Secreto
13 Capítulo 13 - Coração em conflito
Capítulo 13 — Coração em conflito

17 de Julho de 1985 – 10h00min
Kagome acordou assustada em seu quarto, a janela estava concertada, nem parecia que a luta entre o Joker e os rapazes havia acontecido, suspirou e se levantou , foi em direção a janela e a tocou, havia sido pintada recentemente, ou seja, realmente aconteceu.
Ao olhar ao redor viu que tudo estava na mais perfeita ordem, e como se num estalo se lembrou de Inuyasha, seu cavaleiro estava ferido, correu até sua porta e a abriu, olhou nos corredores e não havia ninguém, então foi até o quarto de Blood que era o local onde Inuyasha repousava, porem, ao abrir a porta não encontrou ninguém.
—Inuyasha! — Ela suspirou, então correu o restante do corredor em direção as escadas, teria de encontrar o rapaz, ele ainda estava machucado? Ainda estava mal? Ela não sabia, mas queria o encontrar, queria saber se SEU cavaleiro estava bem.
Desceu as escadas em desespero, ao chegar ao final delas pode ouvir algumas risadas vindas da sala de chá, então, caminhou calmamente até o local, abriu a porta devagar e olhou pelo vão.
Lá estavam todos eles, Petter, Eliot, Julius, Blood, TwedleDee e TwedleDum, Boris e Inuyasha, seu cavaleiro, eles riam de algo, logo ela suspirou aliviada, pois ele estava bem, então se lembrou que estava de camisola, fechou a porta e foi até seu quarto trocar seus trajes. Ela tomaria café com eles.
Demorou algum tempo para terminar de se arrumar, mas estava pronta, usava um vestido rodado e curto, na altura de seus joelhos, era de um rosa claro, prendeu seus cabelos em um rabo de cavalo, deixando somente sua franja solta. Voltou ao corredor e desceu as escadas, ainda conseguia ouvir as risadas. Então decidiu entrar de uma vez na sala de chá.
Abriu as portas e eles viraram toda a atenção a ela. Blood foi o primeiro a se pronunciar ao ver a garota, com um largo sorriso.
—Demorou para acordar, Alice. — A garota sorriu e continuou caminhando até a mesa, se sentou em uma das cadeiras entre Boris e Eliot. — Dormiu bem?
—Sim – Respondeu sem olhar, pegou um dos pães que estava na mesa e o levou a boca.
—Ficamos felizes que está bem, ficamos preocupados com sua reação por esta manhã — Agora quem se pronunciava era Eliot.
—Estou muito bem – Falou ela terminando de mastigar e engolir o que se encontrava em sua boca – Ao termino, gostaria de treinar novamente, não quero os decepcionar no dia do baile, ao qual, está bem próximo — Kagome estava seria no momento, os garotos não entendiam o que acontecerá com ela, em um dia uma garota doce no outro uma garota séria e rígida, porém, Inuyasha se lembrou das palavras que ela disse no jardim de Blood e sorriu, ele sabia que ela estava fazendo de propósito por ele e Blood não a terem contado sobre os poderes de Kikyou que se encontravam instalados em seu coração.
—Termine seu café — Blood olhava diretamente para Kagome, a garota também o encarava – E então voltaremos ao treinamento.
—Não irá perguntar do que estávamos rindo? — Perguntou Inuyasha levando a xícara de chá aos lábios — Curiosa como é, me deixa intrigado por não ter perguntado ainda.
—Não, se me dissesse respeito já teriam me contado – Kagome se levantou, todos a olharam intrigados "Como assim ela não quer saber?" — Os espero no jardim. — Saiu da mesa, e quando passou pela porta e a fechou sorriu, ela seria "diferente" daqui em diante, ela disse que eles a conheceriam de verdade e iriam conhecer. Se dirigiu a porta da mansão e passou por ela.
Do lado de dentro da sala de chá eles se olhavam incrédulos.
—O que vocês dois fizeram? — Perguntou Boris irritado – Porque tenho certeza que foram vocês, não foram? — Ele apontava para Inuyasha e Blood.
—Não sei do que está falando – Inuyasha ignorou o que Boris questionava.
—Nunca vi Alice dessa maneira, parece até outra pessoa – Petter estava preocupado – Devemos tentar anima-la? — Perguntou ele já se levantando.
—Ela só está se fazendo de difícil Petter, não se preocupe – Respondeu Blood sorrindo — Só está irritada conosco – Apontou para ele mesmo e para Inuyasha – Por não termos contado sobre Kikyou, mas logo passa, ela não conseguirá ficar assim para sempre.
—Eu teria medo se fosse vocês — Julius se levantava – Alice pode fazer o que quiser, e como quiser, e ela sabe disso – Sorriu – Bem, vou me retirar, a rainha branca me espera para começarmos nossos afazeres – Caminhou até a porta se retirando.
—Gêmeos – Blood chamou , ambos se apresentaram a sua frente – Fiquem de olho em Alice, ela está no jardim, como ouviram, temo que o Valete ou Joker tentem algo contra ela.
—Sim senhor! — Responderam em coro.
—Eu vou – Inuyasha se levantava – Ficarei de olho em minha senhora .
—Não, você fica aqui, precisamos conversar – Blood pediu – Tenho contas a acertar com você.
—Não temos – Inuyasha parecia rispido.
—Sim, nós temos – Blood continuou – TwedleDee e TwedleDum, se apressem. — Os rapazes sairam da sala o mais rápido que conseguiram em direção ao jardim.
—Eu vou para o castelo da Rainha de Copas, os vejo mais tarde – Petter também se retirava.
—Espere Petter eu o acompanho, Boris ? — Chamou Eliot – Venha conosco também, creio que os dois ai tem muito o que conversar.
—Hum... — Boris encarou os dois rapazes — Vão na frente, já os alcanço.
—Certo – Eliot e Petter se retiraram e fecharam a porta atrás de si, deixando os três ali sozinhos.
—Eu sei o que ambos estão fazendo, e não estou gostando nada disso – Boris se pronunciava – Eu sei o que cada um que estava dentro desta sala faz, sei quem é bom e quem não é.
—Se sabe tanto, quem é o traidor? — Perguntou Inuyasha.
—Está debaixo do seu nariz, só vocês não enxergam, Infelizmente eu não posso contar sobre o que sei, a maldita Kikyou selou a minha lingua.
—Como? — Blood perguntava — Então realmente sabe quem é ?
—Sim, mas não consigo contar, por mais fraca que ela esteja ainda pode ser muito poderosa, se eu abrir a boca para contar o nome do infeliz irei explodir – Suspirou – E não quero que Alice sofra... Me perder seria um grande pesar.
—Ah com toda certeza, senhor Gato! — Inuyasha era sarcástico – Ela sentirá muito a sua falta. — Sorriu.
—E como viu e descobriu quem era? — Perguntou Blood.
—Blood, eu realmente não consigo contar – Boris parecia irritado – Mas, saiba de uma coisa, é a pessoa que você nunca iria suspeitar, nem nunca pensaria que se tornaria um traidor... — Suspirou – Eu realmente ainda não acredito que seja ele.
—Boris... — Falou Blood – Por um acaso seria...
Antes de Blood conseguir terminar a frase Eliot entrou, abrindo a porta de maneira brusca.
—Alice... Rápido! — Blood e Inuyasha sairam correndo, Boris por sua vez o olhou de maneira séria.
—Espero que esteja satisfeito – Falou Boris o encarando
—Com o que gato? — Perguntou Eliot sem entender
—Nada... — Boris se levantou e foi em direção a Eliot – Mas, saiba que um dia eu vou fazer o que é correto, e você .... — Boris sentiu o coração apertar – Maldita... — Se ajoelhou em frente a Eliot.
—BORIS! — Assustado Eliot o pegou pelo braço e o levantou — Você está bem?
—Estou – Puxou seu braço de volta – Vou descansar um pouco – O gato arfava de maneira dolorida, sentiu que iria explodir por um momento, então fechou seus olhos e deixou sua respiração se normalizar. — O que tem Alice?
—Desmaiada e tendo muitas convulsões ... Valete deve estar agindo novamente Boris, a garota está de maneira deplorável e...
—Calado! Como pode falar assim depois de... AH! — Sentiu novamente a dor no peito, o que seria aquilo – Droga, então... É inconsciente? Ele não sabe? — Suspirou e Eliot sem entender pegou o amigo pelo braço e o fez se apoiar nele.
—Eu não entendo o que está falando Boris, mas venha, você precisa se deitar. — Levou o amigo para um quarto próximo de maneira com que ele pudesse deitar e descansar.
17 de Julho de 1985 – 10h55min
—Ela não deve estar nada bem agora – Falava Ace sorrindo – Fiz com que se lembra-se de mais algumas coisas. — Levava uma xícara de chá aos lábios.
—Você não muda não é mesmo ?– Joker se sentava na cadeira a sua frente – Perturbar Alice dessa maneira? Meu Deus Valete, você é realmente terrivel!
—Ora Joker ! — Colocou a xícara sobre a mesa — Só cumpro ordens – Sorriu – E elas são prazerosas, fico feliz que esteja de volta...
—Também fico... Só não tão contente por Alice ter sido entregue a você, queria eu ter aproveitado daquele corpo...
—Não, ela continua virgem. — Ace, o valete, interrompia a Joker o que o fez se assustar e ficar sem entender – Eu tenho poderes de mexer com a mente das pessoas, eu fiz ela pensar que eu a estuprava enquanto ela mesma fazia machucados por todo seu corpo – Sorria – Eu fiz com que cada ilusão parecesse tão real... Quando eu acabava conseguia sentir o desespero em seus olhos, era tão bonito... — Ele levou uma das mãos ao rosto e retirou o tapa olho, por debaixo daquilo estava seu olho esquerdo, intacto, a não ser pela cor arroxeada que o mesmo possuía. — Quando retiro esse tapa olho posso fazer de tudo com ela, posso sentir até seu cheiro doce...
—Meus parabéns... — Joker começou a bater palmas e a sorrir – Espero que eu possa a ver novamente antes do baile... Quero tocar aquela pele macia.
—Basta – Kikyou entrava na sala — Ninguém tocará na maldita, eu a quero pura.
—Então é melhor tomar cuidado com Inuyasha e Blood – Valete Sorria – eles podem não aguentar querida – Levou a xícara aos lábios e bebeu o liquido sorrindo.
17 de Julho de 1985 – 12h43min
—MÃE! — Acordou assustada, Inuyasha a segurou pelos ombros – INUYASHA! MAMAE ELA ESTÁ EM APUROS!
—Não está, se acalme por favor – Ele a abraçava agora, fazia carinho em seus cabelos e esperava que ela se acalmasse. — Está tudo bem! — Kagome o abraçou e afundou seu rosto em seu peito.
—Ele veio de novo, não é? — Perguntou ela.
—Sim... — Beijou sua testa – Kagome, se acalme, você ficou um tempo desacordada, mas agora está tudo bem ok?
—Estou bem...
—O Boris... Ele... — Começou a falar mas, não conseguia terminar a frase.
—Que tem o Boris? — Olhou para Inuyasha assustada.
—Ele começou a passar mal, Eliot o levou a Nigthmare, aparentemente é o coração... Ele não está nada bem, podemos... Perder o Boris.
—NÃO! — Kagome tentou se levantar, queria encontrar o amigo gato, mas Inuyasha a impediu.
—Mantenha a calma! — Pediu Inuyasha a vendo em desespero – Isso é obra da rainha de copas, aparentemente Boris sabe quem é o traidor e não pode contar pois, ela jogou um feitiço em sua lingua, se ele contar acabará explodindo. Literalmente.
—Pobre Boris... Onde ele está? Quero ve-lo. — Pedia ela em suplica.
—Boris está com Nigthmare, não poderá ver o mesmo tão cedo, assim que ele estiver melhor eu mesmo a levarei até ele – Inuyasha passou a mão sobre os cabelos de Kagome – Me conte, qual lembrança terrivel o Valete a fez lembrar dessa vez? Porque foi isso que aconteceu, não foi?
—Sim... Dessa vez ele me deu uma lembrança que não era minha...
—Como assim? — Perguntou o rapaz arqueando a sobrancelha.
—Senti como se fosse Mamãe. Vi o dia que ela decidiu escolher Papai e vi também o dia que ela nos viu partir... Foi dolorido – Colocou a mão sobre o proprio peito e sentiu a lágrima a escorrer.
—Ele está brincando com seu psicológico, isso não é bom.
—Eu também me lembrei de como ele matou Wally, a cama entrando em sua cabeça... Estou com medo Inuyasha – Ergueu seus olhos para o rapaz a sua frente e suspirou – Temo por todos vocês. Kikyou deve ter várias cartas na manga.
—Deveria temer por si mesma, pois é você quem deve por um fim em tudo.
—Falando em fim... — Ela se levantou e abriu sua gaveta, puxando de dentro o frasco que continha o liquido, o mesmo que Inuyasha a fez beber quando chegou ali — Está na metade.
—Sim, você fez varias coisas desde que chegou aqui... Deve ser por isso. — Inuyasha se sentou na cama de Kagome enquanto a observava.
—Isso me lembra alguma outra coisa... — Bateu levemente o frasco em sua palma, se encostou na penteadeira e olhou para o youkai em sua cama – Sabe me informar o porque de Eliot não saber que Julius havia sido demitido se ele havia ido a torre de Julius naquela tarde?
17 de Julho de 1985 – 15h16min
—Sinto que está melhor, Alice – Blood caminhava pelo jardim juntamente com Kagome, ela observava as rosas.
—Sim, ainda consigo sentir meu corpo dolorido, mas isso é o de menos... — Falou ela.
—Alice... — Levou sua mão aos cabelos longos e negros de Kagome e os acariciou, a garota olhou para ele corada. — Nem acredito que será minha.
—Blood. Não é assim... Meu coração, ele não é um brinquedo. Você não pode impor que eu tenha sentimentos por você.
—Não foi o que me pareceu na biblioteca – Blood cruzou os braços em frente ao corpo, Kagome corou — Não foi o que me pareceu quando eu a beijei pela primeira vez – Blood se aproximava de Kagome, ela deu alguns passos para trás mas ficou encurralada – Quando quase a tomei para mim na sala de chá, pude sentir seu calor e seu corpo tremer – Blood agora estava a
prensando contra a camada de arbustos, ela tentou o empurrar mas ele era mais forte – Alice, eu a amo, eu sinto meu coração acelerar quando estou com você;
—Você poderia se afastar um pouco? — Pediu Kagome sem sucesso
—Não, eu preciso de você... — Blood se abaixou e selou seus lábios com os de Kagome, mesmo com a ela protestando e tentando o empurrar com força, Blood era forte e teimoso, ele a queria e se dependesse somente dele a teria ali mesmo.
—Nã... — Kagome mordeu seu lábio inferior fazendo o rapaz se distanciar — Não faça isso novamente, o empurrou e começou a caminhar, porém Blood segurou seu braço e a puxou novamente para si.
—Você é minha prometida Kagome – Ele parecia irritado.
—Me chamou de Kagome? — Arqueou a sobrancelha – Dificilmente faz isso.
—Me tira do sério — Ele a agarrou novamente – Por isso gosto tanto de você, é dificil... — Apertou a garota contra si, e com ela protestando novamente fez seus lábios se selarem aos dela, Kagome tentava empurrar o chapeleiro mas era em vão, queria que Inuyasha a salva-se, mas onde diabos ele estaria? Protestava batendo com suas mãos sobre as costas do chapeleiro, até que algo se fez presente no local.
—Não deveria agarrar minha senhora – Inuyasha apareceu, tirando a concentração de Blood – Ela não o deseja , não percebe?
—Está se metendo em assuntos que não são de teu interesse cavaleiro, lembre-se que teu dever é guardar a vida de Alice, não paquerar ou até fazer com que ela se apaixone por você — Kagome corou — Eu sei o que quase fez no quarto de Alice, sei também que está a seduzindo, sei também que a quer para você, mas saiba que foi a mim que sua mão foi prometida, então desista.
—Há! — Inuyasha debochou – Deveria é vigiar teus guarda costas, já que um deles é perdidamente apaixonado por minha senhora – Kagome arregalou os olhos, como Inuyasha sabia que Dum nutria sentimentos por ela?
—Diferente de você, Dum consegue se colocar em seu lugar – Disse Blood – Ele sente amor por Alice, mas não passa de seus limites, você tenta a seduzir e pegar em locais que me atrevo a dizer na frente dela.
—Você me faz ficar perdidamente irritado sabia? — Inuyasha parecia nervoso – Se Kagome não quiser a sua companhia, ela não terá.
—Ela é minha noiva Inuyasha – Blood puxou Kagome para si, enlaçando sua cintura – Minha. E não será nenhum cavaleiro que a tirará de mim, pensa que não sei o que faz? Está doido para pegar o trono e se tornar Rei ao lado dela, quer se aproveitar de Alice...
—MENTIRA! — Inuyasha apontava a espada em direção a Blood – Nunca faria algo assim, Kagome me conhece, sabe que nunca seria capaz disso.
—Será que ela realmente te conhece Inuyasha? — Perguntou Blood soltando Kagome e indo em direção a Inuyasha — Será que ela sabe que, você era amante da rainha de copas? — Kagome levou ambas as mãos aos lábios, Inuyasha estreitou os olhos para Blood — E sabe que você pode ser um espião? Já que Kikyou já o teve para si e pode ser que você não esteja apaixonado por ela e sim pelos poderes de Kikyou que estão com ela?
—Chega! — Kagome pediu – Inuyasha? — Ela chamou.
—Sim.
—É verdade? Você... Era amante da Kikyou? — Parecia decepcionada com seu cavaleiro, Inuyasha encarou seus olhos e abriu os lábios respondendo a pergunta.
—Sim. — Kagome sentiu os olhos marejarem, sua confiança tinha sido depositada totalmente em Inuyasha, o rapaz havia conseguido conquistar seu coração, mas, o sentimento era verdadeiro vindo dele?
—Blood? — Chamou ela.
—Sim – Respondeu ele a encarando.
—Se eu tivesse que saber disso, deveria ter sido feito pelo Inuyasha e não por você — Ela o repreendeu.
—Peço desculpas...- Parecia sem graça com seu ato.
—Agradeço que queira proteger meu coração desse tipo de coisa mas, eu já sou adulta e sei muito bem o que é certo e o que é errado. — Suspirou – Rapazes, peço que parem de tentar me conquistar da forma que estão fazendo, se eu realmente quiser alguém eu vou escolher, mas preciso de espaço e tempo para pensar, certo?
Ambos os rapazes acenaram positivo com a cabeça, Kagome por sua vez deu as costas e começou a caminhar em direção a mansão, teria muito que pensar naquela tarde, as escolhas feitas por ela até aquele momento, estavam certas?
17 de Julho de 1985 – 17h00min
Kagome estava na varanda da mansão, olhava fixamente o jardim, estava confusa, estava cansada, estaria ela novamente na estaca zero? Pensar que Inuyasha poderia estar se fazendo de apaixonado para roubar os poderes de Kikyou de seu coração e leva-los a ela lhe dava arrepios, por outro lado, sua mãe nunca confiaria sua segurança a alguém que não fosse de confiança, estava dividida. Sabia que era noiva de Blood e que teria de casar com ele, mas também sabia que seu coração estava balançado por Inuyasha. Tantas perguntas e tão poucas respostas, novamente estava confusa.
—Alice? Está tudo bem? — Eliot se aproximava, Kagome se virou e sorriu para o rapaz.
—Sim Eliot, obrigada por se preocupar – Ela estava a mirar o rosto da lebre, então se lembrou da conversa que teve com Inuyasha naquela mesma tarde. — Eliot, o que pretende fazer mais tarde?
—Tenho alguns assuntos a resolver no castelo de nossa rainha branca, mas nada de mais, porque a pergunta? — Surpreso pela curiosidade da garota.
—Gostaria que me acompanhasse em uma caminhada, se fosse possivel é claro. — Kagome decidiu se aproximar mais de Eliot, para descobrir se sua teoria estava certa ou errada.
—Seria um prazer Alice, assim que chegar do castelo a procuro. — Ela sorriu e a lebre caminhou até sair de seu campo de visão.
17 de Julho de 1985 – 17h33min
—Kagome?- Inuyasha se aproximava da garota, ela estava sentada em um sofá na biblioteca lendo um livro, calmamente levantou seus olhos em direção aos de Inuyasha – Posso falar com você?
—Claro cavaleiro – Ela fechou o livro e se ajeitou, sentando corretamente – Pode falar.
—Eu iria lhe contar sobre... — Começou mas Kagome levantou uma das mãos fazendo com que ele parasse.
—Tudo bem, eu entendo, você quis me proteger – Sorriu – Inuyasha , entenda, eu sou Alice filha da rainha branca, sou prometida a Blood e você é o cavaleiro, seu dever é me proteger somente, eu não tenho que pedir satisfações de sua vida amorosa a você — Inuyasha sentiu o coração doer, estaria perdendo? O chapeleiro havia conseguido envenenar o que ele levou tempos para conseguir pegar?
—Kagome – Ele segurou seus ombros e com os olhos em desespero falou — Não me trate assim, eu sei que ainda me ama...
—Inuyasha, por favor, esse tipo de relação nunca daria certo – Falou ela convicta, mesmo sentindo que seus olhos poderiam marejar a qualquer momento – Quero que a partir de hoje nossa relação seja a de senhora e seu cavaleiro, nada mais.
—Kagome... — Inuyasha sentiu os sentimentos que nutria se quebrarem um a um, sua Kagome estava diferente, não parecia mais a mesma Kagome — Peço desculpas – Ele se levantou – Se precisar de mim estarei atras da porta zelando por sua segurança — Falou ele.
—Agradeço — Kagome voltou seus olhos ao livro, Inuyasha deu as costas e caminhou em direção a porta da biblioteca, sentiu os olhos marejarem mas, não iria chorar, ele iria se vingar do chapeleiro, isso ele iria.
17 de Julho de 1985 – 18h43min
—Dum, você e Dee passaram o dia na torre de Julius o ajudando correto? — Kagome ignorou completamente a presença de Inuyasha no local se dirigindo a Dum. Eles caminhavam no jardim Kagome adorava ver as rosas e aproveitou para respirar o ar fresco enquanto investigava.
—Sim, nós estávamos arquivando documentos com ele. — Respondeu Dum prontamente.
—Em algum momento, Eliot apareceu no local? — Kagome parecia preocupada e então Inuyasha percebeu o que a garota estava fazendo, ela queria tirar conclusões sobre o que estava suspeitando.
—Eliot não aparece na torre a dias – Dee se pronunciou.
—Não, Eliot não apareceu na torre... Mas não entendo o porque dessas perguntas Alice – Dum parecia confuso, Kagome sorriu e respondeu a ele.
—Podem se retirar, obrigada — Abraçou Dum e logo em seguida abraçou a Dee, o que fez Inuyasha trincar os dentes, ambos se retiraram do local deixando uma Kagome pensativa e feliz com sua investigação e um Inuyasha muito irritado.
17 de Julho de 1985 – 19h15min
Rin caminhava cabisbaixa pelos corredores de seu castelo, estava cansada e triste ao mesmo tempo, queria poder ficar mais tempo com Kagome mas não poderia, queria ficar com seu cavaleiro Sesshoumaru, mas ele estava morto, as duas coisas que ela mais amava não poderiam ser concretizadas, não agora.
—Majestade? Deseja mais alguma coisa? — Perguntou Julius.
—Oh Julius – Sorriu — Não o vi, obrigada, pode se retirar a seus aposentos, eu irei dormir...
—Certo, com sua licença — Julius se retirou e Rin suspirou, caminhou até seu quarto e lá entrou, fechou a porta atras de si e suspirou novamente.
—Sesshoumaru... — Falou baixinho – Queria que estivesse aqui comigo, tanta coisa acontece por aqui... Joker, Valete e a Rainha de Copas estão a poucos passos de pegar nossa menina – Levou a mão ao peito e virou as costas para a porta, se apoiando nela. — E você não está aqui para me dizer como me defender ou que decisão tomar... — Ela sentou-se no chão ainda encostada na porta – Sesshoumaru, cadê você? — Encostou a testa em seu proprio joelho e começou a chorar, abraçou seus próprios joelhos e chorou, até que sentiu algo pegar em seus ombros, o que a fez se assustar.
—Calma – A pessoa falou baixo, o que fez Rin se assustar e sorrir ao mesmo tempo.
—Você... — Levou a mão ao seu rosto — está aqui mesmo? — Parecia incredu-la, sentiu o rosto se molhar com as lagrimas, mas a pessoa levou ambas as mãos ao seu rosto e as secou.
—Pare de chorar, ok? — Ela abraçou o ser a sua frente, não conseguia acreditar que ele realmente estava ali, junto a ela.
And that's all... ?
(E isso é tudo...?)
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