Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)

59 Capítulo 58 – Prince’s Descendants


Notas iniciais
Primeiro, um agradecimento especial à Miss Everllark Chase Potter, a garota incrível que fez meu dia mais feliz pela maravilhosa recomendação. Muito obrigada!!!!!!! Segundo... Bem, Eu já pedi para não me matarem, certo?

“Descendência dos Prince”

– NARRAÇÃO —

Harry observou assustado quando um exército de comensais se dispersou em gritos de excitação e juntou-se aos demais nos duelos já iniciados, dando trabalho em dobro para a Ordem e seus aliados.

– Por isso você me queria a todo custo... – sussurrou Violet levantando-se rapidamente.

Se antes Minerva duelava com um comensal inútil, agora estava contra três e, assim como o nível de dificuldade subiu, a chance de ser vencida também. Para onde olhava só via rastros de destruição, paredes de concreto destruídas, pessoas caindo...

– Decepcionada? – debochou Morgana acercando-se da garota lentamente ao lado do irmão.

– Você tem um grande potencial Violet... – começou Voldemort, alheio à silenciosa aproximação de Harry. – Vocês três juntos podem quebrar as leis da magia com um único pensamento, farão coisas inimagináveis! Ainda há tempo de se juntar a nós e aceitar o cargo. A Comensal Black, Snape ou Prince, você decide, será reconhecida onde quer que vá... E com o treino adequado, ainda mais poderosa... Basta dizer sim que acabamos com a guerra nesse instante!

Estupefaça! – gritou Harry atingindo Voldemort, que foi defendido a tempo por Myrddhin.

– Eu nunca serei uma de vocês!

– Então você não me serve para mais nada. Morgana querida... – sorriu Voldemort – Mate-a.

– Será um prazer. – sorriu avançando enquanto Myrddhin entrava num duelo com membros da Ordem e Voldemort voltava-se para Harry Potter, que estava disposto a atrasá-lo o máximo que pudesse até Violet acabar de vez com a guerra, e começaria contando algumas verdades acerca do ex-professor de poções.

Meryl havia acabado de matar dois comensais nas escadarias do castelo quando uma mulher de roupas cor de rosa apareceu à sua frente com um sorriso tenebroso nos lábios.

Ahhh, o doce sabor da vingança...

Alessa, por sua vez, corria entre os escombros quando mãos peludas agarraram seu pescoço e a jogaram brutalmente no chão. Sua varinha rolou para longe e, assim que olhou para cima, ficou aterrorizada.

– Quanto tempo não? – rosnou Greyback abaixando-se até ficar na altura da ruiva, que tentou alcançar a varinha. – Ah não, não se atreva... – disse pegando-a pelo cabelo e erguendo-a do chão, a varinha já há metros de distância. – Está na hora de terminar o que começamos em Hogsmead. Você me causou muitos problemas garota, e agora vai pagar. – riu soltando-a brutalmente no chão.

Sirius viu ao longe sua cunhada precisando de ajuda, mas antes que pudesse fazer algo outros dois comensais, que ele poderia jurar estarem mortos, iniciaram um duelo com o grifinório, que quase atingiu uma mulher de cabelos negros e olhos azuis, que ele poderia garantir ser Violet... Um grande erro, no entanto.

Eileen corria entre os escombros o mais rápido que podia, aquele mesmo formigamento corroer-lhe a pele e ferver o sangue. Suspirou aliviada assim que viu Violet, mas ao analisar o redor percebeu que a garota não estava sozinha e seria questão de segundos até que Morgana a pegasse. A morena já estava com a mão erguida e apontava na direção da menina com um sorriso diabólico de vitória quando Eileen lançou um feitiço estuporante na mulher, que foi arremessada para trás no mesmo instante.

Morgana sentiu os efeitos em seu corpo e imediatamente, ainda surpresa, ergueu os olhos para as safiras azuis de Eileen, que agora contava com Violet ao lado.

– Você também tem... – murmurou surpresa e raivosa ao mesmo tempo – Como... Como você... Não, não é possível!

Assim que a varinha da avó caiu por terra, Violet observou assustada Eileen Snape erguer uma das mãos e um jato negro sair da palma em direção à Morgana, que rapidamente protegeu-se e revidou. Era óbvio o que estava acontecendo, mas Violet ainda não acreditava. Como era possível?!

Eileen percebeu a hesitação da garota e, para que não fosse atrapalhada, empurrou-a para longe a fim de terminar de uma vez com Morgana, que mantinha o duelo em altos índices de magia. Logo os mais próximos pararam para observar, assustados, a matriarca Snape duelar com a Pendragon, feitiços certeiros, jatos negros voando pelos ares e um silêncio perturbador entre as duas.

Em pouco tempo, porém, Violet observou surpresa quando um raio piche atingiu Morgana no peito e a lançou para longe. Eileen rapidamente agarrou a blusa da neta e a empurrou atrás de uma pilastra de concreto.

– Acho que já percebeu que você não é a única com Magia Negra na família não é? – começou Eileen, porém, seus olhos vagavam pelas redondezas a fim de evitar possíveis ataques.

– Como... Você tem magia negra! Como... Eu...

– Você realmente acreditou que foi coincidência ter nascido com ela? Esperava mais de você Violet. – ironizou, finalmente encarando-a – A família Prince, assim como os Pendragon, é descendente direta bruxos com magia negra, é genético.

– Meu pai...

– Não, infelizmente ele puxou a genética do pai trouxa, mas acho que sabe do fascínio e da facilidade que ele tem pela arte das trevas. Não é por acaso Violet, mas então você puxou os Prince e a genética fez sua parte.

– Como ninguém soube? Digo, não há nada sobre isso nos livros!

– Você não sai por aí dizendo a todos que tem magia negra, mas aprende sobre ela em silêncio, disciplina sua mente e a controla! A única pessoa que sabia sobre isso era Dumbledore, que me jurou segredo.

– Parece que todos tem algo a esconder de mim não é?

– Certos assuntos devem ser mantidos em segredo, mas estamos em uma guerra e não temos tempo para explicações. – disse arrastando-a para outra pilastra rapidamente – Escute, a Morgana vai acordar a qualquer momento e virá atrás de nós, precisamos acabar com ela definitivamente. Eu posso fazer sozinha, mas juntas seremos mais rápidas e poderemos ir logo para o outro Pendragon.

– Juntas?

– Quando eu mandar, quero que erga sua mão na direção dela e lance a Maldição da Morte, eu farei o mesmo e ela não terá chance contra nós duas. Será rápido e fácil. – avisou, aparentemente não se importando em matar alguém – Ela vai lutar, é claro, então fique atenta. Entendeu?

– Acho que sim...

– É melhor ter certeza. – alertou saindo detrás da pilastra e atentando seus olhos para a comensal, porém, não percebeu que Morgana estava logo atrás de seu corpo e lançou-se rapidamente para um ataque, no qual Eileen foi infelizmente atingida.

– Não!

– Você fica aqui garota. – exclamou Morgana posicionando-se entre a menina e a mulher caída. – Agora vamos acertar nossas contas!

Eileen não demorou a levantar e lançar-se num ataque rápido e certeiro, Morgana dessa vez não teve tempo para escapar e, assim que recuou, neta e avó ficaram lado a lado e ergueram suas mãos. Não muito longe dali, Moody observou surpreso quando intensos jatos negros saíram de ambas as palmas e atingiram Morgana, que sem qualquer chance de defesa logo desfaleceu no solo arenoso. Instantaneamente um grito agonizante foi ouvido de Myrddhin, que duelava contra quatro professores e obviamente venceria.

– Pronta para o segundo round? – perguntou Eileen encarando um Myrddhin furioso estuporar os quatro bruxos e se aproximar rapidamente, os olhos de um intenso amarelo brilhoso e a fúria palpável em seus passos. – Ele é mais perigoso e forte que ela, teremos mais trabalho dessa vez...

– Que animador...

– Vocês vão se arrepender! – gritou ele avançando e, com as mãos, criando uma intensa corrente de fogo que ergueu-se na direção das duas.

Eileen conseguiu escapar a tempo, mas Violet não foi rápida o suficiente e sentiu a pele de seu braço arder insanamente. Entretanto, o efeito causado foi contrário ao desejado pelo homem, pois Violet levantou-se com ainda mais raiva e incentivo, ergueu os braços e lançou um poderoso jato de magia com ambas as palmas na direção dele, que rapidamente subiu um escudo que ricocheteou o feitiço para diversos bruxos ao redor, logo caídos por terra. Eileen sorriu e avançou.

Myrddhin era extremamente poderoso e, ao contrário da irmã, habilidoso e paciente. Gostava de ver a vítima sofrer até chegar à loucura, planejava tudo para que saísse perfeito e conhecia feitiços e maldições que até mesmo Voldemort desconhecia. Ao sentir os dois jatos de energia atingirem seu escudo, não pode evitar pensar que as mulheres eram fortes e, caso descobrissem o quanto, seria vencido.

Eileen, por outro lado, sabia exatamente o que era preciso para mata-lo, mas também sabia que a neta não era adepta àqueles métodos. Logo, murmurou algo para a garota que, temerosa, acenou e rapidamente se retirou do duelo. Tentando ignorar o cansaço que começava a aparecer sutilmente, Eileen redobrou suas forças contra o comensal.

– Parece que foi abandonada à própria sorte Snape.

– Eu não teria tanta certeza Pendragon. – sorriu — Acrimônia Malus!

E então um jato transparente saiu de suas mãos e voou até o escudo, porém, não foi forte o suficiente para atravessa-lo e escorreu, como todo bom líquido, até o chão formando uma poça.

– Sério? – gargalhou – Água é tudo que pode me oferecer?! – exclamou afastando uma das mãos para novamente lançar uma poderosa corrente de magia negra na direção da bruxa, que desviou por poucos centímetros e caiu de costas nos escombros. – Considere-se morta!

Element circa! – rebateu ela movendo as mãos habilmente e, no mesmo instante, manipulou a “água” que havia conjurado segundos antes e a fez cair sobre as costas do comensal, que sentiu sua pele arder como nunca. – Ahh, eu não te contei? É ácido. – sorriu levantando-se – Eu aprendi alguns truques na juventude Pendragon, esse é um dos melhores. – debochou — Expecto Slave!

E então a leve brisa transformou-se numa agitada ventania e Eileen foi suspendia no ar, as palmas das mãos cobertas por bolhas negras que irradiavam sua magia e logo formavam uma enorme e feroz criatura das trevas. Seus olhos estavam inteiramente negros e seus cabelos esvoaçavam quando a criatura, aparentemente um morcego, avançava na direção do comensal e o atacava sem piedade. Myrddhin agonizou por longos segundos e provavelmente seria vencido, entretanto, Eileen foi atingida por um Crucius e perdeu o controle da criatura, caindo no chão brutalmente e fazendo desaparecer o grande morcego. Quando olhou ao redor, viu Dolohov rindo e, num ataque de fúria, lançou a Maldição da Morte no comensal, que nem ao menos teve tempo para se defender. Ao voltar sua atenção para Myrddhin, sentiu fortes cordas prenderem seus membros e uma grossa amarra em seu pescoço, apertando...

– Eu também tenho meus truques Eileen. – sorriu zombeteiro – Achou mesmo que conseguiria me matar?

– Eu não acho, tenho certeza. – piscou e, no momento seguinte, Myrddhin sentiu algo pegajoso e extremamente poderoso cruzar as barreias da pele e penetrar por suas costas. A sensação agonizante logo tomou conta e as cordas que prendiam Eileen desapareceram.

Ao olhar para a fonte de tanta dor, Myrddhin encontrou Violet em pé, com a varinha estendida e uma expressão raivosa no rosto, de afronta. Porém antes que fizesse qualquer coisa, um grande morcego saiu de Eileen e, ao aproximar-se do bruxo de joelhos, apertou-o em suas asas... Logo o som de ossos se quebrando e os urros desesperados de Myrddhin tomaram conta do lugar.

Disposta a acabar de vez com aquilo, Eileen aproximou-se rapidamente do homem e, com um movimento das mãos, o negro morcego penetrou no corpo do homem. Sob os gritos tenebrosos que se seguiram, expandiu-se de dentro para fora, destruindo qualquer vestígio que um dia tenha existido um comensal da morte.

Myrddhin fora morto da forma mais primitiva e cruel que poderia existir, e enquanto sentia aquela sombra crescer e arrebentar cada parte de si, não pode evitar olhar uma última vez para o rosto da mulher à sua frente. O sorriso irônico, o brilho sádico nos olhos negros e uma piscadela. E então tudo acabou.

– Vá Violet, mate Voldemort e acabe com essa guerra de uma vez por todas!

– Você é muito mais poderosa que eu... – comentou assustada com os olhos vidrados no corpo ao chão.

– Mas não faz ideia do poder que tem aí dentro, garota. A diferença entre nós duas é que eu não sinto remorso algum pelo que acabei de fazer e assumo que me deu certo prazer... – disse conjurando fogomaldito com as mãos e destruindo definitivamente os restos mortais do bruxo. – É seu destino matá-lo Violet, então sugiro que vá logo...

– Mas...

– Vai! – gritou logo em seguida aumentando as chamas de suas mãos e direcionando grandes correntes de fogo para os comensais mais próximos.

Não havia o que dizer, e Eileen estava certa. Violet era destinada a derrotar Voldemort. Nos poucos segundos de sua decisão, Catherine e George duelavam lado a lado quando a garota passou por eles e, após ser defendida pelo Addams, aceitou a cobertura e aproximou-se rapidamente de Lord Voldemort. Ela poderia atacá-lo, certamente.

Se não fosse Mary aparecer à sua frente.

– Você não vai a lugar algum perto do Milorde Violet. – avisou com a varinha em punho. – Acabou.

Milorde? – repetiu Violet confusa.

– Você achou mesmo que todo esse tempo estava segura? – debochou friamente, surpreendendo os pais. – Acha que descobriu tudo isso sem ajuda? Só chegou até aqui porque o Milorde deixou.

– A traição é um sentimento tão pesado, não é? – debochou Voldemort aproximando-se e apoiando uma das mãos sobre os ombros da menina, que sorria de uma forma que ninguém jamais havia visto. – E você, Violet, confiou tão cegamente nos amigos e esse tempo todo um deles me passava informações.

– Mary, do que ele está falando? – pediu Violet, porém, algo lhe dizia que aquela não seria uma conversa fácil.

– Eu fui a primeira pessoa a conversar com você em Hogwarts, sua primeira amiga, lembra? – começou ainda com a expressão séria. – Mas não fui suficiente, e logo Alessa e Sophie se juntaram ao grupo. Eu as odiava! A ruiva temperamental e irritante, a loira princesinha que sempre tinha o que queria, medrosa e infantil demais. E por fim, você, a pessoa mais arrogante que já havia conhecido, sempre se gabando por poder ver a “verdade” nos olhos das pessoas e por ser tão boa em tudo que fazia... A órfã que se portava como se fosse melhor que todos. Mas eu tinha uma missão a fazer e te aguentei. – completou rindo, para o desespero dos pais – Lucio Malfoy tinha planos para que você fosse bem direcionada em Hogwarts e não se aproximasse muito do Potter e seus amiguinhos. E você nunca percebeu quando eu tentava te afastar deles, das sutis ofensas, não é? No primeiro ano ficou muito sensibilizada pelo irmãozinho, mas a partir do segundo consegui sua completa atenção para a Sonserina. – sorriu enquanto Voldemort a observava com orgulho. – Então veio o Torneio Tribruxo e você foi escolhida! É claro que Rodolphus te ajudou com as provas, mas quem deu a ele a ideia de entregar a resposta aos problemas? Quem disse que ele poderia dar um livro idiota à Sophie que ela passaria a informação? Ele queria resolver os enigmas para você, agradar o Milorde, mas eu o convenci a dar dicas pequenas que você iria perceber e ainda pensar ser mérito próprio! Tolice não? Todos esses anos eu trabalhei para o Lorde das Trevas facilitando cada acesso dele, cada informação... Como seu ponto fraco ser a mamãe. – debochou – E o terceiro ano? Ah, foi com certeza o mais fácil. Só precisei dizer algumas coisinhas à Morgana e Umbridge que elas fizeram o resto.

– Você estava com eles... – murmurou Violet incrédula. – Você é uma comensal?!

– Não oficialmente. Se eu tivesse a Marca seria difícil esconder de vocês... – riu.

– Pensei que fossemos amigas!

– Oh, não fique decepcionada... Eu realmente cheguei a pensar em abandonar essa “vida dupla”, mas a ruiva e a loira sempre foram suas preferidas não é? Eu era a última opção. – rosnou – Mas então veio essa caça às Horcruxes. Quem você acha que planejou tudo e fez com que as idiotas Granger e Seyfried pensassem que estavam à frente? Eu sugeri o Instituto como esconderijo porque sabia que você encontraria lembranças perturbadoras da infância lá, seu ponto fraco ficaria sensibilizado. Quem entregou aquele livro para a Hermione com todas as informações sobre Horcrux?! Quem descobriu a poção que te deixou assim, vulnerável e instável? – riu – Minha missão era te preparar para que pudesse se juntar aos Pendragon, conduzir até as Horcruxes e te fazer absorvê-las, uma a uma.

– Achou mesmo que eu não soubesse? – interferiu Voldemort – Garota tola... Você só as encontrou porque eu permiti. Eu sempre soube onde estavam, o que comiam, o que diziam... Tudo! Não foram capturados porque eu precisava que você desenvolvesse sua magia até o ponto certo. Admito que Régulus mostrou-se uma surpresa, mas todo o resto foi planejado. A Varinha das Varinhas é minha, meu exército voltou ainda mais forte e consegui reunir três poderosos bruxos com Magia Negra ao meu benefício.

– Mas para isso você precisaria ter mais controle da magia, então sugeri que Vitor te ajudasse. Eu dei um jeito de separar o grupo e Sophie foi a primeira a ir embora. Não sem Greyback descobrir acidentalmente, é claro. É tão fácil manipulá-la... Idiota. – debochou – Mas você precisava ficar instável, então qual o modo melhor que uma discussão com a melhor amiga? Eu aticei a Alessa para discutir e usei Imperius várias vezes para depois obliviá-la. E novamente afastei um grande empecilho nos meus planos. O próximo seria o Vitor, se não fosse pela Granger aparecer. Não tinha como te afastar dele com tanta gente por perto, então desisti e continuei no papel de boa moça. E todos engoliram!

– Eu não acredito... – sussurrou Violet com lágrimas escorrendo furtivamente. – Como você pode olhar nos meus olhos esse tempo todo e não sentir nada?! Mentir tão descaradamente... Nós éramos amigas! Eu confiava em você!

– Esse é o seu problema Violet... – comentou Voldemort – Confiar tanto nas pessoas. E agora... Perderá. Quando vai perceber que seu lugar é comigo?

– Filha... – tentou George.

– Não sou sua filha! – rebateu Mary no mesmo instante.

– Do que está falando?! – surpreendeu-se Catherine, não escondendo a decepção em seu rosto.

– Estou falando dos comensais que matou anos atrás em um de seus “serviços” e depois que descobriu que eles tinham uma criança pequena sentiu pena e a pegou para criar! – respondeu Mary furiosamente – Estou falando de quando você matou meus pais biológicos e resolveu adotar a bastarda deles! Eu já sei de tudo... Vocês nunca me amaram realmente, nunca se importaram! E agora eu sei o motivo... – debochou. – Mas você é jovem e bonita, não é? Recuperou o tempo perdido e finalmente teve a coragem de engravidar e estragar o “maravilhoso corpinho”. Henry, certo? O tão esperado filho homem. Tenho pena desse garoto, ele nasceu na pior família que poderia existir!

– Seu desgraçado, o que você fez com a minha filha?! – gritou Catherine tentando avançar em Voldemort, mas George a segurou.

– Apenas disse a verdade... – respondeu descaradamente — Ela merecia saber.

– Não! Meredith é MINHA filha! – exclamou raivosamente, espumando de rancor. – Filha biológica!

– Porque ainda perde seu tempo mentindo? Eu já descobri que vocês assassinaram meus verdadeiros pais! Mas foi um acidente, não é? Você não deveria ter matado os dois e, quando percebeu que sobrava uma criança no quarto, resolveu pegá-la para criar. Ao mesmo tempo em que iria se livrar do peso na consciência e da pena, qualquer pista sobre o verdadeiro assassino estaria perdida e você continuaria no precioso cargo de auror! – exclamou com raiva palpável nos olhos.

– Não, não, não, eu nego quantas vezes forem necessárias Mary... – repetiu Catherine chorando encarando-a – Você não é adotada, por favor, acredite em mim... Eu sou sua mãe! E o nascimento do seu irmão não muda em nada o fato de a amarmos.

– Sabe por que colocamos seu nome de Meredith? – perguntou George subitamente.

– Era o nome da minha mãe. – respondeu Catherine – Acha que eu colocaria o nome da pessoa que mais amei em uma criança que me foi “dada por pena”? Em um filho que eu supostamente não queria e não amava?! Você é a minha filha, Mary, e eu te amo! Você não tem ideia do quanto...

– Faça o que me prometeu Meredith... – pressionou Voldemort.

Mary levantou a varinha e apontou para a mulher que soltava lágrimas silenciosas e a encarava em súplica, apenas George a impedindo de avançar. A garota fora manipulada por tantos anos pelos comensais que já acreditava cegamente em cada coisa que eles diziam. Ela sempre se sentiu inferior pela mãe “bonita e jovem demais” e os pais ocupados com trabalho, deixou-se levar pela incerteza e cedeu aos encantos de Lord Voldemort. Ser adotada era uma espécie de válvula de escape para as ilusões de sua mente. Entretanto, Meredith não era uma assassina. Enganar era uma coisa, matar quem a criou era outra completamente diferente.

Essa era sua última prova antes de receber a Marca Negra: matar seus pais.

– Amamos você Mary, e isso nunca vai mudar... – murmurou George segurando Cath em seus braços.

Mas Mary não conseguiria fazer aquilo, não podia! Quando abaixou a varinha e sussurrou um pedido de desculpas, confusa entre o que ouviu anos de sua vida do Lord e os olhos suplicantes da mãe, Voldemort viu que deveria interferir.

– Está tudo bem meu amor, nós podemos... – começa Catherine sorrindo aliviada e abrindo os abraços para Mary, que cogitou a hipótese de correr até eles. Apenas cogitou.

Avada Kedavra!

Não! – gritou Catherine ao mesmo tempo, desesperada, mas era tarde demais. Mary foi atingida e, com lágrimas nos olhos, caiu sobre a terra sem vida.

– Este é o seu último aviso Violet, vai deixar quantas pessoas morrerem até perceber que seu lugar é comigo? – perguntou Voldemort enquanto George abraçava uma desesperada Catherine o mais forte que pode, uma tentativa de obter o conforto que jamais viria.

Violet estava estática encarando o corpo da garota que por muitos anos foi sua amiga, para depois observar a auror correr até a filha e abraçá-la fortemente, como se seus beijos e lágrimas pudessem trazê-la de volta.

– Venha criança... Venha para os meus braços e pare de resistir! – insistiu aproximando-se – Eu posso ser tudo que você não teve... Fazer o que seus pais não fizeram e muito menos seus amigos. Posso ser sua família!

Enquanto os demais duelavam uns contra os outros, olhou ao redor e viu o rastro de destruição deixado por Voldemort. Então em sua mente vieram todos os momentos bons que passou ao lado das amigas, dos pais... Não importava que Severo Snape estivesse morto e fosse um traidor, não mais. Ele a havia amado por um período de tempo e esse foi o suficiente, assim como Bellatrix. Viu Catherine chorando enquanto agarrava-se ainda mais ao corpo de Mary, desfalecido no chão. Em algum lugar, Sophie poderia estar da mesma forma. Seu pai, Lillian, Bellatrix e muitos outros que sequer fazia ideia... Mortos. E o culpado estava bem à sua frente. Voldemort assassinou a todos e a privara de uma vida feliz e completa.

Não fora Severo Snape quem matara Dumbledore, fora Voldemort. Ele maltratou e influenciou pessoas inocentes, manipulou, matou e agora a queria para si...

Ele nunca seria seu pai, Severo Snape era.

Ele nunca seria seu professor, Alvo Dumbledore sim.

Ele nunca seria sua família, pois o que restou dela estava à sua espera dentro do castelo.

Violet sentiu o peito apertar-se e logo em seguida seu corpo todo tremeu. Seus olhos fecharam-se novamente e a raiva começou a fluir por suas veias. Toda a Magia Negra presa dentro da garota agora libertava-se e estava pronta para agir. A raiva que sentia era incomparável. Eileen dissera que a única diferença entre elas duas era o sentimento de remorso, mas a partir daquele momento, nada mais as separava. Sua mente não conseguia pensar em nada, apenas na dor da perda e na raiva por perder, no rancor...

Sua garganta queimou em ânsia, matar, trucidar... Deixe ir...

Quando abriu os olhos, não era mais Violet Snape, e sim uma mulher tomada pelas trevas e preenchida por raiva. Seus olhos azuis escureceram-se e logo ficaram completamente negros em questão de segundos e deu alguns passos à frente.

Sua decisão fora tomada...

Mataria Voldemort.

Notas finais
Magia Negra é genética!! Eileen tem, Violet tem... #Snapechateado kkkkkkkkk Nada é por acaso, lembrem-se disso. Caraca, a velha Eileen é poderosa! E cruel... Tudo que Myrddhin não sofreu sua vida inteira ele sentiu nos últimos minutos. Que duelo épico! Eileen é o terror de muita gente kkkkk E não parece ser tão amável ou simpática... “Você realmente acreditou que foi coincidência ter nascido com Magia Negra? Esperava mais de você Violet.” Snape teve a quem puxar kkkkkkkk Para quem estiver curioso quanto a esse “monstro das sombras”, dê uma olhada nesse vídeo em 1:36/37 e irão entender: https://www.youtube.com/watch?v=k1IBPNG9lmM – Raven. Me inspirei na Ravena, dos Jovens Titãs. Só eu adorava esse desenho? Mary é a traidora! Eu deixei pequenas (minúsculas) pistas nos capítulos... Ela sempre foi a mais calma e ajudava a Violet com a magia mesmo não tendo nenhum conhecimento aparente. Ela nunca teve medo da Vi porque Voldemort explicava exatamente como agir. Lembram do “feitiço do Taboo”? Elas falavam o nome do Lord o tempo todo no Instituto, como que nenhum comensal apareceu?! Porque Voldemort sabia onde estavam e deixou ordens específicas para não atacarem. Violet foi preparada para ser comensal desde que nasceu. Primeiro com Bellatrix, então o Instituto e por fim Mary, que não é adotada. *** Acrimônia Malus: Lança um jato de água ácida que queima a vítima, podendo até desfigurá-la. *** Expecto Slave: Cria uma criatura de magia negra, como o patrono, utilizado para proteger o bruxo das trevas e ferir outros bruxos. OOOOK, só eu acho que esse finalzinho promete muita coisa? ==================================== Capítulo 59 – Sacrifice (...) - E o que fazemos? Isso vai mata-la não vai?! - Vai. – confirmou encarando os olhos negros da neta, que suplicavam por socorro em silêncio. (...) ==================================== Tem um olho na minha lágrima... :’( Obs.: Encontrei essa música no Youtube e me lembrou tanto a Violet!! https://www.youtube.com/watch?v=vzX7unM9Lfw – Her Dark Side. O que acham?