NICO

— Desculpa o atraso professor! – Kat exclama ofegante ao entrar na sala e se senta ao lado de Nico.

— Está tudo bem, mas não tenho escolha senão remover cinco pontos da Lufa-lufa – Flitwick diz em um tom triste.

— Tudo bem – Kat encolhe os ombros antes de virar-se para os meninos. – Eles postaram o horário das aulas de voo – ela exclamou. – Nosso horário é na quarta-feira com a Corvinal.

Di immortales.

— Aulas de... voo? – Nico chia.

Ela assente, sem perceber seu desagrado. – Eu não posso esperar! Queria que os primeiros anos pudessem se juntar à equipe de Quadribol, parece incrível.

— Eu não sou muito bom em esportes – Will diz nervosamente.

— Nem eu – di Angelo diz. Okay, talvez ele não seja tão ruim nos esportes, mas seu puro ódio por eles tende a ficar no caminho.

— Eu não me importaria de ser uma batedora – Kat diz com um ar sonhador.

— Batedora? – Nico pergunta, assustado.

— É para jogar balaços na outra equipe. Você é um puro-sangue, por que você não sabe nada sobre Quadribol?

— Eu não gosto de esportes... ou de voar – Nico admite.

— Nico Di Angelo, você tem medo de altura? – Will perguntou, parecendo chocado.

— Não tenho medo de altura, tenho medo de cair – resmunga, fazendo-os rir.

— Own que fofo – Kat murmura.

Nico lança um "olhar mortal" aos dois.

•••

Todo mundo parece estar em êxtase com a ideia de voar, embora alguns estejam, pelo menos, um pouco nervosos. Nico, por outro lado, estava mais do que apenas nervoso, estava apavorado.

Quando chegaram ao campo de Quadribol para as aulas de voo, todos os corvinos já estão lá, sentados em suas vassouras, lendo livros idênticos sobre voo.

— Nós deveríamos estudar para esta classe? – Ana Abbot chia.

— Não. Os corvinos são apenas nerds – Kat encolhe os ombros, inspecionando as vassouras. Nico percebe que Lou Ellen lança um olhar por trás de seu livro que com uma inspeção viu que tinha uma revista de Quadribol escondida por trás.

— Guardem os livros! – uma mulher de cabelos curtos com olhos que se assemelhavam a um falcão anuncia ao entrar no campo.

— Essa deve ser a Sra. Hooch – Susana Bones sussurra.

— O que vocês estão esperando? Todos de pé com a vassoura – Madame Hooch exclama. Todos obedecem. Nico encara a sua vassoura. Era velha e alguns dos galhos estavam em ângulos estranhos.

— Erga sua mão direita sobre a vassoura –, diz Madame Hooch na frente de todos – e diga EM PÉ!

— Em pé! – Nico gritou, fazendo o cabo da vassoura bater na sua cara. Alguns alunos começaram a rir, ganhando olhares furiosos do Di Angelo.

Sua vassoura foi uma das poucas que fez alguma coisa. A vassoura de Will, Kat e de Lou Ellen estavam pairando aos seus lados, mas a da maioria dos alunos ainda estava no chão.

Madame Hooch tentou demonstrar como montar em uma vassoura, mas sempre que Nico chegava perto da sua, ela voava na direção oposta, para a diversão da classe. Quando finalmente montou a vassoura, ela continuou tentando o tirar de cima dela, como um cavalo.

— Mantenham suas vassouras firmes, levantem-se alguns metros, e então voltem para baixo, inclinando-se para a frente ligeiramente. No meu apito... três... dois... um!

Nico tentou flutuar apenas para ser jogado para fora da vassoura. Rosnou e tentou agarrar a vassoura novamente apenas para um raio passar a um centímetro de seu rosto.

— EU DESISTO! – gritou para os céus, antes de sair.

•••

Nico decidiu passar o resto da tarde evitando ser encontrado, vagando pela floresta proibida.

— Zeus estúpido e suas vassouras estúpidas – resmungou antes de notar um grande cavalo esquelético negro com asas majestosas a poucos metros de distância. Um cavalo esquelético alado? Como Zeus, Poseidon e o meu Pai evitaram matar um ao outro tempo o suficiente para criar isso?

— Olá – saúda, dando-lhe um pequeno sorriso. Ele era verdadeiramente lindo. O cavalo se vira para Nico e faz uma pequena reverência, provavelmente reconhecendo-o como filho da morte. Nico cuidadosamente se aproxima e começa a acariciar seus belos ossos.


•••

Quando voltou ao castelo, Will e Kat estavam o esperando na sala comunal da Lufa-lufa.

— Em primeiro lugar, como você voou para a Inglaterra sem ser morto? – Will pergunta.

— Eu usei uma chave de portal – encolhe os ombros.

— Eu vou fingir que sei o que é isso – Will suspira.

— Eu queria ter uma câmera. Você tentando voar foi realmente hilário – Kat ri.

Nico suspira. – Por que suspeito que você voou maravilhosamente bem?

— Porque eu tenho talento natural – ela diz com um sorriso.

— Somos dois – Will concorda, com um sorriso de cegar os olhos.

— Vocês viram isso? – Susana pergunta, sinalizando para se juntarem a ela.

— O quê? – Nico questiona, inspecionando o jornal que estava em sua mão.

— Gringotes foi invadida – ela exclama.

— Eu pensei que era impossível – o menino murmura.

— Aparentemente não. Alguém tentou entrar no cofre 713, mas já havia sido esvaziado – explica Susana.

Não foi o cofre que Hagrid visitou? O que quer que eles tentaram roubar, era importante o suficiente para Dumbledore ter que pedir a Hagrid para removê-lo.