Secrets Of a Life

Capítulo 66 - O meu pai


Edward (PDV)

Nos dias seguinte, não foi possível voltar a nossa rotina como já era previsto. Fizemos questão de ir a delegacia acompanhar de perto as investigações, mas nada foi descoberto. A impressão que tínhamos era que os policiais não faziam o bastante, deixando minha família e u cada vez mais aflitos. Como se não bastasse, havia outra coisa que andava me preocupando no momento, era a Bella, e o modo como ela estava reagindo. Havia passado três dias desde o rapto do nosso filho e ela mal comia, sem falar das suas caminhadas noturnas que ela andava fazendo.

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(...)

Passei o dia na delegacia, enquanto Bella distribuía cartazes pela cidade. A noite jantamos em silêncio, como todos os dias, Bella colocou Alice para dormir e eu fiquei na sala esperando o sono chegar, até que vi meu anjo enrolada em uma manta de Carlisle e indo em direção a porta.

- Bella? – falei mas ela não respondeu. – Bella aonde vai? – perguntei, mas ela saiu porta a fora sem emitir um único som.

A segui em silêncio para ver até onde ela iria dessa vez. E não me surpreendi ao vê-la caminhando até chegar ao local onde ele encontrou a toca de nosso filho.

- Bella, vem, volta comigo. – falei me aproximando.

- Eu não posso, e se ele aparecer eu tenho que estar atenta Edward.- Ela falou com o olhar vago.

- Ok, agorra venha comigo... está frrio. – falei abraçando-a.

- Eu só quero meu filho de volta Edward, só isso. – ela falou encostando o rosto em meu peito.

- Eu sei meu amorr, eu também o quero de volta, e a polícia está investigando, logo terremos notícia você vai ver...

- Eles não vão encontra-lo Edward, e eu não posso ficar sem meu filho! – Ela falou aos prantos. - Me diz, o que nós vamos fazer?

- Nós vamos fazer o possível, agorra venha, antes que fique doente.

Ela não disse nada, só me deixou guia-la até em casa. Onde finalmente dormiu depois de tomar um de seus comprimidos.

(...)

No dia seguinte, levantei decidido a fazer algo, e ainda que isso não fosse do meu agrado me preparei para a única atitude da qual não imaginei fazer nem tão cedo. Ligar para o meu pai.

- Alô pai?

- Edward...

- Sei que a muito não nos falamos... e o Sr. sabe que eu não ligaria se não fosse importante... - eu comecei mas ele me interrompeu.

- Edward você só precisa dizer que quer a minha ajuda, e eu farei o possível para estar aí o quanto antes.

O nó na minha garganta roubou minhas palavras, e eu lembrei que o que realmente importava, não era os problemas que tinha com meu pai, tão pouco o meu orgulho ferido, e sim a sobrevivência do meu filho.

- Pai... preciso da sua ajuda.