Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)

63 Capítulo 62 – I’ll Be Waiting For You


Notas iniciais
E as coisas começam a se encaixar... Ou não. Tem musiquinhaaaaaa ^^

“Estarei lhe esperando”

– NARRAÇÃO – MAIO DE 1998 -

Quando Violet voltou para o hospital com Narcissa, uma grande recepção a esperava nervosa e Harry com uma penseira. Após receber uma enorme bronca dos padrinhos, simplesmente fechou os olhos e acreditou na promessa da loira, que garantiu cuidar do que fosse necessário para o enterro de Severo Snape e Bellatrix Lestrange.

Àquela altura todos já sabiam sobre os feitos do ex-professor de poções e, graças a Harry, Severo foi lembrado como um herói por Hogwarts e a própria Violet, que sentia cada vez mais forte a ausência do pai.

Na semana que se passou Meryl Seyfried havia retomado seu cargo e o Ministério já havia marcado inúmeros e incontáveis julgamentos para os comensais, mortos ou vivos. Alguns, obviamente, foram extremamente rápidos e não deixavam dúvidas quanto às provas, mas três pessoas ainda eram um mistério para a comunidade bruxa e, naquela tarde, foram julgadas juntas.

– Srta... Desculpe, como devo chamá-la? – começou o advogado gentilmente assim que a garota, abatida, sentou-se.

– Snape. Violet Black Snape.

– Claro, Srta. Snape... – corrigiu-se o homem. – Primeiramente gostaria de pedir desculpas por trazê-la até aqui, sabemos que passou por muitas coisas nos últimos anos e que deveria descansar... Mas prometo que seremos breves.

– Tudo bem. – assentiu cruzando os braços, a canseira óbvia em seus olhos.

– Srta. Snape, como era seu relacionamento com Severo Prince Snape?

– Tempestuoso. – respondeu com um fraco sorriso. – Nós temos, tínhamos, o mesmo gênio e isso nos causou muitos problemas... Estávamos determinados a odiar um ao outro no início mas, apesar das inúmeras discussões nos corredores de Hogwarts, começamos a nos entender... Pouco a pouco o respeito cresceu e passamos a nos amar. – disse fechando os olhos, lágrimas descendo por seus olhos silenciosamente – Sabe, ele é um homem difícil de amar, mas quando acontece, ele retribui em dobro. Se você amá-lo por um segundo, ele te amará de volta por uma hora.

– Então devemos supor que vocês eram muito...unidos?

– Até a noite em que Dumbledore morreu sim... – confirmou abrindo os olhos – Ele realmente me destruiu aquela noite, mas por mais que o odiasse por isso, não consegui deixar de amá-lo. Meu pai sempre me protegeu, me aconselhou... Tínhamos uma relação muita boa, afinal. E apesar de tudo que aconteceu, ele foi o pai que sempre quis e me sinto honrada por tê-lo presente alguns anos... Severo Snape foi uma espécie de...herói. O meu herói.

– Acredita que ele era inocente?

– Sim. – afirmou.

– Eu sinto muito Srta. Snape... – continuou quase com pena, afinal, a garota garantia que o pai comensal não tinha culpa alguma... Tola, certamente. — Mas aproveitando que está aqui, gostaria de fazer algumas perguntas a respeito do Sr. Malfoy... Tudo bem?

Violet assentiu e, logo em seguida, o homem continuou.

– Como definiria sua relação com Draco Lucius Black Malfoy? Até onde sabemos a senhorita e o Sr. Malfoy se odiavam na escola, mas também foram amigos por um tempo... Como aconteceu?

– Hmmm... Bem, quando eu entrei em Hogwarts nós nos odiamos logo de cara... – começou, o loiro a encarando com a expressão culpada — Ele era muito mesquinho e preconceituoso, vivíamos brigando e discutindo e ganhamos muitas detenções por isso, mas com o tempo acho que começamos a entender um ao outro... Decidimos entrar em trégua e, pouco a pouco, nos tornamos grandes amigos... Os melhores até, ouso dizer...

– A senhorita acredita que o Sr. Malfoy foi obrigado a adentrar para os comensais?

– Talvez não diretamente, mas sim, acredito que foi coagido... – respondeu surpreendendo todos os presentes, especialmente Draco, que a encarou incrédulo.

– Poderia explicar?

– As famílias Malfoy e Black têm um grande histórico com o círculo das trevas e, todos que se recusaram a fazer parte foram de, alguma forma, eliminados. Andrômeda e Sirius deserdados e Régulus assassinado. – explicou — Lucio Malfoy sabe muito bem como influenciar alguém, é um pai autoritário, extremamente exigente... E não duvido que Lord Voldemort tenha ameaçado sua mãe para convencê-lo. Draco não tinha muito para onde ir.

– Então acredita que ele é inocente?

– Não, inocente não. – recusou com a voz fraca – Draco teve suas escolhas e não conseguiria conviver com nenhuma. Não faço ideia do que tenha passado pela sua cabeça, mas tenho certeza que não se tornou um deles por vontade própria.

– A senhorita e seu irmão presenciaram o assassinato de Alvo Dumbledore, correto? – perguntou – Como o Sr. Malfoy se comportou naquela noite?

– Ele estava nervoso e chorava um pouco... – começou, um nó na garganta pelas más recordações. – Draco deveria matar Dumbledore, mas o diretor o convenceu a abaixar a varinha. Ele não era assassino e Dumbledore sabia disso.

– Uma última pergunta, Srta. Snape, e estará dispensada... – disse ele – Se a senhorita fosse decidir sobre a liberdade do Sr. Malfoy perante o júri... Ele seria inocentado?

– Não. – respondeu encarando o velho amigo, que desviou o olhar para baixo enquanto Violet limpava suas lágrimas.

– Obrigado Srta. Snape. – agradeceu ajudando-a a se levantar para chamar a próxima testemunha. – Gostaria de chamar agora a última testemunha no caso Severo Snape. A Ministra Seyfried.

Todos se surpreenderam com o pedido e ainda mais quando a mulher altiva de cabelos dourados dirigiu-se até o lugar que Violet ocupou segundos antes.

– Que fique claro a todos que a Ministra se dispôs a fazer essa declaração. – falou ele antes de começar o interrogatório. – O que tem a nos dizer sobre Severo Snape?

– Não vou negar a acusação de homicídio, mas creio ser a única que sabe seus verdadeiros motivos para matar Alvo Dumbledore, assim como os últimos desejos do diretor. – respondeu surpreendendo a todos, inclusive Violet, que não sabia do que ela falava exatamente. – Severo Snape fazia parte da Ordem da Phenix e era um agente duplo de Dumbledore dentro dos comensais.

Violet sabia que o pai havia feito aquilo e viu as memórias que Harry conseguira com o professor, mas não pensou que a Ministra iria confessar tudo em pleno julgamento, arriscando até mesmo seu cargo.

– Poderia...nos explicar? – pediu o advogado surpreso.

– Severo entrou para os comensais em um momento de idiotice e fraqueza, mas também arrependeu-se no momento seguinte. Todos nós sabemos que ele nutria uma paixão por Lilian Evans e que disso nasceu Violet Snape, mas poucos sabem que foi graças a ela que Severo se arrependeu do que tinha feito. – começou. – Quando ele pediu para que Dumbledore protegesse os Potter de Voldemort, por causa da profecia sobre o garoto que sobreviveu, Alvo lhe pediu algo em troca. Que Snape fosse nosso espião e mantesse a Ordem sempre um passo à frente.

– Perdoe-me, nosso?

– Eu sou a atual mentora da Ordem. – confessou surpreendendo, novamente, a todos – Por conta disso estive presente em quase todas as reuniões com Snape, que durante todos esses anos nos passou informações valiosas de Voldemort e, em troca, lhe dávamos pequenas coisas que deixaria o Lord das Trevas satisfeito por seu “espião”. – debochou – Alguns meses antes da morte do diretor, Alvo foi amaldiçoado por um feitiço antigo de Magia Negra e não tinha mais de um ano de vida. Sem chance de cura. Também sabíamos que Voldemort mandara Draco Malfoy para matá-lo, mas Dumbledore não queria que uma alma inocente se perdesse por assassiná-lo, e tampouco que a responsabilidade caísse sobre Bellatrix Lestrange ou Fenrir Greyback, que gostavam de brincar com a comida antes das “refeições”... Essa foi provavelmente a maior loucura que ele já fez, mas se analisarem com atenção, a mais inteligente também. Severo deveria matá-lo antes que outro comensal tivesse chance, assim Voldemort confiaria nele plenamente a ponto de lhe entregar os planos mais secretos, e Alvo seria livrado de uma morte agonizante e dolorosa. Ambos ganhavam.

– A senhora está dizendo que... O assassinato de Alvo Dumbledore foi planejado?!

– Sim. – concordou, para o desespero dos jurados e surpresa dos Malfoy – Não nego que Severo tenha matado muitas pessoas em seu caminho, mas graças à ele a Ordem teve informações valiosas e salvou muitas vidas, estivemos sempre um passo à frente por isso. Foi ele que me avisou dos planos de Voldemort em me matar e, graças a isso, sobrevivi. – confessou — Snape foi o único com coragem o suficiente para mentir todos os dias ao Lord das Trevas e esperto o bastante para nunca ser descoberto. Conseguiu enganar os comensais e o mundo bruxo, mas acima de tudo, Lord Voldemort. Ele está morto, mas em vida foi um herói e, sem ele, a guerra já teria começado e muitas vidas inocentes teriam sido tiradas. Harry Potter estaria morto e Violet Snape seria uma Seguidora das Trevas agora.

Meryl Seyfried havia jogado uma bomba em pleno julgamento e todos já não sabiam em quê pensar. O dia seguiu com os demais depoimentos e, surpreendentemente, até mesmo Minerva, Alastor e os professores de Hogwarts deporam a favor do ex Mestre em Poções. Draco e Narcissa não tiveram um destino muito diferente.

Apenas na manhã seguinte saíram as condenações de Severo Prince Snape, Narcissa Rosier Black Malfoy e Draco Lucius Black Malfoy, quando todos levantaram-se assim que Shacklebolt, que substituía Meryl naquele caso, adentrou na sala e anunciou o veredito.

Violet sorria com lágrimas escorrendo-lhe a face e suspirou aliviada quando ouviu que seu pai fora inocentado de seus atos e considerado, após as devidas investigações, um dos heróis do mundo bruxo.

– Narcissa Rosier Black Malfoy não foi oficialmente uma comensal, mas tem participado ativamente do círculo das trevas ao lado da irmã e do marido e foi declarada culpada. – continuou Shacklebolt — Entretanto, levamos em consideração o depoimento do Sr. Potter em relação à traição da Sra. Malfoy durante a guerra e os demais, concordamos que sua pena não passará de dois anos em Azkaban.

Narcissa abaixou o rosto e, resignada, não permitiu-se derramar uma única lágrima na frente de todas aquelas pessoas. Seus pensamentos, entretanto, estavam na filha pequena.

– Quanto ao Sr. Malfoy, em atenção aos inúmeros depoimentos e levando em consideração as motivações que o levaram a se juntar aos comensais, também foi considerado culpado. – anunciou e, dessa vez, Narcissa sentiu um peso em peito. – Entretanto, o Sr. Malfoy não chegou a matar ninguém e, no último momento, desobedeceu as ordens do Lord das Trevas e salvou inúmeras pessoas no castelo. Logo, sua pena será de um ano em Azkaban, tempo suficiente para que pense nas consequências de seus atos e aprenda o peso de uma escolha. – avisou, porém, ainda não havia acabado. – Por último, gostaria de tratar de um novo assunto antes que levem os Malfoy's. Com o pai morto e a mãe e o irmão presos, Ellizabeth Black Malfoy, a filha caçula, terá de ser cuidada por um responsável legal até que a família saia de Azkaban.

Com a simples menção do nome da filha, Narcissa estremeceu ao pensar que a pequena Lizzie, apenas uma criança inocente, tinha chances de ir para um orfanato ou ficar sob a responsabilidade de algum parente de seu marido. Não, a garota merecia coisa melhor...

– O júri conversou a respeito desse assunto e várias possibilidades nos foram mostradas. Consideramos um orfanato ou colégio interno, mas chegamos à conclusão que o melhor para a criança é ficar com alguém que já conhece, um familiar próximo... – continuou – No caso, os primos Sirius e Régulus Black, mas nenhum deles tinha conhecimento da menina até dias atrás e não consideramos saudável deixá-la com um deles, que ainda estão se reestabelecendo em processos legais. Essa manhã, entretanto, recebemos um pedido de guarda.

Cissa não sabia se ficava feliz por sua filha não ir para um de seus primos ou se entrava em desespero por saber que alguém havia pedido a guarda da menina. Seu coração parecia saltar pela boca a qualquer momento.

– Bellatrix Black Lestrange reconheceu uma filha recentemente e, legalmente, essa filha faz parte da família Black e passa a ser o familiar mais próximo à menina. Fica instituído que, até que o Sr. ou a Sra. Malfoy saiam de Azkaban e sejam declarados psicologicamente aptos a cuidarem de uma criança, Ellizabeth Black Malfoy ficará sob a responsabilidade de Violet Eileen Prince Snape Black, que também administrará os bens dos Malfoy. A corte está encerrada. – avisou levantando-se e, assim como os demais jurados, retirando-se para um recesso antes dos próximos casos.

Draco e Narcissa olharam atônitos para a morena de olhos fechados e um pequeno sorriso nos lábios que era abraçada por Sophie. Cissa quase não acreditou que sua filha ficaria com a Violet... Era... Insano!

Logo os dois Malfoy foram encaminhados para uma pequena saleta no Ministério, onde encontraram Lizzie sentada num dos bancos com os pés balançando distraidamente. Draco abraçou-a rapidamente e, no mesmo instante, Sophie e Violet entraram.

– Eu não entendo... – disse Narcissa apertando-a em seus braços repentinamente, e dessa vez não escondeu as lágrimas.

– Ela é só uma criança inocente, não merece nada disso... – respondeu sorrindo.

– O destino é surpreendente... Eu e Bella cuidamos de você quando era pequena, e agora você cuidará da minha filha... – comentou acariciando levemente os fios negros da morena. – Você parece tão cansada...

– Não tive muito tempo para descansar ainda... – admitiu. – E não se preocupe, não pretendo fazer nada com seu patrimônio sem consultá-la antes.

– Pouco me importa meu patrimônio, tudo que me interessa é que minha filha seja bem cuidada, o que sei que será... – sorriu – Obrigada Violet, não sabe o quanto fico agradecida por você fazer isso...

– Mamãe... – choramingou Lizzie – Draco disse que vocês vão viajar sem mim, é verdade? – perguntou manhosamente e, logo em seguida, Narcissa sorriu para a morena e caminhou até a filha.

– Por que fez isso? – perguntou o loiro com o olhar baixo aproximando-se – Digo... Você é a segunda pessoa que mais deveria me odiar, no fim das contas... Mas mesmo assim falou tudo aquilo e... E agora prometeu cuidar da minha irmã!

[Soundtrack]

– Tem razão, você foi um idiota em fazer tudo aquilo, não pensou nas consequências e magoou muitas pessoas. – começou com os braços cruzados – Eu fiquei tão decepcionada quando descobri suas mentiras... Quando te vi tentar matar Dumbledore! – disse magoada – Mas eu também vi quando hesitou. Por baixo desses olhos claros existe tanta tristeza... Sempre existiu! E infelizmente eu só percebi a intensidade quando já era tarde demais.

– Você não está se culpando... – comentou indignado.

– É claro que não! – negou veemente – Mas eu gostaria que você tivesse falado comigo, pedido ajuda! Sabe que de todos, eu era a que provavelmente te entenderia melhor... Mas você simplesmente se fechou numa concha, se afastou... E eu estava tão preocupada com meus próprios problemas que não percebi os seus.

– Eu sinto muito...

– Deveria mesmo. – repreendeu-o – Mas sabe Draco, eu perdoei tantas pessoas... Por que eu não faria o mesmo com você?

– Você... Me perdoa? – repetiu surpreso – Por quê?

– Porque eu conheço o verdadeiro Draco! – exclamou, as lágrimas começando a cair lentamente – Eu entendo todas as suas motivações e sei muito bem o quão persuasivos podem ser seu pai e Voldemort. Eu te perdoo porque você é meu melhor amigo Draco! Foi o primeiro a saber certas coisas a meu respeito e também foi um dos únicos de sabia exatamente como eu me sentia com tudo aquilo. Você esteve lá por mim, e isso eu nunca irei esquecer. Eu te conheço desde que éramos crianças!

– Espera, o quê?

– Bellatrix pensou que isso poderia me fazer sofrer quando eu descobrisse seus planos para a escolhida, então apagou nossas memórias da infância. – começou abrindo a bolsa e pegando um pequeno pedaço de papel animado e entregando-lhe. – Eu sei que parece insano, mas nós crescemos juntos... Somos melhores amigos desde os seis anos!

Draco não acreditava em uma palavra, mas ao olhar para a foto em suas mãos, começou a duvidar de si mesmo. Nela, duas crianças estavam abraçadas e sorriam, alguns brinquedos ao redor e, ao fundo, Narcissa. O menino era loiro, olhos claros...

– Somos...nós? – perguntou surpreso. – Isso realmente aconteceu?

– Sim... – assentiu com mais lágrimas escorrendo – E eu me recuso a perder outra pessoa importante na minha vida.

– Violet...

– Eu amo você Draco, e isso nunca vai mudar. – sussurrou segurando o rosto masculino entre suas mãos e sorrindo. – Você é meu irmão também, sabe disso não é?

– Amo você também. – assentiu enlaçando-a pela cintura rapidamente e abraçando-a o mais forte que podia.

Narcissa nesse momento pediu que a filha acompanhasse Sophie para fora e, após vê-la desaparecer pela porta, observou feliz Violet ser tirada do chão e rodada pelos ares. Ainda sorrindo, a morena ouviu uma risada gostosa em seu ouvido que sentiu falta por muito tempo...

– O tempo acabou! – avisou um dos guardas abrindo a porta.

– Olha para mim... – pediu ela, o rosto do loiro ainda entre suas mãos. – Você ficará longe por um tempo, para pagar pelos seus erros, mas quando sair de Azkaban quero que me procure. Ouviu? Eu estarei te esperando... – garantiu.

Draco apenas assentiu e, aproximando-se novamente, beijou ternamente sua testa para logo em seguida ser acompanhado pelos aurores e desaparecer no corredor prateado do Ministério com Narcissa ao seu lado. Violet sentira como se um peso fosse tirado de seus ombros, entretanto, ainda doía. Encostou-se à parede fria e deixou-se escorregar por ela até o chão, onde fechou os olhos e chorou por incontáveis minutos.

Logo sentiu mãos pequenas tocarem seu braço e, quando olhou para cima, viu Lizzie a encarar.

– A mamãe já foi? – perguntou manhosa. — Vou sentir falta dela... – sussurrou.

– Eu também Lizzie, mas ela voltará em breve... Basta esperar e ficar vai ficar bem. – sorriu levantando-se.

– Eu quero meu ursinho... – reclamou enquanto Violet a pegava nos braços e sua cabeça deitava no ombro da morena.

– Tudo bem, vamos pegá-lo então... – respondeu saindo da sala sob os olhares atentos de Sophie e sua família.

– Você está bem? – perguntou Sophie abraçando-a de lado.

Violet não sabia ao certo o que deveria responder. No fundo, sentia-se desmoronar a cada segundo e o desejo de desaparecer crescia mais e mais. Ela estava bem? Certamente não. Além de ser vencida pela morte, pessoas estavam morrendo no hospital. Alessa estava morrendo. E ela não poderia fazer nada.

Seu coração estava aos pedaços e não havia previsão para recuperação, mas ela era forte, certo? A vida toda precisou ser forte e não seria naquele momento que desistiria... O peso de ser a salvadora acabou, mas agora era o peso de ser sobrevivente que a preenchia.

– Vou ficar...

Notas finais
Snape foi inocentado!!!!! Mas isso era de se esperar certo? Meryl fez o certo... E quanto ao julgamento? Violet finalmente se abriu para o perdão! Mas parece tão cansada e abatida... Depois de tudo que passou ela merece um tempo de descanso não? E pensando nisso, teremos uma considerável passagem de tempo desse capítulo para o próximo. Já falei para não pensarem em homicídio hein! Só porque Alessa está em coma e eu não divulgarei ainda a situação dos Weasley, Sirius e Régulus, Tonks, Lupin e companhia? Suas cabecinhas maldosas... rsrsrsrs Alguém esperava que a Violet fosse ficar com a guarda da Lizzie? Eu achei fofa a cena com o Draco, acham que ele merece? E vocês já pensando que a Violet o amava como mulher hein? De novo: cabecinhas maldosas! (Só eu AMO essa música?? É linda!) Alessa parece ter uma pré-disposição para ficar desacordada hein? rsrsrsrsrs ============================= Capítulo 63 – First Date (...) O Black está me atormentando na minha sala e disse que você sequestrou a filha dele! – falou seriamente. - Eu não chamaria de sequestro, mas de empréstimo. (...) ============================= Tadinho do “Black’, quem será que pegou sua filha “emprestada”? Kkkkkk Lembrando que ameaças são práticas maldosas kkkkkkkkk Beijos e até o “primeiro encontro”! (Óooo o trocadilho! Kkkkk)