Segredo de família
8 Pensamentos
Notas iniciais
P.O.V. Kol.
Eu estava sem saber o que fazer. O que pensar.
—Você está bem?
—Não. Como é possível? Foi você? Você a trouxe de volta?
—Não. Jessica está... além de mim. Muito além de mim. Ela é um Iso.
—Iso?
—Chamamos o que ela é de Iso. Algoritimos Isotópicos. Nascidos das midiclorianas.
—É. Ela me falou isso ontem. Antes de se lembrar que eu tinha matado ela numa vida passada.
—Acho que você tem que ir com calma dessa vez. Se você forçar demais, ela pode entrar em colapso, sofrer um grande choque e morrer.
—Tá falando sério?
—Eu não brinco com essas coisas Kol.
—E as marcas no pescoço dela?
—Quando uma alma reencarna em um período muito curto de tempo, ela trás consigo marcas físicas da sua vida anterior.
—Eu fiz aquilo.
—Fez. E se você achava que ela era poderosa antes, agora ela é implacável. Pisa no calo dela pra você ver o que acontece.
—Eu vi o que acontece.
—Porque ela te atirou porta a fora? Aquilo não foi nada não. Foi brincadeira de criança. Jessica Olson é a única nascida das midiclorianas que eu já encontrei, ela tem potencial praticamente ilimitado. Em resumo, os seus poderes tem limites, os dela não.
—Poder sem limites?
—Exato. Como eu e a Jean. Só que diferente, a origem é diferente.
Começo uma gritaria e o Castelo começa a tremer.
—O que diabos tá acontecendo?
—Jessica.
—Pelo amor de Deus fiquem aqui. Toma Elijah, segura a Jean.
P.O.V. Renesmee.
Eu fui até o quarto dela e todos os demais alunos estavam fora da cama.
—Ela tá fazendo de novo.
Sussurrou uma aluna.
—Vamos pessoal, de volta pra cama. Rapidinho.
Quando eu cheguei o Professor Hank estava lá.
—Eu nunca vi ela ficar desse jeito.
—Nem eu. Não deixe as outras crianças virem pra cá.
Ela estava claramente tendo um pesadelo.
—Jess.
Ela conseguiu penetrar o meu escudo.
—Jess! Jess!
Ela finalmente acordou.
—Eu vi o fim do mundo. Eu pude sentir toda essa morte.
—Querida, foi só um sonho.
—Pareceu real.
—Eu sei. Sua mente é uma das mentes mais poderosas, talvez a mais poderosa que eu já encontrei. Você penetrou meu escudo.
—Não. Não é só a leitura de mentes ou a telecinesia é alguma outra coisa!
—Uma coisa do mal. Um poder negro e está crescendo, eu posso sentir. Eu pensei que estava ficando melhor. Que eu estava ficando melhor.
—Você está. Você vai. Só tem que ser paciente.
—Não! Não você não sabe como é ter medo de fechar os seus olhos.
—Na verdade, eu sei sim. Eu tenho a magia negra de Balcoin correndo pelas minhas veias.
—Eu tenho medo que algum dia eu vou machucar alguém.
—Todos temem aquilo que não compreendem. Mas, quando aprender a controlar seus poderes não terá nada a temer. Deita.
—Não deixa ele entrar.
—Ninguém vai entrar aqui sem a sua permissão. Tá?
—Tá.
—Pode dormir em paz.
—Você me garante que nenhum deles vai entrar?
—Todos os quartos são encantados com feitiços de proteção. Mesmo que tenham sido convidados uma vez, se você não quiser que eles entrem, eles não passam da porta.
—Obrigado.
Então eu sai do quarto e ela voltou a dormir. Eu voltei para a sala de estar.
—Pronto. Crise resolvida. Eu vou pra cama. Deviam fazer o mesmo, o Apocalipse está chegando.
Na manhã seguinte os alunos estavam tomando café da manhã e então foram treinar. Treinamento físico, mental.
Dia após dia eles treinavam, treinavam, treinavam e treinavam. Armas de fogo, machados, espadas, arco e flecha. Artes marciais dos mais diversos tipos.
Ela os estava preparando para a guerra. Uma guerra de proporções monumentais.
—Não ataquem á menos que sejam atacados. Especialmente se alvo tiver asas. Arcanjos não atacam inocentes, mas se eles forem atacados por vocês... vocês estarão mortos em segundos.
Disse o professor.
—Como sabe tudo isso?
—Porque eu sou filho biológico de Lúcifer. Eu já estive lá embaixo e lá encima também.
—E como é que a gente para?
—O que? O apocalipse? Não se para o apocalipse, se sobrevive á ele.
—E como é que a gente sobrevive?
—Você não vai sobreviver. Você é culpado de crimes incontáveis e impronunciáveis. Você não vai sobreviver, você vai morrer. É fim da linha pra vocês. Vocês irritaram a morte, Deus e o meu pai á ponto deles mandarem a porra do apocalipse atrás de vocês. E eu vou salvar o máximo de pessoas que eu conseguir.
—Você tem mesmo certeza de que é filho do diabo?
A resposta do garoto foi controlar Niklaus forçando-o a matar Freya.
—Absoluta. Eu controlo as trevas em você. Metidinho.
—Freya? Freya!
Os olhos do homem ficaram pretos sem pupila. E ele deu risada.
—Bem vindo ao fim do mundo babaca.

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