Secrets Exposed

2 Aria Mongomery de volta a Rosewood


Notas iniciais
Esse capitulo será narrado por Aria Montgomery, a visão dela sobre tudo.

Um novo começo ou um recomeço? Talvez nenhum dos dois, talvez meus pais pensassem assim ao decidir voltar para Rosewood, mas eu não, não concordava, pra mim não tinha sentido voltar pra lá, não tinha motivo, não mais. Antes eu tinha as minhas amigas, mas agora... o que eu tenho? Talvez a escola de volta. Será? Eu não sei, mas meus pais sabiam, para eles era apenas um bom recomeço, meu pai recebeu uma boa proposta para trabalhar na Hollis (faculdade) e minha mãe, bom, minha mãe iria pra qualquer lugar com meu pai, ao chegar lá ela iria ver o que fazer, sempre foi assim.

Pra mim, voltar para Rosewood era como voltar ao seu passado obscuro, eu tinha a certeza que minha vida ia ficar de ponta cabeça assim que eu colocasse os pés lá, talvez tudo voltasse para me assombrar.

Com certeza eu voltaria a sentir nojo do meu pai, nojo pela forma em como ele traiu minha mãe sem a menor pena, em como ele tratava aquela mulher de uma forma que me dava ânsia só de imaginar.

Quando eu vi meu pai e aquela garota eu pensei que fosse só um dia, que ele tivesse pisado na bola só por aquela vez, afinal, todo mundo erra, até mesmo nossos pais que parecem ser perfeitos.

Pra variar, eu estava com a Alison na noite em que meu pai saiu de casa dizendo que ia me buscar e foi se encontrar na casa da mulher.

“Eu tinha ido passar a tarde com a Alison, como de costume, meu pai sempre me buscava depois das 10, mas naquela noite eu decidi sair mais cedo e ir com andando com a Alison e por incrível coincidência foi a noite em que ele decidiu fugir de minha mãe e ir jantar com a tal amante dele,

Eu estava passando na frente de um restaurante quatro quadras antes da minha casa e duas depois da de Alison, meu pai nunca foi muito esperto, eu nunca teria notado que era ele se não fosse a Alison. Ele estava entrando naquele restaurante com a mão na cintura de uma mulher loira, alta, eu tenho que admitir que era muito linda, porém muito nova. Alison queria confrontá-lo, perguntar quem era a mulher e se a esposa dele sabia que ele estava jantando uma hora daquelas com uma mulher daquele perfil, mas eu pedi pra que ela deixasse pra lá.

Fui pra casa e não conseguia dormir a noite, só sabia pensar nisso, mas nunca fui perguntar nada ao meu pai, até que um dia meu pai parou o carro próximo a faculdade onde ele trabalhava e saiu para conversar com o chefe, não sei como, mas a garota não percebeu que não era ele dentro do carro, simplesmente entrou, se assustou ao me ver e disse na cara de pau que tinha errado de carro e mais uma vez eu simplesmente fiquei em silêncio, mas como era de se esperar Alison não ficou, investigou aquela garota até descobrir algum podre dela que fizesse com que ela fosse expulsa da faculdade, algo que até hoje eu não sei.

Meu pai não sabe que eu sei sobre essa garota, ou talvez saiba, ela entrou no carro quando eu estava lá, deve ter dito algo a ele, ou não, mas ele também nunca me falou nada. Com certeza ele percebeu a frieza com que eu o tratava e a forma de como eu o olhava, não sei se aquilo o incomodava porque ele nunca se manifestou a nada, talvez eu tenha puxado isso dele, essa mania de querer guardar as coisas que acontecem, mesmo que sejam graves, lá estou eu, empurrando para debaixo do tapete, não é algo correto de se fazer, mas quem tem moral para me dizer o que é certou ou não? Eu só não queria magoar a minha mãe, mas eu sempre soube que esconder só ia fazer doer mais quando ela descobrisse que eu sabia e nunca contei nada a ela, ela que sempre foi minha amiga, ela que sempre me apoiou e confiou em mim, mas agora já é tarde demais, se eu contar eu sei que ela vai se magoar, se eu pudesse voltar no tempo... não, a quem eu quero enganar? Se eu pudesse voltar no tempo eu faria tudo de novo, porque só errando pra aprender com seus erros e esse era o meu e eu ia escondê-lo até não suportar mais.”

Com certeza não seria só eu ter escondido a traição de meu pai que ia me assombrar.

A briga dele com o Larry, eu pedi para que a Spencer não mexesse naquele assunto, deixasse no passado, mas eu conheço ela, assim como a Alison, ela gosta de investigar os podres das pessoas, não sei se a intensão dela é a mesma que a da Alison, mas que ela não iria descansar até descobrir, ah, isso ela não iria fazer. Sobre essa brigar nunca questionei nada com meu pai depois daquela noite, guardei e nunca toquei no assunto com e nem vou fazer.

Meus segredos com as meninas e principalmente com a Alison, ela estava morta, ou desaparecida, de qualquer forma, quem saberia? Eu sei que eu não posso pensar assim, mas é, é o que eu penso, o que espero que aconteça.

Minha vida estava ótima, eu tinha tudo, me dediquei a escrever romance, acho que tenho um certo dom para com literatura, uma das poucas matérias que me dou bem.

Estava tudo pronto para voltarmos para Rosewood, tinha acabado de arrumar minhas malas, o Mike estava pronto, minha mãe feliz e meu pai... ansioso e apreensivo?

No caminho para Rosewood afundei-me em meus pensamentos, meus planejamentos, afinal, o que eu faria? Voltaria para o mesmo colégio, a minha amizade com as meninas nunca seriam a mesma, não sem a Alison, com certeza, ela foi quem nos juntou, eu sentia falta dela, mais do que das outras, mesmo ela tendo aquele jeito dela, ela fazia a gente se sentir especial, eu tenho certeza que eu não fui única que sentira isso.

— Aria? – Uma voz conhecida falou meu nome, senti um toque no meu braço, mas não foi o suficiente para ter minha atenção, sem parar de balançar meu corpo a voz continuou. – Filha, acorda, nós já chegamos. – Decidi abrir os olhos e me deparei com um rosto pálido e cabelos longos caindo em minha perna, era a minha mãe, ela estava sorrindo para mim.

— Estava bom o sono, dorminhoca? – Mike me empurrou com o ombro.

Olhei pela janela e me deparei com a minha antiga casa, totalmente intacta, da mesma forma que deixamos ao sair de Rosewood, exceto o jardim que estava ridículo.

Sai do carro e ajudei o meu irmão e meu pai a pegarem as coisas. Entrei em casa com duas sacolas, uma em cada braço e uma caixa em minhas mãos, observei atentamente o interno da casa por cima da caixa, estava em perfeito estado. Subi as escadas e coloquei as coisas no quarto de minha mãe, ao sair do quarto me bati com aqueles sorrisos largos e olhos esbugalhados me encarando.

— Aria? – Disse ela com um tom de voz doce e suave, o seu de costume. – Por que não vai sair com suas amigas? – Ela voltou a sorrir e pegou uma mecha de meu cabelo, ficou me fitando com os olhos esperando por uma resposta, mas eu não disse nada, apenas a observei. – Tudo bem! Eu deixo você se livrar dessa coisa chata que é desempacotar a mudança para ficar com suas amigas, tudo bem, vai lá, divirta-se. – Ela beijou minha testa e me empurro para fora do quarto sem nem ouvir minha resposta.

Eu simplesmente ri, desci as escadas e comecei a andar por Rosewood.

Era incrível como aquela cidade não mudava, tudo da mesma forma que eu tinha visto pela última vez, talvez, algumas lojas novas, porém poucas coisas, nada de se dizer que fez muita diferença. A cidade estava com muitos carros parados, poucas pessoas andando.

Decidi ir até a cafeteria que costumava ir com as meninas. Ao chegar lá, como eu já esperava, não havia mudado muita coisa. Pedi ao menino do balcão um café com chocolate para viagem e aguardei.

Do outro lado da cafeteria, encostado na parede, tinha um garoto que não parava de me olhar, até que ele decidiu vir na minha direção, até chegar bem perto eu não tinha notado quem era, mas logo depois percebi, o sorrisinho cínico, bonito, porém nada agradável do Noel Kahn.

— Bem vinda de volta, Montgomery!

— Aria Montgomery! – Chamou o menino do balcão que segurava um café com o meu nome.

Levantei e fui até o garoto, peguei o café e me virei para o Noel Kahn. – Foi muito bom te ver. – Sai daquela cafeteria o mais depressa possível.

Olhei para trás para ver se o Noel Kahn estava me seguindo quando me bati com uma pessoa e acabei deixando meu café cair no chão, me virei para ver quem era, era um homem alto, cabelos pretos, sorriso nada cínico e muito agradável, desviei o meu olhar do rosto dele para o chão quando percebi que meu café havia caído nas papeladas dele.

— Meu Deus! – Abaixei para tirar o café e juntei as folhas que haviam se espalhado pelo chão, virei-me para ele. – Não sei o que te dizer. – Olhei para os papéis melado de café enquanto tentava reorganizar, percebi ser uma história, voltei o meu olhar para ele. – Você que escreveu?

Percebi ele coçar a cabeça e ri. – É... eu estava tentando terminar, mas agora vai ficar meio difícil.

— Eu não sei como me desculpar por isso.

— Simples! Sai comigo. – Ele voltou a sorrir.

— Eu estou falando sério. Eu... eu também escrevo e ficaria irada se isso acontecesse comigo. Você é escritor?

— Estudo literatura e sou professor de inglês.

— Interessante... – Sorri para ele sem parar fita-lo. – Eu aceito o café.

Tomar café com ele foi incrível, decidimos não falar nossos nomes, realmente ele tem assuntos ótimos e muito interessantes.

Nossa conversa verbal não durou muito, logo depois fomos para uma parte mais vazia da cafeteria.

Suas mãos envolveram minha cintura, enquanto apertavam a mesma, ele puxava meu corpo contra o dele e pressionava com força enquanto ia me empurrando até me encostar na parede, seus olhos estavam fixos nos meus, respiração ofegante, subitamente seus lábios encontraram os meus e logo começamos um beijo lento, que não demorou muito para se acelerar, suas mãos ainda em minha cintura ergueu meu corpo, tirando meus pés do chão, aproveitei e entrelacei minhas pernas em sua cintura, minha mão estava fixa em sua nuca, puxando seus cabelos levemente, uma mão dele segurava a minha cintura com força e a outra estava em meu rosto. Seus beijos desceram pro meu pescoço, eu arranhava sua nuca com uma certa suavidade, ele desceu a alça da minha blusa e mordeu meu ombro, tirei sua camisa. A nossa respiração estava ofegante, o nosso corpo estava quente, fervendo, de repente o cheiro de café havia sumido, e eu só sentia o cheiro dele que exalou aquele local e era um aroma ótimo, era incrível como a pele dele se arrepiava com o meu toque e mais incrível ainda quando a minha pele arrepiava com o toque dele, era quente e maravilhoso, um sonho, fazia meu sangue ferver, meu coração palpitava.

Depois da minha “conversa” com ele, eu decidi ir pra casa, subi correndo para o meu quarto e me joguei em minha cama, meus pensamentos fixos no rosto dele, ainda sentia seus beijos, o toque, ouvia a sua voz grossa, porém suave, os pensamentos foram se apagando aos poucos.

Notas finais
Essa foi chegada dela em Rosewood.