Segredo Descoberto
6 Almoço.
Notas iniciais
León Vargas
Estava caminhando no parque e falando com Diego pelo celular, ele disse que Francesca e as meninas iriam ao parque e depois almoçar em algum restaurante por aí, e então tivemos a ideia de almoçarmos com as meninas todos juntos.
Pelo que ele disse, a Violetta e as filhas dela também vão, e acho que ela não vai gostar muito dessa ideia, pois eu fiquei insistindo em saber quem é o pai das filhas dela e ela ficou uma fera comigo, mas mesmo assim eu vou!
Porém resolvi não perguntar nada, agora que ela voltou não quero brigar mais, e também vou desistir de perguntar sobre o pai das filhas dela, afinal, as filhas já estão no mundo, não tem como voltar no tempo.
O engraçado é que enquanto eu caminhava no parque, avistei Francesca, Camila e Violetta conversando, sentadas em um banco bem no centro do parque. Fui me aproximando delas sem que elas me visem, pois elas estavam de costas para mim, e assim que cheguei perto o suficiente, ouvi elas falando sobre o pai das meninas, e rapidamente minha ideia de "paz" e confraternização foi embora e a curiosidade bateu mais forte:
— E quem é o pai delas, Violetta? — Perguntei e as três se viram assustadas.
— Argh, León! De novo essa história?! Para que você insiste em saber quem é o pai das minhas filhas? Esquece isso, pelo amor de Deus! — Ela diz irritada e eu suspiro lembrando dos meus próprios pensamentos.
— Tudo bem, eu também não quero mais brigar — Digo a olhando — Trégua? — Pergunto com a sobrancelha arqueada e estendendo a mão para ela apertar.
— Trégua. — Ela diz sorrindo e apertando minha mão.
— Eu já volto, vou ali compra uma garrafinha d'agua. — Digo apontando com a cabeça até uma barraquinha que vende pipoca, sorvete, algodão-doce e etc — Aliás, os meninos estão vindo para o parque, também querem ver a Vilu, afinal de contas, quase não deu tempo para todos vê-la ontem na entrevista. — Digo e elas assentem. E fui comprar minha água.
Violetta Castillo
— Violetta, Violetta... até quando você vai mentir para ele, hein? — Fran perguntou balançando a cabeça negativamente.
— Quando chegar o momento certo eu vou contar, ok?! Não faz nem um mês que eu cheguei da França, eu preciso de um tempo! — Digo suspirando.
— Que seje. — Ela dá de ombros e então Naty e Ludmila chegam com Pedro e Daniel.
— Cadê as meninas? — Fran pergunta como se lesse meus pensamentos.
— Elas ficaram brincando lá na pracinha. — Naty diz enquanto Pedro tomava o suco de caixinha. Pedro e Daniel tem 4 anos, poucos meses de diferença apenas, quando saí de Buenos Aires eles eram ainda bebês e os namorados estavam cientes da situação de Ludmila e Naty.
— Olha! Lá vem os meninos! — Ludmila diz e Daniel vai correndo até Federico que pega o filho no colo. Logo depois todos se cumprimentam e se sentam na toalha estendida na grama e ficamos conversando, até que:
— Pessoal — Cami chama a atenção, e todos a olham — Não sei vocês, mas eu tô comendo por três e estamos com fome! — Ela diz acariciando a barriga.
— Eita, gulosa! — Fran tira sarro e ela revira os olhos dando língua.
— Ah, Fran, pega leve, minha ruivinha tem que alimentar nossos dois ruivinhos. — Broduey diz fazendo com que todos riem.
— Pior que já é 11h20, temos que ir almoçar! — Naty diz séria.
— Eu vou chamar as menina. — Digo me levantando, e indo até as três que estavam sentadas na areia brincando.
— Meninas, vamos almoçar. — Digo e Isabella sai correndo até a mãe.
— Vamos, filhas! — Digo chamando-as, e as duas vêm até mim.
— Aonde a gente vai maman? — Mel pergunta.
— Vamos no restaurante almoçar. — Digo e vamos até o pessoal, ops, até Fran e Isa. — Cadê os outros??
— Foram indo arrumar lugar para nós, já é quase 12h00, os restaurantes já devem estar cheios. — Ela diz pegando a filha no colo e a mesma deita a cabeça no seu ombro
— Ótimo, vocês vieram de carro? — Pergunto com Melissa no colo.
— Na verdade, não. Eu acho que vou lá em casa trocar a roupa da Isabella, ela tá toda suja. — Ela diz acariciando os cabelinhos da filha.
— Vamos lá em casa, eu te dou uma carona, tenho que trocar as duas também, elas não podem ir ao restaurante com areia até no cabelo. — Digo rindo e Fran também.
— Mas e a roupa da Isa? — Ela pergunta preocupada.
— Pega uma das meninas. — Digo e ela sorri.
— Tudo bem, então. — Ela diz.
Fomos até o carro e ajeitamos as meninas nas cadeirinhas, menos Isabella, pois a mesma não tinha cadeirinha, então colocamos apenas o cinto nela e então entramos no carro e seguimos rumo a minha casa.
No caminho conversamos de coisas aleatórias, e Fran foi falando como anda a vida de todos e, por falar em vida de todos, eu ainda não fui visitar Angie, meu pai, e minha irmãzinha Clara, de 1 ano. Cheguei em Buenos Aires há um mês e ainda não fui visitá-los, as gêmeas nem se lembram mais deles. A última vez que os viram tinham apenas 9 meses, desde então apenas falo com meu pai e Angie por celular e só.
Saí do meu "transe", com Francesca estralando os dedos em frente ao meu rosto indicando que havíamos chego em casa. Saí do carro e Fran também, peguei Melissa no colo, pois a mesma havia dormido no percurso até em casa, e Fran pegou Angel e Isabella, que assim que saíram do carro entraram correndo para dentro do hotel e foram em direção ao elevador:
— Vilu! Vamos logo senão elas entram no elevador sozinhas! — Fran diz apressando os passos.
— Não se preocupe, a Angel tem medo de andar de elevador sozinha, ela já fez isso antes e bem na hora acabou luz, desde então ela tem um certo "trauma" com elevadores. — Digo rindo.
Subimos ate o 15° andar e abrimos a porta do apartamento, entrando todas logo em seguida, e fomos em direção ao quarto de Angel:
— Fran se quiser pode dar banho na Isa ali no banheiro. — Digo.
— Você não vai dar banho nas meninas? — Ela pergunta.
— Sim, mas eu vou dar no quarto da Mel, depois que você acabar pode escolher lá no closet uma roupa para ela. — Digo e ela assente indo com a filha até o banheiro.
Fui ao quarto de Melissa, e Angel estava sentada no tapete, acordei Mel que ainda estava dormindo no meu colo, e levei as duas pro banheiro dando um banho rápido de dez minutos. Em seguida as levei até a cama e elas ficaram sentadas lá até que Fran entra no quarto com Isabella já vestida com um vestidinho amarelo e uma tiara rosa no cabelo:
— Oia, tia Vilu, eu tô com o vestido da Angel, sabia? — Isa diz dando uma voltinha e eu e Fran rimos.
— Eu vi, e você ficou linda, sabia? — Digo e ela assente, rindo convencida.
Depois disso, coloquei as mesmas roupas nas gêmeas, uma regata branca com um top no ombro, e uma saia rosa rodada, e por fim coloquei um lacinho em seus cabelos, e a sapatilha branca:
— Estão prontas! — Digo me jogando na cama e Francesca dá uma gargalhada.
— Cansou, Vilu? — Ela pergunta rindo.
— Essas meninas dão trabalho, você é só a Isa, eu tenho trabalho em dobro! — Digo me levantando.
— É, mas a Isabella dá trabalha em triplo! — Ela diz rindo e eu a acompanho.
— Eu tô com fome, maman! — Angel, Mel e Isa dizem para mim e Francesca.
— Já estamos indo almoçar. — Eu e Fran falamos juntas e nos entreolhamos.
Depois de arrumar as meninas descemos até o estacionamento e rapidamente arrumamos elas no banco de trás e seguimos rumo ao restaurante que havíamos marcado de nos encontrar.
Logo que chegamos, fomos caminhando em passos rápidos até a mesa aonde se encontrava o povo todo, Leon estava sentado bem na janela, e só havia lugar do lado dele e de Diego, que Francesca logo ocupou, não restando escolha a não ser sentar ao lado de León:
— Oi, pessoas! — Digo me sentando.
— Oi, Vilu! — Falaram em coro — São suas filhas? — Perguntam olhando para Angel e Melissa, que por incrível que pareça, ambas estavam envergonhadas(os meninos não tinham visto elas ainda).
— São! Dêem "oi", meninas! — Digo às olhando.
— Oi. — Elas falam.
— Eu quero um beijo, hein! — León diz. O QUÊ? León disse isso mesmo, produção?
Angel que já o conhecia foi até ele e sentou no seu colo dando um beijo em sua bochecha, já Mel se escondeu perto de mim.
— E você? — Ele diz se referindo à Melissa, e ela olha para mim em dúvida e eu assinto indicando que ela podia ir, e foi o que ela fez.
León Vargas
Estávamos todos no restaurante aguardando Francesca e Violetta que ainda não haviam chego do parque.
Depois de uns 20 minutos elas chegam com as meninas e se sentaram, Isabella já deu um "oi" em geral e se sentou no colo de Diego. Já as filhas da Vilu ficaram meio escondidas atrás dela, chamei elas e Angel veio até mim e me deu um beijo na bochecha e sentou no meu colo, não me perguntem como eu sei distingui-las, eu simplesmente... sei. Já a outra que eu ainda não sabia o nome ficou envergonhada e não veio, então a chamei de novo e ela olhou para a mãe que assentiu para ela, como se desse permissão. Então ela veio até mim e me deu um rápido beijo na bochecha e correu para os braços de Violetta novamente, que riu:
— Qual o nome dela? — Pergunto me referindo a garotinha que estava grudada a mãe.
— Melissa. — Vilu diz a olhando. — Como deu para perceber, a Mel é mais tímida que essa daí. — Vilu diz rindo e olhando para Angel que solta uma risadinha.
— É... percebi. — Digo rindo com o pessoal.
* * * * *
Estávamos no restaurante há uns 40 minutos, alguns já havia almoçado, outros estavam na sobremesa, e alguns repetindo o almoço, indireta para Camila, que já estava no 3° prato de comida. Ela se defendeu falando que está comendo por três, imagina a bolotinha que vai ser esses bebês! — ri dos meus próprios pensamentos.
Violetta estava comendo mousse de maracujá, e as gêmeas de limão, durante todo o almoço Angel não saiu do meu colo, Vilu até disse para ela sair mas ela é bem persistente quando quer algo. Agora Violetta tentava limpar a boca da filha, que estava toda suja:
— Para quieta, Angel! — Violetta diz irritada, tentando limpar a boca da filha.
— Pala, maman! — Angel diz se esperniando.
— Angel Castillo! Se você não parar a gente vai embora! — Vilu diz brava.
— Pala, Angel, eu não quelo i embola! — Melissa diz emburrada.
— Não palo! — Angel revida.
— Sabe, Vilu, eu sei de um jeito que ela vai deixar... — Olhei para Vilu e pisquei o olho sorrindo.
— Ataque de cosquinha! — Digo e puxo Melissa pro colo junto com Angel e iniciamos um verdadeiro "ataque de cosquinhas". As duas riam tão alto que todos olhavam para nós, até que passou um senhor e uma senhora que aparentavam ter uns 70 anos e falaram: "Olha que família mais linda!", a senhora diz encantada e de imediato Vilu cora e eu rio junto aos nossos amigos que estavam ali, e que eu havia me esquecido. Mas como tudo que é bom dura pouco, apareceu uma pessoa inesperada ali nos olhando:
— Olha que família bonitinha...
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