Notas iniciais
Heyyy, voltei ‘orphanitas’ ^^ Então... Quem sabe o que tem dia 2 de setembro??

Capítulo 7 – September 2th

“2 de setembro”

– Violet – 2 de setembro de 1996 —

A próxima aula era a de DCAT, e todos estavam ansiosos e temerosos com o que os esperava. Como não estar, afinal? Meu pai era o professor mais assustador da escola!

Assim que entramos na sala percebemos o ar mais sombrio que pairava, as janelas fechadas e palavras escritas sobre a lousa. Meu pai entrou como costumava fazer, um verdadeiro morcego, e sentou-se em seu lugar, fez a chamada e começou a aula. Dava para ver em seus olhos o quanto ele amava as artes das trevas, e embora fosse estranho tamanho fascínio, fiquei ainda mais admirada com o modo que ele falava e tive que admitir: eu compartilhava de seu deslumbramento pelas artes das trevas.

– Então, o que achou da aula? – perguntou logo após a aula quando ficamos sozinhos.

– Você realmente gosta das Artes das Trevas, não é?

– A Arte das Trevas é muito mais que simples feitiços de defesa, é uma prática que requer esforço, um desafio...

– E você ama desafios, certo? – apostei.

– Exato. – concordou – Mas você parece receber isso muito bem...

– Talvez tenhamos mais coisas em comum do que pensa... – falei beijando-lhe a face – Até depois pai – sorri deixando a sala.

Eu deveria ir ao Salão Principal, mas antes fui até as masmorras e, assim que entrei no Salão Comunal, deparei-me com uma “comitiva” me esperando.

Surpresa! – gritou Sophie puxando-me para um abraço.

– Eu não acredito, vocês fizeram uma festa? – falei sendo novamente abraçada, dessa vez por Mary e em seguida Alessa.

O salão comunal estava repleto de gente e até mesmo Harry, Ron, Hermione e Luna estavam ali. Durante o resto do horário do almoço fui abraçada por cada um deles, Theo, Blás, Draco, Gemma e muitos outros da sonserina e grifinória. Tinha bolo, doces, sucos, cerveja amanteigada e muitos, muitos balões coloridos.

Blás fazia piadas o tempo todo e Theo o acompanhava, Sophie, Mary, Alessa e Gemma dançavam e se divertiam. Quanto à Draco, finalmente parecia estar de volta, ele ria, brincava, atrapalhava e até atazanava.

Um pouco antes de o sinal para a próxima aula bater, todos já deixavam o salão comunal e iam para suas salas, sobrando apenas as meninas e Luna, que parecia extremamente curiosa.

– Posso fazer uma pergunta? – indagou ela.

– Claro...

– Por que você odeia tanto a Lillian? Quero dizer, eu sei que ela te abandonou, mas você me disse uma vez que ela só fez isso porque um bruxo das trevas a obrigou com a Maldição Imperius...

– Eu... – comecei receosa — Eu a entendia, realmente entendia e acreditava que ela foi obrigada, mas depois eu descobri que ela não estava sob a Maldição Imperius e concordou em me entregar para a adoção de livre arbítrio... Acho que a perdoei, mas ainda dói... Dói muito saber que ela escolheu me abandonar e depois simplesmente me cortou de sua vida.

– Eu não quero me intrometer, mas acho que você poderia começar a superar isso... Viver com raiva não vai te levar a lugar algum.

– Eu sei Luna, eu sei, mas não dá! Por mais que eu tente, não consigo esquecer e não posso evitar sentir raiva... Lillian ainda é uma ferida aberta que não cicatriza.

– Eu sinto muito...

– Não sinta. – sorri – É melhor irmos não é?

– Claro, vamos.

Minha próxima aula era a de Hagrid, que novamente não deu uma de suas melhores aulas. O gigante era um grande amigo, mas infelizmente tinha que concordar que ele não era um bom professor.

Ao longo do dia recebi felicitações de muitas pessoas e até mesmo dos professores. Quando o jantar acabou e eu finalmente pensei que estaria livre para fazer a ronda no castelo e depois dormir, mas foi então que eu me lembrei que tinha uma reunião com o Clube do Slug.

Sophie e eu nos arrumamos e logo partimos para a sala particular do professor Slughorn, onde encontramos Blás, Córmaco McMillan, Harry e Hermione.

– Srta. Snape, Srta. Seyfried! Que bom que vieram... Muito bom... – começou Slughorn – Vamos, sentem-se, sentem-se... Bem, acho que já conhecem meus convidados, certo?

– Claro. – respondi sentando-me entre Blás e Córmaco.

– Muito bem, então... Srta. Seyfried, como estão seus pais? Há muito tempo não os vejo...

– Estão bem, obrigada.

– Sua mãe, Meryl, era ótima aluna, sabe... Muito espirituosa! – continuou Slughorn – Eu sempre soube que ela seria importante, oh sim...

– Ela também era do seu clube?

– Não, infelizmente não... Um grande erro, assumo. – lamentou – Mas a senhorita é parecida com ela... Talvez menos espirituosa, mas ainda assim parecida.

– Então... Violet, não é? – começou Córmaco.

– Sim.

– Eu soube que hoje é seu aniversário... Meus parabéns. Quantos anos? Dezesseis?

– Dezessete. – respondi.

– Você é muito bonita sabe, me lembro do baile de primavera... – sorriu galanteador – Estava linda!

– Obrigada, acho que meu parceiro também achou.

– Ah, com certeza... Vitor Krum. Ele é o novo instrutor de voo não é?

– É...

– Vocês devem aproveitar bastante... – riu maliciosamente.

Como ele se atreve?!

– Desculpe, mas não vejo onde isso é da sua conta.

Ohh, a felina tem língua afiada...

– Eu não diria felina, e sim serpente. – rebati séria – Serpentes são mais ágeis, astutas e sabem quando dar o bote.

A reunião estendeu-se por mais de uma hora e Slughorn não parava de fazer perguntas a respeito das boas “conexões” de Sophie e seu relacionamento com o herdeiro Malfoy, o que foi uma bênção, já que eu e Harry fomos completamente esquecidos. Córmaco, por sua vez, não me deixou em paz um minuto sequer.

– NARRAÇÃO –

Após longas horas de pura bajulação de Slughorn com Sophie, o jantar finalmente acabou. Todos se despediram e um a um deixaram a sala, sendo Violet a última ao lado de Sophie.

– Eu não acredito que ele fez isso... – dizia a loira inconformada – Ele realmente me comparou à minha mãe e ao mesmo tempo me desmereceu!

– Sophie, ele já é velho e faz de tudo para ter “joias” em seu acervo, não se preocupe com o que ele falou...

– Eu sei, mas é que ouço isso minha vida toda... – respondeu Sophie – Sempre fui comparada à minha mãe por causa dos olhos verdes, pele clara, cabelo loiro e traços do rosto. Mas também sempre ouvi que ela é mais audaciosa, mais geniosa e muito mais competitiva, mais forte e mais astuta que eu. Uma verdadeira sonserina. E quanto à mim? Sou tímida, fechada, delicada demais, menos forte e menos inteligente que ela. Até hoje não sei como vim parar na Sonserina. — suspirou

– Sophie...

– Não, não precisa. – sorriu — Eu vou tomar um banho, nos vemos depois?

– Claro... – concordou a morena enquanto a loira caminhava em direção às masmorras.

Infelizmente Violet tinha que concordar com Sophie. Viver sob a sombra dos pais era terrível, e sendo Meryl a Ministra da Magia, a situação ficava ainda pior. Os holofotes eram inevitáveis, mas as comparações também.

– O que faz fora do quarto à essa hora? Eu deveria te dar uma detenção...

– Mas não vai. – respondeu Violet sorrindo e virando-se – Ou vai?

– Sorte a sua que sou seu pai. – suspirou – Vem comigo...

Violet sorriu novamente e seguiu o pai através dos corredores das masmorras até entrarem em sua sala particular. Severo abriu uma das gavetas e dela tirou uma caixa quadrada negra enlaçada por um laço de fita branco. Com a caixa nas mãos, aproximou-se da filha e colocou o embrulho em suas mãos.

– Abra...

– Violet –

– Pai... Sabe que não precisava...

– Apenas abra. – repetiu ele.

Vagarosamente tirei o laço branco e destampei a caixa. Debaixo dos pedaços de papel fino encontrei uma espécie de caderno negro, com feixo em formato de serpente dourada e um nome escrito em tinta dourada e caligrafia delicada. Eileen Prince.

– Minha mãe adorava fotografias e costumava colecionar muitas de si mesma, os pais dela também faziam isso e, quando ela completou quinze anos, deram esse álbum para ela. – explicou meu pai – Achei que gostaria de ficar com ele...

– Sim, eu quero... – sorri.

– Mas esse não é meu presente.

– Não?

– Não. Olhe a caixa de novo...

Fiz o que pedi e encontrei um segundo livro dentro da caixa, porém, este era em tom azul marinho com o mesmo feixe de serpente prateada. Logo na borda, outro nome escrito em tinta prateada e caligrafia elegante. Violet Snape.

– Eu não sou adepto à fotografias, mas gostaria que fizesse o mesmo que ela. Guarde os melhores momentos nesse álbum, ele é seu.

– Então acho que sei qual será a primeira foto... – sorri colocando o álbum sobre a mesa.

– E qual é?

– Minha com meu pai. – respondi abraçando-o pela cintura e sendo rapidamente correspondida. – Obrigada... Eu adorei.

– Feliz Aniversário princesa... – falou beijando minha testa e abraçando-me mais forte.

– Posso fazer uma pergunta?

– Claro.

– Fiquei curiosa... Por que azul e não verde?

– Seus olhos. – respondeu passando a ponta dos dedos sobre minha bochecha – Você tem muita coisa verde, já os olhos... São duas grandes safiras, merecem destaque não?

– É, acho que sim... – sorri abraçando-o novamente.

– Agora vá dormir, certamente a noite será longa... – riu dando-me um último beijo e soltando-me.

Coloquei ambos os álbuns dentro da caixa e a tampei junto com o laço branco, acomodando-a em meus braços.

– Boa noite pai...

– Boa noite filha. – respondeu sorrindo, beijando minha testa e logo depois abrindo a porta de sua sala, de onde saí com um sorriso no rosto.

Eu sempre ouvi as pessoas falando que eu era uma cópia de Eileen Prince, mas nunca tive muito o que ver além de uma foto e um troféu na sala dos prêmios de quadribol. Aquele álbum seria uma forma de eu conhecer a mulher que tanto comparavam a mim, seria um pedaço de minha família que já morreu.

Eu estava muito feliz, mas antes que eu passasse pelo quadro que guardava a entrada para o Salão Comunal, senti mãos frias segurarem meu braço e puxarem-me para longe.

– Você sabe o que eu penso sobre isso, não sabe?

– Sei, mas eu gosto de te surpreender. – sorriu Vitor beijando meu rosto. – Prometo que será rápido, só quero te dar uma coisa...

– Isso não é justo, você vive me dando presentes e eu nem sei o dia do seu aniversário! – reclamei enquanto Vitor nos trancava em uma das salas.

– 10 de Janeiro. – respondeu – Mas falando de coisas mais interessantes... Eu comprei isso para você, e dessa vez fui eu, sozinho. – sorriu entregando-me uma pequena caixa vermelha.

Abri a caixa e deparei-me com um pequeno porta-joias dourado com detalhes em azul e branco. Realmente muito delicado e claramente antigo, porém, assim que abri percebi que não era um porta-joias e sim...uma caixinha de música!

Enquanto uma melodia calma e delicada soava, dois bonequinhos dançavam. Um príncipe e uma princesa, um rei e uma rainha ou um duque e uma duquesa, talvez?

– Vitor! É... É linda! – sussurrei maravilhada. – Obrigada...

– Que bom que gostou... – sorriu afastando uma mecha do meu cabelo de meu rosto. – Feliz Aniversário Violet...

Vitor aproximou-se e, após beijar meu rosto, tocou meus lábios delicadamente. Não foi um beijo rápido ou urgente, mas calmo e carinhoso, repleto de sentimento.

– Eu amo você...

– E eu a você. – respondeu ele abraçando-me.

Era tão boa a sensação de seus braços ao redor dos meus, tão confortante!

– Precisa voltar para o dormitório Srta. Snape, sabe que agora posso aplicar detenções.

– Tudo bem, professor Krum... – respondi roubando-lhe outro beijo.

– Vá logo antes que eu te segure aqui...

Com um sorriso enorme no rosto, peguei as duas caixas e fui em direção à porta, porém não sem antes virar e beijar Vitor uma última vez.

– Te vejo depois então. – sorri antes de sair da sala.

Tem como se apaixonar ainda mais?

– NARRAÇÃO –

Aquela noite foi uma das mais calmas e felizes que Violet vivera no sexto ano. Todos os amigos estavam ao seu lado, comemorando e se divertindo. Naquele momento a diferença das casas não existia, eram apenas amigos da aniversariante.

No fim apenas Alessa, Sophie, Mary, Theo, Blás e Draco ficaram no Salão Comunal com Violet para abrir os presentes. Muitos foram empilhados em um dos cantos, entretanto, uma grande caixa branca de laço verde chamou a atenção.

Violet pegou a caixa e percebeu que era pesada, então delicadamente deixou-a no chão e soltou o laço. Quando abriu a caixa, um ser peludo a encarou e latiu. De olhos azuis e pelos brancos e pretos, um pequeno Husky Siberiano abanou o rabinho e pulou da caixa, rodeando uma Violet sorridente e feliz.

– Ah meu Merlin! – exclamou Sophie – Quem te deu essa coisinha linda?

Dentro da caixa havia um bilhete, e no bilhete, um recado.

“Um amiguinho fiel é tudo que precisamos em tempos difíceis. Assim que vi os olhos azuis pidões me lembrei de você. Espero que goste dela, é uma criaturinha muito alegre e curiosa.”

– Hagrid. – respondeu Violet.

– É a cara dele... – riu Mary – Mas como você vai fazer? Cães não são permitidos no castelo...

– Bom, por hoje essa coisinha linda fica comigo no quarto, amanhã eu resolvo.

– Ela precisa de um nome... – disse Sophie aconchegando-se no namorado.

– Um nome... – murmurou Violet pegando o cachorrinho nas mãos e olhando em seus olhos. – O que você acha de... Ice?

– Acho que não. – riu Mary após o cãozinho esconder o focinho entre as patas.

– Certo, então... Maya? – arriscou Violet, e dessa vez o bichinho latiu em resposta – É, acho que alguém gostou... Não é Maya?

A cachorrinha latiu novamente e abanou o rabinho, lambendo o rosto da dona logo em seguida. A noite havia apenas começado, e a pequena Maya estava longe de se acalmar. Violet ainda ganhou vários presentes, pequenas lembranças e até mesmo simples objetos que foram dados com muito carinho pelos amigos.

Minerva mandara uma coleção de livros com clássicos da literatura dos trouxas de Jane Austen. Hermione ficara louca com os livros e fez Violet prometer que emprestaria todos eles.

Mas duas pequenas caixas chamaram a atenção de Violet, que ficara até mais tarde no salão comunal com Maya. O primeiro embrulho era cinza e estava acompanhado à um pedaço de pergaminho. “Guarde, um dia precisará”

Dentro da caixa havia um colar prateado com um pingente triangular, Violet nunca havia visto aquele símbolo e não fazia ideia de o que significava a mensagem. Mas Dumbledore era imprevisível, e se ele dissera que a garota um dia precisaria do colar, ela acreditava.

A segunda e última caixa era negra e também tinha um bilhete.

“É seu por direito. Feliz Aniversário – N.B.”

– NB de novo... E como ela sabe que é meu aniversário? – revoltou-se a garota.

Violet abriu a caixa e ficou extremamente surpresa com o que encontrou: um anel claramente antigo e valioso com pequenos detalhes em prata envelhecida e uma incrível opala negra no topo.

– “É seu por direito”... O que isso significa? – murmurou Violet enquanto Maya pulava em seu colo – O que você acha Maya?

Maya apenas olhava sua dona e abanava o rabinho. Violet então pegou-a nos braços e levantou-a à altura dos olhos.

– Sabe, se vamos ter um relacionamento, temos que estabelecer algumas regras. Tipo... Quando eu perguntar, você responde.

Notas finais
Feliz Aniversário Violet!!! ^^ Qual presente vocês mais gostaram?? A coleção de livros, o colar das relíquias da morte, os álbuns, a caixinha de música, o anel misterioso (prometo que vou explicar o que significa) ou a fofa da Maya?? Eu já falei que amo Husky’s Siberianos? São tão lindos!! Córmaco, Córmaco... Quais suas intenções rapaz?? Sophie tadinha... Ela é a celebridade do Slughorn agora! Há alguns capítulos me perguntaram o motivo de a Violet odiar tanto a Lillian... Bem, aqui está. Mais para frente vou me aprofundar mais no relacionamento "mãe biológica-filha-mãe adotiva". Tenho certeza que vão gostar!! Muito bem, por hoje é tudo ‘orphanitas’ ^^ Bjjjs e até a próxima! E não deixem de comentar!!