Segredo Infernal
4 Garota veneno
– O que você quer dizer com isso? — perguntei meio receosa.
– Eu não posso te explicar, mas posso te mostrar. — disse saindo do espelho e se jogando pra cima de mim.
Acordo ao som de Highway to Hell mais uma vez, vou ao banheiro, tomo um banho, dessa vez paro para escolhera roupa, um mini short jeans com detalhes de oncinha, meia arrastão, um coturno preto, e uma blusa do AC/DCbem apertadinha. Me olho no espelho e:
– Estou parecendo uma puta rockeira.
– Cala boca, eu sei o que estou fazendo. — reclama Lilith.
– Tudo bem então. — digo.
– Ótimo, só me deixe tomar o controle, não faça nada que eu não queira, me etendeu? — disse num tom de ameaça.
– Nossa, fica fria... — disse pra ver se dava uma relaxada na discução.
– Não sei se você sabe, mas fria é uma coisa que eu não sou! — reclamou Lilith.
Peguei meu casaco de couro com taxinhas, desci as escadas, a mesma cena de sempre, meu pai lendo jornal enquantominha mãe prepara suas torradas, entrei na cozinha, não disse nada, mas conseguia ouvi-los falando coisas sem nexoumas com as outras como pensamentos.
– Exatamente — respondeu Lilith no meu pensamento.
Agora graças a ela eu conseguia escutar pensamentos.
– Fixe só na sua mãe ou só no seu pai. — disse me aconselhando.
Primeiro minha mãe: "Ah, mas que saco, não aguento mais essa rotina, as vezes eu queria fazer como a Kira e sair por aqule porta e só voltar pela madrugada!" Senti vontade de rir, mas não o fiz, logo em seguida tratei de me concentrar em meu pai: "Panquecas, ah, que cheiro bom, eu amo essas panquecas."
Credo, que gordo! Foi tudo que pensei enquanto Lilith agia.
– E ai, então, sabe mãe, você é muito certinha, porque não experimenta sair um pouco? — eu/Lilith perguntei.
– Está falando para sua mãe ser como você? Isso é muito errado! — meu pai tentou dar uma lição de moral em mim, mas eu/Lilith não deixei barato.
– Só estou dizendo que se ela contiuar a viver dessa maneira vai passar o resto da vida dela cozinhando panquecas pra um cara gordo e careca que ela nem sequer ama. — ao dizer isso me levantei e sai pela porta da frente.
Encontro Cherity na porta de seu carro conversível azul marinho.
– Oi. — comprimentou ela simpática como sempre.
– Está indo pra escola? — Lilith perguntou.
– Sim, e pelo visto você já perdeu o ônibus, quer uma carona? — perguntou ela sorrindo.
– Claro, eu adoraria, obrigada. — respondeu Lilith.
– Só espera um minutinho...- eu disse dando um sorriso.
Fui um pouco mais pra longe da garota e:
– Você enloqueceu? Nós não nos suportamos.
– Eu mandei você não se entrometer...caramba, como é que você tem amigos? Você é chata! — reclama ela.
– Como se atreve a me chamar de chata? Não se esqueça de que você ta no meu corpo querida! — tratei logo de retrucar.
– Pelo amor de Deus, fique quieta e do resto cuido eu! — com isso ela me fez calar a boca.
Entrei no carro meio sem jeito.
– Sabe, eu sempre esperei por esse dia, acho a briga de nossos pais tão mesquinha, não deviamos brigar por isso, ese quer saber a verdade eu sempre quis ser como você, ter corajem de enfrentar meus pais. — disse ela sorrindo pra mim.
Foi nesse momento que descidi não me concentrar no pensamento dela e me deixar levar por outra coisa, na realidade, eu não queria mesmo saber o que ela pensava de mim.
Chegamos na escola juntas, sorrimos uma pra outra ao sairmos do carro e cada uma foi pro seu canto. Todos ficaram olhando meio abismados com a cena, já que os rumores da escola era que nós duas não nos suportavamos e bla bla bla, mas quemliga pra isso.
– Oi galera. — disse ao chegar no meio do grupinho de meninas que estavam tietando a banda dos meus amigos. Por um momento eles me encararam Matt me olhou de cima a baixo e fez meio q um uau sem som, Adam fez a mesma coisa que Matt mas seu uau teve som, Stiles começou a rir da cara dos dois e Tyler ficou imóvel. As garotas me olharam com cara de nojo e começaram a se esfregar neles novamente, eu ri.
– Nossa, ta mais gata que o normal. O que aconteceu com você ontem? — perguntou Stiles daquele jeito engraçado dele.
– Nada, eu só fiquei assustada. — respondeu Lilith.
– Ta bonita. — disse Adam.
Nesse momento resolvi me concentrar em cada um deles, primeiro o Adam: "Nossa, que gata, se eu soubesse que ela era gostosa assim tinha pegado ela no lugar do Matt." Fiz uma cara de nojo. Ta, agora o Matt: "Uou, ela ta tão linda, eu sempre soube que isso um dia ia acontecer, ela chega toda gata na escola e todos os garotos dão em cima dela e eu fico com cara de bunda, como sempre, argh!" Os pensamentos de Matt realmente me surpreenderam, não esperava por isso. Agora me volto para Stiles: "Puxa vida,ela ta linda mesmo, que orgulho da minha gata, mas tem algo errado com ela."
Sorri e continuei meu caminho, fui para os corredores da escola, lá encontrei duas meninas metidas, as melhores amigasda Cherity, Stacy e Clair, as gêmeas mais bonitas sa escola, só que ao contrario. As vezes eu acho que a Charity só anda com elas por pura caridade. Me concentrei no pensamento delas: "Que otária olha pra ela, parece uma vadia." "Que roupas incíveis, ai um dia eu quero ser como ela, mas a minha irmã chata nunca pode saber disso." Não sei diferenciar qual das duas pensou o que, mas gostei de saber que só uma delas me odeia de verdade. Eu tava realmente amando tudo isso até meu telefone tocar, meu toque era Thunderstruck do AC/DC, a introdução começou, atendi:
– Alô? — disse tranquila.
– Querida é a vovó. — disse a vóz do outro lado da linha.
– Sua velha, eu descobri tudo, sei que sou uma bruxa não adianta agora voltar a traz. — disse Lilith.
Minha vó desligou o telefone.
Super braba, tomei conta do meu corpo e fui até o banheiro, esperei umas meninas que estavam la sair, me olhei no espelho e disse:
– Por que falou daquele jeito com minha vó? — perguntei irritada.
– Ela te enganou, nunca te disse a verdade, por que você deveria ser gentil com ela? — perguntou olhando nos meus olhostentando me induzir.
– Ela me disse verdades sim e uma delas é que aquela porcaria daquele livro é perigoso.
– Ah, qual é! Papo de velha, vai acreditar? — disse ela com o mesmo olhar de antes.
– Aquele livro trouce você pra terra, você é o pecado original! — disse nervosa.
Percebi que ela estava tentando me manipular, ela estava tomando meu corpo pra fazer coisas ruins, ela estava me usando e eu estava deixando ela fazer isso...fiquei morrendo de raiva.
– Sai do meu corpo, sai de dentro de mim agora! — disse com raiva.
– Mas o que? Ta doida? — perguntou Lilith.
– Não! SAIA DE MIM, SAI AGORA. — dei um berro.
– Tudo bem, mas quero que saiba, se não for dentro de você vai ser dentro de outra pessoa...
E então eu controlava meu refléxo novamente, fiquei de costas para o espelho e a fumaça preta estava lá. A coisa saiu pela janela. E tudo que pensei foi, preciso visitar a vovó.
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