Notas iniciais
Olá, povo! Então, existe uma cena de sexo aí no meio, mas se vocês forem meio puritanos assim como eu (o que eu duvido muuuito), não se preocupem porque eu tentei deixar tudo na base da fofidão :3 Ps: o presente capítulo é o penúltimo.

Emily acordou no meio da noite devido a um estrondo que, depois de respirar pesadamente algumas vezes, ela descobriu se tratar de um trovão.

O abajur sobre seu criado-mudo estava acesso e ela pôde reconhecer a foto que estava caída a seu lado na cama; uma foto dela mesma aos oito anos com o braço de seu pai ao redor de sua cintura. Os dois sorriam abertamente, Emily ainda de aparelho móvel nos dentes. Era a foto que Wayne costumava carregar em sua carteira e, depois que ele partira, tal jamais saíra da carteira de Emily.

A garota sorriu, tomando mais uma vez o delicado papel entre os dedos – que tinha uma marca de dobradura permanente bem no centro. Ela não se lembrava de quando eles haviam tirado aquela foto, mas a paisagem atrás deles era como a de um parque – talvez tivesse sido tirada durante um piquenique nas férias de primavera ou algo assim. Tudo que Emily sabia era que olhar para aquela foto agora dava-a uma certa sensação de pesar, pois ela não havia pensado em Wayne naquele dia, nem um minuto sequer. E havia sido esse o motivo de ela ter tirado a foto de sua carteira em primeiro lugar; queria ver se conseguia passar algum tempo de qualidade apenas com as memórias de seu pai, mas acabara pegando no sono.

Outro trovão soou, mais forte que o último, e a lembrou do sonho que ela havia acabado de ter. Nele, ela e Wayne estavam em Vancouver, mais precisamente na base onde este treinava jovens recém recrutados. Emily sabia que aquele tipo de local era bastante pacífico mas, bem, naquele momento não estava sendo como tipicamente era. Ela ouvia tiros ao longe, secos como os de uma espingarda, e não dava para saber da onde vinham. Tudo que Emily tentava fazer era manter sua mão esquerda colada ao peito de Wayne enquanto eles corriam para longe do barulho. Afinal, a ideia de ter que amputar uma mão não a incomodava, desde que o coração de seu pai estivesse a salvo.

Agora, acordada, ela percebia que tal sonho havia sido uma metáfora, já que Wayne havia morrido devido a um infarto e não a uma bala perdida.

Um terceiro trovão quebrou o silêncio – até então preenchido apenas pelo som da forte chuva caindo do lado de fora –, e este sendo daqueles que fazem com que os vidros das janelas tremam. Emily sentiu seu sangue gelar. Aquele som a lembrou que havia ouvido tiros de canhão em seu sonho também.

Ela estava genuinamente arrepiada, desde a nuca até os tornozelos, e seu corpo pulou quase que instintivamente para fora da cama. Ela precisava sair dali, precisava ir ao encontro de alguém. Hanna. Nem que fosse para olhá-la dormir.

Pé ante pé, Emily desceu as escadas em direção ao quarto de hóspedes. O abajur sobre o criado-mudo ao lado de Hanna também estava acesso, dando ao ambiente uma áurea confortável, e Emily pôde ver que a loira, em seu pijama de mangas e shorts curtos, estava encolhida praticamente em posição fetal.

Ela se aproximou devagarinho da cama de casal e notou que a coitadinha também estava arrepiada, o que era bastante estranho, já que o verão estava em seu auge. Quer dizer, a noite estava fresca devido à chuva, de fato, mas Hanna tremia de frio.

Emily, então, rapidamente agarrou o edredom que estava em uma das prateleiras altas do pequeno guarda-roupa que havia no quarto e cobriu Hanna carinhosamente. A garota batia os dentes enquanto dormia e, por um segundo, Emily se preocupou, sentando-se junto de Hanna para checar se ela não estava, porventura, com febre. A pele da loira estava saudavelmente morna e ela relaxou assim que sentiu o edredom sendo ajeitado sobre si.

— Pronto, meu bem – Emily sussurrou, acariciando o braço esquerdo de Hanna por sobre a coberta. – Já passou.

Por mais que Emily não quisesse voltar a ficar sozinha em seu quarto e quisesse, mais do que tudo, ficar ali guardando o sono de Hanna até o dia clarear, obrigou-se a levantar, dizendo a si mesma que sua missão ali estava cumprida. Porém, quando estava a um passo de deixar o quarto, ela ouviu um murmúrio sonolento vindo de trás de si.

— Deita comigo?

Emily girou em seus calcanhares e arqueou uma sobrancelha para a figura de Hanna que, de olhos fechados, não havia movido um único músculo. Ela deve estar sonhando.

— Disse alguma coisa? – a morena arriscou, suavemente.

Passaram-se alguns segundos até que Hanna murmurou novamente.

— Eu ainda estou com frio.

O coração de Emily derreteu instantaneamente e ela enfiou-se com cuidado na cama ao lado de Hanna, deixando que a gostosa sensação de calor, que vinha de fora e de dentro, a envolvesse.

— O engraçado é que eu também estava com frio mas só percebi agora – Emily sussurrou, porém foi mais como um pensamento externalizado do que a crença de que Hanna pudesse estar realmente acordada para ouvi-la.

— Então me abraça – a voz da loira soou outra vez.

O coração, agora demasiadamente palpitante, de Emily foi parar na garganta; ela sentia seu ser ferver por completo com a possibilidade de Hanna não estar dormindo. Ela deixou que sua palma esquerda vacilante escorregasse pela cintura de Hanna, até parar no centro do abdome da loira, e então envolveu-a delicadamente por trás.

Emily mal podia crer que estava deitada em posição de conchinha com sua melhor amiga. Era tudo como um grande déjà-vu; todos os sonhos que ela já tivera à respeito de Hanna em sua adolescência estavam mesclados àquela maravilhosa realidade. Por um momento ela fechou os olhos e apenas deixou que o perfume que emanava do pescoço da loira – algo como uma loção com aroma de pêssego – a invadisse.

Emily estava fazendo de tudo para permanecer totalmente imóvel; ela tinha a sensação de que qualquer tipo de movimento poderia arruinar aquilo. Porém Hanna acabou por mudar o curso da situação. A loira deslizou os dedos pelas costas da mão de Emily e em seguida cobriu-a com a sua por completo. A morena sentiu como se seu sangue tivesse sido posto para correr novamente.

— Han? – ela ouviu-se sussurrar antes que pudesse lutar contra a vontade de dizer algo – Está acordada?

Hanna virou-se para encará-la, em um único movimento. Havia certa dose de travessura em sua expressão, indicando que ela havia estado acordada durante todo o tempo que Emily estivera no quarto.

— Oi – ela sorriu, demonstrando nada além de tranquilidade.

— Oi – Emily rebateu, tentando não gaguejar.

— Não consegue dormir também?

A morena confirmou com a cabeça, percebendo que aquela voz suave mexia consigo por completo.

— Eu tive um sonho ruim.

Sem dizer nada em um primeiro momento, Hanna simplesmente passou os braços ao redor de Emily e apertou-a em um abraço confortável. Foi como se cada célula existente no corpo de Emily derretesse com a sensação do corpo quente de Hanna pressionado contra o seu.

— Eu também.

— É? – a morena deslizava suas palmas pelas costas da garota, tentando acostumar-se com a ideia de tê-la tão perto e de um jeito que parecia ser tão íntimo – E com o que você sonhou?

— Não importa agora.

— Foi com Caleb? – Emily chutou um segundo depois, sem saber bem por que, e sentiu Hanna assentir junto a seu peito.

— Sente falta dele, não sente?

A loira permaneceu quieta por um curto momento.

— Posso ser honesta?

— É claro que pode – Emily rebateu sem pensar duas vezes.

— Às vezes penso que sim. A sensação de acordar no meio da noite e se remexer em uma cama vazia passa a ser desoladora depois de tantos anos de namoro, entende? Mas agora você está aqui e é como se de repente não me faltasse mais nada.

Não apenas as bochechas como o corpo inteiro de Emily aqueceu a um nível perigoso devido àquele elogio. Ela sorriu, ainda enganchada em Hanna, e quis dizer que estava lisonjeada por saber que livrava a loira da dor que a solidão lhe causava, porém optou por somente agradecer.

Dali a pouco, as pernas de Hanna já enroscavam-se às de Emily, deliberadamente ou não, era difícil saber.

— Por que você foi embora, hein? – a loira murmurou, e seu tom de voz deu a Emily a impressão de que ela havia voltado a dormir (e a sonhar com Caleb).

— Isso foi pra mim? – Emily rebateu baixinho, não estando totalmente certa de que receberia uma confirmação. E para sua surpresa, Hanna desprendeu-se dela para olhá-la nos olhos.

— Às vezes eu me pergunto por que tivemos que nos separar por tanto tempo. Por que teve que ser assim?

A luz baixa do abajur no criado-mudo dava a Emily uma perfeita visão dos olhinhos azuis de Hanna, que agora pareciam tristes.

— Você sabe que foi preciso – era a única fraca justificativa que vinha à mente de Emily.

— Foi mesmo? – Hanna arqueou uma sobrancelha. A mágoa era audível em sua voz. – Porque quase sempre eu beiro a loucura pensando se eu não devia ter ido para a Califórnia com você. Talvez eu pudesse ter dado um jeito de não te fazer desistir de Stanford. Quer dizer, você esteve mal e eu não não pude estar com você. E isso me mata.

Hanna mordeu o lábio ao concluir; seus olhos úmidos e suplicantes pediam um perdão silencioso a Emily. Vários pequenos discursos passavam em sucessão pela mente da morena, mas fundiam-se uns aos outros fazendo com que fosse impossível para Emily formular as frases certas. Ela gostaria de poder pelo menos abrir a boca e dizer que nada era culpa de Hanna, mas era como se sua língua tivesse sido congelada por nitrogênio líquido. A expressão humilde e pesarosa da loira a envolvia por completo.

— Não faça essa carinha... – Emily sussurrou, acariciando um lado do rosto de Hanna e beijando-a na testa em seguida.

— Desculpe – a garota voltou a abraçar Emily parcialmente, ainda com seus olhos fixos nos dela. – Eu só não quero mais ter que morrer de saudade.

Até aquele momento estava alheio a Emily o quanto seu rosto estava próximo ao de Hanna. Elas compartilhavam o mesmo ar, praticamente. Emily deixou que a lateral de seu nariz escorregasse pela do nariz de Hanna até que seus lábios se tocassem.

Em nenhum momento o cérebro de Emily entrou em estado de alerta durante o beijo que se seguiu, pensado algo como “Meu Deus, estou beijando minha melhor amiga!”. Era como se aquilo estivesse predestinado a acontecer. Emily sentiu como se seu universo interior estivesse por fim em equilíbrio. Ela não estava mais vazia e... ah, foram tantos os outros beijos nos quais ela havia procurado por aquela exata sensação durante seis anos!

Lágrimas de felicidade ameaçavam escorrer por seus olhos fechados, porém a língua de Hanna funcionava como um enérgico consolo. Além do mais, as palmas da garota começavam a passear por seu corpo com mais afinco, dissipando qualquer que fosse a vontade de chorar.

A mão direita de Hanna agarrando a coxa esquerda de Emily fez o interior desta transbordar de volúpia e então ela livrou a outra de sua fina regata. O fato de Hanna obviamente já estar nua por debaixo da parte de cima do pijama surpreendeu Emily por um segundo. Ela parou, enquanto o calor ia consumindo-a.

— Tudo bem? – Hanna também parou, deixando a preocupação dominar seu tom de voz.

O que estava diante de Emily a deixava tão alucinada que ela não se sentiu na capacidade de assentir.

— Você é tão, tão linda...

Hanna sorriu, sendo tranquilizada pelo elogio e agraciando Emily com aquelas covinhas de derreter qualquer coração. Ela puxou a morena novamente para perto e fez com que ela ficasse sobre si; correu as mãos por debaixo da blusa dela e parou apenas quando suas palmas agarraram aqueles seios. Emily gemeu, provavelmente mais alto do que deveria.

— Você também é linda.

A partir de então, movimentos completamente impensados levaram-na a perder-se em meio ao corpo de Hanna – e ao mesmo tempo ela nunca havia se encontrado de tal forma. Com seus membros enroscados aos dela, Emily não sabia mais delimitar o seu próprio corpo do da loira; era como se ambos quisessem se fundir em um só, devido ao quão forte as duas agarravam-se e arranhavam-se.

Os cabelos, soltos e emaranhados num belo contraste de negro e dourado, mesclavam-se, assim como o suor que já começava sutilmente a escorrer pela pele das duas. O edredom havia sido chutado de primeira para fora da cama.

— Eu te amo – a voz de Hanna soou densa ao pé do ouvido de Emily; esta cerrou os olhos, abraçando a garota ao mesmo tempo que deixava-se ser abraçada por ela. O prazer foi o mais genuíno que a morena já experimentara. Ela gemeu por uma última vez, com o rosto enterrado no pescoço de Hanna, enquanto os efeitos daquele orgasmo a abalavam da cabeça aos pés. Hanna alcançou seu clímax segundos depois.

— Deus, eu também – Emily afirmou enquanto tomava fôlego, ainda sem a menor vontade de soltá-la. – Te amo como nunca amei alguém antes.

Mais nada foi dito enquanto as duas acalmavam uma a outra por meio de carícias desapressadas. O barulho da chuva, que caía já a uma intensidade moderada, parecia perfeito para ninar qualquer um. Emily começou a fazer cafuné em Hanna com uma das mãos e notou a sonolência se apoderando dela novamente,

— É uma delícia isso, sabia? – a loira murmurou já de olhos fechados.

Tendo-a aconchegada em seus braços, Emily deu uma leve risada e beijou-a na testa.

— Eu sei.

Não demorou muito para que Hanna pegasse de fato no sono, e Emily deixou-se viajar observando aquelas feições delicadas. Permitiu-se pensar superficialmente em tudo que as levou até aquele crucial momento, e então sua mente pairou por fim sobre o colegial. Lembrou-se de Aria primeiro, sem razão aparente.

Aria tornara-se escritora. Bem, ela havia sempre sido uma escritora, na verdade; afinal, desde o ensino fundamental ela rabiscava para si poemas e pequenos contos nas últimas folhas de seus cadernos, a única diferença era que agora ela publicava suas histórias. Dois romances policiais, que ela havia escrito enquanto universitária em Boston, já estavam nas estantes das mais variadas livrarias e, de acordo com suas publicações no Facebook, ela estava trabalhando em seu terceiro. Hanna dizia que Aria iria se tornar a Agatha Christie do século vinte e um.

Com Spencer a coisa era um pouco diferente. A jovem Hastings havia seguido os passos da família, de certa forma, e entrado para a política. Indiretamente, ao menos, pois ela era a assistente pessoal de sua mãe, candidata agora ao senado da Pensilvânia. Embora Spencer estivesse morando na Filadélfia com os pais – a apenas algumas dezenas de quilômetros de Rosewood –, ela fazia viagens frequentes a Washington e dificilmente entrava em contato com as outras meninas, o que era realmente doloroso de se pensar.

Alison, de todas, continuava sendo a mais imprevisível, sem dúvida alguma. A segunda loirinha favorita de Emily havia se formado em literatura francesa e agora lecionava em uma escola em Ohio. A coisa toda era meio engraçada pois Emily ainda tinha a vívida memória de Alison mascando chiclete nas aulas de literatura em Rosewood High, visivelmente entediada.

Tudo o mais que Emily sabia sobre Ali era que, depois de dois relacionamentos fracassados após a faculdade, ela estava na luta para conseguir adotar. Também não saía da cabeça de Emily a lembrança do dia em que Ali ligara para ela, com a voz soando pesada devido às lágrimas, e contara-a que era infértil. Emily voara até Ohio dois dias depois, sentindo que devia aquele consolo a Ali.

Ela ainda iria reunir aquelas meninas novamente para uma boa e velha festa do pijama. Era uma promessa.

Um trovão ecoou ao longe, fazendo-a acordar daquele rápido transe para a garota aninhada em seus braços. Emily levantou-se devagar e vestiu-se, logo em seguida vestindo Hanna com o maior cuidado do mundo para não despertá-la. Afinal de contas, havia uma criança naquela casa e a porta do quarto de hóspedes estava destrancada.

Pé ante pé, ela recolheu o edredom do chão, dobrou-o e guardou-o novamente no guarda-roupa. Voltou a deitar-se junto de Hanna depois de ter desligado o abajur, porém apoiando a cabeça em uma das mãos, para que pudesse de fato vigiá-la, guardá-la enquanto dormia. Pretendia fazer aquilo pelo resto da noite; era mais terapêutico do que qualquer calmante no mundo.

Ela ainda tinha as memórias de suas amigas presas a seu consciente e, enquanto flashes das tão tradicionais festas do pijama passavam por ela, o refrão de uma música lenta ecoava ao fundo de sua mente.

It’s been a long day without you, my friend, and I’ll tell you all about it when I see you again.

Tal música inteira descrevia a relação das cinco em essência, aliás, porém era inegável que Hanna era a primeira em quem Emily pensava ao ouvir as palavras “te ver de novo”. Hanna era quem Emily esperava ver sempre de novo.

Quando uma lágrima finalmente escorreu por seu rosto, devido a orgulho, felicidade e nostalgia, e foi de encontro ao colchão, Emily ouviu uma vozinha vacilante chamando-a da porta.

— Jordie? – ela levantou-se assim que reconheceu a silhueta da garotinha no escuro – O que faz acordada?

Jordan andou cautelosamente até Emily.

— Eu... ouvi os trovões e... quis saber se estava tudo bem com a mamãe.

A loirinha parecia genuinamente agoniada e Emily franziu as sobrancelhas, em seguida virando-se para rápida e involuntariamente checar Hanna atrás de si, que ainda dormia profundamente.

— A mamãe está ótima, meu bem. Por que a preocupação?

— É que, bem, ela não gosta muito de tempestades. Então eu estou feliz que você esteja aqui com ela.

Emily sorriu, enternecida, e colocou Jordan em seu colo.

— E o que Hanna tem contra tempestades? – sussurrou como se fofocasse com a afilhada – Você sabe?

Jordan pausou por um segundo, e Emily nunca imaginaria que o assunto fosse ser tão sério.

— Estava chovendo bastante quando o papai saiu de casa. Muito mesmo, Com trovões e tudo o mais. Tipo hoje. E a mamãe ficou muito mal no dia. A vovó me disse uma vez que ela ficou traumatizada.

Em circunstâncias normais, Emily riria em surpresa e parabenizaria sua afilhada por memorizar o contexto de uma palavra como traumatismo, porém ela estava perplexa demais para aquilo, tanto que por um longo tempo ela não soube o que dizer. Talvez fosse por isso que Hanna estivesse tremendo tanto mais cedo; o princípio de uma febre emocional, talvez?

— Você também não gosta, não é? De tempestades?

Jordan recostou a cabeça em um ombro de Emily, manhosamente.

— Eu preferiria que elas não existissem.

Emily suspirou, também em agonia, enquanto sentia seu coração despedaçar-se. E então uma ideia lhe ocorreu.

— Quer deitar conosco?

Jordan assentiu prontamente e engatinhou pelo colchão até alcançar Hanna, que abraçou a filha ainda de olhos fechados, como que por instinto. Deitando-se por trás de Jordan, Emily teve novamente os olhos marejados por aquela cena. Algo a dizia que havia sido exatamente daquele jeitinho que Hanna e Jordan dormiram na noite em que Caleb deixara Nova York.

Ela deu um último beijo de boa noite nos cabelos dourados de Jordan e sorriu novamente ao sentir os pés de Hanna enroscando-se aos seus, dando-a a mais plena certeza de que aquelas duas eram as coisinhas mais preciosas de sua vida.

Notas finais
Viram? Eu até tentei espremer um pouquinho das outras meninas aí, só pra dar um gostinho.. haha xD E se vocês se esforçarem, dá pra sentir uma vibezinha de Emison também (mas bem "inha" mesmo).