Secrets

2 Conhecendo Melhor


Notas iniciais
Desculpem a demora, tomara que gostem

Passei a noite em claro, não consegui dormir pensando nas palavras de meu pai. Eis a questão, quem são ‘eles’? Tentei [perguntar a ele] no jantar, mas a única coisa que consegui foi seu silencio. Tentei novamente dormir, mas fui atrapalhada pelo toque do meu celular. Olhei no visor e vi que era uma mensagem de Patrick.

De: Patrick e Pietro

Para: Ruivinha Louca

Oi pequena, só queríamos avisar que chagaremos só na aula de Química, tivemos um pequeno imprevisto de família. Lembre-se que hoje terá a escolha das duplas das aulas.

Bjs: O loiro mais gostoso (do mundo)

Não acredito que esse dois vão me deixar sozinha, vou acabar me acostumando, semana passada foi a mesma coisa. Olhei para o relógio e vi que ainda eram cinco da manhã, me arrumei rápido, e desci as escadas rapidamente também. Chegando á cozinha, só peguei uma maçã e sai de casa. Andei por uns cinco minutos até chegar aos portões do colégio. Passei direto por todos. Sem o Patrick e o Pietro me sinto deslocada. Segui direto para as salas, e fui para o laboratório de Química, as aulas eram dadas lá.

Sentei na mesa mais afastada da sala, que ficava ao lado de uma janela. Quando me dei conta, o professor já estava na sala. Percebi que ele estava tenso, mas decidi não me ligar nesses detalhes.

-Como todos já sabem, eu sou encarregado de dizer e organizar as duplas desse ano. – Vi que ele estava suando — Bem, vou dizer as duplas: Pietro D’Ângelo...

Quando o professor disse o nome de Pietro, vi os dois passarem pela porta com calma. O professor olhou para eles com indignação e depois continuou.

-Pietro D’Ângelo com Cassie Lamarck; Patrick D’Ângelo e Thalia Miley; Darwin Passos com Dayse Orítia... –E assim continuou até o final. -Bem, vou dar essa aula para vocês se conhecerem melhor, nada de brigas, têm componentes inflamáveis na sala.

Vi o Passos pegar seu material e vir até a minha mesa, ele se sentou e olhou para o meu rosto com um sorriso radiante.

-Olá, eu sou o Darwin.- Falou ele com uma voz calma e serena. –E você é...?

-Dayse Orítia Rissien-Disse nervosa, não gostei de seu tom calmo, [ele parecia suspeito]. – Mas pode me chamar de Dayse, não gosto muito de Orítia.

Ficamos conversando até nossa aula acabar. As duplas valiam para todas as aulas, então segui com ele para as outras salas até o final das aulas. Despedi-me dos garotos e fui em direção ao parque. Chegando lá vejo Darwin e seus seguidores, esqueci-me de comentar, ele é o capitão do time de baseball.

Pequei outro caminho, não queria ouvir gracinhas e brincadeiras dos ditos ‘‘amigos’’ do garoto. Cheguei em casa mais cedo do que o normal, segui direto para meu quarto, me tranquei e dormi.

Quando acordei já eram oito da noite, não queria descer tão cedo, sabia que quando lá chegasse viria meu irmão brigando pelo celular com os amigos e meu pai trabalhando. Voltei a dormir novamente.

Estava sonhando com a morte de minha mãe e me acordei rápido quando ouvi um barulho vindo da janela. Olhei para ela e vi que estava aberta, e ao seu lado havia uma carta e um embrulho. Fui com cuidado para perto dela.Não me julguem, do jeito que as pessoas me amam, lá dentro poderia haver uma bomba.

A primeira coisa que peguei foi a carta, [eu a abri] e li:

Olá Dayse... Acho que não me conhece garotinha, mas eu lhe conheço dês de que era uma pequena e frágil criançinha indefesa. Deve estar se perguntando quem sou eu... Bem, eu sou Jales, não, não direi meu sobrenome. Pois não o tenho. Queria lhe dizer para ter cuidado, aqueles que se julgam amigos podem ser sua destruição, e aqueles que se julgam inimigos podem ser sua luz no fim da escuridão. Bem poético, não? Sou um antigo amigo de ‘‘trabalho’’ do seu pai. Conhecia sua mãe, e sim, sei quem a matou. Não posso contar, porém. Terá que desvendar esses segredos do passado sozinha. Desculpe-me por não poder dizer.

OBS: Não diga pra ninguém sobre essa carta, e olhe o embrulho, digamos que é um presente de aniversario. Tomara que goste.

Adeus e Boa Sorte.

Jales.

Li a carta mais umas cinco vezes para entendê-la. Como assim ‘antigo amigo de trabalho do seu pai’? Desde que me lembro, meu pai é dono de uma multinacional.

Olhei para o embrulho. Ele era vermelho com uma fita azul, era pequeno e parecia uma pequena caixa.

O peguei e abri, dentro havia uma caixa verde de veludo com uma fechadura verde mais clara. Abri a caixinha e me deparei com uma pulseira com o meu nome, a pulseira era metade de ouro e a outra de prata, era linda.

Guardei-a dentro do meu guarda-roupa e fui dormir novamente, só que dessa vez, eu não tive pesadelos.

Notas finais
Tive que repostar pois havia alguns erros, se tiverem mais me avisem por mensagem privada. Reviews são bem vindos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.