Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)

11 Capítulo 10 – Conceal. Don’t Feel


Notas iniciais
Eileen, Molly, Vyola, Andrômeda, Bellatrix, Lilian, Narcissa, Meryl, Catherine... etc etc etc. Parabéns mamães!!! ^^ *** Alguém aí assiste Once Upon a Time??? Já viram a season finale??? Ainda não me recuperei, sério... Emma é muito sacana, por que ela fez aquilo?? Poxa... :(

Capítulo 10 – Conceal. Don’t Feel

“Esconda. Não sinta”

– NARRAÇÃO -

Como aqueles dois idiotas podem brigar por algo assim? Eles pensam que eu sou um brinquedo que deve ser disputado por duas crianças?!

Violet não entendia o motivo de tanto ódio ter florescido em seu peito repentinamente, ela se sentia irritada e com raiva de Harry e Draco. Eles estavam sempre brigando e disputando por atenção, Violet se sentia um brinquedo, e quem vencesse a discussão, levava o prêmio.

Snape tampouco entendia, ele vira a discussão dos meninos e já estava até acostumado, mas assistir a própria filha usar magia daquela forma, em duas das pessoas que ela mais amava, o deixou extremamente preocupado. Ele sabia que provavelmente a garota estava irritada e acabou perdendo o controle. De novo.

Quando Violet subiu as escadas, Snape deixou Minerva e Vitor cuidando dos garotos e seguiu a filha, que pulava cada degrau rapidamente. Dava para perceber seus passos firmes e raivosos.

– O que aconteceu lá em baixo? – perguntou ao encontrá-la encostada à uma das paredes do segundo andar, teoricamente proibido para os alunos.

– Pai! De onde você veio?

– Isso não importa, quero saber o que aconteceu entre você, o Malfoy e o Potter.

– Aconteceu que eles são dois imbecis, idiotas e inconsequentes! – exclamou.

– Só isso? – perguntou surpreso.

Ele sabia que a filha tinha temperamento forte e explodia com facilidade, mas não imaginava que uma briga de rotina a irritaria tanto.

– Eu sei! – respondeu resignada — É um motivo muito idiota, mas ver os dois me disputando como se fossem crianças birrentas brigando por um brinquedo me irritou e até agora sinto meu sangue ferver! — exclamou batendo acidentalmente a mão na parede atrás de si, o que fez com que o pequeno espaço tocado por sua palma ficasse ligeiramente mais escuro. E foi então que Snape percebeu o que estava acontecendo e se aproximou.

– E por que usou magia negra?

– Não sei... – confessou – Foi... Eu não pensei direito... Eu...

Violet estava confusa. Se nem ela sabia o motivo de ter usado a magia, quem saberia? Bem... Snape sabia.

Severo aproximou-se ainda mais e pegou nas mãos da filha, porém, quando a palma da garota entrou em contato com a do pai, o sonserino foi atingido por uma forte onda de energia e foi lançado para a parede fortemente. Seu coração bateu mais rápido e a pele de suas mãos fervia.

– Pai! – gritou ela aproximando-se.

– Está tudo bem, estou bem... – garantiu levantando-se lentamente.

– Eu... Eu não queria, eu não sabia que... – tentou desesperada – Desculpe, eu...

– Já disse que estou bem. Mas agora você vem comigo... – falou ele puxando a garota pelo braço, coberto pela blusa de frio, escada abaixo.

Violet estava irritada consigo mesma por não ser capaz de evitar que a magia de seu corpo fluísse através de sua pele. Pai e filha não conversaram o caminho todo e por um momento Violet considerou perguntar aonde iam, mas após ver o pai acariciar o braço, provavelmente de dor pela queda, resolveu ficar calada.

Ele não sentia dor, mas também não estava bem. Suas mãos ainda formigavam de uma maneira insuportável e o braço estava dolorido pela colisão com a parede. Quando Snape finalmente parou, Violet viu-se dentro da Floresta Negra.

– O que você sente quando usa magia negra?

– Eu... – começou Violet, porém, não sabia a resposta.

O que ela sentia afinal?

– Certo, vamos mudar a pergunta. Por que atacou o Malfoy pela primeira vez?

– Eu... – começou puxando as lembranças do sonserino fugindo dela pelos corredores – Eu estava numa péssima semana e o Draco começou a me perturbar, Voldemort andava invadindo minha mente e eu estava esgotada com todas as responsabilidades que tinha... Quando ele jogou água em mim eu finalmente explodi e não consegui parar...

Raiva. – respondeu ele – Sua magia é liberada por emoções fortes. Medo, angústia, desespero, raiva, ódio.

– Faz sentido... Sempre que eu me descontrolei foi depois de eu estar com muita raiva ou muito desespero... Mas dessa vez foi um motivo insignificante! Foi apenas mais uma briga entre grifinória e sonserina...

– Mas dessa vez teve algo diferente. – rebateu – Você disse que se sentiu mais forte quando se aproximou do colar, certo? Tendo em vista que ele estava impregnado de magia negra e você tem essa magia no sangue...

– Espera, o que quer dizer? – perguntou cruzando os braços.

– Todo bruxo nasce com um nível de magia no sangue, os “puros” tem um pouco a mais que os nascidos trouxas e mestiços, claro, mas todos têm. Se um bruxo nasce com magia negra, o nível é mais alto e também mais perigoso. Nós não podemos atingir o nível máximo, pois se chegarmos até ele ficamos instáveis e fora de controle. – explicou — Quando você se aproximou do colar impregnado de magia negra, o seu nível se fundiu com o da joia e você absorveu energia.

– Então... Eu atingi o nível máximo?

– Não, pelo menos não ainda. – respondeu preocupado – Mas você chegou perto do limite de qualquer bruxo, e, falando em termos trouxas, você é como uma pilha totalmente carregada. Por isso se descontrolou agora pouco, você está impregnada de magia e precisa liberá-la, caso contrário, qualquer sentimento parecido com raiva vai ativá-la...

– Tá... E por que estamos aqui?

– Porque você vai liberar esse excedente de magia negra que está em você. – respondeu – Pense em algo que te deixe com muita raiva e desconte em alguma árvore. Pode destruir o que quiser, queime a floresta inteira se necessário, mas desconte sua magia.

– Você... Está falando sério?

– Sim. Vá em frente. – falou abrindo espaço.

Ainda receosa, Violet aproximou-se de uma das enormes arvores e fechou os olhos. Ela poderia fazer o que o pai pediu, é claro que podia. Em sua mente imagens de quando Voldemort a atiçava começaram a entorpecê-la, a raiva facilmente fluindo por suas veias. Ergueu a trêmula mão direita e aproximou-a da árvore.

Snape estava tenso e, por mais que acreditasse em sua própria teoria, não sabia o que aconteceria. Por um momento pensou em impedir que a filha fizesse o que ele pedira, mas antes que fizesse qualquer coisa a garota encostou a palma da mão direita sobre a árvore.

E então aconteceu.

Uma luz esverdeada saiu de sua palma e subiu pelo tronco, abrindo uma fenda em toda a sua extensão. Violet então colocou a segunda mão sobre o tronco e dela saiu outra luz, dessa vez avermelhada. Ambas as cores colidiram-se e criaram um ponto de luz negra, que finalmente partiu a árvore em mil pedaços enquanto um vento frio arrastava suas folhas para longe.

Uma forte onda de energia foi lançada pelo ar e Snape, novamente, foi arremessado para outra árvore, onde colidiu e caiu sobre a grama fria. O braço dolorido com certeza ficaria com algumas marcas no dia seguinte.

Violet abriu os olhos e sentiu-se muito mais calma e leve. Era como se um peso tivesse sido tirado de suas costas. Quando olhou à sua frente quase não acreditou que realmente destruíra uma das mais espessas árvores da Floresta. Era... Insano! Olhou ao redor para perguntar se fizera certo e percebeu que o pai já não estava ao seu lado, e sim à metros de distância, caído no chão e apoiado no tronco de outra árvore.

– Pai! – gritou aproximando-se rapidamente, porém, quando encostou sua mão sobre o ombro do ombro do homem, ele gemeu.

– Parece que você não liberou tudo ainda... – falou passando a mão sobre o ombro em forma de tentar remediar a dor que sentia pelas duas quedas aliadas à magia que o atingiu duas vezes.

– Desculpe, eu não sabia... Eu pensei que...

– Não se preocupe, estou bem... – mentiu levantando-se – Só acho que é melhor você fazer um esforço a mais para se controlar... E evitar usar a palma das mãos com frequência.

– Como se fosse possível...

Com um feitiço de conjuração não verbal, um par de luvas negras apareceu nas mãos do professor, que as ofereceu à garota.

– Você precisa aprender a controlar essa magia, e eu vou te ajudar, mas até lá é melhor usar isso... Vai impedir que outro acidente como o de hoje aconteça...

Violet olhou com descrença para o pai. Ele realmente estava pedindo que ela usasse luvas o tempo todo? Quer dizer, ela poderia controlar a si mesma, não poderia?

– Isso é realmente necessário?

– Violet, eu sei que não é algo bom de se pedir, mas hoje você arremessou dois amigos para longe com apenas um toque, sem contar que eu estou um pouco dolorido pelas últimas duas vezes que bati em uma parede e uma árvore... – ironizou – Antes que pergunte, estou bem. Mas isso porque já tenho experiência em magia e sou mais resistente que seus colegas. Em mim os efeitos são mínimos, qualquer poção para dores resolve, mas e seus amigos? Chambers, Addams, Seyfried, Farley, Malfoy... Potter. Eu me garanto, mas e eles?

Infelizmente seu pai tinha razão. Se com o nível de magia que tinha já a havia feito chegar perto de matar, duas vezes, o que aconteceria caso atingisse o nível máximo? E se ela acidentalmente tocasse em um dos amigos e essa energia fosse liberada? Será que alguém tão frágil e delicada quanto Sophie resistiria como seu pai? Com um suspiro em resignação, Violet pegou as luvas e colocou-as.

– Eu sinto muito princesa, mas por enquanto tem que ser assim... – disse Snape aproximando-se da garota e a abraçando, ignorando a dor que sentiu em seus músculos – Não deixe que ninguém saiba, evite ao máximo se irritar e, sempre que perceber que está perdendo o controle, tente não sentir... – pediu acariciando os cabelos da menina — E se não der certo, descarregue em algum lugar. Não me importa se vai sair de alguma aula ou correr de algum lugar repentinamente, apenas livre-se desse excedente, ouviu?

– Sim... – respondeu resignada.

– Você vai ficar bem, é apenas temporário... – murmurou abraçando-a mais forte. – Eu prometo princesa...

***

Desde aquela conversa Violet passou a usar luvas frequentemente e só as tirava durante a noite, por estarem em pleno inverno, ninguém estranhou. Uma vez por semana Snape a levava até a Floresta Negra e a garota liberava um pouco da magia, ela se sentia cada vez mais leve e calma, como se aquele peso de antes tivesse sido tirado de suas costas.

Paralelamente, os treinos para o primeiro jogo de quadribol aconteciam regularmente. Amanda era forte e só foi preciso canalizar e direcionar essa força, Jeremy, por sua vez, ainda não era rápido o suficiente e não conseguia defender todas as goles. Gemma estava ficando nervosa e Draco começou a demonstrar sinais de gripe e indisposição, sempre com alguma olheira ou com a pele mais pálida que de costume. Sophie tentou conversar, mas o namorado estava totalmente fechado para discussões e sempre conseguia mudar de assunto. Ele percebeu, é claro, mas respeitou. Quando ele estivesse pronto, iria contar a ela.

As aulas de Dumbledore e Harry, por sua vez, eram totalmente teóricas. Através de pequenos fragmentos da mente do diretor, o garoto conheceu melhor o passado de Lord Voldemort.

A mãe do Lord das Trevas era uma bruxa poderosa chamada Mérope Gaunt, que mantinha o marido Tom Riddle, trouxa, por um encantamento da poção do amor. Logo após descobrir que estava grávida, a mulher acreditou que o marido a amava e finalmente desfez o feitiço. Mas ela estava errada. Tom Riddle nunca a amou e assim que foi liberto, fugiu, deixando-a grávida. Desde então a bruxa recusou-se a usar magia e passou a viver miseravelmente até o dia em que, durante uma tempestade, foi acolhida num orfanato.

Dois dias depois entrou em trabalho de parto, porém, morreu horas depois. Suas últimas palavras foram o nome do filho. Tom Servolo Riddle. O garoto foi acolhido no orfanato e desde cedo percebeu-se uma capacidade mágica que assustava as crianças, seu nível de magia negra era alto e tinha um grande talento para as artes das trevas, era ofidioglota e gostava de colecionar troféus de suas vítimas.

Harry não entendia o porquê de Dumbledore lhe falar aquelas coisas, ele não queria saber o nome dos pais de Voldemort ou o lugar onde foi criado, ele queria aprender feitiços defensivos que só um bruxo como Alvo Dumbledore conhecia. Hermione, por sua vez, defendia o diretor.

– Saber o passado de seu inimigo é muito importante Harry... Talvez algo nesse passado seja a resposta para derrotarmos Você-Sabe-Quem...

***

Luna estava se recuperando no St Mungus, porém, foi mantida desacordada. Violet e Harry foram os primeiros a visitá-la, e poucos alunos seguiram o exemplo.

Slughorn, por sua vez, andava desapontado por não ter a ilustre presença de Harry Potter e Violet Snape, as grandes celebridades do mundo bruxo. Suas desculpas eram as mais esfarrapadas possíveis, sendo que Dumbledore e Snape eram os “álibis” de Harry e Violet, respectivamente. Mas as desculpas não durariam para sempre.

– Slughorn dará uma festa e já está reservando vocês dois... – informou Sophie à Violet. – Dessa vez não tem como dizer não.

E realmente não teve como recusar. Snape não estaria no castelo, Dumbledore tampouco e a Grifinória já havia reservado o campo para treinar. Harry e Gina estavam livres, mas Violet não, logo, compareceu à reunião do clube.

Slughorn dividia bajulações entre McLaggen e Sophie, ambos com excelentes conexões. Violet novamente teve de se sentar entre Blás e Córmaco, que lançava piscadelas sempre que podia, mostrando seus perfeitos dentes brancos em cada sorriso.

– É sério, estou quase batendo nele! – sussurrou a garota para Blás.

– Deixa que eu me entendo com ele na saída... – respondeu o moreno lançando um olhar mortal para o loiro que novamente sorria e se gabava por suas conquistas.

Em determinado momento, enquanto Sophie envolvia-se numa conversa com Hermione e Slughorn, Violet sentiu uma mão rodear seus ombros e um rosto aproximar-se de seu ouvido.

– Essa reunião é chata não? O que acha de sairmos daqui? – sussurrou Córmaco em seu ouvido. — Você fica linda com essas luvas... Mas eu prefiro sem elas...

Violet não acreditava no atrevimento que o garoto tivera, e tampouco Blás, que viu e ouviu tudo. Antes que o sonserino interferisse, porém, Violet agarrou o braço do loiro e torceu-o em suas costas, fazendo-o gemer.

– Que bom que a sua opinião não conta não é? – respondeu ela apertando o braço do garoto.

– Srta Snape? – estranhou Slughorn ao perceber a menina em pé, torcendo o braço de outro aluno.

– Nunca mais tente chegar perto de mim novamente McLaggen. – disse ela em seu ouvido com uma voz baixa e fria – Lembre-se quem é meu pai, da próxima vez pode não ser eu a torcer seu braço...

– Srta. Snape, solte-o, por favor!

– Está avisado... – murmurou ela novamente, empurrando-o para frente abruptamente e deixando a sala rapidamente.

– Mas o que aconteceu? – perguntou Slughorn em seguida, levantando-se para ajudar o garoto, que caíra no chão.

– Aconteceu que ele é um idiota. – respondeu Blás abaixando-se até ficar cara a cara com Córmaco – Ouça bem McLaggen, tente novamente o que acabou de fazer que terá que enfrentar o time da sonserina inteiro! E eu garanto que os batedores e artilheiros têm uma mira incrível, especialmente o Malfoy. – ameaçou levantando-se e também deixando a sala.

Violet estava com raiva e queria muito voltar e acabar com a vida miserável do McLaggen, mas por outro lado precisava se controlar para que a magia negra não voltasse a despertar.

“Não sinta, não sinta, não sinta...”

– Violet! Hey! – gritou Blás correndo atrás da garota. – Você está bem? Eu ouvi o que aquele canalha disse...

– Ele é um idiota! – exclamou – Eu queria tanto me encontrar com ele e acertar um balaço para amassar aquela cara prepotente...

– Você teria meu total apoio, e o do time também... – riu – Mas não se preocupe, eu já deixei claro para aquele imbecil que se ele mexer com você, vai mexer com o time todo...

– Obrigada Blás... – sorriu abraçando-o.

Notas finais
A Violet está se descontrolando com mais frequência e o papai morcego vai ajudá-la... Foi fofo esse momento não foi? Tadinho, apanhou duas vezes rsrsrsrs E o Córmaco?? Quem quer bater nele? Eu deixo! A maioria não lembrou de nada com esse título (acho que exigi demais, não é?), mas será que agora não lembram de alguma coisa?? Um filme da Disney, por exemplo... Não deixem de comentar!! Bjjss e até a próxima!!