Segredo Descoberto

13 Eu morri para todos há dezesseis anos atrás...


Notas iniciais
Hello, my friends! Peço minhas sinceras desculpas por não ter postado semana passada como eu havia dito que postaria... Não deu mesmo. I'm Sorry! Boooom, obrigada pelos seus esplêndidos comentários! Thanks... ~Forever Leonetta ~Leonetta forever ~Jenni ~A Garota do pensamento ~Tinita Blanco ~Bel lima ~Amanda Castillo Vargas ~Mysterious Girl ~Lala ~Luh ~Mari Ferreira ~Tini Blanco Leonetta E obrigada também pelos favoritos de.. ~IstagramLeonetta ~Ju Stoessel Enfim, espero que gostem desse capítulo... Acho, tenho quase certeza, que lá pelo capítulo 20 o León descobrirá a verdade, mas até lá... Paciência. Kkk Enfim... Boa Leitura!

Violetta Castillo

Cheguei na praça 8h40, desci do carro e tirei Angel da cadeirinha. Apressei os passos a procura de alguém que poderia ser minha mãe.

Estranho, não? Há mais de dezesseis anos que eu não uso essa palavra: 'mãe'. É um pouco — tipo, muito —, estranho, mas fazer o quê? Ela voltou! E espero que tenha uma ótima explicação! Se bem que não importa a explicação que ela dê, abandonar um filho, um marido, irmã, mãe... Isso não é perdoável! Não importa o motivo, ela não deveria ter desaparecido, não deveria ter nos abandonado!

Angel estava parecendo um zumbi ambulante, ela ainda estava com sono, mas quem disse que ela iria ficar em casa? Ter uma filha birrenta dá nisso!

Suspirei e olhei para ela: aqueles olhinhos verdes estavam à ponto de se fecharem de cansaço. A peguei no colo e rapidamente ela deitou com a cabeça em meu ombro, acariciei seus cabelinhos e ela logo dormiu.

Continuei a caminhar, até que avistei uma mulher morena, com supostamente uns... 45 anos? Talvez... e que tinha uma postura elegante e superior. Ela se encontrava cabisbaixa, sentada em um banco perto de um belo jardim de rosas brancas, me aproximei vagarosamente até ela, porém ela ainda não havia me visto. Pigarreo e ela levanta a cabeça rapidamente e um sorriso brota de seus lábios assim que me vê. A mesma corre e me abraça, eu não sabia o que pensar, fiquei igual uma estátua e não retrubui o abraço:

— Maria? — Pergunto tentando segurar as lágrimas que insistiam em cair...

León Vargas

Acordei era 8h00, precisava ir para o treino de Motocross, e também não conseguia dormir mais.

Noite passada Violetta ouviu minha conversa com a Lara e eu não sei o que pensar em relação à isso. Ela estaria magoada? Triste? Com raiva? Feliz? — obviamente que não —, Confusa? Talvez... Bom, acho que quem está mais que confuso aqui sou eu, né!

Assim que estava à ponto de sair de casa, meu celular toca. Vasculho meus bolsos da calça à sua procura, e quando finalmente o encontro, olho no visor e vejo o nome 'Lara', seguido de uma foto da mesma. Reviro os olhos e deslizo o dedo na tela a atendendo:

— Oi, Lara. — Falo mal-humorado.

— Oi, meu amor! Que humor esse seu, hein! — Ela ri e eu bufo.

— Já disse que não sou 'Seu amor'! Acabamos! Entendeu?! — Digo irritado.

—Nossa, eu ligo para te dar uma boa notícia e é isso que eu recebo — Ela se faz de ofendida — Mas como eu te amo muitooooooo... eu vou te dizer o que é! — Ela diz.

— Uhum... — Resmungo cansado.

— O bebê chutou! — Ela grita.

— Oi? Como? Como assim chutou?! — Pergunto estranhando. Pois ela, nos meus cálculos, deveria estar com tipo, uns dois meses! E se bem me lembro, os bebês da Cami só se mexeram à partir dos quatro meses, o que, de fato, é muito estranho! Então meus cálculos estão errados? Ou não?

— León! Ele chutou! Não está feliz pelo seu filho?! — Ela pergunta demonstrando alegria.

— Claro — Digo. Na verdade, não que eu não me importasse com o 'meu filho', mas parece que não sinto afeto em relação à esse bebê. Nunca pensei na hipótese de ter meu primeiro filho com... a Lara(se é que é meu filho!) — pensei.

— Hmm... sei! — Ela resmunga.

— Lara — A chamo.

— Oi?

— Quado você irá ao médico? Quero ir junto saber sobre o bebê, como ele está e tals... — Digo esperando por sua resposta, e foi o que eu pensei:

— Errr... depois conversamos. Agora preciso desligar. Tchau, León. — Ela rapidamente desliga. O que me faz pensar..."Ela realmente está gravida?".

Violetta Castillo

Minha 'mãe' ainda estava me abraçando, assim que voltei para a "realidade", me desvencilhei de seus braços e me afastei um pouco da mesma que voltou a ficar cabisbaixa.

— Oi, filha — Ela sorriu envergonhada.

— Oi — Respondi seca. — Por que voltou, afinal?! Por que mentiu estar morta?! — Perguntei curta e grossa. Apesar de que dói em mim falar isso.

Pensem comigo: sua mãe é dada como morta há mais de dezesseis anos, fazendo com quê você perdesse totalmente a sua figura de lado materno, e do nada ela volta esperando a melhor das reações. Isso já é egoísmo da parte dela, né?! Ou não?

Sei que tenho a Angie como uma espécie de "mãe", mas não é a mesma coisa, pois Angie apareceu quando eu já estava com uns quinze à dezesseis anos, e mesmo assim, mãe é mãe, e ninguém pode ocupar o lugar da sua verdadeira mãe.

Ela, antes de mais nada, deu um breve suspiro e se sentou no banco, indicando com a cabeça para mim sentar ao seu lado. E foi o que eu fiz, pois Angel já estava pesando no colo. E por falar em Angel, minha 'mãe' estava com uma cara de dúvida aparente, mas não ousou pronunciar nada em relação à minha pequena.

— Tecnicamente, eu nunca fui, filha. — Ela me olhou nos olhos. Tão castanhos quanto os meus.

— Como assim? -- Pergunto confusa e com a testa franzida.

— Você sabe... Quando você tinha cinco anos eu iria fazer meu último show na Espanha, pois queria aproveitar a sua infância desde já; também deve saber que o avião em que eu e minha equipe estava, caiu...— Ela suspirou — Fui a única sobrevivente, na verdade, mas acabei ficando em coma durante quatro anos... Quando me recuperei, como o médico disse, era um milagre eu ter sobrevivido à uma queda praticamente fatal, e obviamente eu sairia do coma com alguma sequela, e foi o que houve... Fiquei momentaneamente paraplégica, mas dois anos depois, com muita fisioterapia, eu me recuperei... e durante o tempo em que eu estava supostamente "morta", eu fiquei sem memória... — Eu a olhava atenta enquanto ela desabafava tudo, enquanto ambas de nós duas chorávamos — Eu recuperei a memória há dois anos, mas eu via você na televisão, vendo o quão bela estava; eu não poderia voltar do nada, se é que isso é possível... — Sussurrou baixo a última parte. — Primeiro eu queria me restabelecer na vida, se é que me entende...

— Claro! — Digo rápido e ela sorri.

— Seu pai não sabia de nada também, não fazia ideia que eu estava viva. Eu morri para todos há dezesseis anos atrás. — Ela diz, e claramente ela se encontrava abalada com tudo, e demonstrava sinceridade a cada palavra dita...

Notas finais
Olha eu de novo! Nada a declarar nesse capítulo... COMENTEM... FAVORITEM... RECOMENDEM... Bye Cat's! ;-)