Sedução & Vingança
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Capitulo 6
Com a transformação em mente Isabella aumentou o treinamento, já sabia que a sedução era sua melhor arma, seu escudo já era parte dela, também tinha o fato de que era mestre em vários tipos de lutas, já fazia meses desde o incidente no armazém e suas habilidades foram testadas ao limite. Estava preparada para a transformação, agora só faltava amarrar as pontas soltas. Começando por Charlie.
Isabella sabia que não poderia sumir sem deixar rastro, Charlie nunca pararia de procurar, Alec deu a ideia de forjar sua morte, afinal era o mais lógico, porém não queria os pais sofrendo. Pensando nas possibilidades resolveu que falaria a verdade para Charlie e para Renne diria que mudaria para outro país. Conversou com Aro para explicar porque era prudente ser sincera com Charlie, tanto pelo fato de que ele estava praticamente casado com uma Quileute, ele também sabia ler como ninguém uma mentira.
Então estava agora num carro a caminho de Forks, passou duas semanas em Seattle para tirar um pouco o cheiro de vampiro, já que também falaria com o pessoal da reserva. Eles me ajudaram e acolheram quando eu mais precisei, mereciam alguma explicação.
Via as árvores passando, todo aquele verde, a placa de “Bem-Vindo a Forks”. Sentia-se nervosa, afinal estava totalmente diferente, em nada parecia àquela adolescente que saiu daqui. Era uma mulher, uma adulta de 24 anos, quase nada era o mesmo, seu corpo era cheio de curvas que antes não existiam. Os cabelos estavam mais dourados por causa do sol do Texas, a voz também tinha mudado, agora era mais rouca, mais sedutora. Até seu modo de vestir não era mais o mesmo.
Quando parou em frente a casa de Charlie quase não a reconheceu ele havia reformado o pequeno chalé. Agora era uma casa de dois andares com grandes janelas e um jardim lindo. “Pelo visto o romance com Sue fez um bem imenso ao meu pai”. Pensou enquanto descia e ia até a porta, tocou a campainha e esperous uns instantes. A viatura não estava a vista, mas duas janelas no segundo andar estavam abertas. Quando foi tocar a campainha novamente a porta abriu.
Ficou alguns segundos olhando o homem a sua frente. Algo nele era muito familiar. Resolveu falar, ter certeza que Charlie ainda morava ali. O modo que ele a olhava era como se estivesse nua.
— Olá, Charlie está?
O homem franziu o cenho, inclinando a cabeça enquanto puxava o ar como se cheirasse algo. Foi então que ela entendeu.
—Seth?
— Impossível. – o ouviu dizer. – Bella?
— Uau, Seth você é um homem.
— Hey, assim me ofende- Seth respondeu com uma cara de descrença. — Sempre fui um homem
— Não foi isso que quis dizer. — Isabella sacudiu a cabeça — estou falando da sua mudança, da ultima vez que te vi você era grande mas ainda parecia meu irmãozinho…
Parou de falar quando Seth a abraçou, retribuiu o abraço com carinho, tinha sentido saudades do seu novo irmão. Ouviu o som de um carro parando e Seth a soltou, olhou e viu a viatura Charlie estacionar atrás de seu carro.
— Parece que ele adivinhou, normalmente ele chega mais tar…..
Isabella parou de ouvir assim que Charlie desceu do carro. Simplesmente correu até ele e se lançou em seus braços. Demorou alguns instantes até o chefe de polícia notar que aquela mulher lhe abraçando era sua filha. Sua Bella tinha crescido, era agora uma mulher linda e finalmente tinha voltado pra casa.
— Bells.
— Papai, que saudades.
Isabella não se reconhecia naquele momento, pensava que estava endurecida por tudo que tinha feito e planejava fazer, mas ali estava ela se derretendo em lágrimas como a menininha que era antes.
— Charlie o que está acontecendo aqui? — ouviram Sue perguntar com a voz dura. — quem é essa mulher pendurada em seu pescoço?
— Mamãe é a Bells, ela acabou de chegar.
Ao ouvir Seth responder a morena se soltou do seu pai, não fazia ideia da saudades que sentia até ver ele pessoalmente, foi um sopro de ar fresco na vida louca que andava vivendo.
Se virou no momento que Sue se aproximava.
— Bella?
— Oi Sue.
— Oh, Bella — foi a vez de Sue lhe abraçar, e de novo as lágrimas corriam, lembrou das vezes que passou com Leah em La Push, Sue fazendo lanches e comida para elas.
— Que saudades Bells, nunca mais suma assim.
Foi um balde de água fria ouvir isso, se separou de Sue e olhou para todos a sua volta. Seu pai estava diferente, nunca imaginaria ver Charlie sem seu bigode, mas era isso que via. Ele parecia anos mais jovem. Sue continuava linda, com os cabelos um pouco mais longos não parecia ter idade para ser mãe de Seth, e Seth seu irmãozinho era agora um homem, devia ter pelo menos 2,00m, construídos de puro músculos, a pele avermelhada característica dos Quileutes, o cabelo bagunçado de um jeito sexy, e se ele não fosse como um irmão pra ela poderia se sentir atraída por tanta beleza.
— Fiquei presa em meus projetos Sue. – meias verdades eram melhor que mentir. – E senti tanta falta daqui. Como estão o pessoal da reserva? E Leah? Adorei a reforma da casa.
— Respira Bells. – Seth ria da morena.
— Venha filha, entre e conversamos melhor. – Clarlie segurou sua mão a puxando para casa. – E suas malas?
— No carro ain… – foi interrompida pelo pai.
— Seth busque e deixe no quarto dela. – Isabella ficou surpresa pela fala de Charlie.
— Meu quarto? – O chefe pigarreou, suas bochechas com um leve rubor.
— Ora, você é minha filha, sempre terá um quarto pronto em minha casa. – disse meio constrangido.
Isabella simplesmente o abraçou apertado, não tinha palavras. Pretendia ficar alguns dias e só revelar os motivos de sua ida ali no final, mas não podia mentir para seu pai. Ele era aquela parte de sua humanidade que sempre a faria mais vulnerável. Ia pedir licença para Sue e Seth e falaria com Charlie naquele mesmo dia. Se ele a aceitasse ficaria extremamente feliz, se não iria juntar seus pedaços e ir embora.
Naqueles poucos minutos soube que o único que realmente importava era seu pai, amava os lobos, sempre seria grata por tudo que fizeram por ela, contudo Charlie era sua família, aquele que a conhecia, sabia o que ela precisava sem a pressionar.
Se soltou do pai quando já estavam dentro de casa, olhou ao redor admirando as mudanças.
— Uau, está lindo papai. – olhou para Sue. – Mas deve ser coisa sua não??
— Bem a ideia dá reforma foi do chefe aí –
Ele olhou para Bella como se fosse culpado de algo, ela notou o desconforto de Charlie e resolveu que talvez sair de casa era melhor.
— Sue, Seth será que posso roubar Charlie por algumas horas??
— Ei, você acabou de chegar Bells, imagine quando os caras souberem que voltou, e principalmente toda gata.
— Conte pra eles enquanto saio um pouco com Charlie irmãozinho. – piscou pra o lobo. – e quando voltar você me deixa a par das fofocas.
Riu enquanto olhava a cara incrédula de Seth.
— Hey, não sou fofoqueiro.
— Estou zoando você irmão.
Saiu com um Charlie desconfiado a seguindo.
— Vamos no meu carro pai. – abriu a porta do carona entrando em seguida no banco do motorista. – Quero conversar algo sério com você.
— Não voltou só porque estava com saudades, não é?
— Você me conhece tão bem.
— Apesar de termos vivido muito pouco juntos sou seu pai Bells, conheço você, não voltaria assim do nada sem um bom motivo.
— O senhor está certo, mas prefiro conversar quando chegarmos lá.
Seguiram em silêncio, até a estrada onde Bella uma vez aprendeu a andar de moto. Ela estacionou próxima ao lago que havia ali. Desceu e sentou no chão, logo Charlie a seguiu.
— Sabia que eu aprendi a andar de moto aqui?
— O que? Você… Não… Não acredito nisso Isabella.
— Já faz tanto tempo. Parece outra vida agora.
Bella parou de falar olhando o nada, não seria fácil contar a Charlie sobre tudo que passou mas era a única forma.
— Pai eu trouxe o senhor aqui porque tenho algo para lhe contar. — respirou fundo — Mas o senhor tem que manter sua mente aberta, não é algo fácil de assimilar.
— Pode falar filha prometo escutar sem julgar você.
Isabella sorri sem humor, a mente de Charlie devia estar supondo mil coisas e nada chegaria nem perto da realidade.
— Tudo começa quando me mudei pra cá, eu era nova na escola e parecia a atração do momento. Porém tinha aquela família, e apesar de ter tudo para serem os populares da escola escolhiam se manter afastados. Eles foram os únicos que não ficaram me encarando….
— O que os Cullen’s tem haver com o agora filha?
— Espere pai, como eu disse você tem que manter sua mente aberta, essa não é uma história bonita, e preciso falar tudo de uma vez. — então o olhou — o senhor pode fazer isso por mim?
— Isabella está me assustando, mas não vou interromper outra vez.
— Eles eram diferentes, belos demais, perfeitos demais, todos diferentes mas ao mesmo tempo com tantas semelhanças. Como todas fiquei encantada com a beleza mas também me compadeci da situação deles tinham tudo e mesmo assim não eram bem aceitos na escola. — olha para o lago outra vez e solta uma risada irônica — Edward sentou ao meu lado na aula de biologia e parecia me odiar….
Isabella contou cada detalhe, não pouparia nada.
Viu as reações de Charlie a cada parte. Viu como ele ficou pálido com a menção do que os Cullen’s eram, de como quase vomitou ao saber de James a caçando e atacando. Viu a raiva tomar conta dele enquanto narrava as últimas palavras de Edward.
Continuou contando como se sentiu pensando que não era boa o suficiente. Lhe contou como viu o quanto estava o machucando e resolveu tentar ser como antes. Contou da experiência em que viu Edward e como depois disso resolveu achar meios de vê-lo outras vezes. como comprou as motos pensando nos riscos não em se divertir.
Então viu no rosto dele um pequeno sorriso ao falar que apesar do propósito das motos Jacob a ajudou de muitas outras maneiras voltar a viver.
Continuou porém no momento em que os lobos entravam na história teve que editar. Não era o segredo dela para falar, respeitaria isso. Chegou na parte do encontro com Laurent. Contou que foi puro instinto ter se salvado, porque tinha algo atrás dele. Falou como correu para casa e ficou com medo durante muito tempo. Explicou que Jacob e os meninos de La Push a ajudaram a não surtar.
A pior parte era agora, talvez Charlie não a aceitasse mas não iria mentir pra ele. Então explicou que Victoria não tinha desistido, que voltou, a cercando esperando ela ficar sozinha. De quando as aulas voltaram depois das férias de primavera, e ela atacou Lauren, Tyler, Mike e Jessica. Mostrou seu ódio crescente pelos Cullen’s enquanto falava do seu encontro com Victória, sorriu lembrando seu tempo aqui até finalmente seguir para seu plano.
Nessa parte criou cautela e falou aos poucos cada mês, cada nova habilidade treinada, seu encontro com os Volturis, o restante do tempo longe e principalmente o porque ter voltado.
Quando terminou de falar esperava ser bombardeada de perguntas, mas Charlie não a olhava e o silêncio durou até ela resolver quebrar.
— Pai?
Ele finalmente a encara e ela sente o ar faltar quando assimila o que os olhos de seu pai expressam.
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