Secrets

11 Segredo.


Notas iniciais
Oi. Eu sei que prometi um especial de natal, mas esse clima de final de ano tornou impossível para eu escrever dois capítulos, por isso o especial de natal está adiado, mas prometo que ainda antes do Ano Novo ele estará aqui! Para compensar, um capítulo inteiro revelando o segredo de Matheus, agora. Preparem-se!

Bem, deu para perceber que meus amigos estão chegando mais perto ainda de descobrir meu segredo. Por isso, gostaria de deixar vocês á par do que aconteceu comigo que possa ser tão ruim assim, e o verdadeiro motivo por trás de meu suicídio.

Tudo começou naquela noite de agosto. Um sábado comum que eu saí para uma festa social em um prédio de um amigo de um amigo de um primo de uma amiga minha.

Como todas as festas sociais que eu vou, tem pessoas bêbadas, meninas fazendo sexo oral no banheiro e muita, muita azaração.

Nesse dia eu estava com meu grupo de amigos do outro lado: Naiara, Túlio, Joana e Julia. É, não sou tão unido com eles como era com meus amigos de antes, mas na verdade eu estava pouco me fodendo para isso. Naquela noite eu estava com todos eles e estava nessa festa social muito bêbado quando eu pensei “ora, por que não dar o fora daqui?” então, eu e meu grupo B de amigos fomos embora daquela festa, todos trêbados.

E a sucessão de eventos dessa noite leva ao meu segredo.

Primeiro evento fora quando não tínhamos um carro para dar o fora dali. Vimos algumas pessoas na garagem do prédio e foi quando Naiara teve a brilhante ideia:

– Vamos roubar os carros. – fala ela.

Relembrando que eu estava bêbado e eu queria muito algo mais animador que uma festa social como todas que eu já fui mais de dez vezes. Então, aceitei.

– Joana, você sempre vem com um facão nessa sua bolsa só por precaução, não é? – perguntei para ela.

– Sim... – Falou Joana.

Eu não esperei, lembrando que eu era um cuzão que só pensava em mim mesmo. Eu peguei minha mão e enfiei na bolsa de Joana, me cortando com a lâmina da faca mas também conseguindo puxar a faca pelo cabo.

Minha mão ensanguentada segurando a faca afugentou nossas “vítimas” em um instante, e conseguimos pegar o carro. Detalhe: derrubamos a grade do prédio passando com o carro por ela.

Eu estava dirigindo o carro quando percebi uma certa putaria no banco de trás. Julia estava ao meu lado no banco da frente enquanto eu estava vendo Túlio, Joana e Naiara fazendo uma ménage no banco de trás. Naquele momento, Joana estava com a boca no pênis de Túlio enquanto ele lambia os mamilos dos peitos de Naiara.

Ah, mas como eu queria participar daquilo. Meu sonho era fazer sexo com mais de uma pessoa. Já mencionei que eu estava bêbado?

Então, eu simplesmente soltei o volante e deixei que o carro tomasse seu próprio rumo na avenida afrente da praia de Copacabana ás 2:00 da manhã num sábado. Minha amiga plano B Julia teve consciência de pegar o volante do carro no meio daquela noite turbulenta, enquanto eu me esgueirava para trás para entrar na putaria generalizada.

Agora, vamos dar uma pausa na história, pois eu quero contar a interessante história de Dalva em uma noite.

Dalva era uma mulher divorciada e amargurada, que acabara ficando com a guarda de sua filha Luana. Ela estava naquela madrugada muito estressada e entrando em uma crise psicótica. Dalva estava em depressão. Não sabia o que fazer de sua vida naquele momento em diante. Sem marido, com uma merda de um emprego, e com uma filha que ela se perguntava todos dia se amava realmente ou não. Claro, como não amar uma linda menininha de seis anos que brincava de boneca e gostava de pintar os quadros das paredes de seu quarto com coelhinhos e macaquinhos? Mas é verdade. Dalva não sabia realmente se amava Luana.

Naquela noite, Dalva acordou sua filha e saiu de seu prédio mediano perto da avenida beira-mar de Copacabana. Ela não tinha destino, e deixava a garrafa de vinho branco que acabara de tomar levar seu corpo enquanto atravessava a rua para ir até a praia. É, talvez Dalva fosse somente se sentar na areia e apreciar o mar á luz do luar.

Mas foi levando seu corpo pela garrafa de vinho branco que Dalva não viu se havia carro passando na rua, e naquela noite Dalva sentiu a dor de ter um carro batendo com toda a força contra seu corpo, assim como sua filha Luana, que estava bêbada de sono, sentiu seu corpo e seu ursinho de pelúcia que vivia agarrado ao seu corpo voar pela avenida beira-mar naquela noite.

E foi aí que meu destino e o de Dalva se juntaram.

Eu já estava quase gozando na suruba no banco de trás do carro quando senti o impacto. Minha amiga plano B Julia parou logo depois, jogando todos nós para frente, por inércia. (é, uma das poucas coisas que aprendi nas aulas de física).

– O que aconteceu? – perguntei, colocando meu pênis para dentro da calça.

– Eu atropelei alguém. – falou Julia, olhando para trás como quem acabou e ver um fantasma.

– Você o que? – perguntei retoricamente, enquanto abria a porta do carro.

Abri a porta do carro e vi Dalva e Luana, que eu não conhecia seus nomes até então, estiradas na rua, sem sangue saindo delas, mas provavelmente mortas.

– Puta que pariu. – falou Naiara, olhando horrorizada.

– Não é minha culpa. Eu juro que elas saíram do nada! – falou Julia, olhando com pavor para as duas.

– Não vamos nos desesperar. – falou Túlio, provavelmente o mais sóbrio de nós todos. – Elas podem estar vivas.

Túlio se aproximou das duas, colocando a mão nos pulsos delas, acredito que para ver os batimentos.

– Não sinto nada. – falou Túlio, se levantando.

– Não... Não, eu não posso ir para a cadeia! – falou Naiara. – Sabem o que fazem com meninas como eu na cadeia? Hein? Rima com “grupo”!

– Na verdade, cadeias femininas não são muito propensas á estupros. Eu que vou me foder se for preso. – falou Túlio, olhando fixamente para as duas estiradas na rua. – Eu que vou ser estuprado por um negão com uma rola de 30 centímetros.

– Parem de falar merda, temos que nos concentrar nisso aqui! – falei, irritado e deixando o álcool falar por mim, um pouco. Sabe, quando me vejo em uma situação difícil bêbado, acho que recobro meus sentidos mais facilmente. – Primeiro que não vamos ser presos, iríamso para Fundação Casa. Segundo que nós não vamos nem para a cadeia nem para a Fundação Casa. Estão vendo alguma câmera de vigilância por aqui?

Todos olharam ao redor, tentando ver algum poste com uma câmera. Não viram nada. Nenhuma nas redondezas.

– Ninguém provavelmente sabia que essas duas saíram de casa. Ninguém nos viu. Está de madrugada, caralho! Ninguém vai saber disso. Vamos. Temos que enterrar os corpos.

É, eu fui ao ponto de ir enterrar os corpos na estrada. Á essa altura, você deve achar que essa beira de estrada deve estar com muitos corpos, não é mesmo? Pois é verdade. Está. A diferença é que os corpos que eu enterrei pareceram abrir os olhos pouco antes de eu colocar o último monte de terra nas suas cabeças.

– Matheus, elas abriram os olhos. – falou Naiara, enquanto eu colcoava mais terra no buraco cavado com um estepe. (eu sei, mas era o único instrumento que achamos).

– Eu vi. – falei, jogando mais terra no buraco.

– Então as desenterre! – falou Túlio, querendo desenterra-las.

– Não! – gritei, soltando o pneu e empurrando Túlio. – Elas não vão deixar por isso mesmo. Acha que é assim? Que nós as atropelamos, as enterramos vivas e depois simplesmente vai ficar tudo bem e vamos todos sairmos felizes? Não! Já chegamso até aqui e não vamos voltar atrás! Se é para enterrar uma criança e a puta de sua mãe que inventou de se jogar na avenida no meio da madrugada, que seja!

Depois daquilo, meu grupo B ficou com medo de mim. E assim aconteceu. Eu enterrei duas pessoas vivas, uma delas uma criança. E fiz questão de apagar todas as evidências disso, ao meu jeito. Meus amigos grupo B sentiram remorso, eu não. Achei que seria um erro do passado que poderia ser apagado facilmente assim como eu fiz com o carro que roubamos aquela noite, já que o jogamos no morro e esperamos que alguém o roubasse. É, mas foi quando eu vi no jornal local daquela semana que haviam achado os corpos e que o pai da meninas pequena era o principal suspeito que eu percebi a gravidade do que havia feito. Descobriram até que elas foram enterradas vivas queando a autópsia indicou terra em seus pulmões, e meus amigos grupo B ficaram horrorizados. Eu fingia não estar, mas na verdade estava morrendo por dentro. E foi aí que eu discuti com Naiara no telefone naquele dia na festa de Orangotango, quando Larissa me ouviu falar, e foi quando eu havia escrito aquele bilhete para Julia, que estava quase á ponto de contar tudo á polícia sobre o que fizemos. Sei, parece “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado”, mas foi o que aconteceu. Eu não consegui me controlar vendo tudo ao meu redor entrar em ruínas, e decidi acabar da forma amis fatal possível: dando um tiro na minha própria cabeça.

E foi isso que aconteceu, eu destruí minha vida por conta de um segredo terrível. E meus amigos estão á ponto de fazer isso, e consigo prever. Afinal, o baile de Natal está chegando. Ho, ho, ho.

Notas finais
Obrigado por ler! Revele seus segredos nos comentários ou se consuma com eles! Próximo capítulo poderá ser postado até o Ano Novo!