Segredo De Sangue
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Comentem se sim ou se não ^-^
I.
Ela andava apressada na rua. Seus cabelos loiros estavam esbranquiçados na tênue luz dos postes pelos quais passava. Seus olhos estavam vidrados e fixo em um lugar que não se encontrava na rua em que caminhava, sem piscar. Ela de vez em quando olhava para trás e o vento, numa brisa delicada, levantava seu cabelo prateado ao seu rosto em uma delicada caricia. E tão rápido quanto olhava para trás, ela se virara para frente em busca de algo que nem ela mesma sabia.
As pessoas que caminhavam alí, a ignoravam como se nada estivesse passando entre eles. E os que a observavam com toda a certeza a achavam louca. Uma linda louca, presa num mundo que ninguém imaginava e que ela ansiava por fugir, por respirar. Mas não antes de achar a resposta que tanto procurava. Seus pés a levariam para onde deveria ir só era preciso não pensar — dizia a si mesma -
Poderia por um fim em todo seu desespero, era só encontrar alguém com algo pontiagudo que atravessasse seu coração... Com certeza a dor seria bem menor do que a que carregava há anos... Desde que nascera exatamente. Então ela estaca no chão, como se incapaz de continuar sua busca. De repente o cheiro de chuva adentra suas narinas e ela se lembra dele...
Seu objetivo. Precisava fazê-los pagar pela vida que levara todos esses anos e pelas vidas que tiraram também. Precisava agir, precisava lutar ainda, mesmo que isso a levasse a quebrar as regras. E ela as quebraria se fosse necessário. Olhou para cima e viu o céu, antes de um negro profundo, agora, salpicado com nuvens vermelhas... Sim, era o único jeito. Teria de haver sangue para haver justiça e se não houvesse justiça, vingança.
Sim... Ela sentia até o veneno doce em sua boca ao imaginar como eles reagiriam ao descobrir tudo. Deixava sua boca dormente ante a expectativa do ataque, fazia com que pressionasse seus dentes contra seus belos lábios carnudos antes vermelhos, agora acinzentados com um leve roxeado. Frio. Sim ela agora o sentia. Abaixou a cabeça e olhara ao redor, assimilando onde estava e pensando no que iria fazer, qual seria seu próximo passo.
Convenientemente estava no final de um beco. As casas estavam silenciosas e a sua frente havia somente um muro no qual atrás havia um terreno abandonado. Não havia uma alma viva no local e algo ao seu lado algo brilhava chamando sua atenção.
Felicidade e Boa Sorte
Um sorriso brincou em seus lábios ao fazer seu plano. Olhou por entre a grade as palavras piscarem para ela de vermelho e verde. E quis toca-las, eram para ela, ela deveria esta no caminho certo. Era o sinal que precisava, afinal, precisava de boa sorte para seu plano dar certo e claro, se desse e ele daria, seria feliz. Uma gargalhada brotou dentro dela, mas ela a reprimiu. O animal dentro de si parecia se alimentar dela, do veneno, da gargalhada, do ódio.
Virou-se e caminhou automaticamente, não havia prestado atenção que já não estava mais sozinha no beco. Quando percebeu parou e então a observou.
A garota andava devagar mexendo no celular, da onde estava não dava para definir a cor de seu cabelo. Ela apurou mais o olhar e conseguiu ver que era de um marrom-avermelhado. Mogno, cor de mogno sua mente sussurrou. A garota mexera na sua bolça e pegou uma chave. Ela morava alí perto. Observou que a garota carregava uma sacola de compras e uma garrafa delineava através do plástico da sacola.
Vinho. Ela se escondera nas sombras da casa da frente para observar a outra estranha ir ao seu destino... Destino. Isso foi uma coisa que ela aprendeu na marra, sim ele existe por mais que nós o neguemos — ela pensou-. Decidira observar a garota até seu destino por curiosidade, algo que a surpreendeu pelo fato do cinismo a dominar. A garota parou na casa com o pisca na qual ela olhava e então algo sussurrara em sua mente.
“Você é o destino dela... Faça ela o encontrar... A encontrar... ''
Oh! Doce insanidade!
Notas finais
se ocorrer algum atraso, no domingo da outra semana a história será publicada, durante a semana não havera publicação da mesma.
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