Notas iniciais
Desculpem a demora gente, mas é que este capítulo foi mais complicado de escrever devido às novas informações... Então prestem bastante atenção, celto (não é erro de gramática, considerem uma marca minha)? Boa leitura!

CAPÍTULO 37 – MRS. BLACK?

“Srta Black?”

– 26 DE JULHO DE 1997 —

VIOLET EILEEN: A ESCOLHIDA DAS TREVAS

Por Rita Skeeter.

Caros leitores, todos sabem das novidades que andam cercando o mundo bruxo ultimamente e dos rumores de possíveis salvações. Acho que se lembram quando, há meses atrás, uma matéria sobre “A Escolhida” foi publicada por este humilde jornal, revelando que a única pessoa capaz de determinar o destino do mundo bruxo era nada mais nada menos que Violet Eileen Snape, a Princesinha Mestiça da Sonserina.

Violet sempre nos encantou com seu jeito rebelde e impulsivo, e graças à ele venceu a Taça do Torneio Tribruxo e entrou para a história. Entretanto, todos nós nos compadecemos com as tristes notícias recentes de que o pai da sonserina era um traidor e chegamos a sentir pena de Violet Snape, que sofria com a perda.

Mas não se enganem. Violet Snape ainda guarda muitos segredos.

Recentemente me foi enviado alguns arquivos reveladores que provam que a Srta Snape não é quem diz ser, e que seu passado é mais sujo que o do pai.

Todos nós sabemos que a garota foi abandonada pela mãe biológica, Lillian Potter, assim que nasceu e que só teve contato com o pai, Severo Snape, após os 14 anos. Mas alguém sabe onde Violet Snape esteve nesse intervalo de tempo? É de conhecimento geral que a garota foi adotada aos cinco anos por uma mulher que a educou até seu ingresso em Hogwarts, mas ninguém soube a identidade dessa mulher.

Fico extasiada em lhes dizer, caros leitores, que hoje acabam as mentiras.

Violet Eileen Evans Prince Snape é, na verdade, Violet Eileen Prince Snape Black, a única herdeira de dois dos maiores Impérios do mundo bruxo, adotada por Bellatrix Black, conhecida por seus feitos como “Comensal Lestrange”, a mais cruel e fiel serva de Você-Sabe-Quem. A garota foi educada desde criança para se tornar uma arma ao lado das trevas e, provavelmente, sabe todos os feitiços que um Comensal deveria saber.

A única esperança que ainda tínhamos acaba de ruir. ‘A Escolhida’ é filha do assassino de Alvo Dumbledore e, como se não bastasse, foi criada pela cruel Comensal Lestrange. Não podemos nos esquecer, é claro, que Violet Eileen nutria forte amizade por Draco Malfoy, envolvido diretamente nos feitos das trevas e filho de Lucio Malfoy, comensal atualmente preso em Azkaban. Sem contar Sirius Black, assassino em série responsável pelo ataque à casa dos Potter, comensal foragido há meses e, provavelmente, ligado à garota sonserina.

Devemos realmente confiar a uma adolescente de apenas dezessete anos o futuro do mundo bruxo? Somos obrigados a acreditar que uma pessoa com tantos laços familiares com as trevas possa ser a nossa única salvação?

Uma coisa lhes garanto: Violet Black é uma farsa.

– Eu não acredito... – sussurrou Violet surpresa segurando o exemplar do jornal em suas mãos – Como Rita Skeeter descobriu tudo isso?!

– Essa é uma boa pergunta... – respondeu Moody seriamente.

– Eu não entendo... Pensei que só a Sra Seyfried, você, Sirius, Jullie, Lupin e Dora soubessem da história! – exclamou Violet irritada – Como essa mulher consegue tanta informação?!

– Arquivo Geral dos bruxos. – respondeu Meryl entrando na sala.

– O que?

– O arquivo onde ficam anotados os nomes de todos os bruxos é separado por famílias em ordem alfabética, mas ontem desapareceram três registros. Black, Prince, Snape e Potter. — continuou sentando-se – Riddle está recolhendo todas as informações possíveis sobre você e seu irmão, e parece que ele descobriu sua recente mudança de nome.

– E a Skeeter?

– É uma parasita. – comentou Pierce – Esse artigo está claramente pondo em dúvida seu caráter... É isso que o Riddle quer, te desacreditar perante o mundo bruxo para ficar mais fácil de te capturar.

– E o plano perfeito é contar para todos que sou na verdade uma Black?

– Agora você tem laços familiares com os Comensais mais cruéis conhecidos: Bellatrix Lestrange, Sirius Black e Severo Snape. Ninguém vai ajudar alguém com essas conexões...

– Ótimo... Como se eu precisasse de mais essa! – suspirou Violet.

– Violet, eu não vim até aqui apenas para ver a Sophie e comentar essa matéria... Precisamos conversar, à sós. – avisou encarando os outros que estavam na sala.

– Daqui eu não saio. – respondeu Alastor.

– Vamos ao meu quarto então... – disse Violet levantando-se.

Os que ficaram na sala estranharam a atitude da Ministra, mas não disseram nada quando a loira seguiu Violet até o andar de cima, onde se trancaram no quarto.

– Aconteceu alguma coisa? – continuou Violet sentando-se em sua cama enquanto Meryl acomodava-se em uma cadeira ao seu lado.

– Dumbledore deixou um testamento, mas por questões burocráticas do Ministério a leitura só foi autorizada ontem à tarde... – começou abrindo a bolsa e pegando um envelope pardo. – Ele deixou a maior parte de suas coisas para Hogwarts e contribuiu com pesquisas que irão nos ajudar muito, mas também deixou quatro beneficiários e você é um deles.

– Mas... Nós nem éramos próximos ou algo assim.

– “Para Violet Black, deixo meu livro favorito na infância, na esperança de que ela encontre o que precisar em suas preciosas páginas.” – leu a mulher entregando um pequeno e grosso livro, já amarelado e gasto. – Olhe, como membro da Ordem você sabe por quem luto, mas como Ministra eu preciso te fazer algumas perguntas... Por que acha que Dumbledore te deixou esse livro?

– Eu... Não faço ideia... Talvez acreditasse que eu iria gostar?

– E você gostou?

– Claro! É uma edição completa de Feitiços Complexos! – respondeu sorrindo.

– Acha que possa ter algum recado ou instrução dele neste livro?

– Posso parecer um pouco grossa mas... Se o Ministério não encontrou nada esse tempo todo, como eu vou encontrar?

– Tudo bem, mas sabe que se encontrar alguma deve dizer à Ordem não sabe? – disse frisando a última palavra – Se tiver qualquer pista de Dumbledore, precisa nos contar Violet...

– Sim, eu sei... Se eu encontrar alguma coisa falo com o Alastor. – garantiu. – Quem foram os outros beneficiários de Dumbledore?

– Weasley, Granger e Potter. – respondeu levantando-se.

– Espera, eles receberam o quê? – perguntou Violet, recebendo um olhar curioso de Meryl, que estranhou o interesse.

– Weasley recebeu um Desiluminador, Granger um livro de contos e Potter o Pomo de Ouro que capturou em seu primeiro jogo de Quadribol em Hogwarts, além da espada de Godric Gryffindor, mas por ser propriedade privada da Escola e do Ministério, não poderá ficar com ela.

– Ao que parece ele deixou apenas objetos com valor sentimental para nós quatro... Bom, talvez não para o Rony, mas mesmo assim... – riu.

– Claro... – respondeu desconfiada – Agora preciso ir. Aproveite o livro Violet...

– Obrigada Sra Seyfried. – sorriu enquanto a Ministra saia do quarto para, meio segundo depois, as meninas entrarem.

– E então? O que minha mãe queria com você?

– Dumbledore... – começou analisando o livro em suas mãos – Ele deixou um testamento e eu sou uma das beneficiárias. Ele me deu um livro de Feitiços Complexos “de sua infância”.

– Um livro? Que estranho... – comentou Mary – E você sabe quem mais recebeu “herança”?

– Harry, Ron e Hermione. Tenho certeza que ele deixou algum tipo de mensagem escondida que vai nos ajudar… Dumbledore não faz nada em vão.

– Deve ser… Mas se demorou tanto para executarem o testamento, é porque o Ministério analisou minuciosamente, não é? E se o Ministério não encontrou...

– Sim, sua mãe me falou... – concordou Violet – E o mais estranho é que no testamento ele me chama de Violet Black! Será que ele sabia que alguém deixaria escapar depois de sua morte?

– Como ele sabia que você seria chamada de Srta Black depois que ele morresse? Isso é muito estranho...

O mundo bruxo estava em polvorosa com a novidade e acabou dividindo-se. Uma parte acreditou que Violet realmente estava predestinada a ser comensal e, assim como Draco Malfoy, seguiria os mesmos passos que o pai. Outros, entretanto, sentiam pena pelas conexões da garota e sua falta de sorte. Mas o sentimento que predominou foi realmente o medo. Se a Escolhida era filha de comensais, quem iria garantir que ela também não se tornasse uma e destruísse o mundo bruxo?

Violet, por sua vez, revirou o livro de todas as formas possíveis e leu todas as páginas e anotações, mas nada lhe chamou atenção, fora os excelentes feitiços que ela certamente tentaria mais tarde.

– Nada? – perguntou Alessa sentada em uma poltrona enquanto Violet deitava no sofá e Tonks conversava com Remo.

– Não... Se ele escondeu alguma pista aqui, foi muito bem feito... – suspirou Violet correndo os olhos por toda a extensão da página. – Não tem nada além de feitiços, muito bons por sinal, desenhos e... – disse, porém, nesse momento algo veio à sua mente ao observar a imagem de um anel ao lado do número da folha. – Desenhos...

– O quê? – perguntou Alessa, chamando a atenção de Tonks e Remo, que logo pararam de conversar para ouvir. Violet então passou as próximas páginas e percebeu um padrão, que parecia óbvio naquele momento.

– Esse feitiço é incrível! Temos que testar no Sirius... – respondeu sorrindo e levantando-se rapidamente – Alessa, vem comigo...

– O que vão fazer com o Sirius dessa vez? – interrompeu Lupin desconfiado.

– Apenas uma brincadeirinha... As coisas estão muito paradas depois do casamento. – justificou-se Violet com um sorriso travesso.

– Deixe as meninas Remo, será divertido... – debochou Tonks.

– Só não abusem certo?

– Pode deixar! – garantiu a morena subindo as escadas correndo e seguida por uma Alessa confusa. Logo Violet abriu a porta do quarto e, após entrar com a ruiva, trancou a porta. – Abaffiato! – sibilou chamando a atenção de Sophie, que escrevia, e Mary, que lia três livros ao mesmo tempo.

– O que aconteceu? – perguntou Mary.

– Eu já sei por que Dumbledore me deixou esse livro. – respondeu ansiosa, abrindo o livro e colocando-o em cima da mesa – Olhem os desenhos ao lado dos números das próximas sete páginas e me digam o que veem.

– Desenhos? – disse Alessa segundos depois como se fosse óbvio.

– Sim, mas não qualquer desenho... Olhem: um diário “sangrando”, um anel cortado, um medalhão, uma taça, um raio, um colar, uma cobra e um rosto... – disse apontando cada um dos desenhos.

– Horcruxes! – adivinhou Mary espantada.

– Quando Harry destruiu o diário de Tom Riddle, disse que uma espécie de gosma negra saiu das folhas... Como se estivesse sangrando. – disse apontando o primeiro desenho e logo virando a página – O anel é obviamente o dos Gaunt e Dumbledore aparentemente conseguiu destruir, o medalhão é o que o Rég roubou, a taça parece ser a mesma que Harry viu nas memórias do Riddle, a taça de Helga Hufflepuff, a cobra é Nagini e o rosto é o próprio Voldemort.

– Mas e o raio e o colar?

– Sua mãe disse que Dumbledore deixou a espada de Godric Gryffindor para o Harry, mas como é propriedade da escola, não pode ser herdado... – começou Violet juntando as peças do quebra-cabeça – Pensem comigo... Voldemort transformou objetos dos fundadores de Hogwarts em Horcrux: o medalhão de Slytherin e a taça de Hufflepuff. A espada de Gryffindor de algum modo vai nos ajudar, já que Dumbledore deixou para o Harry... Logo...

– O colar ou o raio devem representar Helena Ravenclaw. – completou Alessa.

– Exato. – concordou sorrindo. – Só precisamos encontrar esses objetos...

– Para isso temos um começo. Estávamos fazendo umas pesquisas... – disse Sophie pegando um caderno de anotações sobre a mesa – E vocês não vão acreditar no que descobrimos... O bilhete de quem roubou o medalhão estava assinado por Régulus Black, que teoricamente está morto...

Teoricamente? – repetiu Alessa – Mas o Sirius disse que o irmão morreu...

– Não tem muitos registros dele depois que saiu de Hogwarts, mas eu descobri que em 1978 aconteceu uma festa para reunir a “velha guarda” da escola, e só para constar, você foi concebida nessa noite Violet.

– Ah, obrigada por esse detalhe... – debochou.

– Continuando... Sirius estava um pouco bêbado ontem e aproveitamos para perguntar da família Black. Segundo ele, Régulus estava diferente nessa festa, quase não falou com os velhos amigos e cada vez que encontrava Bellatrix, recebia um olhar assassino...

– Então deduzimos que foi nessa época que ele descobriu sobre as Horcruxes e roubou o medalhão. Por isso se afastou dos outros, ele já não era um comensal e não compartilhava dos mesmos ideais. – continuou Sophie – Voldemort descobriu e deu um jeito de acabar com o “rebelde” da turma.

Assassinato. – completou Alessa.

– Isso. De acordo com Sirius, Régulus simplesmente desapareceu em janeiro de 1979 e um mês depois foi dado como morto. Mas o corpo nunca foi encontrado e o funeral não foi feito. Alguém falou que Régulus Arcturos Black estava morto e logo a sociedade bruxa inteira acreditava nisso.

– Ou seja, se não há corpo, não há evidências, e se não há evidências...

– Régulus Black pode estar vivo, guardando o medalhão. – completou Mary.

– Mas... Ele era um comensal, se estivesse vivo Voldemort já tinha encontrado...

– E se tudo não passou de um jogo de Voldemort para proteger a horcrux que ele mais gostava? – perguntou Sophie retoricamente – Ele pode ter desconfiado que um dia Dumbledore saberia do medalhão e resolveu dar um jeito. Entregou a horcrux à Régulus, deixou uma falsa no lugar e com um bilhete dizendo que a verdadeira seria destruída. Depois forjou a morte dele e o fez desaparecer, com o medalhão em segurança.

– Ou Régulus realmente conseguiu fugir vivo e escondeu o medalhão. Mas a primeira hipótese é mais provável...

– Caramba... – surpreendeu-se Alessa – Isso chega a ser surreal!

– Eu sei, mas é nossa melhor opção. Temos que encontrar o irmão do Sirius e pegar esse medalhão. É a primeira Horcrux que vamos procurar.

– Certo... E como vamos fazer isso?

– Então... Eu consegui pegar alguns livros na biblioteca particular da minha mãe e a Sophie também. Nós levamos para a Toca e, graças à Hermione, encontramos uma poção capaz de localizar objetos carregados com energia das trevas, nesse caso, Horcruxes.

– Isso realmente existe?! – surpreendeu-se Violet – E como é?

– É melhor deixar para quando sairmos, é perigoso falar tudo aqui... – respondeu Mary – E... Violet, descobrimos também uma coisa sobre o Internato onde você cresceu... – disse olhando Sophie com a expressão repentinamente séria e um tanto preocupada.

– O quê?

– Lembra que você comentou que o Castelo onde foi construído o Internato era uma antiga escola de magia e estava rodeada de feitiços de proteção que impediam qualquer pessoa de ser localizada nas redondezas e que poderíamos ir para lá?

– Sim...

– Você estava certa. – respondeu Sophie calmamente – Mas tem muito mais coisa nessa história, coisas que nós nunca imaginamos que existissem...

– Certo, agora estão me preocupando... O que descobriram?

– O castelo realmente foi uma escola de magia, mas não qualquer escola... – continuou Mary após suspirar – Era um Instituto celta de Magia das Trevas que ficou conhecido por quase todos os aurores. Instituto Tenebrarum.

– Isso... É sério? O castelo já foi uma escola das trevas?!

– Eu encontrei em um dos livros da biblioteca da minha mãe e perguntei qual era a história, ela me disse coisas assustadoras... – começou Mary – Para começar, esse Instituto foi fundado por Gorony Pendragon.

– Espera, Pendragon? Isso significa que Morgana... – surpreendeu-se Violet.

– Não, ela não tem nada a ver com essa história. – respondeu Sophie – Enfim... Acho que deve saber que Gellert Grindelwald foi um dos mais terríveis bruxos das trevas que já apareceram e que causou um verdadeiro terror por boa parte da Europa, mas nunca na Grã-Bretanha. Acontece que, em uma de suas viagens para formar seu exército, conheceu Gorony Pendragon, que demonstrava uma incrível sede pelos mesmos ideais que Gellert. Juntos, tiveram a ideia de criar uma escola onde pudessem treinar os filhos desses bruxos das trevas e prepará-los para que, quando crescessem, se juntassem a eles.

– Por que isso me parece familiar? – ironizou Violet, já imaginando aonde chegaria aquela história.

– Foi então que Pendragon construiu um Castelo aos moldes de Hogwarts, mas ninguém poderia saber o que pretendiam, então, cercaram esse castelo de todos os feitiços de proteção que se possa imaginar. – continuou Mary – Com a ajuda da magia, em poucos dias já tinham o lugar perfeito, cheio de corredores e salas, passagens secretas para que controlassem os alunos e um grande salão subterrâneo para os treinos. As paredes eram reforçadas e as janelas inquebráveis.

– Resumindo: um lugar indestrutível. – completou Sophie – Grindelwald então passou a recrutar os filhos de seus “seguidores” e os mandou para uma escola que prometia preparar essas crianças para um futuro brilhante. Quando tinham um número razoável de alunos, selaram um acordo e fizeram o Feitiço do Fiel, ou seja, nenhum trouxa ou bruxo poderia encontrar o castelo.

– Enquanto Grindelwald conquistava os países europeus, Pendragon passou a ensinar magia das trevas para as crianças todas as tardes, e para evitar que algo desse errado, assim que o treino acabasse eram todas obliviadas e mandadas para a cama. De manhã, brincavam normalmente e, logo depois do almoço, descobriam que eram bruxas e aprendiam magia.

– Assim essas crianças cresciam sabendo todos os feitiços que possam existir e, dias antes de deixarem o Instituto, eram novamente obliviadas e esqueciam que um dia foram àquela escola. Quando eram recrutados por Grindelwald, simplesmente sabiam o que fazer.

– Funcionava como uma espécie de lavagem cerebral infantil. – completou Mary.

– Isso é horrível! – surpreendeu-se Alessa.

– Depois que Dumbledore derrotou Grindelwald, Pendragon não tinha mais um exército para abastecer, mas sim uma sede de poder incrivelmente grande e resolveu continuar com o seu “trabalho”. Ele se casou, é claro, teve filhos... Mas nada o impediu.

– Então ele morreu “misteriosamente” após Voldemort começar sua onda de terror e a escola, com novos diretores, passou a alimentar os comensais. Os anos de magia negra praticada ao redor do castelo formaram uma espécie de barreira tão forte que confunde qualquer meio de localizar pessoas, tornando-as incomunicáveis. Magia nenhuma é capaz de derrubar essa proteção.

– Minha mãe disse que a escola só foi realmente desativada... – começou Sophie com cautela — ...três anos atrás, quando o Ministro descobriu que ele ainda existia e mandou que dois membros do Ministério fossem verificar. Comprovado, o diretor foi mandado à Azkaban e recebeu o beijo do dementador dias depois.

– Isso quer dizer que...

– Você foi uma das muitas crianças educadas no Instituto Tenebrarum. – respondeu Mary – Por isso que todas as matérias ensinadas em Hogwarts eram fáceis para você. Bastava ler uma vez que já gravava tudo na memória e dominava o assunto.

– Assim como todas as crianças do Instituto, você aprendeu magia desde que entrou no “Internato”, e à noite era obliviada. Quando Bellatrix começou a te ensinar magia, ela apenas passou os feitiços mais pesados enquanto os outros aprendiam no salão subterrâneo.

– Um pouco antes de deixar o Internato, alguém te obliviou e você simplesmente esqueceu que existia um Instituto Tenebrarum e seguiu acreditando que fora exclusivamente Bellatrix quem te ensinou tudo. – continuou Mary. – Quando vê alguma matéria que já aprendeu no Instituto, sua memória já sabe o que fazer e como fazer, mas também têm grandes buracos nas suas infâncias...

– Eu... Eu fui obliviada todos os dias por anos?! – exclamou nervosa – Então aquele...lugar...era protegido de tudo?

– Nem mesmo o Ministério poderia descobrir caso alguém usasse as maldições da Morte ali, por exemplo... E Voldemort não poderia sentir magia nessa área, justamente pela interferência da Magia Negra impregnada no Castelo.

– Violet... – começou Mary claramente preocupada – Você nos disse uma vez que sabia quais eram e como usar as Maldições Imperdoáveis... E você podia ver testrálios muito antes de o Cedrico morrer na sua frente...

– Mary... – pediu Violet nervosa.

– Por que você vê testrálios?

Violet então encarou as três garotas à sua frente e, percebendo que não poderia esconder esse segredo por muito tempo, respirou fundo e disse a verdade.

– Digamos que... O aluno não pode se limitar a observar seu professor. – respondeu simplesmente.

– Você...

– Eu tinha treze anos e Bellatrix me falou que já estava na hora de eu ir à Hogwarts, mas antes precisava provar que era boa e passar por um último teste... – começou a explicar com pequenas lágrimas em seu rosto pelas lembranças. – Ela fez exatamente a mesma coisa que Rodolphus quando se passou pelo Alastor, e depois era a minha vez.

– Aranhas? – perguntou Sophie aliviada.

– Coelhos. – respondeu Violet – Comecei com a Imperius... Eu consegui que ele andasse em duas patas, que subisse em árvores e até mesmo se fingisse de morto... Depois lancei a Cruciatus. – disse chorando – Ele se contorcia tanto! Fazia uns sons estranhos, como se estivesse gritando...pedindo... Eu não conseguia terminar o teste, mas então Bellatrix disse que eu precisava ser forte como ela. E eu fui.

– Merlin! Violet, você já... Já...

– Vocês nunca se perguntaram como eu consegui resistir às maldições de Voldemort no cemitério? – perguntou limpando suas lágrimas – Bellatrix me ensinou tudo que eu deveria saber sobre cada uma das três e exigia que eu conseguisse resistir a todas. Eu senti a Imperius e a Cruciatus por meses até resistir completamente.

– Ela testava as Maldições em você? Uma criança? – perguntou Alessa incrédula.

– Posso dizer que, apesar de tudo, foi graças a ela que consegui resistir às que Voldemort lançou... Por um segundo perdi o controle de mim mesma e cheguei a sentir a dor quadruplicada que ele me proporcionava. As Maldições de Bellatrix não chegavam aos pés das de Voldemort.

– Eu... Eu ainda não consigo acreditar... – sussurrou Sophie.

– Vocês disseram que o Castelo foi abandonado e que podemos ir para lá, mas têm certeza que é seguro? – perguntou Violet mudando rapidamente de assunto – Se a Bellatrix me colocou nesse Instituto, Voldemort também sabe onde fica!

– Pode ser... – respondeu Mary, aliviada pela mudança no assunto – Mas ninguém sabe que esse Instituto realmente existiu e muito menos onde fica. Voldemort não iria gastar comensais que poderiam estar nos vigiando para guardar um castelo velho que só pode ser visto por alguém que já esteve lá.

– Eu morei lá.

– Sim, mas ele nunca vai desconfiar que você já sabe o que realmente foi o Instituto, para ele, você acredita que foi apenas um Internato onde passou as piores lembranças de sua infância... – explicou Mary – E exatamente por você ter morado lá, sabe onde fica e pode nos levar.

– Sem contar que quando você anotou o endereço do Internato e me deu, todos que leram podem ver o castelo... Exatamente como acontece com essa casa.

– Certo... E como vamos para lá? Porque eu acho difícil não notarem oito pessoas saírem da festa de casamento. – ironizou a ruiva.

– Eu falei com a senhora Weasley e ela disse que Harry vai disfarçado de Barny Weasley, primo distante deles. – começou Sophie – Você também vai tomar a Poção Polissuco Violet, e provavelmente será da família da Fleur. Ou seja, loira, branca como papel, olhos verdes, metida, egocêntrica...

– Tá, eu já entendi. – interrompeu – E...?

E, Alessa vai fingir que se interessou pelo novo ruivo Weasley e vai grudar nele a noite toda. – continuou Mary sorrindo enquanto Alessa fazia careta – É ruiva com ruivo, ninguém vai notar!

– Ah, claro que não... – ironizou.

– Enfim, você vai ficar com o Harry, Rony e Hermione, enquanto eu e a Mary ficaremos com o Vitor.

– E eu?

– Você vai ficar inicialmente com os Delacour, mas depois a Fleur vai te apresentar à Saoirse que vai te levar para sentar com a gente. – explicou Mary. – Vamos embora depois do bolo. Primeiro vamos nós três com o Vitor e depois de alguns minutos Alessa vai com o Harry e os outros.

– O plano é o Vitor aparatar com a gente até uma estação de trem trouxa, vamos entrar nesse trem e descer algumas estações depois, onde um carro nos espera. Aí é só dirigir até o Instituto. – explicou Sophie – Vamos ficar no salão subterrâneo.

– E desde quando o Vitor sabe dirigir carros trouxas?

– Ele começou a aprender quando disse que ia com a gente. Mas enfim, Rony também sabe dirigir, então o plano para o outro grupo é o mesmo. – continuou Sophie – Caso algo dê errado, o grupo que chegar primeiro só vai esperar dois dias, se o outro não chegar, vai começar a missão.

– Mas e a poção localizadora? Vamos precisar dos dois grupos não é? – perguntou Violet.

– Não, só precisamos de você. – respondeu Sophie – Por isso a poção ficou comigo e com a Mary. Mas não pergunte, só vamos falar tudo quando chegarmos ao Instituto e...

Meninas! O almoço está pronto! – gritou Jullie do outro lado da porta.

– Já vamos! – respondeu Alessa. – Viu porque não podemos falar disso aqui?

– Certo... Só tem uma coisa... Eu tenho mesmo que ser uma Delacour? – reclamou Violet descendo as escadas com as meninas.

Notas finais
Quantas informações! Rita Skeeter, e o mundo bruxo todo, já sabe que Violet é uma Black, ou seja... A partir de agora todos vão chamá-la de Srta Black. Tadinho do Snape, foi passado para trás! Kkkkkk Dumbledore foi mais bonzinho com a Violet... Deixou uma “lista” de todas as Horcruxes! Acho que sabem o que significam o raio e o “colar” certo? Temos trabalho pela frente! E antes que perguntem, sim! Régulus Black está vivo!!! Só não vou dizer se ele realmente fugiu de Voldemort ou se faz parte de um jogo do Lord das Trevas... Logo vão descobrir, prometo! “Uma poção capaz de localizar objetos carregados com energia das trevas.” Por enquanto essa é a única informação que vou dar sobre a busca das Horcruxes... E o que acharam da história obscura do Instituto Tenebrarum? Violet é sim talentosa, mas consegue pegar as matérias rapidamente porque já viu todas elas no Instituto... Ela vai se lembrar de tudo que aconteceu na infância, mas vai demorar bastante... Alguém aí imaginava que Violet já tinha matado? Casamento de Fleur & Gui: Violet irá disfarçada de prima da Fleur... Então já devem imaginar como ela ficará não é? Kkkkkkk --------------------- Capítulo 38 - Eu não posso! – repetiu chorando – Eles não merecem meu perdão, assim como não merecem que eu chore ou entre em depressão! - Por quê você insiste tanto em lembrar apenas dos momentos ruins e apaga da memória os bons? --------------------- Não percam o próximo hein! E não deixem de comentar! Quero saber o que vocês acharam sobre o passado da Violet... Bjjss e até a próxima!