Notas iniciais
Esse cap ficou meio grandinho, mas espero que gostem ç_ç

Quando Belphegor o ouviu, ele se afastou um pouco de mim, mas continuava me prendendo com os braços e dizia não tirando os olhos de mim e com aquele sorriso sádico assustador dos lábios.


– Não te interessa. Por que não vai tomar conta da sua própria vida?


– Kufufu tomarei assim que tirar essas mãos imundas de cima da jovem moça.


– Ora vá se fu...


Antes mesmo que Belphegor terminasse de falar um soco o atingiu em cheio o fazendo cair, eu cheguei a soltar um gritinho assustada por não esperar aquilo.


– Maldito! Você se verá comigo!


Ele se pôs de pé e colocava uma das mãos sob o nariz que estava sangrando muito e provavelmente quebrado enquanto se apressava em sair dali me deixando a sós com o meu “herói”. Me virei para encará-lo para ver se reconhecia quem era e agradecer.


–Ele poderia ter chamado guardas ou algo assim.


– E deixar todo mundo saber que ele apanhou? Ele é orgulhoso demais para isso.


– Sendo assim... A-arigatou senhor...


– Kufufu... Senhor? Não sou tão velho jovem moça.


Ele dizia se sentando no murinho da sacada enquanto me observada com um sorriso sínico nos lábios. Não o reconhecia ainda, talvez por conta da máscara, o pouco que conseguia ver de seus olhos era que o direito era um azul oceano hipnotizante e o outro era curiosamente vermelho, ele tinha o cabelo azulado e um penteado diferente... Parecia uma espécie de “abacaxi”, digamos assim, e atrás um fino e longo rabo de cavalo baixo, tinha também ombros largos e era bem mais alto que eu. Então aquele sorriso desapareceu por um momento e ele voltou a falar.


– E o que fazia com aquele traste? Não deveria ficar sozinha com quem não conhece.


– É uma longa história...


– Bem... Deixe-me adivinhar... Sua família te obriga por ele ser rico e ter status?


Aquilo me assustou por alguns segundos, como ele sabia disso? Estava tão evidente assim?


– E-etto... Na mosca...


– Não se sinta mal... Isso é mais normal do que imagina...


Ele voltava a sorrir daquele mesmo jeito sínico enquanto me olhava e um silêncio se formava, aquele olhar me deixava terrivelmente intrigada. Parecia que ele lia cada pensamento meu, era desconfortável.


– Bem, acho que está começando a encher... Não quer sair daqui?


– Não foi você que disse para eu não ficar sozinha com quem não conheço?


Ele era suspeito demais, não queria acabar com um segundo Bel em cima de mim...


– Ora estamos sozinhos aqui há algum tempo, se eu quisesse fazer algo já teria feito, e você não tem cara de quem gosta muito desse tipo de festa, é só olhar para você e qualquer um percebe isso.


– Só olhar para mim?


– Sim, olhe as outras mulheres...


Ele dizia apontando e levando minha atenção para as mulheres que dançavam no baile.


– Veja como elas se vestem... Exageradas, saltos muito altos, maquiagem em excesso e parecem desesperadas por qualquer homem rico que apareça. Você por outro lado é mais simples. Se me permite dizer é a mais bonita daqui.


Quando ele disse isso não pude evitar em corar, torcia para que a máscara estivesse tampando meu rosto vermelho. Soltei um longo suspiro e falei tentando mudar de assunto e disfarçar o meu rosto corado.


– Está bem... Vamos para outro lugar...


Ele soltou uma risadinha e então estendeu a mão para que eu pegasse e o acompanhasse. Rezava para que não estivesse nada errado e que as intenções dele realmente não fossem ruins. E assim atravessamos o salão, e eu torcendo com todas as forças para que não visse Adelheid no caminho, quando enfim saímos de lá logo me dei conta de onde ele estava me levando. Era o jardim, como eu amava aquele lugar, era tão calmo e bonito. Tinha um caminho de pedras que levava até o meio dele, onde havia uma fonte e um banco. Nós fomos até lá e nos sentamos. Por um momento eu até me esqueci da presença dele e fechei os olhos apreciando o forte cheiro das flores que vinha com a brisa. Quando lembrei que ele estava do meu lado abri os olhos para observá-lo e vi que estava sem a máscara. Eu entrei um pouco em transe, ele era muito bonito, tinha traços delicados e realmente não aparentava ter muita idade. Quando percebeu que eu o olhava ele retribuiu o olhar sorrindo, eu desviei o olhar voltando a ficar vermelha.


– Por que não tira a sua também?


Ouvindo aquilo eu ergui a cabeça e aos poucos tirei a máscara, não sei porque estava fazendo aquilo, quando o olhei agora sem a máscara, eu fiquei mais nervosa. Ele percebeu e parecia se divertir com aquilo.


– Kufufu... Eu não estava enganado quando disse que era a mais bonita daqui.


Por que ele tinha que dizer isso? Ele só podia estar brincando comigo... E eu não entendia porque estava ficando tão nervosa.


– B-bem... Não é isso o que eu ouço todos os dias...


– E quem diria uma mentira tão rude?


– Minha madrasta...


– Acredite em mim, provavelmente ela diz isso por inveja. E o seu pai? Sabe que ela te trata assim?


– Hm... Ele morreu quando eu tinha oito anos...


– Sinto muito.


Ele fazia uma expressão preocupada. Me perguntava se realmente estava.


– Está tudo bem... Algumas pessoas não gostam de falar de parentes falecidos, mas acho que não falar é como se estivéssemos tentando apagar que um dia existiram.


– Bem, nisso você tem razão.


Ele realmente não parecia ser má pessoa ficamos em silêncio por algum tempo depois disso, nós dois coincidentemente olhávamos para o céu, a lua e as estrelas, estava realmente lindo. Inevitavelmente eu me lembrava do papai que sempre ficava comigo a noite tentando contar quantas estrelas havia lá. Depois de um tempo comecei a me incomodar com aquele silêncio e logo tentei falar algo.


– Bem... Estamos aqui há algum tempo e ainda não sei o seu nome.


– Mukuro. Rokudo Mukuro e quem seria a senhorita?


– Chrome Dokuro.


– E então Chrome... Onde aprendeu a dançar tão bem?


– E-eu não danço bem Mukuro-sama...


– Mas é claro que dança... Eu vi você dançando com o Belphegor.


– Etto... Sobre ele... Me descul...


– Só vou aceitar suas desculpas se aceitar dançar comigo.


– O-o que?


– Ora é só uma dança.


E assim Mukuro se levantou e estendeu novamente sua mão para mim, sem muitas opções eu aceitei e logo estávamos dançando no jardim ao som da música que vinha do salão. Ele me olhava com um pequeno sorriso e eu senti que começava a ficar nervosa novamente. Não entendia o que estava havendo comigo. Dançava com muitos homens em uma única noite e nunca havia me sentindo assim... Eu me sentia como se estivesse flutuando conforme ele me guiava. Quando a música terminou, nós paramos e ele apenas me observava, eu senti meu rosto esquentar e meu coração bater contra as minhas costelas ele tocou meu rosto com uma de suas mãos, o toque era leve e aos poucos percebia nossos rostos se aproximando, não sabia o que estava havendo, nem se o que estava fazendo era certo, mas de alguma forma queria continuar. Quando estávamos a milímetros um do outro, um grande timbre do relógio me fez cair em mim e me afastei o rosto verificando que horas eram. Sim... Era meia-noite.


– S-sinto muito eu tenho que ir...

Notas finais
Bem gente com esse cap a fic alcançou a minha aqui xD
Então se semana que vem eu demorar um pouco não estranhem ok? ToT
Kissu kissu ♥