Seduction
1 O fotógrafo
Notas iniciais
Sei que devem estar pensando: "O lá a louca postando mais uma fanfic e nem terminou as outras ainda." mas acalmem-se, essa história era para ser apenas uma one shot, mas resolvi fazer uma short fic (acho que é isso rs) na verdade, serão poucos caps, nos máximo 4. Fiz dessa forma pq ia dar muitas palavras, e quero desenvolver mais detalhado algumas partes. É isso, espero que gostem. Bora ler!
Em breve tem wonderwall, to quase de férias!
Ando descalço pelo piso gelado, o ar frio causa arrepios por toda minha pele e me fazem sorrir com a sensação. Eu sempre gostei do frio e fico tão animada com esse clima. Corro até as janelas e abro as cortinas, vejo pequenos flocos de neve caírem preguiçosamente e se amontoarem sobre o quintal. Sei que o dia mal começou, mas vai ser um dia maravilhoso, estou contando com isso. Aprecio por mais algum tempo a neve cair, até o barulho dos caminhões que limpam as estradas começarem a roncar e me tirarem do momento em que estava.
Vou direto para a cozinha, estou morrendo de fome e preciso de um café bem quentinho para mandar um pouco do frio para longe, é claro que adoro esse clima, mas não gosto nenhum pouquinho de passar frio. Enquanto a cafeteira cuida do café, volto para meu quarto e calço minhas pantufas e um casaco longo e grosso, pego meu celular e vejo que mamãe me ligou algumas vezes, com certeza está preocupada e furiosa comigo, e para não dar mais motivos para ela ficar ainda mais brava, retorno a ligação enquanto volto para a cozinha.
— Ai meu Deus, filha! Graças a Deus! — ela exclama, fazendo-me afastar o celular da orelha.
— Oi mamãe. — digo, pegando uma xícara no armário e colocando sobre o balcão da cozinha. — Como você está?
— Estou bem, querida. — responde. — E você, por que não atendeu antes? Fiquei preocupada.
— Eu estava dormindo e o celular estava no silencioso. — respondo.
Despejo o café na xícara e sento-me em uma cadeira ao redor da mesa.
— Acabei de acordar. — comento. — Ontem tive um dia cheio. Tinha um evento de uma marca de lingeries, era minha obrigação comparecer. Acabei chegando exausta em casa e cai direto na cama.
— Tudo bem, filha. Eu entendo. — ela diz com a voz mais calma e compreensiva. — Isso quer dizer que você está cheia de trabalho?
Eu jogo a cabeça contra o encosto da cadeira e suspiro.
— Sim.
Depois da ligação de mamãe, terminei de tomar meu café e chequei meus e-mails. Tinha uma sessão de fotos que o horário havia sido alterado, porque o fotografo acabou tendo um imprevisto, então a agência tinha horários só a partir das 14hrs:00 com outro fotografo. Aproveitei que tinha um tempo livre para colocar minha casa em ordem.
Eu moro sozinha em Nova Iorque, me mudei após terminar a faculdade para trabalhar em uma multinacional famosa no campo tecnológico, no entanto, após três anos acabou falindo por causa de escândalos, parece que o dono estava envolvido em uma grande trama de crimes. Ele acabou sendo preso e milhares de funcionários perderam o emprego, eu acabei encontrando outro, bem diferente da minha formação. Agora eu sou modelo.
É claro que eu não estou dentro do padrão exigido. Não sou tão alta e nem tão magra. Porém, fui escolhida por uma agência de modelos de NY, um olheiro me descobriu e fez o convite, realmente estava precisando de dinheiro, então acabei dando uma chance. No inicio, era uma agência muito pequena, tinha pouco trabalho, atualmente ela está bem maior do que antes e está ganhando fama nesse meio, todavia, ainda é pequena perto das outras. Fui contratada para fazer apenas ensaios fotográficos, nada de passarelas e viagens para lugares distantes, meu salário também não é tão gordo assim, mas é melhor do que eu ganhava antes e eu consigo me manter. Com o tempo, algumas marcas de roupas e lingeries me contrataram para fazer ensaios fotográficos, meu perfil foi aceito e hoje em dia eu tenho diversos trabalhos.
Minha mãe acabou amando meu novo emprego. Ela sempre sonhou em ter uma filha bonequinha, e sempre fui bem diferente das garotinhas que se vestiam com vestidos cor-de-rosa de princesas, eu era uma verdadeira nerd com apenas 8 anos, influencia do meu pai. Mamãe aceitou que eu não tinha nascido para me tornar uma garota fútil e artificial, com o tempo ela se ajustou as minhas manias de odiar rosa e regras, no entanto, quando contei a ela que tinha sido contratada por uma agência de modelo, mamãe só faltou soltar fogos de artificio. Disse que seria apenas temporário, até encontrar um trabalho no meu ramo, só que já se passaram 2 anos e não consegui, eu amo fotografar mais do que amo o frio, e realmente sou boa nisso.
[...]
O estúdio do fotógrafo fica no subúrbio de Nova Iorque, em uma rua estreita e longa, cercada de casas grandes de famílias, até conferi mais uma vez o endereço que a agência tinha me passado quando estacionei na frente de uma casa modesta, com as janelas azuis, mas estava correto, eu estava no lugar certo. Desembarquei do carro e senti o sopro do vento acariciar meu rosto, é um lugar tão calmo e agradável, diferente de outros lugares dessa cidade, nem parece que estou em NY. Gosto desse lugar.
A casa é grande, tem dois pisos e uma garagem, não tem cercas e fica praticamente grudada as casas ao seu redor. Ando pela calçada sem me importar, o gelo já derreteu por completo, mas isso não impede que eu dê um escorregão e caia de forma estupidamente idiota no chão.
— Ai caramba. — eu sento e esfrego minha nuca que está doendo por causa do impacto.
— Você se machucou?
A voz é grossa e sexy, e acaba despertando uma grande curiosidade dentro de mim. Levanto o rosto e um homem de tirar o folego está em pé a minha frente, ele usa roupas de moletom e está suado e ofegante, devia estar correndo. Fito seus olhos, são tão azuis que consigo sentir a sensação de estar no meio do oceano, ele é forte e tem um olhar fascinante que me prende completamente e tira quase todo o meu ar.
Puta que pariu, que homem gostoso.
— Então, você está bem?
Eu pisco algumas vezes e respiro com dificuldade, sinto minha pulsação acelerar. O homem se agacha e examina a minha nuca.
— Acho que você precisa ir ao medico, a queda e o impacto podem ter causado uma concussão. — ele diz, com a boca perto da minha bochecha.
Seus dedos acabam descendo suavemente pelo meu pescoço e eu sinto arrepios que se alastram por todo meu corpo e me fazem contrair o meio das pernas. Ai caramba, eu estou tão excitada.
— Vamos, eu te levo.
Chacoalho a cabeça e mando para longe os pensamentos que estão invadindo a minha imaginação. Preciso pensar racionalmente. Além do mais, não preciso de um médico, estou bem, apenas sinto uma leve vontade de trepar com esse desconhecido.
— Eu estou bem. — murmuro. — Não preciso ir ao médico. A batida não foi tão forte assim.
— Tem certeza?
— Sim.
— Então tá. — ele diz. — Apenas me deixe ajudá-la a levantar. — o desconhecido me oferece a mão, que aceito sem pestanejar, seus dedos são longos e quentes e, me fazem ter pensamentos pervertidos.
— Obrigada. — digo, esfregando minha bunda, ele repara o movimento e sorri.
— Foi um tombo engraçado. — comenta, soltando um risinho.
— Não foi engraçado.
— Para você, porque para mim foi.
Eu bufo.
— Obrigada pela ajuda, mas agora eu preciso ir.
Dou as costas para ele e continuo o meu caminho. Toco a campainha do estúdio e espero, entretanto, nem um sinal do fotografo. Aperto o botão mais uma, duas, três vezes e nada. Quando estou pensando em desistir, escuto novamente a voz grossa e sexy do desconhecido:
— Você é Felicity Smoak? — indaga.
— Sim, sou eu. — digo. — Como sabe meu nome?
— Hum... Prazer, Oliver Queen. — o desconhecido que agora sei que se chama Oliver Queen, me estende a mão. — Sou seu fotógrafo.
— Ah sério?! — questiono. — E ia me fazer apertar a merda desse botão mais quantas vezes?
— Mais algumas vezes, talvez. — falou, entrando no meu caminho. — Vamos entrar, está frio aqui fora e você está com as calças molhadas. — acrescenta abrindo a porta.
Quando entro em sua casa sinto o ar quentinho me acolher. É um lugar aconchegante e o melhor, tem uma lareira. Oliver abre o zíper da jaqueta e tenho a visão do seu abdômen definido e suado, acho que esse lugar ficou ainda mais quente.
— O estúdio é lá em cima. — comunica. — Vamos, te mostro o caminho.
Ele segue pelas escadas e eu vou atrás dele.
— É aqui. — diz apontando para a porta. — Maggie trouxe as roupas que você precisa usar, estão naquela mala.
— Okay.
— Enquanto você se ajeita, vou tomar uma ducha. Tudo bem?
— Por mim sim.
— Ok, eu volto logo.
Saí do cômodo e entra no da porta da frente. Vou para frente do espelho e começo a me produzir. A agência ainda é muito inferior às outras. Está crescendo aos poucos, por isso não tenho minha própria equipe, eu também, eu mesma me ajeito. Faço a maquiagem e depois coloco a primeira muda de roupa, é um casaco marrom e uma calça jeans, apenas isso. Uso a jaqueta aberta e cubro meus mamilos. Noto que está faltado os saltos, não faz parte do figurino, mas eu preciso para fotografar. Acredito que Oliver deve ter colocado em outro lugar. Atravesso o corredor e bato na porta da frente.
— Entra.
Abro a porta e quase tenho um infarto com a visão dos Deuses. Oliver está usando apenas uma toalha ao redor dos quadris, seu peito ainda está coberto com gotas de água. Meu corpo parece despertar, faz tanto tempo que não transo, que o simples fato de olhar para esse homem gostoso me causa uma onda de arrepios e faz os pelos do meu corpo se eriçarem.
A situação piora quando noto seu olhar percorrer todo o meu corpo e fixarem na região dos meus seios, ele engole em seco e tenta disfarçar abaixando a cabeça.
— Precisa de algo?
— Sim. — digo, controlando-me para não falar que tudo que quero e desejo agora é sua pele contra a minha. — Saltos. Preciso de saltos.
— Ah sim. — murmura. — eu já levo para você.
— Uhum... Te aguardo no estúdio.
— Tá.
Eu viro-me e me retiro respirando fundo. Aguardo por ele no estúdio andando de um lado para outro. Que sensação é essa, porra? Eu acabei de conhecer esse homem e o desejo por ele cresce rapidamente dentro de mim. Preciso ficar calma, preciso deixar meu corpo calmo, antes que faça algo errado e me arrependa profundamente.
— Aqui estão os sapatos. — eu me viro e Oliver está parado no batente da porta, segurando um par de sapatos em cada mão, já está vestido, mas mesmo assim, o desejo continua crescendo intensamente dentro das minhas entranhas.
Fecho os olhos. Respiro fundo. Dou um sorrisinho. Caminho até ele e pego o salto agulha preto, calço e encaro Oliver.
— Já podemos começar. — informo, caminhando até onde ficarei para tirar as fotos.
— Sim, podemos. — ele concorda e acende os quadros de luzes. — Está pronta?
— Com certeza.
Ele conecta o celular em uma caixinha de som, a musica que começa a tocar apenas deixa o clima mais quente.
— Ótimo. — ele diz me olhando profundamente dento dos olhos. — Então me seduza.
Eu engulo em seco. O tom da sua voz foi tão sensual, proporcionou-me uma nova onda de excitação pelo corpo. Sei que faz parte, muitos fotógrafos dizem isso. Mas Oliver disse com tanta intensidade. Realmente parece que ele quer ser seduzido. Eu, como uma boa modelo, faço o que ele me pediu.
Após diversos cliques, é hora de trocar de roupa. A próxima peça é um vestidinho marrom, com mangas longas e gola caída ao redor dos ombros com um decote V. Não vou até o vestiário, apenas viro de costas para Oliver e tiro o casaco que usei para as primeiras fotos, posso ver sua expressão por um espelho a minha frente. Ele está com os olhos grudados em mim.
— O que está fazendo? — ele questiona.
— Trocando de roupas, não está vendo?
— Tem um vestiário logo ali.
Pego o vestido e o coloco, em seguida tiro a calça e ajeito o vestido no meu corpo. Viro-me para Oliver.
— Algum problema fazer isso aqui?
Oliver solta a câmera e caminha na minha direção, ele para muito perto e fita meus olhos.
— Está brincando com fogo, menina?
Esboço um sorriso travesso e caminho para o local das fotos. Fico de costas e olho sobre meu ombro para Oliver. Tento ser o mais sexy possível. Brincar com ele parece ser algo divertido, e estou gostando disso.
— E seu eu disser que estou?
Notas finais
BEIJOOOS! ATÉ LOGO.
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