NICO

Na manhã seguinte, Kat estava ainda mais alegre do que o normal, aparentemente ela se esqueceu que quase virou comida de um monstro de três cabeças na noite anterior.

O trio sorri inocentemente para os sonserinos cansados, caminhando até o Grande Salão.

— Então, o que vocês acham que era aquela coisa? – Kat pergunta, espalhando creme nas suas panquecas. – E o que diabos estava fazendo em um s... – antes que Kat pudesse terminar a frase, Draco jogou uma panqueca no rosto dela cobrindo-a de xarope e creme.

— Você, sua sangue ruim horrenda! – Draco exclama, dando a ela um olhar furioso.

— E um bom dia para você também, cara de furão – ela cumprimenta, tentando limpar o creme de seu rosto.

Ele rangeu os dentes ao escutar o apelido. – Eu sei que foi você.

— O que você quer dizer com isso, Draco?

— Alguém encantou meu dormitório para tocar música trouxa. Os cantores só gritavam! – ele sussurra. – Quantos de vocês, sangues ruins, estavam envolvidos nisso?

— Se fala nascido-trouxa. Diga esse termo racista novamente e você nunca dirá mais nada – Nico ameaça.

— Ugh, esse xarope não sai do meu rosto – Kat reclama, creme e xarope pingando por todo o rosto e roupas.

— É uma melhoria se quer saber – Draco responde, sorrindo.

— Talvez você devesse tentar – ela diz, pegando a garrafa de xarope e esguichando em seu rosto.

— GUERRA DE COMIDA! – os gêmeos Weasley gritam juntos, antes de jogar tortas um no outro. Em poucos momentos, uma guerra de comida começou no Grande Salão.

Nico evitou um waffle, jogando um muffin na cara de Will. O menino avistou Dumbledore sorrindo, comendo o creme de sua barba, enquanto o resto dos professores tentava recuperar a paz.

— Eu sou um MONITOR! PAREM COM ESSA LOUCURA! – um monitor ruivo com óculos exclama, apenas para ter uma garrafa de leite despejada em sua cabeça por um dos gêmeos Weasley. – JORGE! – ele grita.

— Eu sou o FRED! – o gêmeo segurando o recipiente vazio grita. – Sinceramente, e você ainda se chama de irmão.

Depois de mais vinte minutos de loucura, McGonagall finalmente consegue controlar os alunos. – DEZ PONTOS DE CADA UM DA GRIFINÓRIA! – grita. – E duas semanas de detenção.

— ELES COMEÇARAM! – Os gêmeos gritam juntos, apontando para Draco e Kat, que estavam lutando no chão, tentando espremer limões nos olhos um do outro. McGonagall e Snape agarram eles, em uma tentativa de separá-los.

Snape estava coberto de óleo de cozinha na cabeça, o que não parecia fazer muita diferença em seus cabelos. Ele também está coberto de pedaços de frutas, leite e mel.

— Srta. Williams, Sr. Malfoy. Por favor, expliquem-se – a Professora McGonagall silva, segurando Kat para longe de Draco.

— ELE EMPURROU MINHA CABEÇA NO PRATO!

— ELA INVADIU MEU QUARTO! E JOGOU XAROPE NA MINHA CARA!

— Os gêmeos de Weasley começaram a partir daí – Will adiciona, também coberto de comida.

— Vinte pontos de cada uma das casas e uma semana de detenção com Filch, juntos! – McGonagall decide.

— Eu já tenho uma semana com Filch de Snape – Kat geme.

McGonagall a ignora. – As aulas matinais foram canceladas para que vocês possam limpar tudo. Estou desapontada com todos vocês por terem participado deste comportamento imaturo.

— Não pense que eu não notei que você me atacou, Senhorita Ellen – Snape silva olhando para uma menina de cabelos azuis, tentando limpar o óleo do rosto. – Dez pontos da Corvinal.

Todos ficaram no grande salão para limpar, alguns ficaram desapontados por não terem tido a chance de comer.

— Eu não posso acreditar que vocês fizeram isso! – exclamou Hermione, vindo em sua direção.

— Eu não fiz nada – Nico exclama, puxando um croissant de seu cabelo.

Ela o encara antes de focar em Kat. – Você nos fez perder um bom tempo de aula e pontos da minha casa!

— Tecnicamente, os Weasleys perderam seus pontos – Will ressalta.

— Exatamente! Além disso, você precisa aprender a relaxar, Granger – Kat encolhe os ombros. – Foi divertido!

— Você quase teve limonada em seus olhos! E estamos todos cobertos de comida.

— Mas eu consegui pôr limonada nos olhos do furão. Então eu ganhei – Kat acrescenta, cruzando os braços. No canto do olho, Nico avista Draco esfregando os olhos.

— Por que você se importa, afinal? – Nico pergunta a ela. – São apenas pontos.

— APENAS PONTOS?! Você não se importa com sua casa? – Hermione grita.

— Estou em uma casa chamada Lufa-lufa, há um certo nível de tolerância, eu não me importo – encolhe os ombros.

— BOM TRABALHO PEQUENOS LUFANOS! – Tonks exclama, dando-os abraços, cobrindo-os ainda mais de xarope e creme.

— Eu não acho que os veteranos se importam também – Nico ressalta. Hermione apenas resmunga e vai embora.

•••

Durante as próximas semanas, o grupo se inseriu em uma rotina, que envolvia zoar Malfoy, ficar em detenção e visitar o Fofo (cujo nome Nico descobriu pela sua coleira. Sério? Ele é um querido, mas nem um pouco fofo!) E zoar Malfoy. Ah é, também tinha aulas.

Na manhã do Dia das Bruxas, Nico desceu as escadas para avistar Kat vestindo roupas inteiramente pretas com uma gola grande e uma capa preta e com seus longos cabelos brancos soltos.

— VOCÊ ROUBOU A MINHA IDEIA! – Kat grita quando ela o vê vestido com suas vestes normais. Nico a encara com um olhar furioso.

— Oi, Drácula? – diz Will, confuso. – Nós vamos ter aula, não doces ou travessuras – ele ressalta. – E você tem certeza de que é uma boa ideia ser um vampiro em uma escola onde eles são reais? – ele continua. Kat simplesmente encolhe os ombros e os três se dirigem para o café da manhã.

•••

Quando chegam à Defesa Contra as Artes das Trevas, Quirrell dá um grito agudo quando vê Kate, mais uma vez, escondendo-se sob sua mesa.

— Eu não acho que ele gosta de mim no traje de Nico – diz Kat com um sorriso.

•••

A próxima aula era poções, e Lou Ellen tinha se dado pele verde e verrugas, cabelos pretos e estava usando um chapéu de bruxa. Uau, uma referência que eu entendo, pensou Nico.

— Você está mexendo demais o caldeirão, senhorita Ellen – diz Snape, para Lou, que estava mexendo sua poção e gargalhando.

— Se você não parar de mexer, vou jogar água em você – Nico ameaça, brincando.


•••

A última classe do dia foi Transfiguração.

— Senhorita Williams, não acredito que esse seja o código de vestimenta correto – McGonagall disse a ela, tentando ocultar seu sorriso.

— Por favor, professora! – ela implora. – É um feriado!

— Tudo bem – McGonagall concorda relutantemente.

— Você não deveria apoiar as horríveis tradições de um sangue ruim – Malfoy zombou.

— Cale a boca, cara de furão – ela diz a ele com um brilho ameaçador no olhar. Malfoy se levanta do assento e bate na cara dela.

— SEU CRETINO! – ela grita, segurando o nariz, antes de atacá-lo.

— BEBA O SANGUE DELE! – alguém grita, fazendo Nico rir.

McGonagall os separa. – Vinte pontos de cada uma de suas casas, e você não está mais autorizada a usar essa fantasia, senhorita Williams – Kat faz beicinho e os dois caminham para a enfermaria, encarando um ao outro, furiosos.

— Fanno davvero odiarsi, non è vero? – Eles realmente se odeiam, não é mesmo? Blaise ri.

— Sicuramente, non sarei sorpreso se Kat lo uccide entro la fine dell'anno –Definitivamente, não ficaria surpreso se Kat o matasse até o final do ano. Nico concorda. Blaise e Nico, surpreendentemente, se tornaram amigos nos últimos meses, não grandes amigos, mas ainda assim amigos.


•••

A festa do Dia das Bruxas estava incrível, a decoração cobria o Grande Salão. Nico estava cortando uma fatia de torta de abóbora para si quando Quirrel veio correndo para o Grande Salão, seu turbante torto e terror no rosto.

— Trasgo... nas masmorras... achei que devia avisar-lhes – ele anunciou antes de desmaiar.

Todos ficam assustados, gritando sobre como todos estavam condenados. São necessários que vários foguetes roxos explodam da varinha do Professor Dumbledore para trazer o silêncio. – Monitores – ele resmungou. – Conduza suas casas de volta aos dormitórios imediatamente!

— Mas os dormitórios da Sonserina não ficam nas masmorras? – Nico ressalta.

Dumbledore parece surpreso. – Oh, a Sonserina permanecerá aqui então – os outros alunos se dirigem para as saídas em filas e Nico se junta ao grupo de lufanos em direção à sala comunal.

– Não podemos simplesmente dizer aos professores? – escuta a voz familiar de Ron sussurrando. O que Ron e Harry estão fazendo junto aos lufanos?

— Não há necessidade, e ela teria problemas por matar a aula. É nossa culpa de qualquer maneira – Harry responde.

Idiotas, Nico pensa. Ele também poderia segui-los, pelo que ouviu até agora, eles provavelmente se encontrarão trasgo. São ímãs de perigo.

Quando eles saem, Nico os segue calmamente, se mesclando nas sombras. Ele tinha acabado de acompanhá-los por uma esquina quando se virou para avistar Snape mais adiante no corredor.

Por que ele não está nas masmorras com os outros professores?

— Ele está indo para o terceiro andar – Nico ouve Harry falar. Por que ele está indo lá? Ele está atrás do Fofo?

Nico sente um cheiro horrível de esgoto e meias antigas, de repente, escuta um grunhido baixo e um barulho de pés gigantes.

— Você também sente um cheiro estranho? – ouve Ron sussurrar.

Nico vê um monstro de três metros de altura se escondendo em uma passagem. Estava segurando um enorme porrete, que se arrastava pelo chão por causa de seus braços longos. O trasgo parou ao lado de uma entrada e olhou para dentro dela. Balançou suas longas orelhas, pensando no que fazer a seguir, e depois se abaixou lentamente entrando na sala.

— As chaves – ouve Harry murmurar. – Nós poderíamos trancá-lo.

— Boa ideia – disse Ron nervosamente. Ambos avançam, trancando a porta.

Por que o trasgo não está nas masmorras como Quirrell disse? O trasgo não pode ter se movimentado tão rápido…

Depois de um minuto, Ron fica tão pálido quanto Nico. – Oh, não. É o banheiro das meninas!

Di immortales.

— Hermione! – eles disseram juntos.

— Vocês são uns idiotas – Nico anuncia, emergindo das sombras.

— NICO?! – eles exclamam juntos.

— Abra a porta! – o moreno gritou. Antes que pudessem dizer outra coisa, um grito penetrante vem do banheiro.

Eles mal conseguem pôr a chave no local de tamanho nervosismo mas, eventualmente, abrem a porta. O trio entra para ver Hermione encolhida contra a parede, parecendo estar prestes a desmaiar.

Nico sorri, puxando seu anel de caveira e transformando-o em sua espada de ferro estígio. Eles o encaram com choque. – O que estão esperando? Distraíam ele! – o menino ordena.

— Oh! idiota! – Ron grita para o trasgo, jogando um pedaço de metal nele. Ser atingido o distrai tempo suficiente para que Harry e Hermione fugissem.

Nico corre entre suas pernas, cortando-as para afastá-lo dos outros. Para matá-lo teria que ter, pelo menos, uma boa mira. Observou Harry correndo atrás do trasgo, atirando-se no seu pescoço, antes de empurrar sua varinha no seu nariz.

Nico pulou na pia antes de se atirar nos ombros do gigante, junto a Harry. – Olá – saúda, segurando-se no trasgo que estava tentando-os tirar das costas.

O italiano segura sua espada e corta o pescoço do trasgo, removendo a cabeça dos ombros. Quando o monstro cai no chão, Nico pega Harry e pula no chão.

— Co-co-como vo-vo… – Hermione começa a gaguejar. O cadáver do trasgo ocupa a maior parte do banheiro, o sangue escorre do pescoço.

Nico pega a espada, transformando-a em um anel novamente e colocando-a no seu dedo. Depois, retira a varinha de Harry do nariz da cabeça decapitada do trasgo.

— Ugh, meleca de trasgo – Harry murmura, parecendo chocado.

Um barulho repentino e passos ruidosos fizeram os quatro olharem para cima. Eles não perceberam o quanto de barulho estavam fazendo. Um momento depois, a professora McGonagall entra na sala, seguida por Snape, com Quirrell na retaguarda. Quirrell dá uma olhada no trasgo, solta um grito horrorizado e senta-se rapidamente em uma privada, apertando seu coração. Snape inclinou-se sobre o corpo do trasgo, examinando-o.

A professora McGonagall encara os quatro. – O que diabos vocês estavam pensando? Vocês têm sorte de não estarem mortos. Por que vocês não estão nos seus dormitórios?

— Por favor, professora McGonagall –, Hermione geme – eles estavam me procurando.

— Senhorita Granger!

Hermione conseguiu se levantar. – Eu fui procurar o trasgo porque e-eu pensei que poderia acabar com ele sozinha. Você sabe, porque eu li tudo sobre eles – Hermione estava mentindo para um professor? – Se eles não tivessem me encontrado, eu estaria morta agora. Ron distraiu-o para que não me matasse, Harry colocou sua varinha no nariz, atrapalhando-o para que Nico pudesse matá-lo. Eles não tiveram tempo de buscar alguém. O trasgo estava prestes a me matar quando eles chegaram.

— Eu não acredito que o Sr. Di Angelo pertença a mesma casa que a sua, Srta. Granger – Snape ressalta, encarando Nico com um brilho no olhar.

— Eu os ouvi falando que ela estava desaparecida e vim para ajudar – Nico acrescenta.

— Bem... nesse caso… – a professora McGonagall começa, olhando para os quatro, – Senhorita Granger, sua tola, como você poderia pensar em enfrentar um trasgo da montanha por conta própria?

Hermione levantou a cabeça. A menina era a última pessoa que faria qualquer coisa contra as regras, e aqui estava ela, fingindo que tinha, para tirá-los de problemas.

— Senhorita Granger, cinco pontos serão retirados da Grifinória por isso –, disse a professora McGonagall. – estou muito desapontada com você. Se você não está machucada, é melhor ir para torre da Grifinória. Os alunos estão terminando a festa em seus respectivos dormitórios – Hermione sai cabisbaixa.

A professora McGonagall se vira para eles. – Bem, eu ainda repito, vocês tiveram sorte, mas não são muitos primeiros anos que podem matar um trasgo de tamanho adulto. Cada um de vocês ganha cinco pontos – Nico sorri. Nem entrou em encrenca.


•••

Depois de um minuto de caminhada silenciosa, os meninos se voltam para Nico. – Como você fez isso? – pergunta Harry.

— Por que você tem uma espada? – Ron questiona.

— Eu fui treinado a lutar com a espada e a lutar artes marciais – Nico admite. – E era principalmente adrenalina, eu estava com medo – mente. Eles não parecem acreditar no menino, mas concordam de qualquer maneira.

— Devíamos ter obtido mais de 10 pontos para o Grifinória – Ron suspira.

— Eu só ganhei cinco e fui eu que matei o trasgo – Nico ressalta.

— Nós só recebemos cinco pontos também se você remover os que Hermione perdeu – Harry o lembra.

— Eu deveria voltar – Nico diz a eles, antes de virar para outro corredor para o dormitório da Lufa-lufa.