Segredo de família
4 Diferente
P.O.V. Elijah.
Ela estava treinando, castigando o saco de areia.
—Isso é que é uma fúria assassina querida. Porque tanta raiva?
—Porque eu quero eles fora da minha casa! Longe dos meus alunos! Longe da minha filha! Eles são a doença em forma de gente! Saem por ai, derramando rios de sangue, espalhando a praga por onde passam. Nem mesmo Lúcifer é tão ruim! Nem a Amara é tão ruim e ela é a porra da Escuridão! Elena, Tatia, Katherine, Genevieve, Davina, Marcel, Aurora, Lucian e a lista continua. Não acaba, nunca acaba.
—Querida, ele é o pai da sua filha.
—Mas, eu queria que não fosse tio Jass! Se eu tivesse escolha, eu escolheria qualquer outro! Até um mendigo que mora em baixo da ponte! Agora que estão aqui vão começar a contaminar os outros, já começou. Ontem o filho da puta do pai da minha filha tentou matar um aluno!
Ela tirou as luvas e saiu.
—Onde vai?! O que vai fazer?!
—O que já devia ter feito á muito tempo.
Eu pensei que ela fosse avançar sob mim, mas não. Eu não era o alvo.
Ela agarrou o pulso de Freya.
—Eu te impeço Freya Mikaelson de fazer o mal para os outros e para si mesma. Eu te impeço Freya Mikaelson, de fazer o mal, mal para os outros e para si mesma. Eu te impeço Freya Mikaelson, de fazer o mal, mal para os outros e mal para si mesma.
Dava pra ver o fluxo de energia viajando de Freya para Renesmee. E quanto mais Freya lutava maior o fluxo ficava. O nariz da minha irmã começou a sangrar e logo ela caiu inconsciente.
—Acabou. Porque você não vai embora?
—O que você fez com a minha irmã?
—Não se preocupe, a sua preciosa irmãzinha vai acordar logo. E ela vai ter uma surpresa. Surpresa, surpresa. Que surpresa para a pequena Freya.
P.O.V. Freya.
Quando eu acordei, eu me sentia fraca.
—Ai. Minha cabeça.
—Bebe ai. Vai ajudar.
—Hayley?
—Não. Sou a Faye Chamberlain. Eu não sei o que você fez, mas com certeza foi grave.
—O que?
—Você agora é uma ex-bruxa. Pois é, o seu poder já era.
—Como assim o meu poder já era?
—Seguinte, tu tá sem magia permanentemente. A Renesmee sugou, você nunca vai recuperar sua magia, nunca mais. Agora você é humana e não sobrenatural. Falou?
—O que?!
—Garota, vocês mexeram com a família errada. Bebe ai o chá.
Eu só conseguia chorar. Eu tentava acender a vela, mas eu não conseguia.
—Freya. Hayley?
—Faye.
—Ela tirou tudo o que eu tinha Elijah. Ela roubou minha magia.
—Ela quem?
—Renesmee.
—Porque?
—Espera, Freya e Elijah? Tá explicado. Ela te roubou sua magia porque você a usou para destruir a alma da Davina que agora é Jessica.
—O que?
—Vocês destroçaram uma alma, sem misericórdia, sem remorso. Bem, mereceu. Aproveite a mortalidade.
Elijah desceu as escadas correndo.
P.O.V. Elijah.
Eu vou fazê-la devolver a magia da minha irmã.
Eu a vi e a agarrei pelo pescoço.
—Ei! Larga da minha prima cretino!
—Devolva a magia de Freya.
—Dor.
Aquela dor era insuportável. Então ela estava do meu lado, agarrou meu cabelo.
—Agora você começa a entender. Você não passa de um maldito inseto no meu caminho, pronto para ser esmagado na busca pela grandeza! Eu não vou devolver nada pra aquela vadiazinha. Vocês tiraram tudo de todos e acharam que não haveria consequências? Estavam errados. Nada fica impune pra sempre, nada fica enterrado pra sempre, mais cedo ou mais tarde tudo volta. Em triplo.
Eu olhei pra baixo e vi Jean. Os cubos escreveram:
Retribuição. Payback.
—É o que você quer? Vingança?
—Não. Justiça. Vocês tem que compreender que não são tudo o que acham que são. Você não é Deus! Você não é O Criador, você é só um ser... uma casca vazia tentando errônea e desesperadamente se preencher. Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. Mas, você não tem nenhuma. Você age primeiro e pensa depois.
Ela me colocou em frente ao espelho e recitou um feitiço.
—Olhe.
—O que é isso?
—É você. O seu eu interior, a sua alma.
—Como isso é possível?
—É magia. Espelhos são usados por bruxas desde sempre, eles são quase sempre usados como portais.
—Portais?
—Alice através do espelho, Maria Sangrenta etc.
—Mas, são apenas mitos certo?
—Errado. Alice Liddell era uma bruxa, temos uma de suas descendentes como aluna. Alice Kingsley, eles mudaram depois da Idade Média. Para se esconderem. O que você vê é o que você é.
O reflexo era uma coisa demoníaca. Era cheio de feridas, cicatrizes, cortes, era deformado monstruoso.
—Ainda acha que existe algum tipo de nobreza em você? Você foi corrompido, absolutamente corrompido. Deixou-se corromper. Porque é fraco.
Ela se virou e me deixou lá olhando para o espelho. Só então eu notei que o reflexo dela também estava mudado.
—Espere.
—O que?
—Coloque-se diante do espelho.
—Ta.
Ela era linda. Seu reflexo brilhava como se ela tivesse uma luz em volta dela.
—O que é isso?
—É a minha alma.
Ela não tinha uma marquinha. Se lhe colocassem asas ela seria um anjo.

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