Notas iniciais
oi gente, desculpe a demora mas eu ainda estou sem net e pode demorar o proximo mas ele sai...eu e a Naaai estamos no final de bimestre em nossa escola e quem estuda sabe,provas de ingles ,matematica e educaçao fisica etc.... Entao aproveitem.

– Chegamos — Klaus anunciou.

Entraram num pub, um bar antigo, com balcão de madeira, mesas e bancos confortáveis.

–Vou buscar as bebidas -Klaus disse.

Caroline sentou-se, zangada por ele nem ter lhe perguntado o que queria beber, assim como não tinha perguntado onde gostaria de ir. Por enquanto ela jogaria pelas regras dele, mas Klaus logo iria descobrir que não era uma garotinha maleável, se tentasse avançar o sinal.

–O que disse a Camille que ia fazer esta noite? — perguntou, quando Klaus voltou com as bebidas.

– Eu tenho de dizer alguma coisa a ela?

–Pensei que vocês...

– Não a trouxe aqui para falar do meu relacionamento com Camille — ele interrompeu. — Para você, este assunto está fora de questão.

– Ora, desculpe! — ela respondeu, vermelha e com raiva. -Que os céus me perdoem se eu me atrevi a perguntar. Você também a proíbe de falar sobre as outras mulheres de sua vida?

– Ela é esperta o bastante para não perguntar -ele respondeu, encarando-a com firmeza. — E você, Caroline Forbes?

– Eu, o quê? — ela perguntou, pondo-se na defensiva.

– Alguma coisa me diz que você nunca teve um relacionamento profundo com alguém — ele disse, mas parecendo que falava para si mesmo. — Às vezes me faz lembrar um animal assustado, pronto para fugir, ao menor sinal do caçador.

– Talvez porque eu não queira levar um tiro — ela disse, forçando um riso que não convenceu.

– Nem sempre os caçadores matam suas presas — ele respondeu, com a voz suave. -Às vezes basta a captura.

– Eu jamais quis ficar presa. Já vi o que acontece quando uma pessoa deixa que lhe capturem o coração... e perde a liberdade.

– Foi por isto que fugiu de mim depois daquela noite em Glenshee?

A pergunta, feita de forma tão direta, a deixou sem resposta por um instante. Dizer a verdade a ele, que ela temia a profundidade do que sentia, seria revelar demais. Que outra resposta poderia dar, então? Pensou em não dizer nada, já que ele se recusava a responder as perguntas dela. A obstinação dos olhos dele, no entanto, diziam que a tática seria inútil e Caroline suspirou, olhando para o copo.

– Eu estava confusa. Tudo aconteceu depressa demais.

– Foi sua primeira vez, não foi?

Ela não entendeu a princípio, mas sentiu o rosto corar quando o sentido se esclareceu.

–Sim, sou virgem — ela admitiu, contrariada. — Deve achar ridículo que, neste século, ainda exista uma virgem na minha idade, mas existe.

Caroline sentiu o calor inesperado dos dedos dele em seu rosto e levantou a cabeça, surpresa.

– Não há nada de ridículo nisto. Está arrependida do que houve entre nós?

Ela sorriu. Podia querer esquecer aquela noite por muitos motivos, mas jamais poderia se arrepender por algo tão belo.

– Não, Klaus. Não me arrependo.

Por algum tempo ficaram em silêncio, olhos nos olhos e Caroline sentiu a já familiar sensação de desejo. Imaginou se algum dia poderia olhar para aquele homem sem desejá-lo, mas já sabia a resposta. Klaus estava marcado em seu coração, fazia parte de sua alma.

– Klaus, eu...

– Ora, vejam quem está aqui!

A mágica do momento foi quebrada pela voz sensual de Camille. Quando Caroline levantou a cabeça, percebeu um brilho calculado nos olhos da atriz, que logo desapareceu quando esta se voltou para Klaus, fazendo um biquinho com seus lindos lábios.

– Devia ter me dito que ia sair, querido. Eu lhe faria companhia.

– Oi, Camille ele respondeu, com certa irritação. — Como nos encontrou?

– Ora, não saí à procura de vocês. E pura coincidência eu estar passando por aqui e ter entrado no mesmo pub que vocês. Já que estou aqui, é uma pena deixar este lugar vago — ela continuou. — Chegue para lá, um pouco, Klaus. Este lugar ao seu lado é perfeito para mim. Como está engraçadinha hoje, Caroline! Sua roupa está um pouco fora de moda, mas fica bem em você.

Klaus sorriu sem jeito para Caroline, que lhe devolveu o sorriso, resignada. Por um instante tinha conseguido esquecer Camille, mas devia saber que a outra não permitiria que Caroline ocupasse seu lugar por muito tempo.

Notas finais
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