Sedução

1 Mulher Anjo?


Notas iniciais
Olá pessoal! Como prometido é devido.. Aqui está a famosa oneshot em homenagem ao aniversário de Inoue Orihime! Fiquem atentos à tag #HimeBirthday das redes sociais, principalmente Facebook, muitas surpresas surgirão :3 Desfrutem da leitura*

A empresa Shiffer governava os mercados pelo seu alto estatuto e sucesso garantido em todos e os mais variadíssimos negócios. Esta sociedade tinha como objectivo lançar recentes projectos, os apoiando financeiramente, recebendo uma quota dos lucros para si. Ulquiorra Shiffer, o proprietário, tinha um "excelente olho para o negócio". Suas previsões sempre eram certeiras, em anos de trabalho nunca falhou um mísero contrato.

Devido ao seu estrondoso coroamento neste mundo empresarial, ele foi forçado a contratar uma pessoa eficiente para velar seus relatórios quando este estivesse ocupado, sempre o socorrendo. Como se fosse a sua mão direita. Ele idealizou uma pessoa fria e calculista, como ele... Porém encontrou o oposto.

Orihime Inoue.

Era trapalhona, ele considerava isso irritante no entanto achou cómico sua feição ao se desculpar. E apesar de sua timidez ela era exigente com os clientes, não permitindo que a fizessem de boba. Carinhosa e atenciosa, contudo eficiente. Inoue era apta em suas tarefas, não tinha uma única reclamação dela, pelo contrário. Ela cumpria todos os requisitos dele e por isso a contratou mas não foi esse aspecto que o conduziu a isso. Fora sua beleza fora do vulgar que o cativara.

Ulquiorra não sabia decifrar o que nela o mais seduzia...

Fora esse maldito deslumbramento que prendera sua atenção nela, e que unira suas vidas profissionalmente, ou mais que isso. Seu cabelo ruivo excentricamente franzido, prendia seu olhar nos seus movimentos ondulatórios, como se fossem ondas avermelhadas. As íris avelãs eram formidavelmente imaculadas, seu olhar era o mais próximo da pureza que encontrara naquele mundo condenado. A sincronia de suas pernas que roçavam discretamente no andar desta era embriagante, sempre se distraia observando-a nesse momento. Porém, o detalhe carnal mais apimentado daquela mulher peculiar era o jogo presente na deslocação de seu quadril... A maior tentação que provara em sua enfadonha vida que por momentos ficou mais interessante quando conhecera aquela ruiva.

A visão poderia ser o melhor dos sentidos, sempre acreditou e defendeu essa tese, contudo era a mesma que mais o penalizava. Seus olhos de um verde intenso ambicionavam o que captavam.

A atracção do empresário, apesar de desconhecer esse detalhe, era correspondida.

Orihime se sentira enfeitiçada pelo Shiffer desde que o viu na entrevista pela primeira vez. No entanto ela era tímida demais para tomar alguma atitude, e sempre que em algum momento tentava ser provocadora para ele notá-la, nunca reparava sequer sua presença, não havia nenhuma reacção vinda da sua parte. Isso era extremamente frustrante e uma fagulha para o ego da secretária.

O seu jeito frio, que sempre a cativara, era uma desvantagem nestas circunstâncias. Acabou por concluir que ela não deveria ser do seu agrado, e limitava-se a sentir ciúmes de mulheres que aproximavam-se perigosamente de seu chefe. Isso era quase uma rotina, já perdera a conta das intrometidas que insinuaram alguma aproximação com o moreno somente naquele dia. Já se encontrava altamente esmorecida, talvez por ela querer ter essa coragem… Confessava que sentia inveja.

Uma empresária reconhecida pelo êxito de seu trabalho promissor, marcara uma reunião naquela manhã com Ulquiorra. Quando esta chegara ao pé de Inoue, não lhe designou um mísero olhar, mesmo a ruiva tendo lhe oferecido um cintilante sorriso, antes de entrar na sala vidrada do proprietário da empresa. Essa arrogância e prepotência por algum motivo integrante, irritou Orihime. Ela estava a costumada com esse tratamento dos superiores, porém algo naquela pessoa gravata era diferente.

Inoue vasculhou em sua papelada e descobriu que o nome da mulher atraente era Lisa Yadomaru, e que pretendia uma parceria entre ambas as firmas. Ergueu sua sobrancelha ruiva desconfiada. Qual o motivo para o interesse súbito pela empresa Shiffer?

Ao desviar seu olhar para os encarar, rapidamente encontrou sua resposta. Sua face ficou tingida de uma coloração avermelhada, não de vergonha como usualmente, mas raiva… Sem qualquer pudor, Lisa deitou sua barriga na secretária para alcançar os lábios do chefe que encontrava-se sentado em sua típica poltrona.

A ruiva era um anjo. Adepta da paz, nunca se envolvendo em conflitos.

No entanto, naquele momento ela preparava-se para levantar começar um, mas travou seu movimento ao perceber, triunfante, que Ulquiorra não se entusiasmou minimamente e a mandou logo embora, recusando sua proposta sem sequer a encarar. O desprezo com que fora rejeitada, tendo em conta que todos os observavam por a sala só ter vidros a cobrir, deixou a empresária envergonhada pelo sucedimento e retirou-se apressadamente.

Vitoriosa, encarou cada passo apresado da Yadomaru que tropeçava seus pés nos saltos altos. Sorriu sarcástica, seu chefe não se encantava por qualquer par de pernas elegante. De repente o desafio lhe soou interessante, o desejo em antecipação fez sua pele se arrepiar. Discretamente, observou travessa Ulquiorra, que assinava relatórios tranquilamente, alheio aos planos que o envolviam. A mente da ruiva começou a calcular um plano para aquela mesma noite. Ulquiorra sempre era o último a sair do prédio, ele fazia questão de ser o próprio a inspecionar o local antes de o fechar. Seria essa a sua oportunidade…

O brilho lunar destacava-se entre os pequenos pontos brilhantes estrelares do manto negrume. Ulquiorra como previsível ainda relia uns documentos enquanto sua secretária, como de costume, o acompanhava em seus trabalhos nocturnos. Porém, algo na ruiva encantadora estava diferente. A safadeza que não abandonava seu sorriso, o olhar avelã cintilante, sedento pela expectativa… O chefe percebeu de imediato esses dois traços, contudo não descobriu a origem daquela mudança súbita porém de certa forma gostou de conhecer uma nova expressão da mulher.

Orihime ao avistar a hora que os ponteiros do relógio marcavam, tendo em conta que já se encontravam a sós no ambiente, ergueu-se e tomou a iniciativa de preparar o chá para Ulquiorra. Enquanto observava o vapor sair do líquido quente, ela retirou de seu busto um pequeno objecto que até ao momento sua existência passara completamente despercebida a terceiros. Ao abrir o recipiente o despejou na xícara e com uma minuciosa colher misturou-o com uma pequena dose de açúcar. Seu chefe não apreciava muito as coisas doces.

Com um pequeno tabuleiro, ela dirigiu-se à sua sala e serviu-o sem dizer nada. Porém seus olhos não desgrudavam os movimentos do empresário fascinante, que sem a encarar bebeu o chá sem hesitar. Afinal, ele já se acostumara com a amabilidade da secretária, que sempre velava por sua saúde.

Quando sua língua tocou no líquido, ele estranhou o sabor, não era desagradável no entanto havia algo anormal que ele não conseguiu identificar. Mas não deu importância a esse detalhe simplório.

– Mulher, sobre a reunião de amanhã…

Uma horrorosa tontura o fez levar as mãos à cabeça. Sua visão ficou turva, aumentando a confusão em sua cabeça. Teve que apoiar os braços em sua secretária para não perder o equilíbrio. Tentou pedir auxílio à ruiva que ainda se encontrava estática ao seu lado. Não compreendeu porque ela não demonstrou a preocupação exagerada como sempre, e por um breve momento ao tentar focar seus olhos no rosto angelical pensou ter visto um sorriso diabólico antes de cair na escuridão total.

Ulquiorra resmungava de angonia ao sentir pequenas pontadas de dor em sua cabeça. Após recuperar lentamente a consciência percebeu que seus braços e pernas encontravam-se amarrados com cordas à sua poltrona. Contudo, o que mais o espantou foi seu estado… Estava completamente nu. Seu primeiro instinto foi violentamente debater-se contra as mesmas, porém seu corpo estava mole pela fraqueza e rapidamente desistiu.

Começou a enxergar com mais nitidez e procurou no seu campo de visão seu possível atacante, encontrando-a. Esta recebia uma pequena luz alva que fazia um perfeito contraste com sua pele bronzeada, numa fantasia de anjo, porém pela sua expressão descreveria como diabinha.

Apesar das circunstâncias, ele considerou uma perfeita junção com sua personalidade. Orihime localizava-se na sua frente, mais propriamente sentada em sua secretária, com as pernas cruzadas, dando um especial enfase a suas coxas e pernas que eram cobridas por meias brancas. Perdeu mais tempo a observar suas nádegas que desesperadamente saltavam daquele pequeno e suave tecido.

Alargado seu sorrido macabro por ser atentamente analisada pelo olhar jade, ela eleva um de seus pés no peito de Ulquiorra, que ficou ligeiramente surpreso pela iniciativa. Inoue iria comprovar que o único lado anjo que ela possuía eram as suas vestes. Brincando com os dedos, circulando-os nos músculos definidos, começando a subir até o seu pescoço, deixando leves carícias. Mais destemida, levou-o até os lábios do seu chefe que deixavam eventualmente escapar suspiros quentes. Satisfeita, assistiu este morder seu pé, fazendo toda sua perna estremecer.

Sorrindo, retirou vagarosa, seu pé da boca dele, retomando ao seu trajecto, porém agora descendo. Ulquiorra a encarou por um lado receoso, por outro ansioso. Sempre se sentiu importante e no controlo, mas agora encontrava-se naquela posição tão submetido ainda por cima por sua subordinada. Apesar que tudo era grandiosamente excitante, ele podia permitir-se relaxar completamente. Esquecer todos os problemas e entregar-se às sensações que a mulher lhe proporcionava.

Seu corpo ficou tenso ao sentir o pé ousado ultrapassar sua cintura, redopiando aleatoriamente sob suas virilhas e coxas, e por vezes, discretamente roçava em seu membro, intencionalmente. Ulquiorra continha com todo seu esforço os gemidos, contudo em certos toques não conseguia obter êxito.

Ele tremia sob as cordas que o amarravam, tentando se soltar quando pensava que a mulher estaria mais desprevenida. Ao perceber suas intenções fracassadas, Orihime aumentava a pressão directamente no membro do seu chefe, escutando-o, excitada, gemer longamente. A visão de Ulquiorra sempre potente e disciplinar, submisso aos seus toques foi como disparar o gatilho para a ruiva que sentiu um desejo insano a coordenar.

Disposta a terminar com aquele jogo pelo domínio, ela retira o pé para num pulo sair da secretária e pousar directamente no colo de Ulquiorra, atravessando seu quadril na cintura do mesmo, deliciando-se o choque imediato ao sentir o membro roçar sob o pano que cobria sua intimidade.

Os longos cabelos ruivos roçavam no peito tonificado do empresário, enquanto a mesma ora beijava ora mordiscava o pescoço do Shiffer. Em simultâneo, sempre mexia sua cintura de encontro à dele. Ele tentava mais desesperadamente se soltar sem sucesso, porém não desistia. Angelicalmente, ela gargalhou baixinho enquanto suas pequenas mãos arranharam todo o peito enquanto desciam até abaixo do umbigo, para alcançar seu objectivo.

Inicialmente ela o masturbava lentamente, satisfeita com os gemidos roucos do moreno, porém ao sentir o membro pulsar na ponta de seus dedos, aumentou progressivamente a velocidade, enquanto seus lábios carnudos marcaram um chupão arroxeado no ombro do empresário. Ao inesperadamente se recordar de Lisa que beijou seu chefe, ela aumentou a força em suas palmas, mordendo de novo o pescoço de Ulquiorra com mais força, deixando uma pequena marca de seus caninos. Sentiu sangue escorrer pelo canto dos lábios mas isso foi-lhe um detalhe indiferente, nem sequer se importou em limpá-lo. No entanto, ela não esperava uma reacção tão gratificante, pela primeira vez, Ulquiorra gritou de prazer.

Com as mãos em seu membro, e ainda usando a fantasia, Inoue desce sua intimidade, como se ele a penetrasse, permitindo que ele a invadisse sob a roupa. Ulquiorra irrequieto como se a luxúria lhe causasse comichão por querer ser saciado, ele movimentava seus braços e pernas para romper as cordas que o aprisionavam, por vezes num gesto desesperado erguia sua cintura para adentrar de vez no corpo feminino.

Esses gestos rimáticos aumentaram o delírio da ruiva, que intrigada, ajeitou a calcinha alva da fantasia para o lado, deixando descoberta sua vulva rósea e as nádegas. Colocou ambas as pernas nos ombros largos de Ulquiorra, ajeitando-se, apoiou suas palmas nos joelhos do moreno, posicionando o seu membro entre suas nádegas. Remexendo-se em movimentos circulares, o masturbando. Poucos minutos nessa tortura, Inoue retirou as mãos dos joelhos do empresário, e consequentemente suas pernas que estavam sob os ombros, descem rapidamente e caem subitamente entre a cintura de Ulquiorra.

Ulquiorra pareceu surpreso porém não teve muito tempo para repor-se do espanto porque sentiu a intimidade rósea adentrar fundo em um único movimento. Ambos gemeram com a sensação alucinante, iniciando uma folia entre os quadris que condenavam qualquer alma pura.

Entre os movimentos exóticos, ela discretamente solta seu chefe. Contudo, este não notou quando as cordas que o prendiam afrouxaram deslizando por seus braços. Devido à tensão de seu corpo, com os olhos fechados e com a cabeça inclinada para trás da poltrona, não percebeu nenhuma diferença de imediato.

Somente quando a ansiedade desesperadora inflacionou o membro do Schiffer, desesperado para aumentar a velocidade e findar aquela maldita brincadeira jocosa da ruiva, entendeu que ao tentar lutar com aquela prisão que supostamente acorrentava seus movimentos, agora encontrava-se em sua cintura e seus braços completamente livres.

Ulquiorra poderia ter invertido toda a situação, porém submeteu-se à mulher.

O único gesto que manifestou pós-liberdade foi depositar cada uma de suas mãos nas coxas femininas, aumentando o impulso entre investidas obrigando seu próprio corpo a ir mais fundo para dentro da ruiva. Escutou-a a gemer alto, debruçando o corpo sobre seu peito, começando a demonstrar o inevitável cansaço após aquela diversão safada.

Um excitante tremor apoderou-se do corpo de ambos, algo constante e intenso. Os gemidos de Ulquiora tornaram-se mais roucos, rasgados pelos arrepios múltiplos que sentia.

Nunca sentiu o auge tão perto de si como naquele momento, parecia estar ao alcance de seus dedos. Um arrepio incondicional atormentou todos os seus músculos. Ao despejar seu líquido, misturando com o da sua secretária preferida, ele permitiu-se observar mais atentamente a fantasia agora praticamente desfeita e abarrotada. Alguns rasgões decoravam a veste requintada, para além disso, o corpete alvo esmagava os seios inocentes, quase os expulsando da vestimenta. Inclusive dava para enxergar o mamilo róseo e provocante.

Seria irónico designar aquela mulher de anjo depois de suas recentes acções. Contudo, seu rosto encaixava na perfeição com aquele traste.

A ruiva encostou sua face arredonda em seu peito desnudo, respirando mais calmamente ele percebera que ela adormecera. Remexeu em alguns de seus fios de cabelos, brincando com eles entre seus dedos, alisando-os por toda a sua extensão. A cabeleireira alaranjada ia até a cintura, ao constatar que seus dedos pálidos se encontravam nessa área perigosa, riu quase que sarcasticamente.

Ele sempre soube que seriam os quadris daquela mulher que o levariam à loucura.

Após uma noite calorosa, o sol se escondeu na alvorada seguinte. O céu apresentava-se com uma tonalidade acinzentada, porém não estragava a peculiar beleza do empresário Shiffer. Apesar de seus passos monótonos, calmos e rimáticos, ele estava ansioso por chegar ao seu local de trabalho.

O tempo nublado em nada alterara seu estado de espírito. Na realidade, para ele o tempo interferir nas emoções humanas era ridículo. Tudo era uma questão de circunstâncias para o moreno. Qualquer que fosse o clima meteorológico, poderia converter-se em aprazível… Se soubessem aproveitá-lo. Uma tempestade ruidosa com relâmpagos poderia converter-se num cenário belo e excitante numa cabana isolada numa floresta, com uma certa ruiva em seus braços… Por exemplo.

Um leve calor encadeou a cintura do jovem que rapidamente sacudiu essa ideia da cabeça. Pensamentos inapropriados pela manhã com sua secretária, poderiam converter-se em inapropriados. Apesar que a ideia lhe agradava, possivelmente, quando o horário de expediente estivesse a terminar conversaria com ela a respeito do mesmo.

Como funcionária exemplar, ele deveria recompensá-la certo? Uma viagem parecia a recompensa indicada. Claro, ele seria seu acompanhante para velar pelos interesses da mesma.

Sem notar, assim que adentou pela entrada de sua empresa, automaticamente acelerou os passos. Possivelmente ninguém reparara nessa diferença de tão ligeira que fora. Ao encaminhar-se para a sua sala, rapidamente distinguiu madeixas ruivas esvoaçarem pela pequena brisa influente do ar condicionado. Suspendeu a respiração, e como um felino, em passos cautelosos, aproximou-se do corpo esbelto.

Em breves segundos, seu peito estava quase colado às costas de Orihime que ao armazenar uns relatórios nem sentira sua presença. Vagarosamente, ele inclina a cabeça até o ouvido desta, suspirando levemente sentindo o seu corpo tonificado arrepiar-se.

– Temos de conversar.

Inoue rapidamente, pelo susto, se vira em sua direcção e ao constatar a sua aproximação perigosa, cora pelo quase colar entre seus corpos.

– Ulquiorra-sama… Bom dia. Eu não sabia que o senhor estava aqui…

– Acabei de chegar.

– Compreendo. O que o senhor deseja?

Ulquiorra sorri de canto, quase perversamente, aumentando as palpitações no peito da ruiva. Ele ergue o queixo desta, a obrigando fitar os olhos jade sem desviar um único milímetro.

– Se prepare. Exijo o mesmo tratamento de ontem, senhorita Inoue.

A bravura que proporcionou a ousadia do dia anterior, tudo por causa do ciúme de um acontecimento, evaporou após a raiva da ruiva ter sumido. Retomando à sua personalidade dócil e ingénua. Orihime acenou timidamente, evitando ao máximo o contacto com seu olhar penetrante. Um pequeno sorriso jocoso rasgou a face do chefe da empresa, que largou o rosto angelical (que já demonstrara ser diabólico) para dirigir-se à sua sala, porém ele esperou que a ruiva virasse as costas para retomar ao seu trabalho para encarar o avantajado traseiro, com sua forma completamente exposta, somente com a saia travada preta o cobrindo. Travesso, desferiu um tapa forte nas nádegas que saltaram perante seu toque. A jovem deu um pequeno grito pelo susto automaticamente cobrindo a área e se virando para o empresário rubra de vergonha, porém ele já estava localizado em seus aposentos.

O estrondoso oco proporcionado pelo carinho agressivo, consequentemente ruborizou a face da ruiva, que encolheu-se em sua secretária, quase se afundando na cadeira, temendo horrores que alguém tivesse escutado e percebido sua situação com o chefe. Ao constatar que ninguém se pronunciou com risos meio surdos nem olhares a recriminar dirigidos a si, concluiu, suspirando de alívio que poderia retomar à sua rotina normalmente.

Entre as paredes cristalinas, o empresário divertia-se ao observar os gestos de Inoue completamente nervosa, olhando pouco discretamente em todas as direcções para constatar que ninguém percebera o clima entre eles. Por breves momentos, ele perdeu-se na perfeição de cada movimento aplicado pela ruiva. Ela transmitia sensualidade até ao respirar… Como alguém o seduzia com o mínimo possível? A sua secretária nem parecia se esforçar para o enlouquecer, ela obtinha êxito naturalmente.

Afinal, aquela mulher seria a diabrete ou o anjo de sua vida?

Notas finais
Espero que tenham gostado e aproveitem em grande este dia! Beijinhos, Sayo!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!