Secrets ll - O Retorno
5 Hogwarts
Notas iniciais
POV — Broke Alison
Estava vibrando, era meu primeiro ano em Hogwarts, e mal podia conter o meu sorriso ou o meu batimento cardíaco acelerado enquanto embarcava no Expresso de Hogwarts com Domi, Rose, Alícia, Alvo, James, Lílian e todos o outros Weasleys. Nunca foi tão fácil gostar de pessoas, não como eles. Domi era encantadora, e o modo como ela ficava na presença de James, sempre na defensiva, era hilária. James e Fred eram os caras mais engraçados e ruins de cantadas que eu já conheci, e ainda sim as meninas caiam aos seus pés pelo que eu sabia até agora. Alvo e Alícia eram um poço sem fim de fofura, eram inseparáveis, melhores amigos e eu sabia que no fundo tinha algo mais do que a amizade. Rose era apaixonante, ela era engraçada e um amor de pessoa, assim como a pequena Lilían.
– Vocês viram que hilário aquela ceninha de ciúmes da festa? A Chang e o Scamander se merecem! — disse Domi rindo e todos riram ao lembrar da cena.
– A melhor parte foi ela dizendo que ele tinha um pequeno — disse Alícia e todos concordaram rindo ainda mais.
– Então, Brooke, animada para o primeiro ano no melhor colégio do mundo? — perguntou Fred e eu sorri assentindo.
– Nunca estive tão ansiosa.
– Tomara que você caia na Sonserina — disse Alvo e todos se viraram para ele gritando não, enquanto eu me encolhia.
– Você será um Grifinória, uma leoa! — disse James.
– Pensei que a rivalidade entre as casas tivesse acabado — sussurrei para Rose.
– Ela nunca acaba, é uma palhaçada sem tamanho — disse revirando os olhos e eu assenti.
– Entendi, de que casa você é mesmo? — perguntei e ela deu um sorriso orgulhoso.
– Grifinória — ri da expressão um tanto sonhadora dela e ela se levantou — Eu vou comprar doces, alguém quer alguma coisa?
– Rosie, será que você não consegue esperar um pouco até ela passar por aqui? — perguntou Alvo debochado e ela girou os olhos.
– Não, eu estou com fome agora, vão querer ou não?
– Eu quero feijõezinhos — disse Lílian lhe entregando o dinheiro e Fred e James pediram sapos de chocolate.
– Quer que eu vá com você? — perguntei e ela deu de ombros.
– Não precisa — disse sorrindo e saindo pela cabine.
POV — Rose Weasley
Vaguei pelos corredores até achar a mulher do carrinho de doces, e ela estavam bem longe da minha cabine, eu provavelmente passaria fome se fosse esperá-la.
– Oi — disse me aproximando dela que sorriu para mim.
– O de sempre? — perguntou e eu assenti rindo.
– O de sempre — repeti — E também quatro sapos de chocolate e dois pacotes de feijõezinhos a mais. É para os meus primos.
– Tudo bem — ela disse enquanto colocava tudo num saquinho para que eu não saísse derrubando pelo caminho.
– Duas tortinhas de creme — disse uma voz rouca e eu levantei os olhos para o garoto loiro de olhos cinzas, Malfoy. Ela as entregou e ele lhe deu o dinheiro — Obrigada.
– Ele é educado demais para um Sonserino — ela disse para mim e eu o acompanhei com o olhar até ele virar no corredor indo em direção as cabines da Sonserina, o que me lembrava que eu teria que passar por ali, ótimo.
– Meu primo é um amor de pessoa — disse pegando o saquinho e lhe dando o dinheiro.
– Ah, eu sei, querida! Alvo Potter é o Sonserino mais Lufano que eu já vi! — disse e eu ri saindo e voltando para a cabine.
POV — Alícia Longbottom
Estávamos todos largados nos bancos, já entediados com a viagem, a única que se mantinha ansiosa era Brooke. Alvo já dormia com a cabeça no meu colo. E Domi e Lilían piscavam relutantes para se manterem acordadas. Todos suspiraram aliviados quando o apito soou avisando que já estávamos chegando.
– Alvo, acorda — pedi balançando ele e bocejando — Al!
– Já vou — ele disse e eu bufei — Só mais cinco minutinhos.
– Mas os sapos de chocolate vão acabar daqui a cinco minutinhos — disse e ele abriu os olhos olhando ao redor — Pronto, você acordou!
– Isso foi maldade! — ele resmungou sentando no banco e esfregando os olhos.
– Maldade é você ter deixando minhas pernas dormentes — rebati e ele me olhou.
– Quer um beijinho? — perguntou sorrindo e eu o empurrei.
– Me erra — disse e todos riram.
Brooke só faltava dar pulinhos, torcia suas mãos em frente ao corpo, mordia os lábios e era a única que já estava de pé.
– Brooke, sossega mulher — disse Domi a olhando quase preguiçosa.
– Desculpe — disse e se virou para nós — Qual é, vocês não ficaram assim no 1º ano de vocês aqui?
– O Alvo vomitou — disse Rose olhando o moreno com uma expressão de nojo por lembrar da cena, ela a fuzilou com o olhar e ela deu de ombros.
– Obrigada Rose — ele disse e o trem finalmente parou enquanto Brooke saia quase correndo da cabine.
– Nós temos que ir atrás dela — disse puxando Rose e Domi enquanto tentávamos alcançá-la.
– Não temos que pegar nossos malões? — perguntou confusa enquanto descia do trem.
– Você carregava seu malão?
– Sim — disse dando ombros.
– Aqui não — disse Rose e nós a puxamos para as carruagens antes que enchessem.
Depois de vinte minutos já entrávamos no Salão Principal, enquanto Brooke era obrigada a esperar do lado de fora.
– Ela deve estar surtando — disse Domi enquanto se sentava.
– Deve não, ela está surtando — disse Rose com uma careta.
– Alunos e Alunas, bem-vindos a um novo ano no Colégio de Magia e Bruxaria de Hogwarts! Esse ano contamos com um novo professor no nosso corpo docente, ele não pode comparecer hoje, mais estará chegando amanhã pela manhã e depois do almoço os alunos do 5º ao 7º ano terão aula com ele. Esse ano temos uma nova aluna, gostaria que recebessem a sra Brooke Alison — ela disse e Brooke entrou no Salão mais vermelha que os cabelos dos Weasley. Ela andou o mais rápido que pode até a diretora e parou ao seu lado — Agora iremos por o Chapéu Seletor em sua cabeça e ele decidirá para qual casa você deve ir.
Ela assentiu e se sentou no banquinho e fechou os olhos com força enquanto todos os alunos esperavam com expectativa, depois de algum tempo ele gritou:
– Grifinória! — ela abriu os olhos e sorriu. A mesa vermelha e dourada rompeu em aplausos e ela veio na nossa direção.
– Eu sabia que você seria uma leoa! — disse James rindo e então se levantando — Toma Alvo! — gritou para o irmão emburrado na outra mesa.
– Aquele chapéu não parava de falar caraminholas — disse ela e eu a encarei rindo.
– O que ele disse?
– Disse que eu deveria ir para Corvinal e não para Grifinória, e que nós somos a segunda bela geração.
– Como assim nós? — perguntou Domi confusa.
– Ele disse: Você e mais três amigas são a mais nova bela geração de garotas, tomem cuidado com o que falam — disse e deu de ombros enquanto trocávamos olhares confusos.
– Ele deve estar caduco — disse Domi.
– Ele não tem um cérebro — disse Rose.
– Por isso mesmo!- disse dando de ombros e nós quatro rimos.
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