Notas iniciais
Oi meninas,aqui é a Taissa. Mais um capi para vcs:

Sabendo que ele observava cada movimento seu, ela tentou ir em frente com os esquis, agradecendo em silêncio quando estes obedeceram. Por alguns instantes, conseguiu ir razoavelmente bem, indo devagar e com segurança, usando os bastões para se impulsionar. Mas, quando estava começando a ganhar confiança, viu-se no topo de uma inclinação e, antes de poder desviar, começou a descer. Pega de surpresa se inclinou para trás, tentando conter a velocidade, mas só conseguiu cair mais uma vez sobre a neve. Nem precisava levantar a cabeça para saber que Klaus tinha visto tudo e isto a deixou muito irritada Antes que pudesse levantar-se, ele veio deslizando, parando com destreza ao lado dela.

O que está acontecendo com você, Caroline? Por que arrisca sua vida sempre que estou por perto?

Do que está falando?

Primeiro quase comete suicídio saindo em meio a uma nevasca, depois tenta quebrar um braço ou uma perna, só porque não quer admitir para mim que nunca esquiou na vida. Não é verdade?

Mesmo zangada, ela reconheceu a derrota. Sem olhá-lo, acabou admitindo. Ele sorriu e perguntou:

Por que não disse a verdade, então? Para que fingir?

Talvez para não lhe dar mais motivos para ficar decidindo por mim ela respondeu, desafiando-o com os olhos. Sem dúvida você adoraria a oportunidade de bancar o Senhor Maravilha das montanhas, se as estradas não estivessem bloqueadas. Só não vejo motivos para tentar fazer o mesmo por aqui.

Faça o favor de levantar, Caroline.

Para quê?

Se você não levantar logo, não vou resistir à tentação de lhe dar as palmadas que merece.

E a segunda vez que me ameaça. Talvez suas táticas de bárbaro funcionem com as outras, mas garanto que; se encostar um dedo em mim, vai se arrepender.

E quem vai ficar sabendo do que eu fizer com você aqui, no meio de lugar nenhum? ele respondeu, sem se alterar. Agora faça o que eu disse, ou é você quem vai se arrepender.

Como teria de se levantar, de qualquer modo, ela se pôs em pé devagar e ensaiou um sorriso meloso para enfrentar a hostilidade dos olhos dele.

E agora, Sr.Mikaelson? Dê-me a honra de sua próxima ordem e atenderei prontamente.

Assim é melhor ele sorriu. Agora, Srta. Forbes vou ensiná-la a esquiar.

E se eu não quiser aprender?

Aí poderá ver quantos ossos consegue quebrar no menor espaço de tempo. Só gostaria de lembrar que as estradas estão bloqueadas e o hospital mais próximo fica a muitos quilômetros de distância. Ainda quer tentar sozinha?

Contrariada, ela baixou a cabeça. Ele tinha razão. Se se machucasse, só poderia culpar a própria teimosia. Concordou que ele a ensinasse.

Klaus lhe ensinou a fazer uma série de exercícios. Cada um que demonstrava parecia ser mais fácil que o anterior, mas quando Caroline tentava, sentia-se desajeitada, sem coordenação, como um cavalinho recém-nascido tentando ficar em pé. Caiu várias vezes, mas não se machucou sobre a neve macia. Klaus era incrivelmente paciente e ela percebeu, afinal, que estava gostando da aula, divertindo-se com o desafio de fazer seu corpo andar junto com os esquis, em vez de lutar contra eles. Mas, mesmo considerando-se em forma, ficou desapontada ao sentir os músculos doerem após pouco tempo. Quando disse a Klaus, ele explicou:

Você está usando músculos que normalmente não usa. É normal cansar-se logo com esquis.

Mas você não me parece ter problemas ela comentou.

Quando se acostumar, você também não vai ter. Agora pare de reclamar.

Eu não estou...

Quer continuar com a aula ou prefere ficar discutindo o dia todo?

Tinham conseguido falar mais de duas frases sem brigar, mas ela devia saber que isto não ia durar muito.

Estou esperando sua próxima ordem, mestre.

Vamos dar uma volta, então.

Como? Estou com estes esquis nos pés. Como espera que eu ande?

Deixe que suas pernas trabalhem, em vez de usar tanto a boca.

Sem esperar resposta, ele se pôs a caminho. Seguindo-o, Caroline praguejou entre os dentes, até sentir que precisava concentrar todos os esforços e atenção na tarefa que tinha pela frente.

Tudo bem aí atrás? ele perguntou, olhando sobre o ombro Diga quando resolver descansar.

Naquele momento, Caroline daria tudo o que tinha para descansar, mas jamais admitiria fraqueza diante dele, ainda mais depois de ele sugerir que falava demais. Ia ver quanto tempo ela podia ficar calada... Iria até pensar que estava ensinando uma estátua, aquele porco chauvinista! Devia pertencer ao velho grupo que acha que mulher deve ficar sempre calada, de preferência na cozinha... E grávida.

De cabeça baixa, concentrando-se em controlar os esquis e fazendo uma lista mental de todos os insultos que gostaria de dizer a ele, Caroline não percebeu que Klaus tinha parado alguns metros adiante, até chocar-se contra seu corpo forte, seus esquis encaixando-se direitinho entre os dele. Surpresa agarrou-se ao abrigo dele para não cair. Klaus estava se virando para falar com ela, o que fez com que perdessem o equilíbrio e caísse um sobre o outro no chão.

Você está bem, Caroline?- A queda não a afetara de modo algum, mas o susto de se achar debaixo dele a deixou muda. O rosto másculo estava a centímetros acima do dela, podia sentir seu hálito quente sobre a pele e fitava-o com olhos arregalados, incapaz de falar por estar tomada por uma confusão de emoções que lhe invadiam o corpo.

Caroline?

Além de ouvir, ela parecia sentir seu nome e fechou os olhos, tomada por um desejo que jamais tinha experimentado antes. Ouviu-o murmurar e algo no fundo de seu ser maravilhou-se com o som. Seus lábios se abriram, sedentos pelo toque dele. Só quando sentiu a boca dele sobre a sua é que a consciência acordou; abriu depressa os olhos, percebendo, com horror, e um pouco tarde, o que estava acontecendo.

O que pensa que está fazendo?

Afastou o rosto do dele, ofegante. O coração batia forte com a paixão que ele tinha criado. Era impossível saber o que estava pensando, mas a voz possante veio carregada de desprezo, quando ele disse:

Só estou fazendo o que você queria que eu fizesse, Caroline.

Notas finais
CoMeNtArIoS?