Secrets-Caroline and Klaus.
2 Um encontro inesperado.
Notas iniciais
P.O.V. Hannah.
Estamos em Nova Orleans a uma semana e eu ainda não tive oportunidade de sair pra me divertir.
Mas, hoje eu saio.
–Tenha cuidado, não fale com estranhos e nunca tire o colar que eu te dei.
–Tudo bem mãe.
–Amo você tchau.
Disse mandando um beijinho pra ela.
Cheguei na boate e fui o centro das atenções como sempre. Lá conheci uma garota super simpática.
–Qual o seu nome?
–Hope Mikaela Mikaelson.
–Mikaelson?!
–É. Porque?
–Porque eu sou Hannah Forbes Mikaelson!
–O que?! Não brinca?
–Não mesmo. Acho que somos tipo parentes.
–Legal! Será que somos irmãs? Eu sempre quis ter uma irmã.
–É possível já que o meu pai deixou a gente.
–Porque?
–Porque a minha mãe tinha medo dele. Ele era mais forte que ela e gostava de matar as pessoas quando se irritava ou quando queria alguma coisa.
–Nossa! Que chato.
–É. Mas, eu não ligo muito.
–Verdade?
–É. Eu tenho a minha mãe e ela nunca me deixou faltar nada, sempre cuidou super bem de mim.

–Parece que temos uma inversão aqui.
–Inversão?
–Você só tem a sua mãe e eu só tenho o meu pai.
–Sua mãe foi embora?
–Foi. Eu nunca a conheci.
–Também nunca conheci o meu pai.
–Ela foi embora assim que eu nasci.
–Meu pai foi embora antes de eu nascer, antes mesmo da minha mãe descobrir que estava grávida.
–Caraca! Que chato.
–Minha mãe disse que desde o princípio ela sabia que havia bondade nele e que ele podia ser salvo.
–Mesmo?
–Mesmo. Minha mãe tem o dom de ver o bem nas pessoas, mesmo naquelas que os outros julgam ser casos irrecuperáveis. Ela tem uma luz interior enorme.
–Eu queria conhece-la.
–Te levo pra conhecer minha mãe se me levar pra conhecer o seu pai.
–Feito. Vamos, minha casa é aqui pertinho.
–Beleza.
P.O.V. Klaus.
Estava no meu ateliê pintando o rosto dela quando ouço sua risada.
Desço as escadas correndo. Ela não me vê pois está de costas pra mim, mas eu reconheceria aqueles cabelos loiros em qualquer lugar.
–Caroline?
Quando ela se vira, meu sorriso morre. Não era ela.
–Não. Sou a filha dela Hannah.
–Filha?
–É pai, Hannah é nossa parente.
–Parente?
–Sou Hannah Forbes Mikaelson.
Será possível essa menina ser minha filha? Não. Vampiros não podem procriar, impossível. Hayley era lobisomem, mas Caroline é vampira.
–Sua mãe é vampira?
–Vampiros? Acredita mesmo nessas coisas?
–Se sua mãe é Caroline Anne Forbes ela é puro sangue, cem por cento vampira.
–Como pode saber?
–É que ele é um original.
–Um o que?
–Meus irmãos e eu somos os primeiros vampiros do mundo.
–Incrível.
–Onde está a sua mãe?
–Estamos hospedadas no Mandarin Hotel. Ela está na suíte 14.
–Sempre 14.
–É. Ela tem essa coisa de superstição. Chega a ser paranoia.
–Paranoia?
–É. Ela tem mania de limpeza, a primeira coisa que ela fez ao chegarmos no quarto foi pedir produtos de limpeza para o funcionário. Ela esfregou, passou pano e enseirou o chão e lavou a roupa de cama mais todas as roupas sujas. Duas vezes de dois jeitos diferentes.
Depois ela limpou os móveis, as janelas por dentro e por fora. Passou inseticida e o vap pra tirar as bactérias.
–Uau! Paranoica.
–Falei.
–Como é?
–Como é o que?
–Ter uma mãe.
–Chato. Mas, ás vezes é legal.
–Vocês saem pra fazer compras juntas?
–Sim. Sempre.
–E vão ao salão de beleza?
–Sim. Minha mãe hipnotiza a atendente pra ela dar desconto pra nós.
–Isso é errado.
–Nem todo mundo é podre de rico. Além do mais tem uma crise lascada, o dólar tá a quase quatro reais a compra e cinco á venda.
–O que?
–A bolsa de valores. Dã!
–Você entende de economia?
–Claro! Eu fiz administração, daí eu fiz culinária, estética, medicina, dermatologia e um monte de outros cursos. Até curso de garçom.
–Impressionante.
–Eu ainda estou no primeiro ano.
–Eu também. Fiz curso á distância.
–Impressionante.
–Pra mim isso é bobagem.
–Você toca alguma coisa?
–Piano, violino, violão, violão celo, tuba e órgão.
–Basicamente instrumentos clássicos.
–É. A minha amiga por outro lado toca guitarra, violão, piano, baixo, bateria e teclado.
–Essa sua amiga, como ela se chama?
–Renesmee Carlie Cullen. Ela também é sobrenatural.
–O que ela é?
–Uma das duplicatas de Amara.
–O que?
–Duplicata Petrova.
–Humana?
–Híbrida. Metade vampira, metade bruxa. Mas, os pais dela são de uma raça diferente, mais fortes, mais rápidos, mais resistentes e eles tem dons.
–Dons?
–Alice pode ver o futuro, seu companheiro Jasper consegue controlar e sentir as emoções das outras pessoas, Emmett é extremamente forte. Mais forte do que qualquer outro vampiro. Tia Bella é um escudo mental, mesmo depois de transformada ela é imune ao controle mental sem precisar de Verbena.
–Como?
–Dons puramente defensivos são chamados de escudos. Mas, de todos os membros do clã Cullen Renesmee é a mais poderosa. Ela faz tudo o que os outros fazem e tem a magia da mãe dela somado aos dons que ela consegue copiar dos outros vampiros. Além disso ela é a única pessoa que eu conheço que consegue controlar a mente de outros vampiros.
–O que?!
–É.
–Apenas os originais tem esse poder.
–Só que não. Ela consegue projetar um campo eletromagnético, maciço e impenetrável, produz ondas de choque e consegue irradiar pelo corpo todo, ela sabe levitar e acredite ou não ela pode voar.
–Voar?
–Voar. Em compensação ela não pode criar outros como ela, ela não é venenosa.
–Venenosa?
–A raça dos Cullen transforma pessoas em vampiros através do veneno que seus corpos produzem, eles fincam os dentes e se a pessoa sobreviver isso se espalha como uma infecção.
–E o sol?
–Não afeta Renesmee. Mas, os parentes dela brilham como diamantes ao serem expostos ao sol.
–Brilham?
–É lindo. Lindo de se ver.
–Você já viu?
–Já.
–E verbena?
–Que que tem a verbena?
–Funciona neles?
–Sim. Mas, estacas não.
–Não?
–É mais difícil matar um deles do que matar um original. Pelo menos foi o que a minha mãe falou.
–Ela te falou como se mata um original?
–Tem que ter uma estaca de carvalho preto.
Eu comecei a rir.
–Qual a graça?
–É carvalho branco e não carvalho preto.
–Ah! É que eu sou daltônica pra preto e branco.
–Verdade?
–É. Eu vi a estaca que a tia Renesmee fez com a madeira da ponte em que os pais da tia Elena morreram.
–Espera, queimamos a ponte.
–Eu sei. Mas, ela é descendente de viajantes.
–Viajantes?
–Bruxos que conseguem viajar no tempo e parasitar uma pessoa. Um viajante pode morar dentro duma pessoa por anos e ela nem fica sabendo.
–Morar?
–É como um parasita no seu cérebro. Geralmente, pessoas bipolares ou com transtorno de dupla personalidade tem um viajante dentro delas.
–Como sabe disso?
–Tia Renesmee é psicóloga e psiquiatra. Especializada em casos do sobrenatural.
–Casos do sobrenatural?
–Ela ajuda os lobisomens a lidar com a raiva, vampiros a lidar com a culpa, a dor e todas as outras emoções ruins. Os ensina a canalizar de uma forma saudável.
–E funciona?
–Sim. Depois que a vovó morreu a mamãe quase desligou e teria feito se não fosse as sessões de terapia intensiva com a tia Renesmee.
–Porque a chama de tia?
–Porque ela é minha tia de coração. Foi minha babá e ficou com a gente, sempre que precisávamos podíamos contar com ela.
–Isso foi uma indireta?
–Claro que foi. Você é fraco. Desistiu fácil demais.
–Você não entende....
–Entendo. Minha mãe te afastou porque tinha medo de você, eu sei o que fez com ela antes de vocês me fabricarem.
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