Seduction

9 O Grand Finale.


Notas iniciais
Oii Belas, tudo bem? Olha eu aqui de novo suhashuauhs. Então pessoal que ainda acompanha seduction, esse é o último cap dessa fanfic, é triste, mas tudo tem que acabar um dia. Eu realmente adorei escrever essa fanfic e agradeço de coração quem acompanhou ela até aqui. Espero muito que gostem. Vou deixar vocês lerem!

Eu estava em meu apartamento, curtindo a solidão com uma garrafa de cabernet e escutando Lewis Capaldi. Não sei o que estava me deixando mais vulnerável, talvez a mistura de ‘before you go’ e o álcool do vinho estivessem agindo junto para me deixar cada vez mais deprimida, eles eram ótimos aliados, porque não sei quando foi que comecei a chorar compulsivamente.

Eu deixei acontecer. Pensei que fazer um acordo com Oliver me deixaria livre de qualquer sentimento. Mas essa não é a verdade, esse tempo com ele, que era apenas para curtição, me fizeram nutrir sentimentos pelo fotógrafo gostosão, e agora estou aqui, deprimida porque ele simplesmente pegou as coisas dele e foi embora da cidade, e eu nem sei para onde. Nem tive tempo de correr para o aeroporto e pedir para ele ficar comigo.

Ele

se

foi.

Merda Felicity! Se recomponha, desde quando você depende de Oliver. Ele fez uma escolha e você fez outra. Sabe que nunca mais dariam certo. Em alguns meses você nem vai se lembrar dele. Droga, mas ele podia ao menos ter se despedido. Como alguém vai embora assim, do nada?

Acho que seu problema não é o seu dedo podre, na verdade o problema é você. Por mais que tenha se afastado de Oliver, ficado dias e dias sem vê-lo, mudado de fotógrafo, ainda assim, você está deprimida e chorando compulsivamente como se ele estivesse te magoado, mas na verdade tudo aconteceu como você queria, ele se manteve longe e mesmo assim você está sofrendo como se o culpado de tudo isso fosse ele, quando a única culpada é você. Inferno!

Eu encho novamente a minha xícara com vinho. A verdade dói mais do que usar uma xícara como taça.

Escuto a campainha e levanto-me do chão. Limpo o meu rosto e ando até a porta. Nyssa me olha feio, ela me conhece muito bem, sabe pelo que estou passando, inclusive trouxe outra garrafa de vinho. Saio da porta e volto para o mesmo lugar de antes. Nyssa entra e fecha a porta, olha ao redor e revira os olhos.

— Que playlist da desgraça é essa? — questiona.

— É a que eu escuto quando estou na merda. — murmuro, levando a xícara aos lábios.

Ela caminha para perto de mim e se senta no sofá a minha frente. Volta seu olhar para o meu rosto, agora ela parece minha mãe quando está preocupada.

— O que aconteceu? — indaga, se curvando para mais perto de mim. — Me ligou dizendo que fez uma grande cagada. — Nyssa relaxa e encosta as costas no encosto do sofá. — A última vez que te vi assim você tinha perdido o emprego. — então ponderou. — Você perdeu o emprego novamente?

Eu fungo com o nariz.

— Não foi nada disso. — respondo, bebo outro gole do meu vinho. — Você quer vinho? — levanto-me e caminho até a cozinha, volto com outra caneca e encho com cabernet, entrego para Helena.

— Então o que foi? — ela segura a caneca entre as mãos e olha nos meus olhos. — Eu já te vi assim também, quando você descobriu que seu namorado tinha te traído.

— Foi o Oliver. — suspirei.

— Mas vocês não estavam mais juntos desde o Havaí. — ela comenta. — Faz dias que não se encontram.

— Ele foi embora. — soltei. — Tentei ficar longe dele, por dias pensei em procurá-lo, mas não consegui, o meu medo de quebrar a cara novamente me impediu. — Nyssa revirou os olhos. — Eu estava conseguindo. Hoje uma das modelos que fotografa com ele me falou que ele pediu demissão da agência.

— Ah meu Deus. — exasperou Nyssa.

— Fui na casa dele ver o que havia acontecido, o vizinho me falou que ele foi embora. — sentei-me ao lado de Nyssa. — Ele nem falou para onde foi. — encosto minha cabeça no ombro da minha melhor amiga. — Por que ele foi sem ao menos dizer um tchau.

— Você gosta dele, Felicity?

Eu fiquei em silêncio, não tinha respostas para sua pergunta. A verdade é que minha cabeça está uma bagunça nesse momento, não sei exatamente o que estou sentindo por Oliver. Talvez seja apenas um sentimento passageiro ou tesão reprimido. A única coisa que sei é que descobrir que ele se foi está doendo, mais do que todas as minhas decepções amorosas, todas juntas.

— É claro que gosta. — ela afirma. — Você pensou que ia ser imune, mesmo a relação de vocês não indo além do sexo, você acabou se conectando com Oliver de alguma maneira e agora está apaixonada por ele.

Eu não queria concordar, mas essa era a verdade sendo esfregada na minha cara. E por alguém que me conhece muito bem.

— Agora é tarde demais. — murmuro. — Eu nem sei para onde ele foi, e se soubesse o que eu faria?

— Abriria o seu coração para ele.

Eu começo a rir.

Depois de tudo que aconteceu, abrir meu coração para Oliver não será assim tão fácil. Talvez seja melhor desse jeito. Ele foi embora por alguma razão, talvez seja para recomeçar longe de mim. Não tenho o direto de o atrapalhar.

— Acho que é melhor assim.

Nyssa não parece satisfeita com a minha escolha, mas não rebate. Ela sabe que, por mais que minhas escolhas sejam tortas, elas são sempre boas para mim. Talvez seja difícil no início, no entanto, sei que vou me acostumar a viver longe do único cara que causou algo em mim, e algo muito forte.

Nyssa respirou fundo.

— Sabe o que pode melhorar isso? — ela levantou uma sobrancelha e me encarou. — Comida. — constatou, levantou-se e pegou o celular. — Vou pedir uma pizza.

— Que bom que você está aqui.

Eu tenho que aprender a lidar com minhas decisões, por mais erradas que elas sejam, por mais difícil que seja tirar Oliver da minha cabeça, preciso seguir em frente. Reprimir meus sentimentos e viver a minha vida de acordo com minhas decisões.

[...]

Eu acordei com o barulho do meu toque do celular. Estiquei meu braço e o pesquei, ainda estava sonolenta e minha cabeça doía pra cacete. Levei o aparelho ao ouvido e escutei a voz da minha mãe.

— Oi filha. — ela disse com a voz animada.

— Oi mãe, está tudo bem?

— Sim, querida. — escutei sua respiração. — Acabei de ver uma foto sua no outdoor, daquela marca de sapatos que eu adoro. Está tão linda, filha. Estou orgulhosa.

— Você sempre está, mãe. — eu sento-me na cama e coloco os pés no piso gelado.

— Como estão as coisas no trabalho.

Levantei-me e caminhei para o banheiro, enquanto escutava minha mãe.

— Melhor do que nunca. — respondo. — Estou cheia de marcas famosas atrás de mim.

Minha mãe tenta esconder, mas eu percebo o quão animada ela está, afinal, é o sonho dela sendo realizado. Sua filha famosa sendo exibida em outdoors.

— Como estão as coisas por aí? — tento mudar de assunto.

— Está tudo bem, querida.

Não adianta mudar de assunto, minha mãe sempre volta a falar sobre o meu trabalho, sobre as marcas pelas quais estou e irei fotografar. Ela adora isso, muito mais do que eu.

Por mais que eu goste desse trabalho, ainda não me sinto completa, profissionalmente e amorosamente. Eu estou cheia de trabalho, e mesmo assim, não consigo parar de pensar em Oliver. Já faz quase cinco meses que ele partiu, nunca ligou, nunca mandou convite no facebook, na verdade, nem rede social ele tem. Não faço a mínima ideia de onde ele se enfiou, se nem seu melhor amigo, Tommy, sabe, imagina como eu irei saber.

Acontece é que Oliver Queen partiu, e eu nunca mais irei vê-lo. Nunca mais irei poder falar o que sinto por ele. Chamá-lo para sair, ir ao cinema, ou levá-lo para um jantar romântico. Eu perdi a oportunidade, naquele dia no Havaí, em que falei para ele que jamais daríamos certo.

Porra!

Como você foi filha da puta com ele, Felicity!

Pelo menos as coisas na agência estão indo a pleno vapor. Estou cheia de trabalho, fotografando para marcas famosas, tanto nacionais como internacionais. O trabalho com Ezra e Yasmin me rendeu frutos, os mais doces e deliciosos frutos. Mas por que parece que não estou feliz?

Eu sempre fui corajosa e determinada. Sempre lutei com todas as minhas forças para alcançar o sucesso, minha vida só depende de mim mesma e de mais ninguém. A minha regra sempre foi clara, não depender de ninguém para ser feliz, mas agora parece que essa regra não vale de nada, que ela foi para os ares.

Quando estou saindo da agência, recebo uma mensagem de Nyssa, ela diz que tem novidades e que vamos jantar juntas no nosso restaurante favorito. Diz que não adianta eu ligar inventando desculpas, pois se não ela vai ficar muito puta comigo. É claro que eu confirmo o jantar, além de sentir falta da minha amiga e adorar o restaurante, estou curiosa para saber qual a tal novidade.

Antes de ir para casa dou uma passadinha no supermercado, compro comida, salgadinho, chocolate e algumas garrafas de vinho. Minha pequena adega está vazia, e nos últimos meses a bebida se tornou indispensável.

[...]

Como Nyssa deve ter reservado uma mesa no restaurante para nós, eu chego e falo ao maître que tem uma reserva no nome dela. Ele checa em seu tablet, me olha e sorri, concorda com a cabeça e me acompanha até a mesa. Ela ainda não chegou, então me sento e aguardo. Alguns minutos se passam até que vejo minha melhor amiga passar pela porta do estabelecimento, ela está acompanhada, com uma mulher muito bonita. Observo as duas, Nyssa segura a mão da mulher e a guia até onde estou.

— Oi, Felicity. — diz Nyssa, sorrindo.

Eu levanto e dou um beijo na bochecha dela e então encaro sua acompanhante. Ela é loira, tem olhos azuis e quase a mesma altura que eu.

— Essa é a Sara. — comenta Nyssa. — Minha namorada.

Encaro Sara e esboço um sorriso.

— Olá Sara. — lhe estendo a mão que ela aperta e sorri. — Então essa é a tal novidade?

— Sim. — Nyssa puxa a cadeira para Sara se sentar e então senta-se também. Faço o mesmo e olho de uma para a outra.

— Como se conheceram?

— No trabalho. — responde Sara. — Nyssa é advogada da dona da empresa na qual eu trabalho.

— Sim. — concorda Nyssa. — A presidente da consolidação Walker.

— Uau, isso é muito legal! — exclamo. — Aliás, sou grande admiradora de Alicia Walker. Ela é incrível.

— Ela é ótima. — diz Sara, ela parece animada. — Aliás, Nyssa me falou muito sobre você, inclusive sua formação no M.I.T. — ela comenta. — Fiquei sabendo hoje que o departamento de T.I está precisando de uma chefe, falei sobre você para Alicia e ela ficou muito interessada em lhe conhecer.

Eu quase engasgo com o gole de água que acabei de tomar. Alicia Walker quer me conhecer? Minha nossa senhora, essa mulher é uma lenda no ramo de tecnologia avançada, ela é uma Deusa, e não estou brincando, Alicia era exaltada no M.I.T, é conhecida mundialmente por seus feitos. Ela é maravilhosa, admirável e bem-sucedida. Saber que ela quer me conhecer me deixa extremamente tensa.

— Está falando sério? — questiono.

Sara sorri.

— Sim. — responde. — Amanhã, se você puder.

— É claro que eu vou poder. — solto. — Nem se não pudesse eu iria.

— Eu disse que ela quase explodiria de felicidade. — aponta Nyssa, encarando Sara.

Era muito mais que felicidade, muito mais. Algo que não conseguia explicar e que pela primeira vez me fez me sentir realmente bem, depois de tanto tempo, estava realmente... bem.

— Mas tem uma coisa, Felicity. — explanou Sara.

— E o que é?

— Essa vaga é em Washington, em Port Townsend.

— Em Washington? — apesar de ter entendido o que Sara acabara de falar, perguntei, pois tinha que ter certeza. Ela assentiu.

Isso pode mudar completamente a minha vida.

— Mudar é bom, não é? — encarei Nyssa, sabia que ela teria uma resposta. Ela colocou a mão sobre a mesa e pude sentir seus dedos sobre os meus.

— Claro, Felicity.

[...]

Foi difícil contar a novidade para minha mãe. No início ela ficou muito brava comigo, ‘como assim você vai largar a sua vida perfeita em Nova Iorque e ir morar em Washington? ’ Minha mãe gritou comigo, disse que estava ficando louca, que tinha tudo em Nova Iorque e que Washington era um tiro no escuro. Então falei para ela que não me importava, que tudo que queria era partir para a capital e recomeçar a minha vida, do meu jeito, sem emprego temporário, mas sim o emprego que sempre desejei. Depois de 48 horas sem notícias de Donna Smoak, ela me ligou e disse que apenas eu devia tomar decisões sobre a minha vida.

Deixei a minha vida em Nova Iorque, enterrei ela e parti para Washington. Aluguei uma casa Port Townsend. Recomecei a minha vida da melhor forma possível. Não era perfeita como a que minha mãe desejou para mim, mas era o que sempre quis. A cidade é linda, as pessoas são incríveis e meu trabalho é ótimo.

— Bom dia, chefe. — disse Alex, adentrando minha sala. Ela colocou uma pilha de papeis sobre minha mesa e então sentou-se.

— O que é isso? — perguntei, encarando dois convites que estavam sobre a papelada.

— Meu namorado ganhou esses convites, mas ele não vai poder ir porque irá viajar a trabalho para a Califórnia. — ela comentou. — E como você está há pouco tempo em Port Townsend, pensei em te convidar para ir comigo.

Alex trabalha no departamento de T.I comigo, ela foi a primeira a me dar as boas-vindas quando cheguei na empresa, sempre foi querida comigo. No primeiro mês vivia me convidando para sair, foi ela que me apresentou os melhores lugares dessa cidade, Alex está sempre me convidando para as coisas e eu estou sempre aceitando seus convites.

— Bom, hoje é sexta e eu estou livre. — falei, pegando os convites para ver do que se tratava. — Uma exposição de fotografias? — Isso me lembrou Oliver, por mais que eu tenha tentando arrancá-lo da minha cabeça, não consegui. Já faz quase 8 meses que não o vejo, mas ele sempre visita os meus pensamentos. — Interessante. – guardei um convite na minha bolsa e entreguei o outro para Alex.

— Caramba o fotógrafo foi para Aleppo. — Alex falou, olhando para o papel. — A exposição são fotos de lá.

— Qual é o nome do fotógrafo?

Ela procurou no convite, mas antes que achasse o meu telefone tocou. Eu atendi a ligação e Alex se retirou da minha sala. Tínhamos muito trabalho pela frente, falaríamos sobre a exposição mais tarde, na galeria principal de Port Townsend.

Depois de reuniões e algumas mudanças em um projeto que visa a diminuição da poluição no mar, enfim o expediente havia chegado ao fim. Eu fui para casa, comi alguma coisa e me arrumei para a exposição que Alex havia me convidado. Passei no apartamento dela e partimos.

A galeria estava cheia. Os seguranças liberaram nossa entrada. Logo que passei pela porta comecei a olhar as imagens, eram imagens fortes, guerra, destruição, pessoas chorando e feridas. Observei a imagem de duas pessoas, elas estavam se abraçando, as roupas sujas por causa da poeira da destruição, os escombros do que antes eram prédios e casas amontoados ao redor das duas pessoas que se abraçavam forte e choravam.

— Essa é a minha preferida. — minhas pernas ficam bambas e meu coração quase salta pela boca, imediatamente sinto arrepios pelo corpo inteiro, eu quase perco o ar.

Essa voz é a única que me proporciona isso. Pode passar meses e anos, mas essa voz é inesquecível. Eu giro e encontro o olhar dele voltado para mim. Ele esboça um sorrisinho e me encara profundamente.

— Oliver.

— Olá, Felicity. — ele sorri. — O que está fazendo aqui?

— Eu moro aqui agora. — o sorriso de Oliver aumenta. — Por onde você andou?

— Acho que as imagens podem responder sua pergunta.

— Você... você é um louco suicida? — ele desliza as mãos para dentro do bolso da calça. — Você foi embora sem ao menos se despedir.

— Você não queria mais estar na minha vida, Felicity. E eu não tinha mais nada para fazer em Nova Iorque. — ele me encara novamente. — A mulher que eu estava apaixonado disse que nunca daríamos certo juntos.

— Aí você vai para a Síria? Para o meio de uma guerra onde pessoas morrem todos os dias? — eu tentei ser discreta, mas falei um tanto quanto alto, estava enfurecida e com raiva. — Você podia ter morrido, Oliver.

— Isso não aconteceu. — ele rebateu. Oliver olhou ao redor, as pessoas estavam olhando para nós dois, então ele me estendeu a mão. — Vamos conversar em outro lugar.

Encarei sua mão estendida para mim. Sim, eu queria ir com ele. E foi isso que fiz. Nós subimos alguns lances de escada e paramos em uma porta. Oliver mexeu no bolso e retirou um chaveiro. Abriu a porta e me puxou. Estávamos em um apartamento.

— Você mora aqui? — ele fechou a porta.

— Sim.

Encarei o carpete sob meus pés. Silêncio, longos segundos de silêncio até encará-lo novamente.

— Por que não ligou, Oliver?

— Porque você não queria saber de mim. — ele respondeu, encostando-se na porta. — Você até pediu para Jaymes te colocar com o Adam. — continuou. — Por que você não ligou?

— Por que foi embora? — dei um passo na direção dele.

— Por que você não responde minhas perguntas?

— Por que está em Port Townsend?

Oliver sorriu.

— Porque você está aqui. — Arqueei uma sobrancelha e dei mais um passo em sua direção. — Voltei para Nova Iorque e te procurei.

— Me procurou? — mais um passo.

— Jaymes falou que você se demitiu e se mudou para Washington. — Dessa vez foi Oliver que se aproximou, não apenas um passo, ele andou até estar bem perto de mim. Tão perto que senti a sua respiração no meu rosto, encarei seus olhos e então sua boca, céus como sinto falta dos seus lábios. — Encontrei sua amiga, Nyssa. Ela também disse que eu era um louco suicida. Falou que você ficou na merda quando descobriu que eu havia indo embora.

— Aquela fofoqueira.

Senti os dedos de Oliver no meu queixo.

— Ela me passou seu endereço, eu ia te ver, mas fiquei com medo de você me expulsar da sua vida novamente.

— Oliver. — sussurrei.

— Espalhei cartazes pela cidade toda, inclusive na frente da sua casa e da empresa que você trabalha. Tive esperança de que passasse pela porta da galeria. — senti sua respiração ainda mais perto.

— Não reparei nos cartazes. Mas uma amiga me convidou.

— Ainda bem. Tenho que agradecer a ela. — ele pressionou a testa contra a minha e respirou fundo.

— Oliver...

— Eu tentei Felicity, fui para longe e lutei para parar de pensar em você, mas não consegui. Então vim para Port Townsend por causa de você. — ele ergueu o meu rosto. — Estou apaixonado, Felicity e não consigo ficar longe de você.

Senti seus lábios sobre os meus e seu braço passar ao redor da minha cintura, ele puxou meu corpo para si e me beijou lento e intensamente. Eu sentia toda a saudade reprimida em seu beijo. Agarrei sua nuca, meus dedos afundaram em sua carne e afundei minha língua em sua boca, sentindo seu gosto, me deleitando com todas as sensações que Oliver me causava.

Esperei tanto tempo por isso.

Ele se afastou, me encarou.

— Tenho certeza que daremos certo juntos, lutarei todos os dias para isso, Felicity. — ele me beijou novamente e dessa vez sentou-se no sofá e me colocou em seu colo. — É só você me aceitar na sua vida. Mas juro que irei entender se você não quiser, por mais difícil que seja, irei respeitar sua decisão.

Afastei nossos rostos e olhei em seus olhos.

— Eu preciso de você na minha vida, Oliver

Realmente achava que não precisava de ninguém na minha vida, sempre achei que conseguiria tudo sozinha, e consegui, consegui quase tudo. Mas a verdade que podemos abrir preferência para algumas pessoas, precisamos tanto do amor quanto do ar para respirar. E eu preciso de Oliver, porque eu o amo.

Fim!

Notas finais
E então? Gostaram desse final, espero muito que sim. Por favor, comentem o que acharam desse último cap, sei que tem poucas leitoras acompanhando e por isso peço que comentem, gostaria mesmo de saber como se sentem ashaushauhsas Beijooos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!