Segredo Infernal

5 Por cima do meu cadáver


Peguei carona de volta para casa com a Cherity, conversamos bastante durante o caminho, chegamos, nos dispidimos, cadauma foi para sua respectiva casa e pronto. Abri a porta com minha chave, meus pais haviam saido, meu pai provavelmente deve ter ido trabalhar e minha mãe...bom, depois do que a Lilith disse pra ela hoje de manhã ela deve ter ido na igreja ou algo assim.

Peguei minha bicicleta e pedalei até a casa da vovó, como era meio longe, fiquei pensando no que Lilith disse,mas que merda ela quis dizer com vai ser em outra pessoa? Já vi que isso não vai prestar. Parei de pensar no assunto assim que parei na frente do portão da grande casa de colina da vovó, acho que nessa subida toda, emagreci uns 10 kg.Essa casa sempre me assustou, quando havia tempestade, ficavamos presos aqui, é no alto e as estradas de baixo alagavam,tinhamos que passar a noite, eu até tinha o meu quarto, mas era perturbador de mais, aquelas bonecas de porcelana comcabelo de verdade, os galhos das árvores secas batendo nas janelas, as cortinas balançando, o chão de madeira velhorangendo...a casa tinha tudo para ser um cenário de filme de terror. Sempre dormi com a vovó, ela dizia que no quarto dela nenhum monstro poderia entrar e se entrasse ela não ia deixar que nada acontecesse comigo.

Toquei a campainha mas ela não atendeu, então de repente o portão se abre, entro e caminho até a porta da casa, quando estou prestes a tocar a campainha um balde de água cai bem na minha cabeça.

– Mas o que?? — digo indignada.

Então vovó abre a porta.

– Oi querida, entre, temos muito o que conversar. — Disse ela com seu sorrisinho meigo, o mesmo de sempre.

Entrei toda molhada dentro da casa, ela havia mudado muito desde a última vez que estive dentro dela, toda reformadapor dentro, as escadarias polidas e brilhantes, estava tudo impecável.Vovó me deu uma toalha e uma xícara de chá.

– Desculpe, era água benta, para verificar... — disse ela.

– Obrigada. — disse sorrindo.

– Vovó me desculpe pelo que aconteceu hoje no telefone, eu não queria dizer aquilo, medesculpe mesmo.

– Tudo bem, eu sei que não era você. — ela disse sorrindo pra mim.

– Querida, não escute o que aquela coisa diz, estátentando fazer você ficar contra sua família.

– O livro vovó, estou com ele. — disse envergonhada.

– Ótimo, pegue pra mim... — disse ela sorrindo.

– Deixei em casa, não sabia que iria querer agora mesmo, pensei que ia me explicar essas história de bruxa e tudo mais.- Criança, traga-me o livro, ele é muito perigoso e não pode cair em mãos erradas... — disse minha vó sem paciência.

– Calma vovó.

– Calma? Como você me pede calma? Você e seus amigos idiotas fizeram um ritual e agora Lilith está de volta a terra!

– Pera, como a senhora sabe de tudo isso? — perguntei nervosa.

Então ela abaixa a cabeça, seus olhos ficaram totalmente negros, iguais aos que vi no espelho.

– Se não fosse em você teria que ser em outra pessoa, e quem mais poderosa que sua vó? Perfeito não é? — Disse Lilith.

– Ah, não to acreditando, largue minha vó, deixe ela em paz! É a mim que você quer...

– Então é uma proposta pra eu voltar pra você? — perguntou ela.

– Se é o que você quer...mas prometa que vai deixar minha vó em paz! E também quero que me de pelo menos 5 minutos para conversar com ela a sós.

– Você ta de brincadeira né? Você fazendo exigências? Ah, qual é, eu que devia estar fazendo exigências, se encherga garota! — reclamou ela.

– Você só sabe reclamar? Credo, depois eu que sou a chata e não tenho amigos, aposto que você é sozinha la onde você mora.

– HAHAHAHA! — ela solta aquela gargalhada medonha. — Quer conhecer meus amigos?

Lilith usa a mágia da minha vó para desenhar no chão uma estrela de 7 pontas, em cada uma das extremidades, ela desenha umsímbolo diferente, já estava escuro o que deixou toda aquela cena mais macabra, dos desenhos sairam mais 7 fumaças pretas, que sairam pela janela.

– Mas que merda você fez? — perguntei.

– Chamei meus amigos para um festinha! — ela sorriu. — Não é assim que se faz hoje em dia?

– Olha, não to nem ai pra como se fala hoje em dia ok? Só volte pro seu inferno junto com seus amigos e já estou feliz!

– Ta brincando né? — ela perguntou seria.

– Não. — respondi igualmente seria.

Ela deu uma gargalhada bem cafona e disse:

– Querida, eu fiquei presa no inferno durante 2000 anos, você acha que agora que eu consegui sair eu vou voltar por que uma garota adolescente me pediu? Ah, por favor, acorda, sua vida não vai mais voltar ao normal, todos que você conhece ou melhor toda Seattle vai viver perante o pecado!

– O que você quer dizer com isso?

– Espere e verá.

Nesse instante a porta se abre e estão Matt, Cherity, Stiles, Tayler, Jessie e as gêmeas Stacy e Clair.

– QUE MERDA É ESSA? — perguntei desesperada.

– Esses são meus amigos, quer dizer, o que ta dentro deles... — disse sorrindo.

– Pera, esses caras são os 7 pecados?? — Pensei que você fosse mais burra! — respondeu ela.

– Ei! Não sou burra, só não curto estudar. Burro é o Adam!

– Acho que não, foi minha primeira opção, mas mesmo comigo dentro ele consegue controlar o próprio corpo. — disse Matt ou sabe-se lá o que estava dentro dele.

– Puxa vida, consigo ver você nas memórias dele e uau que tigresa!

Braba, apertei as mãos e uma das janelas estourou, fiquei perplexa, fiz a mesma coisa q a xícara de chá na mesa estourou.

– Está aprendendo a usar os poderes? — riram os 8 demônios.

– E eu pensando que ela era super poderosa. — disse Cherity ou a coisa dentro dela.

– Ah, que falta de educação a minha.Kira, vou te apresentar meus amigos. — disse ela.

– Este é o demônio da gula. — falou apontando para o Matt.

– Olá! — disse ele.

– Este é o demônio da Ira. — disse apontando para Tyler. Ele fez um jesto com a cabeça.

– Esse é o demônio da Avareza. — apontou para Stiles.Ele não disse nada.

– Esse é preguiça. — dessa vez mostrou Jessie.Ela sorriu.

– Estes são Vaidade e Inveja. Andam sempre juntos não é! — Mostrando Stacy e Clair.As duas me olharam de cima a baixo e não tiveram nenhuma outra reação.

– E por fim, este é o demônio da Luxúria. — disse apontando para Cherity.Merda, eu tava num ninho de demônios e estava sentindo o perigo vindo deles, fiquei com pena por todos os meus amigos, não mereciam estar passando por isso. Mas mesmo com tudo isso acontecendo eu só pensava que tinha que dar o fora, de um jeito ou de outro. Até que tive uma ideia, já que sou uma bruxa e tenho poderes, posso tentar me transporta pra minhacasa. Não sei muito bem o que as bruxas podem fazer, mas não custa tentar. Fiz a maior força que pude pensando no meu quarto, pensei, e fiquei pensando me concentrei nele e quando abri os olhos, eu estava lá.

– Ah meu Deus, não acredito, eu consegui! — disse me jogando na cama e abraçando meu travesseiro.

Me levantei, tirei a roupa de vagabunda que eu estava usando, joguei tudo na cesta de lixo, estava só de sutiã e calcinha quando:

– Oi.

– AAAAAAAAAH! — dou um berro e coloco meu travesseiro na frente do meu corpo.

– Adam? O que é que você está fazendo aqui?

– Desculpe não queria te assustar, eu tinha que conversar com você, eu sei que isso pode parecer idiota mas, hoje uma fumaça tentou entrar no meu corpo e eu...- por um instante ele parou e pensou e depois disse. — Como chegou aqui semabrir a porta?

– Eu sou uma bruxa, esqueceu? — eu disse em meio as gargalhadas, não pude me conter.

– Não é estranho, eu estava no covil deles agora mesmo. Eles tem Stiles, Tyler, Jessie, Cherity, Stacy e Clair...e Matt, estão com Matt também.

– Você gosta mesmo do Matt não é? — pergunta ele.

Fico sem saber o que responder, eu havia passado noites em claro pensando em Matt, bom não exatamente nele, mas no que agente fez.

– Ah, não sei...mas ele meio que me marcou entende? — disse com sinceridade

.- É...acho que sim... — disse ele. — Posso passar a noite aqui?

– Como é? — perguntei, precisava ouvir novamente pra ver se eu não estava ficando doida.

– Eu to com medo de voltar pra van.

– Você mora na van? — perguntei.

– Sim, por favor me deixe ficar... — pediu ele quase se ajoelhando na minha frente.

– Ok, tudo bem...tem espaço pra nós dois na cama...

– Ah, muito obrigado! — disse ele.

– De nada, mas não faça eu me arrepender. — avisei.

– Prometo.Tirei o travesseiro da frente e ele ficou me encarando.

– O que foi? — perguntei

– Você dorme assim? — ele me respondeu com outra pergunta.

– É. Por que?

– Por nada.

– Achei que você estivesse acostumado com isso. — disse.

– Sinceramente, não, aquelas garotas nunca fazem nada de mais, só saem com a gente pra dizer pras pessoas.

– Serio? Eu pensava que você transava todo dia. — disse, peguei meu roupão e vesti.

– Pera vou pegar algo pra gente beberlá em baixo.

Desci as escadas, achei uns salgadinhos e peguei uma vodka do meu pai, voltei pro quarto.

– Vodka?? — pergunta ele.

– Seus pais deixam você beber assim?

– Meus pais não tão nem ai.

– E os copos?

– Esqueci, vou buscar... — disse me levantando.

– Não precisa, podemos beber na garrafa mesmo...se não tiver problema pra você.

– Tudo bem então.

Abrimos os salgadinhos, bebemos um pouco, conversamos, bebemos mais, conversamos, fui buscar a segunda garrafa na cozinha.

– Então, acho que estamos bebendo de mais. — Eu disse.

– Ah, qual é! Nós merecemos, lutar contra demônios não é tão facil assim.

– Tem razão. — eu disse.

Bebemos mais um pouco, tirei meu roupão, estava morrendo de calor, coloquei You Shook Me All Night Long e começamos a cantar e dançar, pulei em cima da cama e ele ficou no chão, sacudimos o cabelo cantando o mais alto que conseguiamos e entãonossos lábios estavam grudados um no outro.

Adam me puxou mais pra perto dele, e nós deitamos na minha cama, ele estavaem cima de mim, trocamos beijos e mais beijos. A música acabou, me levantei, fui até meu computador e coloquei todas as minhas musicas pra tocar. Quando me virei para voltar pra cama ele ja estava de pé na minha frente, nem me deu tempo para respirar e ja estava me beijando de novo, mas dessa vez ele resolveu passar sua mão pela minha cintura e me apertar mais junto a ele. Então meio que acordei e percebi que isso era uma burrada e tratei de tirá-lo de cima de mim.

– Para, estamos bebados! — disse irritada.

– Tem razão, desculpe.

– Vamos dormir. — eu disse.

Desliguei o som e coloquei o bebe do Adam na cama, empurrei ele bem pro canto, e me deitei.Acordei de madrugada com um barulho na cozinha, acordei Adam.

– Acorda. — disse pra ele.

– O que foi? — perguntou.

– Shhh! Silêncio, acho que tem alguem na cozinha...vou dar uma olhada, coloque uma roupa e fique pronto, podem cer os demônios...

– Ok, vou me preparar. — disse ele.

Coloquei meu roupão, abri a porta do quarto e nada, desci bem devagar as escadas sem fazer um ruído se quer, me agachei para espionar dali mesmo, não vi nada, resolvi voltar para o quarto, quando me viro dou de cara com o Irmão mais velhoda Cherity, o Colin, que saiu da cidade para morar Nova York.

Ele sorriu pra mim e disse:

– Olá, sou o Legião e vim buscá-la. Você deve cumprir o seu destino. — disse ele me estendendo a mão.

Olhei bem nos olhos dele, eles eram vermelho sangue e se eu não estou louca, davam a impressão de que estavam pegando fogo.

– O que? Destino? Daonde isso surgiu? Me buscar? Eu não vou com você pra porra nenhuma!! — disse com raiva.

– Agora, saia da minha frente!

Empurrei Colin pro lado e voltei correndo para o quarto, entrei e tranquei a porta.

– Corre Adam, precisamos sair daqui agora! — disse nervosa. Enquanto ele descia pela janela, eu colocava algumas coisas importantes dentro da minha mochila, incluindo o livro de bruxaria da vovó. Peguei algumas roupas tambem ja que não ia dar tempo de me trocar pra sair. Pulei a janela, ralei ojoelho e o torci o tornozelo. Adam me pegou no colo e me colocou no banco do carona, fechou a porta e entrou pelo outrolado, no lugar do motorista.

De repende Colin está parado na frente da van, ele olha pra mim e grita:

– Você precisa de mim Kira. Eu sou a sua chave!

Eu não entendi o que ele quis dizer mas isso não importava, e então eu disse a Adam:

– Acelera!

E foi o que ele fez.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.