Sede de Vingança

7 Da sorte ao fracasso.


Notas iniciais
Meus maravilhosos leitores! Peço desculpas pela demora para postar. Me preocupei com outras prioridades e deixei a fic um pouco de lado. Mas aqui está o novo capítulo! Espero que gostem e comentem.

Sorte. O que muitos podem definir como sorte é se dar bem em qualquer situação por mais que ela parece impossível. Mas a sorte pode ser perigosa quando mal interpretada. Ela pode te acompanhar por um longo tempo mas pode te derrubar quando menos espera.

Olhei fixamente para aquele azul infinito que o mar me proporcionava. Estava sol e ele fazia com que os meus olhos brilhassem. A areia estava quente e eu a sentia passando entre os meus dedos conforme eu andava. Cheguei mais perto do mar e a areia foi ficando mais úmida. Ouvi latidos e me virei para trás. Era Sammy. Ele veio correndo em minha direção. Acariciei e deslizei minhas mãos sobre seus pelos macios. Eu sentia muito falta dele. Na minha infância ele foi um companheiro incontestável. Logo ouvi uma voz que gritava seu nome.

– SAMMY! Volte aqui agora.

Era Jack. O meu coração acelerou na mesma hora. Eu sabia que em algum momento isso aconteceria. Eu não poderia evitar esse encontro. Pelo que parecia ele havia criado raízes naquele lugar. Desde que nos conhecemos ele morava ali. Sempre foi meu vizinho e meu melhor amigo.

– Oi, peço desculpas pelo Sammy. Ele é um cachorro muito desobediente. — Disse Jack passando a mão e chacoalhando a cabeça de Sammy.

– Não me incomodo com isso. Sammy é um cachorro muito fofo. — Sorri e fiz o mesmo que Jack.

Jack sorria sempre que falava. Os olhos brilhavam e era fácil de qualquer mulher se apaixonar. Mas eu não poderia me desviar do meu real objetivo. Sorri para Jack e acenei enquanto voltava para casa. Nolan me ligou.

– Ems, tenho novidades para você!

– O que é, Nolan?

– Os seus alvos estão nesse exato momento em uma partida de polo assistindo o príncipe Daniel Grayson jogar. Você deveria vir.

– Sua informação foi muito útil, Nolan.

Desliguei o celular e fui em direção ao endereço onde se encontrava o clube e onde estava acontecendo a partida de polo.

...

– Posso ajudar você?

Era Ashley Davenport. Nolan não entrou em detalhes sobre ela mas me disse o suficiente para saber que eu precisaria me aproximar. Ela vivia na mansão Grayson. Era ela quem organizava tudo daquela família. Fazia tudo exatamente como a Victoria mandava. Tratava Victoria como uma rainha.

– Com certeza você pode.

– Você é a nova vizinha. Emily Thorne, acertei?

– Acertou. Pelo visto as notícias correm rápido pelos Hamptons.

– Você não faz ideia. Conhece alguém por aqui?

– Tirando Nolan Ross, apenas ouço rumores.

– Nolan Ross? Um pé no saco.

Eu sorri.

– Vou te apresentar as pessoas por aqui.

Ela foi me mostrando cada um e dizendo seus nomes. Não reconheci as pessoas até ela apontar para Bill Harmon. Bill conversava com os Grayson e logo me veio uma lembrança.

(Flashback On)

– Papai! Olha quem está aqui! O tio Bill. — Abracei ele fortemente.

– Minha querida Amanda! Como você está?

– Muito bem! — Sorri para ele.

– Amanda, vamos tirar uma foto com o seu tio Bill?

– Vamos! Amanhã é meu aniversário e eu quero guardar essa foto para sempre como um presente para que eu nunca mais esqueça dele.

(Flashback Off)

Eu realmente guardei aquela foto por muito tempo e não me esqueci dele. Meu pai também não se esqueceu dele pois o considerava seu melhor amigo. Me aproximei dele e da família Grayson.

– Emily Thorne! — Disse Victoria sorrindo.

Aquele sorriso era claramente falso pra mim.

– Victoria, não vai me apresentar a essa linda moça? — Disse Bill.

Sorri para ele e eu mesma me apresentei.

– Sou a nova proprietária da casa de praia.

– A casa de praia de David Clarke? Espero que possa apagar o passado desagradável que aquela casa guarda.

Victoria abaixou a cabeça mas foi discreta ao olhar para Bill. Não pude deixar de notar que ela ficou extremamente desconfortável com a situação.

– Quanto a isso não precisa se preocupar. O passado já foi apagado e muito bem guardado.

– Ótimo! Sou Bill Harmon. — Ele sorriu e estendeu sua mão.

Eu o cumprimentei. Bill estava com dois dados vermelhos nas mãos. Ele ficava esfregando-os entre a palma da mão e os dedos enquanto falava. Ele acreditava em sorte. Pensava que a sorte era sua companheira inseparável.

– Tome cuidado com Bill pois o dinheiro é o que atrai as pessoas até ele. — Disse Conrad.

Eu sorri para eles.

– Faz um tempo que parei de investir. Não se pode confiar em qualquer um quando se trata de dinheiro.

– Concordo perfeitamente, Sra. Thorne mas você me parece uma moça que vai atrás do que quer, acho que deveria considerar voltar ao mercado.

– Nunca disse que não estava considerando.

– Sendo assim, ligue para o meu escritório. — Ele me entregou um cartão e se afastou acenando.

O jogo estava no intervalo então fui ao encontro de Daniel. Ele era muito bonito e tinha um charme incontestável.

– Você é a minha nova vizinha? — Daniel olhou para mim e soltou um sorriso encantador.

– Sou. Está em uma dia ruim?

Daniel não estava jogando bem pelo pouco que observei.

– Até agora não mas tenho certeza que você pode melhorá-lo se aceitar me acompanhar em uma cavalgada ou um jantar.

– Ganhe e é sim para os dois.

...

Eu estava em frente ao notebook onde continha vídeos de reportagens sobre o atentando cuja o mesmo meu pai foi injustamente incriminado. Estava assistindo exatamente aquele que mostrava a entrevista de Bill dizendo que meu pai foi quem derrubou aquele avião. Abri minha caixa e peguei um dos diários que meu pai havia escrito para mim. Em uma das páginas ele falava sobre Bill.

''A traição vem daqueles que menos esperamos, daqueles que mais depositamos confiança. Confiei em Bill mas ele me traiu e está planejando derrubar um avião juntamente com os Grayson apenas por dinheiro. A traição pode ser doída mas quando parte de alguém que consideramos como um irmão ela é profundamente dolorosa e irreparável.''

As palavras de meu pai faziam ainda mais sentindo para mim naquele momento. Na mesma hora peguei o cartão que Bill tinha me entregado e liguei para o número que havia nele.

– Bill, é Emily Thorne.

– O que devo a grande honra de receber uma ligação sua?

– Quero fazer parte da Allcom Cellular.

– Fabricante chinesa de celulares inteligentes? Parece bom. Algum motivo específico?

– Alguém me contou que valeria a pena e confio o suficiente nessa pessoa para reforçar minha posição.

– Era o que eu precisava saber.

Desliguei o telefone. A confiança de Bill era exatamente o que eu precisava. A Allcom Cellular era investimento da Nolcorp, a empresa que meu pai ajudou Nolan a construir.

Bill na mesma hora comprou tudo o que a Allcom estava vendendo. Investiu todo o dinheiro possível.

Liguei a televisão onde o noticiário que mostrava ao vivo o grande investimento que a Allcom havia acabado de ganhar e esperei pela fala de Nolan sobre o assunto. Não demorou muito.

''Cumprimentos, terráqueos. Nollan Ross aqui com o que era pra ser um anúncio surpresa sobre o futuro da Nolcorp, mas alguém por aí tem uma boca enorme e posso confirmar que os rumores da Allcom vieram de um confuso e equivocado empregado. Allcom morreu para mim e não receberá o contrato. Ao contrário decidi oferecer nossos serviços à que breve será competidora chefe da Allcom, Unitech.''

Nolan fez exatamente o que precisava. Bill perdeu tudo e não havia mais como recuperar aquele dinheiro. Ele estava falido. Ouvi meu celular tocar, era Nolan.

– Parabéns Ems! Você conseguiu o que queria. Bill Harmon está a caminho da falência.

– Obrigada Nolan. Pegou o nomes e os números dos investidores da Harmon?

– Acabei de enviá-los para você, técnica!

Desliguei o celular e abri o anexo que Nolan havia me mandando. Pouco a pouco liguei para os investidores de Bill e contei de quem foi o equivoco da Allcom Cellular. Dei meu nome como Valerie, que era a secretária de Bill.

Bill sempre acreditou em sorte mas sem quando ele menos esperava, ela o traiu. A mesma confiança que meu pai havia depositado nele, ele depositou em mim. Isso foi o suficiente para que eu o destruísse da mesma forma que ele destruiu a vida do meu pai. Os dados que para ele representavam a sorte, agora representam o fracasso. Quando ele jogar os dados ao invés de caírem no 6, cairão no 1. A sorte havia o abandonado.

Abri a caixa e peguei uma foto, a mesma que estava Lydia e o resto das pessoas que destruíram a minha vida. Com um marcador fiz um X no rosto de Bill. O meu segundo passo estava dado e a minha vingança contra esse traidor estava completa. Esse era o fim de Bill Harmon.

Olhei no relógio e ainda era 23:30. Ainda era o meu aniversário. Fui a cozinha e peguei um pequeno cupcake, acendi a vela que havia sobre ele e o coloquei em cima da mesa. Fechei os olhos e pude ouvir a voz do meu pai dizendo ''Feliz aniversário Amanda!''. Assoprei a vela e abri os olhos. Aquele era mais um aniversário que eu passava sozinha. E os culpados por isso estavam pagando. Um por um.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo e continuem lendo os próximos! Escrevo tudo com muito carinho. Vou tentar postar com mais frequência, ok? Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.