Secrets Weapons
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Pov. Melanie
Acordamos pela manhã, e fomos para a nossa rotina do dia, preparar o café... Entre outras coisas.
Estava eu regando o jardim, quando vi no horizonte um ponto preto em que não me era familiar, encarei por um tempo, mas era tão pequeno que chegava a ser insignificante. E então cheguei a conclusão que era só uma miragem e voltei aos meus afazeres.
Rebecca estava preparando o almoço, eu conseguia sentir o cheiro delicioso seduzindo o meu nariz, me levando, quase inconscientemente até a cozinha, parando no balcão para observar. Comemos. A louça ficou, como de costume, por minha conta. E enquanto eu lavava, senti a necessidade de comentar:
— Eu vi uma miragem hoje. Enquanto regava as plantas.
Minha irmã me olhou confusa, como se duvidasse da minha sanidade
— Pensei que só acontecesse no deserto.
— Eu também pensei... — Meu pensamento foi interrompido por um som... Por mais que fraco, marcante. O que nos fez ficar confusas. Afinal, os únicos sons que conhecíamos era os feitos por nós mesmos.
Olhei para ela no mesmo tempo que ela me encarou.
De novo o mesmo barulho. Como se algo pesado se arrastasse pela areia.
Ficamos imóveis. Sem conseguir se mover, esperando mais algum som.
E lá de fora escutamos uma voz totalmente diferente. Alta e brava. — Mas que coisa! Caramba! — Um arrepio súbito subiu pela minha espinha, me obrigando a me aproximar da janela em frente a casa, com cuidado e abaixada minha irmã me seguia.
Quando meus olhos encontraram a anormalidade no meu jardim minhas pernas tremeram e sentamos no chão instintivamente nos escondendo.
Pessoas. Não as da televisão nem os milhares que imaginamos quando crianças, mas pessoas de verdade.
Desespero se instalou nos nossos olhares, o medo do desconhecido me impedia de fazer qualquer movimento. Os barulhos lá fora continuavam, temia que parassem de se importar com eles mesmo e observassem a casa, e pior, nós. Estava entrando em pleno choque quando sinto uma mão apertar a minha.
— Melanie, as armas — É claro. Era o pensamento mais lógico. Tínhamos que nos defender. E apesar do medo. Determinação também era notada.
— Sim. As armas.
Levantamos correndo em direção da sala de armas, que até hoje, pouco nos serviu. No caminho, pensava um pouco mais na cena que eu vira pela janela. Três rapazes aparentemente acabados, roupa suja e rasgada, quase como se nao soubessem o que significasse civilização.
Todos os três saindo de uma canoa que parecia ter mais buracos do que madeira, molhados, reclamando aos céus da sua desgraça. Isso me deu um pouco mais de confiança quando senti o rumo que nosso plano estava tomando.
Em minha frente uma parede cheia dos mais diferentes tipos de armas, com cores e tamanhos diferentes. Com as quais eu não tinha a mínima experiência.
Peguei aquela que chamou mais a minha atenção, e obviamente a mais lógica. Não queria que se aproximassem, então minha escolha foi uma arma de longo alcance. Um arco. Olhei ao lado e minha irmã de forma mais bruta estava ao meu lado avaliando as duas espadas idênticas que tinha na mão.
Apartir dai nos enchemos de armas, adotei uma adaga no meu cinto e a cesta de flechas nas costas.
Minha irmã olhando para o meu arco, pegou também duas pistolas, também idênticas e colocou-as na cintura.
Olhamos uma para outra, e fomos em direção da sala novamente.
Formamos silenciosamente uma barricada com nossas poltronas e sofá, sempre atentas com a movimentação do lado de fora, que para nosso desespero, estava acalmando.
Ficamos em silêncio, atentas para ouvir o que estava acontecendo do lado de fora.
— Então é isso? Vamos entrar? — Céus!
Nos olhamos rapidamente, encarando a porta novamente, com as nossas armas a postos, e apesar das mãos tremendo, pronta para atirar em qualquer um que entrasse na sala.
— Claro, não ouso colocar um casco dentro desse barco.
Passos nervosos dirigiam exatamente para a nossa casa, estavam próximos a porta, passando pelo hall e subindo a escada, quando já estava pronta para preparar meu arco os passos cessaram abruptamente. Meu coração pulou uma batida.
— Não seja tão descuidado Jupert, lembre se da última vez — Essa voz era um pouco mais séria e rouca do que a anterior.
Olhei para a minha irmã e gesticulei com os lábios, "Ultima vez?", ela me respondeu com o dar de ombros, como se também não soubesse. Será que eles invadiam as casas de muitas pessoas?
— Devemos ser bem mais cuidadosos — Toc toc toc.
Meus músculos enrijeceram, minha voz não saia da garganta passou um minuto de silêncio mortal, quando se ouve mais uma vez uma batida do lado de fora da casa.
— Ei, tem alguém em casa?- Silêncio — Não tem ninguém aqui, vamos logo arrombar essa porta e descansar uma noite aqui...
E antes que sua mão terminasse de girar a maçaneta, minha irmã deu um grito de choque.
— Parado aí mesmo!!! — Percebendo o que fez, olhou para mim em desespero.... Podia muito bem traduzir seu rosto com o puro pensamento "e agora ?". Sem se deixar ser interrompida, com uma voz muito mais trêmula e menos confiante continuou — Quem... Quem esta... — Antes mesmo de terminar sua frase, a porta foi aberta inesperadamente por um alguém que eu duvidava poder chamar de pessoa.
— Garotas!!!!
A voz vinha de um corpo aparentemente normal, claro, que se não fosse pelas suas pernas que tinham desencadeado um crescimento absurdo de pêlos e pêlos seus pés deformados que mais pareciam cascos, olhando atentamente, na sua cabeça também haviam pequenos chifres que poderiam ser confundidos com presilhas decorativas no meio dos cabelos cacheados do mesmo.
— Jupert ! Seu idiota! Nós não falamos para você esperar? Seu maníaco pervertido!
Assim, mais dois corpos, aparentemente normais entraram pela porta, invadindo nossa sala e dando de cara com a nossa barricada, nos olharam meio desconfiados, abriram a boca para falar qualquer coisa enquanto analisavam a situação em que estávamos, mas antes de que dissessem qualquer coisa:
Começamos a gritar e atirar.
FIM DO CAPÍTULO 2
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