See Me

2 Jeito peculiar


Notas iniciais
Uhuu até que enfim! Ai está!
Lembre-se de alguns capitulos q Jade fala q o capitão tem baixo auto estima, por isso ele aparenta ser um pouco depressivo.
Boa leitura e desculpem os erros!

Capitulo 2

Jeito peculiar



Olhei pro céu onde as nuvens vagavam lentamente, pareciam tão diferentes umas das outras e ao mesmo tempo tão iguais, mas sempre tinha aquela mais escura que as outras, que geralmente vagava longe de forma mais lenta e aos poucos simplesmente se perdia das outras esquecendo seu real motivo de caminhar.

–Dillan!-Ouvi uma voz soar mais de uma vez antes de eu cair na realidade, ali estava eu olhando pelo lado de fora do ginásio sozinho, como aquela nuvem negra, o rapaz que chegará era Joan.-Estão só te esperando!-Disse com a voz animada, coloquei as luvas encarnando mais um vez algo que não me fazia ter remorso quando o oponente estivesse estirado no chão.

–Se eu me encrencar você vai ser o próximo!-Falei pro mauricinho do meu lado que por pouco não se borrou confirmando.

–Não vai! Só tira esse imbecil dai pra liberarmos a sala!-Eu confirmei e logo vi o círculos de garotos já formados prontos pra assistir a luta, assim que entrei a grande maioria começou a vaiar, alguns gatos pingados dos meus garotos por pouco não avançou neles, só que eu fiz sinal de não se incomodarem.

–Vamos acabar com isso logo, cadê o cara?-Falei pro Joan que apontou pra um imbecil alto vestindo uma espécie de maio vermelho e todo equipado com alguma coisa nos dentes e um capacete esquisito...Ohh Greco romana, sério eu não agüentei e comecei a rir.-Está de curtição não é?!-Perguntei ainda rindo.

–Está com medo tampinha?-Questionou o grandalhão e eu gargalhei de novo.

–Com essa roupa? Estou é com dó! Eu sugiro vestir calças pra perder com mais honra!-Ele me fitou furioso o que me deu mais vontade de rir.

–Eu tiro esse sorriso da sua cara agora mesmo!-Quando disse isso os outros chegam gritaram apoiando, infelizmente a maioria daqui me detesta.


Eu fiz sinal de chamar ele pra vir já ficando de olho nos movimento, meu professor de taekwondo sempre dizia que o maior problema em Greco romana é que eles eram como caranguejos usava as mãos pra agarrar e de inicio era única coisa que importava, por isso eu estava com a vantagem por utilizar mais as pernas, fora meus quase dez anos de experiência em quebrar a cara de playboys.

Com uma rasteira rápida e certeira ele já ia caindo no chão quando eu reforcei a queda com uma cotovelada no rosto, que não fez tanto efeito por conta da proteção. Assim que caiu ele tratou de segurar minhas pernas me derrubando, me livrei das mãos subindo em cima dele pressionando minhas pernas sobre seus braços e olhando bem em seus olhos soltando um sorriso bem típico meu.

–Vamos me acerte pelo menos uma vez!-Liberei uma de suas mãos e ele me socou com tudo, o que não era muita coisa, na verdade só conseguiu arrancar sangue por conta do aparelho.-Bate no chão quando desisti!-Quando ele me ouviu vendo que não conseguiu me tirar dali forcei tudo nos meus punhos acertando o rosto de lado dele em seqüência e não demorou mais de três socos pra ver ele batendo no chão desesperadamente....Minha mão já estava toda suja de sangue e ninguém ali ousava se quer pronunciar um grito.


Me levantei respirando fundo e tirando as luvas olhando pro idiota no chão, eu não gostava de lutar, mas era a única força de manter o controle em tipos como ele.

–Não é atoa que me chamavam de ‘o coisa’ no reformatório...-Murmurei pro Joan que estava estático e mau olhava pra mim.-...Vocês da Greco romana já tem seu espaço, o que foi liberado será discutido e decido entre os membros do conselho estudantil, aquele que quiser invadir e tomar o espaço sem esse consentimento terá uma conversinha como essa comigo!-Apontei pro grandalhão.-Quem quiser ir de acordo com as regras faça um formulário com todos os critérios de um clube e entregue ao Joan e vamos decidir quem fica com o espaço!-Brian entrou na minha frente morrendo de raiva, mas estava bem mais assustado por eu ter batido no irmão dele coisa que nem ele conseguia.-Saiam imediatamente do espaço, entendeu?!-Eles fizeram que sim e eu sai dali.



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Certo Jade tinha razão minha reputação ali não podia ser pior, e dar ouvidos era besteira. Corri um tanto atrasado pro clube, tinha tantas coisas pra fazer que minha cabeça doía, sem contar que tinha que trabalhar hoje, mas quando cheguei uma surpresa, lá estava a notava sentada na calçada simplesmente me esperando, levei um susto, por que eu fiz ela lavar o banheiro duas vezes em um dia, era pra ela nem aparecer aqui.


Eu tinha explicado a novata sobre as regras, na verdade era um jogo e mesmo depois de olhar o banheiro que teria que limpar ela não desistiu no primeiro momento e nem no segundo, geralmente é só olharem que as meninas saem correndo, mas se nem limpando ela correu isso significa que preciso aumentar os níveis.

–Você por aqui!?-Ela me fitou com desdém.

–Precisa de muito mais pra me assustar capitão!-Disse com um olhar quase faiscando.

–Ótimo, arrume o armário, quero que fique tudo em seus devidos compartimentos!-Ela deixou os olhos quase fechados me olhando cheia de raiva, entre pra filha querida.

–Você não vai ganhar...-Rangeu os dentes me dizendo bem próximas, ganhar? Ganhar o que?-...Ahh, a escrava pode ouvir música enquanto trabalha?-Eu gargalhei fazendo que sim.

–Seu senhor permite!-Gritei de volta e ela sorriu largo não acreditando...Que garota mais estranha.

–Ela é linda...-Murmurou Devan atrás de mim, olhei pra ele com o canto do olho.

–É...Mas conhece as regras!-Ele fez que sim sem graça andando até o banquinho.


Terminei de fazer a lista do que cada um do time teria que praticar e de repente quando olhei no campo já não tinha ninguém ali, entrei dentro do espaço passando pelos armários e lá estava a cambada tudo amontoado perto do armário, até meu irmão estava ali boquiaberto. A principio não saquei qual era, mas quando um deles fizeram pra eu ficar em silencio pude ouvir a voz nem um pouco afinada cantar de lá de dentro, ela não cantava mal, só não cantava bem. Quando dei alguns passos vi se ela dançando de forma descontraída cantando ‘Don´t Stop me’ do Qeens, eu se quer podia acreditar.


As garotas normais reclamariam, xingariam ou faria as coisas super zangadas, porém essa garota não, ela era diferente de todas que já tinham passado por ali, seu sorriso alegre e a força de não estar nem ai arrumando tudo, gritava isso. Afinal de contas da onde surgiu essa maluca?

–Don't stop me now, I'm having such a good time, I'm having a ball, don't stop me now, If you wanna have a good time just give me a call!-Cantarolava ela fazendo toda a encenação dançando, eu sinceramente estava pasmo e não era o único, ela causava o mesmo efeito em todos ali, mas eu não poderia dar o braço a torcer.

–Chega, vão todos pro campo agora!-Fiz mais sinais do que falei e depois de uma careta todos acabaram indo pra lá, mesmo que não gostando nem um pouco. Ela nem tinha ouvido e continuou dançando e colocando tudo no lugar.

–Ela é muito legal....-Só agora vi o Devan ainda babando ali.

–Vai com os outros!

–Por que?!-Olhei bravo pra ele.

–Quer fazer o trabalho dela?-Ele negou e já saiu às pressas, dei um leve toque na porta e ainda sim não ouviu.

–I'm burning through the sky Yeah! Two hundred degrees...–Ela deu um girinho em torno dela mesma e me viu ali parado na porta, logo tirou os fones sorrindo sem graça pra mim.

–Magnânimo capitão! Você aqui no meu humilde local de trabalho?!-Disse cheia de ironias, outra coisa peculiar nela, não conseguia soltar uma frase que não fosse irônica.

–Deixa isso ai, tem um saco ali no canto dos armários...-Peguei um dinheiro na carteira e entreguei a ela.-...Leva pra lavanderia.-Ela foi lá e mal acreditou no que tinha dentro, na verdade ficou enojada.

–Quer que eu lave isso?!-Eu fiz que sim sorrindo bem malevolamente.-E o armário?

–Vai dar tempo de você terminar quando voltar!-Respondi com a cara mais sarcástica possível, e ao invés de me dar um tapa ou me mandar ir pro inferno ela pegou o saco com um olhar desafiador e confirmou indo pra saída...Essa garota é muita estranha.



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Sentei-me à mesa do refeitório preparando pra comer quando uma certa gótica sentou na minha frente com uma expressão nada amigável, isso não era boa coisa se tratando da Jade.

–Que foi?!-Perguntei e ela me olhou incrédula.

–O que foi?! Eu é que pergunto, por que aquela garota ainda está lá? Ou melhor por que você está pegando leve?-Disse zangada.

–Pegando leve?! Jade eu fiz ela lavar o banheiro, EU tenho medo de limpar aquilo, fiz ela lavar nossos uniformes, limpar o chão, organizar o armário, coisa que nunca tinha feito, mas aquela garota simplesmente não desiste!-Argumentei sorrindo e ela não gostou nada.

–Você costuma ser pior...-Que animador.

–Olha não dá pra fazer mais, só se eu obrigar ela a lavar o teto!-Ironizei rindo e ela fez uma expressão incrédula.

–Essa não...Você está afim dela?-O que? Mas que loucura.

–Claro que não! Por que acha isso?!

–Esse sorriso bobo sugere isso! Dillan não seja idiota, todos nós sabemos o que ela quer!-Infelizmente ela tinha razão, entregou um papelzinho com um numero de telefone.-Coloca um fim nisso agora!-Eu confirmei, era o numero da Eloise.

–Está bem...-Liguei pra ela durante o horário do recreio e logo uma voz fogosa atendeu.-...Eloise?

–OMG, capitão!?Vai me torturar por telefone ou só queria ouvir minha voz de desespero ao falar com você?-Eu gargalhei, mas logo parei vendo a cara séria da Jade.

–Ehrn...Não, preciso da ajudante nesse exato momento!-Ela fez um som que não entendi, devia estar batendo o celular na cabeça.

–Está curtindo não é?! Eu estou na escola!–Revidou zangada.

–Nós também, mas precisamos de seus serviços pra matar o que mata a gente!-Ela gargalhou do outro lado.

–Desculpa capitão, mas ligou pro numero errado, eu não alivio carência!–Eu precisei gargalhar de novo e a Jade já estava perdendo a paciência, mas que droga eu não tinha culpa se ela era engraçada!

–Eu estava falando de cede Eloise, encha as garrafas de água que estão fora do clube e traga aqui na minha escola, vou estar esperando perto do campo frente a grade!-Ela bufou.

–Está louco?! Agora?-Eu confirmei.

–Sim e anda logo, você tem meia hora!-Dei a ordem e ela bufou de novo.

–Espera, espera...Vamos negociar sobre essa coisa de carência, dependendo se for só você chegamos á um acordo!–Revidou ela...Espera, eu ouvi direito?

–O que?!-Perguntei incrédulo ela somente gargalhou.

–Uhhh ficou interessado foi?!-Brincou rindo, mas que garota atentada!

–Okay, tente vinte minutos então, se não conseguir está fora do time!-Falei desligando o celular ouvindo ela quase gritar. Mirei Jade que fez que sim.-Ela...É muito estranha.-Murmurei pra ela que não entendeu por que disse aquilo, também não queria contar o que ouvi.


Lá estava eu sentado perto da grade, ela não ia vir faltava dois minutos até o tempo que eu havia determinado e nem sinal dela. Os garotos já corriam pelo campo e estava sendo obrigada a ouvir as animadores de torcida curtindo com a minha cara por estar ali parado frente á grade.

–É isso...Uma pena...-Murmurei levantando pra me juntar aos garotos e o professor de educação física.

–Hey onde você vai!?-Gritou uma voz feminina de fora da grade, sinceramente eu nem acreditei quando vi aquela garota completamente suada com duas sacolas grandes na mão, ela parecia morta de cansaço e assim que me viu para sentou no chão.-Eu trouxe a droga da sua água meu senhorio! Deseja algo mais da sua serva?-Brincou toda ofegante, eu fiquei um pouco boquiaberto, ela veio?! Não, isso era pelo Devan? Ela estava suja e suada procurando ar, pelo Devan? Não podia ser, então por quê?

–Se atrasou?!-Ela me fitou com desdém.

–Não enche capitão! Como eu passo a água?-Apontei por cima da grade ela captou a idéia e começou a jogá-las pra mim, olhando pra ela toda exausta daquele jeito fiquei um tanto com pena, eu estava exagerando.

–Pode chegar uns minutos mais tarde hoje!-Disse enquanto ela jogava as garrafas, me olhou com curtição.

–Como você é bonzinho! Devia ganhar um premio por senso de humanidade!-Como era irônica, eu simplesmente ri.

–Não reclame!-Faltava poucas garrafas quando um frio na espinha veio junto a um grito de uma voz que eu particularmente odiava.

–Mas o que esperavam? Tinha que ser alguém do nível dele ou pior!?-Gritou a FDP de longe, eu respirei muito pra não contestar.

–Eu acho que ele pagou ela, nunca que viria fazer isso de graça!-Caçoou outra logo vi que Eloise notou que estavam falando dela.

–Ignore, não compensa passar raiva...-Murmurei pra ela que me fitou zangada.

–O que...

–Se bem que pela postura veio do mesmo lugar!-Gritou, argh eu mereço isso...

–Ainda acho que é biscate paga!-Mas que filhas da mãe, só que aquela garota não se intimidou nem um pouco.

–Escuta aqui ooh bando de hienas, se eu atravessar essa grade garanto que seu codinomes vão passar de animadoras pra aleijadas de torcida!-Elas soltaram um ‘uhhh q medo’, foi quando Eloise pegou a garrafa de água colocou um terra dentro e balançou, depois deixou ela semi aberta, tomou certa distancia e em um impulso jogou caindo bem no meio delas estourando a garrafa molhando as cinco de lama. Elas ficaram histéricas enquanto eu sinceramente queria rir, mas estava incrédulo demais pra fazer isso.

–Que mira...-Falei pasmo e ela alargou o sorriso.

–Daria uma ótima jogadora não?!-Quando viu o guardinha da portaria vindo disparou na corrida, ela era incrivelmente estranha.



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Ela realmente era alguém difícil de fazer desistir, depois de uma ofensa obriguei ela ir do outro lado da cidade e mesmo assim ela voltava com uma vontade maior do que saia, me chamava de sádico o tempo todo, mas não perdia a chance de fazer o que eu mando e lançar aquele olhar de ‘Você não me tira daqui’.

Ela me detestava, mas era de um jeito diferente, de uma forma esquisita de odiar que eu simplesmente não conseguia entender.


Devia ser umas dez e meia e todos já tinham ido embora, Edgar havia levado o Jordan pra casa, por que o imbecil inventou de se meter em uma briga com os retardados do clube de futebol americano. Eloise limpava o chão sujo de sangue com mais uma de suas expressões estranhas, acreditem ou não ela estava feliz por que eu tinha deixado ela fazer parte do plano de vingança, não era primeira vez que pedia sobre ir ou fazer alguma coisa com a gente, as vezes eu realmente acreditava que ela queria fazer parte do time. Ela cantarolava mais uma vez dançando ouvindo música no seu celular, quando eu acho que entendo um por cento do que se passa na cabeça das mulheres essa garota aparece e me faz perceber que eu não entendo nada.

–Meu amigo é espancado e você está feliz...-Falei quando ela levou um susto ao me ver olhando pra ela.

–Eu sou escravizada por você e não ouvi palavras de consolo de ninguém, mas estou feliz por que vamos ensinar aqueles brutamontes de maquiagem uma lição!-Revidou dando pulinhos e eu só sorri.

–Gosta disso? Se vingar!-Ela negou.

–Gosto de dar lições em quem acha que está impune só por que parece mais forte! Alguns castigos simplesmente são necessários capitão!-Arregalei os olhos, onde eu ouvi isso?!-E é ótimo saber que posso ajudar!-Sorri sem graça pra ela confirmando.

–É a primeira garota que conheço que gosta desse tipo de coisa!-Ela sorriu largo me seguindo já que tinha terminado.

–Com os exemplos que vi na sua escola, me limito a dizer que você conheceu os piores tipos de garotas...-Ela passou a minha frente amarrando o cabelo e me olhando novamente.-...Estou longe de ser como elas!-Nisso saiu dali e eu fiquei pensando.


Realmente ela era diferente de tudo que eu já tinha conhecido.


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Eu já imaginava aquela expressão incrédula pra mim, também sabia que qualquer desculpa que lançasse não ia colar, mas por algum motivo, ao menos aquela noite eu queria não ser o porco espinho.

–Dillan...-Murmurou Jade preocupada.

–Ahh qual é!? Não posso estar fazendo isso por mim?!

–Pode, mas não está! Quer se arrumar pra aquela maluca da irmã do John!-Apontei o dedo pra ela.

–Não é verdade! Eu quero parecer que estou indo em uma festa pra valer! Minha aparência pode contar como álibi!-Ela não acreditou.

–Está afim dela não está?!

–Está, falou sobre essa garota umas cinco vezes e ele não costuma falar de garotas...-Revidou meu pai entrando na sala com o ar curtidor.

–Pelo amor de Deus, querem parar? Olhem pra mim! Quem sou eu pra dar em cima daquela garota? Além disso depois do que estou fazendo ela nunca me veria de forma amigável, ela acha que sou sádico, e tomei ela como inimiga!-Um olhar que geralmente eu odiava de pena veio no rosto deles.

–Está bem eu encosta a cabeça no sofá aqui, vou arrumar suas sobrancelhas!-Eu fiquei me sentindo um gay pedindo isso, mas confesso que precisava tinha um tempo.

Eu nem sei por que estava fazendo isso, não faria diferença mesmo.


Eu estava mais nervoso que o de costume, sentia minhas mãos suarem e ainda não tinha entendido por que o Devan estava vestido daquele jeito, mas lembre Dillan é um plano que irá executar como qualquer outro.

–Você tinha que usar batom?!-Cochichei pro Devan antes dos garotos virem.

–Mamãe disse que estava bonito...-Está ridículo, mas fiquei calado por que os outros já estavam ali em frente ao carro.

–Galera é pra dispersar lá dentro okay?! Não quero ninguém perto do Derick! Em outras palavras ajam como se estivem vindo pra festa mesmo, certo?!-Falei pra eles que foram entrando na frente levando o Devan enquanto eu fui estacionar o carro.


Quando entrei me senti mais patético do que vendo o Devan vestindo aquela roupa estranha, meus nervos já não estavam tão aguçado e senti uma vontade imensa de ir embora, é nessas horas em que eu odeio ser eu. Parecia que estava todo mundo apropriado pra festa menos eu. E ela...Ela vestia um vestido cinza e uma bermuda, junto a uma bota e estava tão bonita que pro Derick dizer não só assumindo a homossexualidade. Os meus garotos estavam todos babando perto dela...Eu precisei respirar fundo e criar coragem pra não sair correndo. Ela se aproximou de mim com uma expressão surpresa, devia estar pensando no que eu estava fazendo ali do jeito que estava.

–E eu achando que você só tinha uniformes no armário..-Sorri de lado tentando disfarçar fazendo sinal pra eles fazerem um circulo.

E eu que você deixava a ironia por dois segundos...-Murmurei antes de se amontoarem.-Quero que vocês circulem normalmente, somente Devan fica perto de mim e a Jade, o resto pode girar por ai, precisamos fingir que ficamos aqui a noite toda.-Falei confirmando o que tinha dito lá fora.

–E eu?-Ela me perguntou curiosa, tão próxima que precisei engolir seco.

–Fica comigo por enquanto, Paul já está se vestindo, agorinha te mostro quem é o cara e fazemos aquilo que combinamos!!-Expliquei cochichando no ouvido dela, a música estava muito alta...Que bom.

–Posso beber tequila?-Lá vem esse viciado de novo com isso, meu irmão era simplesmente doido por tequila, acho que prefere isso do que água.

–Agorinha, no momento preciso de você sóbrio, depois pode beber veneno que não estou nem ai.-Revidei procurando o imbecil na pista.

–Você está muito bonita Eloise, tem bom gosto.-Mas que discarado! Está quebrando as regras! Fitei ele quase dando um besliscão e ele logo ficou quieto, mas ela pelo visto pareceu surpresa.

–Você também, está muito charmoso.-Eu precisei rir, ou ela tinha mal gosto ou estava mentindo.

–Devan vá procurar o Paul ali.-Ordenei pra ele, se não ia acabar conversando com ela de vez, só que não conseguir segurar, olhei pra ela rindo.-Se você fingir como fingiu pra ele agora, nosso plano vai sair perfeito.-Disse curtindo, ela me fitou super sem graça.

–Eu não menti...-Encarei ela com sarcasmo.-..Okay! Talvez ele não devesse se vestir assim, parece até...

–Um dos backstreet boys, eu sei, se perguntarem ele não é meu irmão gêmeo.-Claro que ela havia concordado, quem visse o Devan jurava que somos de família completamente diferentes.


Não deu muito tempo e Paul com meu irmão apareceram e já preparei Eloise pra ir pra mesa explicando o básico, pelo menos ela era experta sacou direitinho e foi me deixando ao lado da Jade que me olhava pelo canto do olho.

–Você só se interessa por pessoas estranhas não é?!-Perguntou ela brincando.

–Eu não estou interessado, vá ajudar ela!-Mesmo com um sorriso maldoso ela foi. E assim que Derick tombou Eloise veio correndo pro meu lado enquanto Jade ficou lá.

–Aqui, agora vamos!-Disse pra mim toda animada e eu não entendi o “vamos”.

–Que historia é essa de vamos? Eu vou sozinho, você volta pra mesa.-Agora ela me fitava incrédula, da onde ela tirou que ia comigo? Ou melhor por que quer ir comigo?

–Não, não!-Falou me seguindo.-Olha se te apanharem eu posso ser de grande ajuda!

–Não vão me apanhar.-Afirmei destrancando o carro e entrando, ela abriu a outra porta e entrou junto, que insistência.

–A é?! E se vierem te questionar? Eu vou poder afirmar que estava com você, vamos capitão! Pensa um pouco, eu seria seu álibi!-Sabe o que é ironia?! Ela às vezes falar a mesmas coisas que eu. -E ainda seguro a lanterna!-Eu sorri de lado, como pode alguém ser tão diferente assim?

–Coloca o cinto!-Falei e ela por pouco não deu seus pulinhos no carro de alegria.


Que garota estranha, além de não se importar de ficar perto de mim, fica contente de participar dessas bagunças? Eloise Taylor você é um mistério!

Notas finais
Espero nao está corrido demais, mas nao dá pra ficar enrolando!
Até o proximo!