médico.
O médico era... lindo. Parecia feito de porcelana.
—Vamos ministrar sangue. O processo de regeneração está ativo, mas fraco ela não se alimenta faz muito tempo.
O médico deu sangue pra ela e em minutos ela estava bem. Estava sentada na cama.
—Oi querida. Como se sente?
—Já estive pior vô.
Vô?!
—Ele é imortal seu idiota. Ele é vampiro.
Estamos aqui a cerca de um mês e a convivência entre Jean e Elijah evoluiu bastante. Ela deixa ele pegar nela.
A duplicata se desligou dos aparelhos e se levantou. Ela abriu um armário e pegou uma arma.

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