Secrets ll - O Retorno
10 Confiança Sonserina
Notas iniciais
POV — Alícia Longbottom
– Mas que diabos... — começo a falar alto demais e levo a mão a boca lembrando que as meninas estavam dormindo, fico respirando fundo e tentando manter o foco.
– O que houve? — resmunga Rose se sentando e coçando os olhos, eu esqueci que ela tinha um sono super leve.
– Eu... — começo e ela se levanta rapidamente vindo até mim.
– Alí, o que houve? Você está pálida — ela diz com uma careta e eu ergo o bilhete.
– Por favor, me diz que foi alguma de vocês — eu digo e ela franze as sobrancelhas completamente confusa, não fora elas.
– Alí, você está me assustando — ela disse e eu suspirei.
– Brooke me disse que tinha alguém mandando bilhetes anônimos para ela e eu acabei de receber um — digo e ela dá um passo para trás como se tivesse levado uma bofetada.
– Bilhe...bilhetes anônimos? — ela gaguejou e eu segurei a respiração.
– Não me diga que...
– Eles por algum acaso são assinados por -A? — perguntou e eu fechei os olhos com força.
– Quem poderia querer atingir a gente? — perguntei e ela deu de ombros — Espera se eu, você e Brooke estamos recebendo bilhetes anônimos, isso significa que... — deixei a frase morrer e ela seguiu meu olhar para cama de Dominique.
– Ah Merlin — disse Rose indo até Dominique e a balançando com força para fazê-la acordar — Dominique acorda, você precisa acordar! Vamos lá!
– Que horas são? — ela resmungou e eu olhei para o relógio.
– Quatro e meia — disse e ela semicerrou os olhos perigosamente na nossa direção.
– Vão se fuder, me deixem dormir, por Merlin! — ela disse "educadamente" e se virou para o outro lado. Revirei os olhos e fui até a cama de Brooke e puxei suas cobertas com violência.
– Mas o que... — ela começou se levantando assustada e se deparando com os olhares preocupados meu e de Rose — O que aconteceu?
– Recebemos bilhetes de alguém se intitulando -A, também — disse e ela arregalou os olhos.
– COMO É QUE É? — disse Dominique se levantando e nos encarando.
– Ah, acordou — ironizei mas ela me ignorou.
– Como assim vocês receberam bilhetes? — ela perguntou Rose assentiu.
– Parece que alguém quer acabar com a gente.
– Só porque somos as mais gostosas da escola? — indagou ela mal humorada e todas nós rimos, pelo menos tínhamos uma amiga palhaça para acabar com a tensão.
– Vamos dormir, amanhã falamos com a McGonagall — disse Rose e todas concordamos indo para nossas camas, em alguns minutos eu já tinha apagado.
*****
POV — Rose Weasley
Acordei cedo e fui tomar banho, coloquei o uniforme calmamente e penteei os cabelos.
– Você já acordou? — resmungou Brooke que começava a abrir os olhos, assim como as outras.
– Tenho que falar com Scorpius — disse e ela assentiu enquanto se arrastava para o banheiro para tomar banho.
Desci as escadas e andei lentamente até as masmorras, rezando mentalmente para que Scorpius descesse rápido.
Fiquei parada em frente a sua Sala Comunal por uns dez minutos até ele sair rindo com Luke Zabini.
– Hey — disse indo em sua direção, ele sorriu surpreso por me ver.
– Oi — disse e olhou para Luke que deu uma piscadela para mim e saiu dali — Está tudo bem?
– Sim, eu só... preciso conversar com você — digo e ele assente começando a andar do meu lado.
– Você está legal? — ele pergunta com uma careta, o encaro por alguns segundos e então olho ao redor.
– Certo, vamos para Sala Precisa — digo agarrando sua mão e o puxando até lá, ele parecia completamente confuso e assustado.
– Rose? — ele indaga quando paramos ali em frente, uma porta surge e eu o puxo para dentro — Rose, o que aconteceu?
– Por que você quer ser meu amigo? — pergunto me abraçando e ele arqueia as sobrancelhas.
– É sério isso? — ele pergunta e eu suspiro indo até um sofá e me sentando.
– Que idiotice — resmungo para mim mesma enquanto abraçava minhas pernas e apoiava o queixo no joelho.
– Tudo bem, você quer saber o motivo de eu querer ser seu amigo — ele disse e se sentou a minha frente pensando um pouco — Tudo bem, em primeiro lugar você é inteligente, linda, doce, quer dizer, você é perfeita — ele diz e eu coro — Em segundo lugar, minha mão sempre fala de você, e até meu pai gosta de você, mesmo que seu pai não goste de mim — ele diz com uma careta e eu sorrio um pouco enquanto tento controlar as lágrimas, eu não estava emocionada ou algo do tipo, eu estava apavorada por causa daqueles bilhetes e sentia que Scorpius era o único que poderia me segurar caso eu caísse — E em terceiro lugar, eu estou completamente apaixonado por você desde o terceiro ano.
– Eu... você... o que? — pergunto gaguejando e ele sorri meio corado.
– É meio difícil não se apaixonar por você — ele diz dando de ombros e eu coro — E por que você está chorando?
– Eu posso confiar em você? — pergunto e ele sorri se aproximando.
– Claro que pode — ele diz e eu pego o bilhete do bolso da blusa e lhe entrego, ele lê em silêncio e então amassa o bilhete com força enquanto fecha os olhos — Quem foi? — ele pede, falando lentamente.
– Eu não sei, as meninas também receberam, eu estou apavorada — digo e começo a chorar de verdade, ele me puxa para si e me aperta contra o seu peito.
– Está tudo bem, Rosie, eu estou aqui — ele sussurra no meu ouvido e eu começo a sentir a falta de ar por causa do choro — Cadê a bombinha?
Eu a pego na mochila e sinto o alívio invadir meu peito por poder respirar normalmente.
– Eu estou aqui, tá legal? Nada e nem ninguém vai te machucar, e nem as suas amigas — ele promete e eu assinto apoiando minha cabeça em seu ombro — Por que você tava chorando tanto?
– Eu estava com medo, do meu pai descobrir sobre a gente — digo e ele fica sério.
– Eu posso me afastar se quiser, vou continuar te protegendo, ou podemos ser amigos em segredo... — ele começa e eu tapo a boca dele com a mão.
– Você não entendeu, eu não estava com medo porque ele iria ficar com medo, estava com medo de te perder, eu só tinha que ter certeza que você valia a pena — digo e ele sorri.
– Em primeiro lugar, você nunca vai me perder — ele diz e eu coro um pouco, mas sorrio — Em segundo lugar, eu valho a pena?
Eu o encaro por alguns segundos e suspiro, não sei o que me levou a isso, mas no instante seguinte eu o beijo.
– Isso responde sua pergunta? — pergunto sem encará-lo e ele ergue meu queixo e então me beija novamente.
– Isso responde a sua? — ele pergunta sorrindo e eu retribuo.
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