Sede de Sangue
15 Lua cheia Parte 3
Enquanto caminhava pelos corredores da mansão de John, Max suava frio, seu estomago estava ligeiramente embrulhado e ele tinha a impressão de que se tentasse falar sua voz não sairia.
Por fim ele atravessou o ultimo corredor até seu destino final, por algun segundos ele parou na frente das portas duplas que o separavam de John e pensou em tudo... Seu passado, seu futuro, mas principalmente em Luna, em como ele a amava e em como havia errado com ela. Rapidamente voltou em si, John odiava esperar.
Ele abriu a porta, sentado atrás de uma extensa mesa intimidadora estava John, com seu olhar frio que lembrava a morte, seus cabelos negros e sua pele palída. De fato seu olhar era rude, e muito assustador... Talvez nem todos os vampiros sejam bons, mas até mesmo um ignorante saberia que John era do mal, algo em seu olhar já deixava isso completamente claro.
–Mandou me chamar? -Disse Max com um tom irritado.
John se levantou no mesmo instante e parou na frente dele.
–Mandei.
–O que quer?
–Quero saber o que ia avisar para sua namoradinha.
–Não sei do que você está falando.
–Perdeu a memória? -John diz em um tom alterado. -Um dos meus homens viu você supostamente tentando avisa-la sobre hoje a noite.
–E esse homem pode provar?
John senta-se na mesa, deixando Max em pé, parado em sua frente.
–Já faz um tempo que venho percebendo seu estranho comportamento Max... Pra ser mais exato desde que você encontrou Luna nesta maldita cidade!
–Já acabou? Sim eu tentei avisa-la, pra sua sorte ela não quis falar comigo, mas não importa, não vou deixar que encoste um só dedo nela.
–Sua namoradinha não me interessa! Só preciso da irmã dela, e da meio sangue... Mas não vamos falar nisso agora... Você tentou me trair, mas eu perdoo você, só que antes eu quero... -Max o interrompe.
–O que você quer ou deixa de querer não me interessa! Eu cansei John! Não vou mais fazer o trabalho sujo pra você.
Max se vira em direção a porta, com uma imensa preocupação em suas costas, afinal ele estava dando as costas à seu líder.
–Se acha que ir correndo pro lado do meu irmão vai trazer Luna de volta pra você eu tenho que dizer que você está completamente errado! Nessa guerra apenas um lado saira inteiro, e eu te garanto que não será o do Peter!
–E quem disse que estou indo pro lado do Peter? Vou proteger a Luna de você por conta própria.
Max sai da sala, e depois de arrumar suas coisas sai da mansão permanentemente. O medo começava a invadir sua mente, porém a sensação de liberdade era o que predominava, ele começou a pensar em Luna, aonde ela estaria? Ele esperava que em um lugar seguro, mas isso não importava, ele a encontraria, custasse o que fosse.
*
Megan acordou atordoada, tudo a sua volta estava girando, mas não demorou até que ela se sentisse completamente bem. Assim que sua cabeça parou de girar, ela viu quem estava sentado na cama ao lado dela. Era Peter, ele a encarava de um jeito que não era possivel interpretar o que ele estava sentindo. Meg queria dizer alguma coisa, perguntar tudo sobre ele, mas não dava, sua voz havia se prendido dentro de sua garganta.
Ela começou a achar que ele se levantaria e iria embora, assim como fez quando ela nasceu. Mas inesperadamente ele quebrou aquele silencio, sua voz, diferentemente de quando ele dava aquela bronca nos outros, estava calma e chegava a soar gentil.
–Está se sentindo bem? -Ele perguntou olhando diretamente nos olhos dela.
Uma felicidade imensa tomou conta de Megan, seu pai estava parado ali bem perto dela, ela quis abraça-lo, dizer que queria que ele nunca mais a deixasse... Porém ela desistiu e apenas respondeu o que ele havia perguntado.
–Sim... Eu só... Só tive um sonho ruim.
–Com o que?
–Esqueça, não era nada de mais. -Disse Megan ignorando o possível significado daquilo...
–Eu preparei isso pra você -Peter disse pegando um prato com um sanduíche cortado em duas partes e o entregando a Megan — Sabe... Quando eu era humano, e nenhuma das criadas estava em casa, eu fazia esse sanduíche, aposto que você não vai saber qual é o ingrediente secreto.
Megan o olha com adimiração, nesses poucos minutos, de alguma forma, ela sentia que ele era um bom pai. Ela da uma mordida no sanduíche, depois o mastiga, e por fim olha para Peter.
–Azeite? -Megan diz pensativa.
Peter da uma risada curta.
–Pelo visto você é uma degustadora mais inteligente do que os de antigamente. -Megan sorri. -Olha Meg... Eu queria... Queria me desculpar por ter deixado você e sua mãe, mas eu juro que não havia outro jeito.
–Eu passei minha vida inteira, me perguntando... Se havia alguma coisa errada comigo pro meu próprio pai ter me abandonado -Algumas lagrimas descem da face de Megan. Peter olhou para baixo, e depois disse.
–Eu sempre amei você e sua mãe Megan, e eu sempre estive presente na sua vida. Eu sempre observava você, sempre fazia todo o possível pra manter você e sua mãe em segurança... Mas pelo visto foi em vão.
–Não foi sua culpa eles terem levado minha mãe... -Megan coloca as pernas para fora da cama, e por fim se levanta. -Mas temos que fazer alguma coisa.
–Eu prometo que vou salvar sua mãe Megan... -Ele é interrompido por batidas apressadas na porta.
–Peter, você precisa descer. -Diz Betty voltando para o andar de baixo.
Peter e Megan descem até a sala de estar, todos estavam olhando pelas janelas, Kevin vai na direção de Megan enquanto Peter se dirige a Frank.
–Como você está?
–Bem... Kevin ele não é nada do que pensei, ele é o pai que sempre sonhei!
Kevin sorri, e pouco depois Megan se aproxima da janela junto aos outros.
–Ouvimos um uivo vindo da mata... -Disse Luna.
–Uivo? -Megan pergunta assustada.
–Vejam isso! -Betty grita da janela principal.
Todos vão até lá. Megan nunca havia visto algo como aquilo, haviam uns cinquenta lobos parados do lado de fora da casa olhando para eles.
–Kev... -Megan diz segurando Kevin. -Me diga que são apenas lobos...
Kevin olha para ela, com um olhar de pena misturado com preocupção e por fim diz.
–Não são lobos. -Sorrateiramente todos exceto Peter se afastam das janelas.
–Luna — Diz Peter -Leve Megan lá pra cima, eu e os outros daremos uma vantagem a vocês duas. Tire-a daqui, leve-a para longe e entraremos em contato... -Luna se vira para começar a correr, mas Peter segura seu braço -Eu conto com você.
Luna acente com a cabeça. Megan beija Kevin e logo depois encosta em Peter dizendo:
–Tenha cuidado!
Ele acente, e então Megan e Luna vão para o porão. E por fim saem dele por uma velha porta de madeira. Já na floresta as duas correm por uma trilha bem ao lado da casa de Frank, não havia nenhum sinal de que estavam sendo seguidas, então Megan decidiu perguntar.
–Para onde vamos?
–Não sei, mas eu me lembro que existe uma casa velha por aqui... Vamos acha-la!
As duas continuaram correndo até que ouviram barulhos vindo das plantas que cervavam a trilha. Luna parou, observou, usou toda sua audição para tentar ouvir alguém, porém não ouviu mais nada e então sinalizou para Megan e elas voltaram a correr.
Megan não sabia se ainda aguentava correr, seu coração batia mais forte que nunca, e diferente de Luna ela estava esgotada, sua respiração estava ofegante, e por um segundo ela achou que morreria ali mesmo, naquela floresta.
–É aqui! -Disse Luna sinalizando o lugar.
Era uma casa velha, onde uma das paredes havia sido derrubada... Provavelmente pela força do vento, e tudo fedia a mofo, o teto também estava com um grande buraco, que fazia a luz do sol bater diretamente no piso velho de madeira, que estava quebrado em uma grande parte.
Luna girou a massaneta de uma porta que estava comida por cupins em grade parte e então a abriu, as duas desceram até o porão. Megan sentou-se encostada em uma parede, o porão estava empoeirado, e cheio de tralhas, chegava a ser um tanto difícil respirar.
Por fim, depois de colocar uma mesa para impedir a entrada de qualquer que fosse, Luna sentou-se no chão um tanto a frente de Megan. Ela parecia preocupada, e ao mesmo tempo com medo, ao olhar para aquela situação Meg percebeu que ela tinha razão, afinal as duas estavam encurralas, isso deixou Megan com medo, então ela decidiu perguntar.
–O que faremos?
–Eu não sei... Vamos esperar.
–Até quando?
–Até eles entrarem em contato.
–Está com medo? -Meg pergunta pensando se aquilo iria ofender Luna de alguma forma.
–Sim... -Luna responde. -Mordida de lobisomem é fatal pra vampiros.
–Então... -Megan para de falar quando vê a massaneta da porta girando.
Luna começa a prourar uma saida, então vê uma pequena escada de madeira, com uma porta dupla no fim... Era a saida daquele lugar empoeirado. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, as duas ouvem um grande barulho, era a porta sendo aberta a chutes.
–Corra Megan! -Diz Luna desesperada.
–Mas e você!?
–Vá, eu me viro!
Megan foge enquanto Luna anda pelo porão e para em frente a porta, lá estavam os dois sujeitos que haviam estourado a porta, um era alto, tinha cabelos marrons e olhos incrivelmente brilhantes... O outro era um adolescente, ele chegava a parecer assustado.
–Só queremos a meio sangue -Disse o cara alto. -Deixe-nos passar e viverá.
–Não estou afim... -Luna diz sarcásticamente e então mostra suas presas.
Os dois dão um pulo cada qual para um lado, e rapidamente já estavam transformados, um era um lobo negro, e sombrio, já o outro era um tanto acinzentado, um deles pulou em cima de Luna, que o jogou longe com apenas uma mão, mas ele rapidamente voltou a ataca-la, dessa vez com ainda mais raiva.
Ele conseguiu derruba-la no chão, quase a mordeu, e então começou a rosnar, Luna segurava em seu pescoço, impedindo que sua boca chegasse até ela. Naquele momento ela não enchergava nada além do lobo. Achou que ele iria mata-la assim que ela o soltasse... Porque uma hora era obvio que isso aconteceria.
Porém antes que acontecesse alguém tirou o lobo de cima dela... Ela procurou absmada, e então viu que era Max. Ele o levantou e quebrou seu pescoço, o lobo sem nenhuma defesa caiu no chão. Luna começou a se levantar... Um tanto "despreocupada" .Então o outro lobo que estava na sala correu na direção dela, ela sentiu a raiva dele crescendo enquanto a mordia.
Max foi o mais rápido possível e por fim tirou o lobo da perna de Luna, mas não conseguiu mata-lo, pois antes disso, ele fugiu pela mesma porta que havia entrado.
A dor da mordida era intensa, e Luna desmaia, Max a leva até o andar de cima e a coloca no sofá, então sai procurando algo para dar a ela quando acordasse... E isso não demorou a acontecer, uns cinco minutos depois Luna acorda, ela tenta se levantar, mas Max aparece.
–Eu ajudo você. -Ele diz pegando a no colo, Luna tenta fazer com que ele a solte, porém ele só o faz quando ela está em pé no chão.
–Fique longe de mim! -Luna tenta andar, mas perde o equílibrio. Max a segura antes que ela caísse no chão.
Luna o encara friamente, então começa a pensar, qual o motivo que o levou a salva-la? Max também a encarava, mas para quebrar todo aquele silêncio ele resolveu falar alguma coisa.
–Me desculpe por tudo Luna... Achei que ficando do lado de John eu protegeria você, mas pelo visto... -Luna o interrompe sarcáticamente.
–É essa sua forma de proteção Max? Me matando? Parabéns!
–Eu sei... Eu errei, ia matar você, mas isso já faz mais de um século... E você está aqui não está? -No mesmo momento ele se arrependeu... Mas ele não sabia o que dizer, sempre foi assim perto de Luna. -Eu nunca deixei de te amar Luna...
Naquele momento, seu coração pedia para que Luna dissesse "Nem eu". Mas ela não sabia se Max falava a verdade. Então achou melhor ir embora, ela se virou. Mas Max segurou seu braço e então a beijou... Só que não demorou muito para que Luna o empurrasse e depois desse um forte tapa em seu rosto. Max meche sua mandíbula e por fim diz.
–É acho que eu mereci esse!
–Se me da licensa, eu já não tenho muito tempo... Então não vou desperdiçar com você.
–Do que você está falando?
–O lobo me mordeu... É isso... É assim que eu acabo. -Max sorri -Do que está rindo?
–Não era um lobo velho... Aquela devia ser a primeira transformação dele... Isso aqui vai salvar você.
Max entrega um pequeno frasco marrom a Luna, e depois a encara fixamente enquanto ela bebe o líquido. Assim que ela o faz, Max se vira em direção a saída.
–Max! -Ele se vira- ...Obrigado.
Ele acente e depois sai.
*
Por fim Megan se sentiu calma, ela já estava atrás daquela árvore há uns cinco minutos, e não ouvia nada, então decidiu continuar andando e tentar sair da floresta. Ela estava preocupada com Luna, será que ela havia se livrado daqueles lobisomens... Mas por um breve tempo os pesamentos de Meg pararam, ela ouviu um barulho de movimento vindo de um mato alto a sua esquerda.
Ela respirou fundo e voltou a correr, o barulho de seus pés naquelas folhas secas no chão fazia tudo ficar mais difícil, pois era impossível ser silenciosa. Mas ela nem fez tanto esforço, logo foi pega de surpresa, um lobo marrom, muito grande estava ali, parado em sua frente. Megan se virou, mas então viu que lá estava outro lobo, este um tanto escuro.
No instante seguinte os dois começaram a rosnar, e então um deles deu um grande salto, mas quando colocou seus pés no chão, já era mais um animal, ele era um homem. Havia parado com a cabeça para baixo, a mão estava fechada apoiada no chão. Ele se levantou, andou em volta de Megan, junto com o outro que também havia se transformado.
–Então você é a famosa meio sangue?
–O que acha de a matarmos aqui mesmo? -Diz o outro.
–Ou então podemos nos divertir um pouco antes.
Ambos dão risada, Megan tenta fugir, mas é encurralada por um deles que a encosta em uma árvore depois a encara duramente e então começa a "fareja-la". Porém ele é interrompido por um tiro, Megan fica pásma quando o vê caído no chão. Já o outro volta a se transformar em lobo e tenta correr, porém é parado por outro tiro, desta vez Megan vê quem foi o autor do disparo, pois ele estava logo a sua frente.
Era um homem que aparentava uns 42 anos, ele era mediano, usava uma jaqueta de couro marrom e uma calça jeans. Nos pés usava um coturno preto, em seu cinto estavam duas pistolas de um calibre muito alto para um civil, em suas costas estava uma arma que lançava flechas. Seus cabelos eram grisalhos, seu rosto aparentava um tremendo estresse... Ele parecia ter saído de um daqueles filmes de ficção.
O homem vai na direção do homem em quem ele havia atirado primeiro, então com o pé ele o empurra para o lado... Parecia checar se havia mesmo morrido, ao confirmar, ele se aproxima do outro... Que ao morrer como um lobo, segundos depois havia voltado a forma humana.
–Quem é você? -Megan pergunta ainda encostada na árvore.
–Sou Adam Lincon... O que uma garota da sua idade faz sozinha na floresta com dois lobisomens?
Ele tinha um ar de superioridade que facílmente era notado. Enquanto falava com Mrgan, ele arrumava suas armas, sempre as deixando perto de suas mãos, era como se ele temesse alguma coisa.
–Tecnicamente -Megan começa a falar. -Eu não estava com eles... E sim, eu estou sozinha, mas estou procurando meus amigos.
–Que amigos?
Meg muda bruscamente de assunto.
–Então você é caçador?
–Sou. Mas você não respondeu... Que amigos? Você conhece algum lobisomem?
–Não. Eu juro.
–Megan! -Diz Kevin, já muito perto. -Ainda bem que achei você.
Logo todos estão lá inclusive Luna... Megan até perguntaria se ela estava bem, mas não ali com um caçador bem perto de todos eles.
–Quem é você? -Peter pergunta.
–Eu ia dizer o mesmo... Mas tudo bem, sou Adam Lincon... E você?
–Sou Peter Horkfield... E esses são Betty, Luna, Frank, Kevin e Mike... Agradeço por você ter salvado minha filha.
O homem fica com um olhar desconfiado, ele parecia tentar ler os pensamentos de Peter, Megan estava com medo e começando a ficar com frio, ela abraçava Kevin quando o homem voltou a falar.
–Então... O barulho do tiro atraiu vocês... A pergunta é o que são vocês?
–Somos vampiros... Exceto Mike... Ele é um lobisomem, mas eu dispenso o uso de suas balas e de suas flechas, pois eu posso matar você com apenas um só movimento...
–O que fazem na cidade? -O homem pergunta parecendo não ter medo de Peter.
–Moramos aqui... E quanto a você?
–Estou procurando alguém, um vampiro pra ser mais exato. Eu segui a trilha dele e ela terminou nesta cidade. Então achei seus capangas e eles me disseram que ele estava nesta floresta.
–Pois bem, só nós estamos aqui, e estamos com pressa, sendo assim... -Peter faz sinal com a cabeça e então todos seguem em frente.
–Nos veremos de novo senhor Horkfield...
–Mal posso esperar! -Diz Peter.
Eles vão para os carros que estavam parados na entrada da floresta, Kevin entra em um dos carros, Megan o seguia quando sentiu a mão fria de Peter segurar seu braço.
–Você sabe que eu tenho que encontrar o líder da alcatéia não sabe?
Megan fica estatica. Mas por fim responde.
–Esse é o seu jeito de dizer que não quer ficar?
–Eu quero ficar, mas mais do que isso quero sua segurança.
–Quer saber? Pode ir, por 17 anos você não fez diferença, não é agora que eu vou sentir sua falta. -Uma lagrima desceu por sua face ao dizer aquelas palavras, obviamente Peter fazia falta, porém ela não queria ajoelhar e pedir para que ele ficasse.
–Eu não estou indo para sempre Megan, mas tenho que dar um jeito no líder deles... -Antes que ele terminasse Megan o interrompe.
–Então me deixe ir com você.
–É perigoso demais, aqui com Kevin e os outros você vai estar mais segura.
–Eu posso cuidar de mim mesma.
–No fundo você sabe que não pode Megan.
Megan queria explodir, implorar para que ele ficasse, mas ela sabia que de nada adiantaria, então ela apenas entrou no carro e viu seu pai se distanciando pelo retrovisor. Por um momento ela achou que ele ficaria, e então nunca mais a abandonaria, mas nada era assim tão perfeito, a vida não era assim tão perfeita.
–Ta tudo bem? -Kevin pergunta com sutileza ao ver as lagrimas no rosto de Megan enquanto ela olhava para a janela.
–Sim... Só me tire daqui...
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