Secret of the shadows
1 O inicio
Desde quando mudamos para casa da tia Paulina, ela parece um pouco estranha desconfiada, como se a tinha certeza que eu estava aprontando. Bem não importa acho que só impressão, por que a que motivo uma rica e bem sucedida colocaria em casa uma garota que ela suspeita ser doida problemática,isso não importa pelo menos acho que aqui será melhor para Karine crescer... Bem acho.
– Querida?-Disse Paulina aparecendo na porta me dando um baita susto.
– Ahh, querida não, por favor. o que você quer?
– Também Sra. Grosseria. A Janta já ta está pronta.
– Já estou descendo, só vou terminar de fazer uma coisinha aqui.
Descendo as escada vejo Karine pulando, felize rindo mais rindo de verdade como não havia rindo assim desde de quando era muito pequena.
– Molly?-Disse Karine com um prato de porcelana na mão com os olhos brilhantes focados em mim.
– O que foi Karine? -Digo abaixando me ate ela.
– Você não acha a casa da tia gandi, e legal olha aqui posso brincar de tudo, sem me preocupar se o papai vai me xingar por estar toda hora pulando em cima do sofá, das camas, falando nele quando ele vai também vim para cá Molly to com saudades dele, desde quando mamãe...
– Karine. -Disse Paulina aparecendo na porta, da sala como se estivesse o tempo todo escutando aquela conversa. Seu pai...
– Paulina não. -Digo indo a ate ela indicando para continuar aquela a conversa na cozinha.- Você não pode contar a ela, ela não entenderia , eu também preciso de um tempo.
– Para que, pra perceber que estamos mentindo para ela?
– Não... Só me de um tempo.
– Um tempo para que?
– Para escolher como contar isso a ela.
– Você que sabe, olha Margaret eu vou ti dar uma semana.
–Me chame de Molly, sabe que eu odeio meu nome.
–Não devia e lindo.
–Não, não e não.
– Molly por você que ser tão teimosa só fica na defensiva só estou ... -Ela procurava palavras para completar aquela frase, tava na cara que ela iria soltar mais uma das suas mentiras.-Querendo ser legal.
– Não mais não pedi para você ser legal, não pedi para me tirar da minha casa, não pedi para ter pena de mim, não pedi para você fazer nada pra minha irmã e para mim sei como conta-la, e quando devo contar tudo para ela.
– Olha Molly, eu acho que deve abaixar esse tom de voz por que não sou sua mãe que...
– Não fala da minha mãe.
– Molly, pega a porcaria do prato e sobe pro seu quarto anda.
Preferir, o silencio discutir com ela era só mais uma maneira de colocar a culpa dos seus problemas nas minhas costas odeio isso, a fome que eu estava foi embora e a imensa vontade de chorar me dominava mais não podia,não podia deixar algo tão fácil me derrubar,precisava sair ...precisar respirar não ficar presa nesse inferno.Mas fugir naquele momento era burrice o melhor agora e dormir as espera qual e a surpresa de amanhã.
Quando estava quase dormindo ouço três batidas na porta e Paulina aparecendo.
– Posso entrar?
–Já entrou, não posso fazer mais nada.
– Molly. -Diz ela levantado as sobrancelhas.
–Tudo bem.
– Olha você...
– Paulina não vem com sermão não, amanhã tenho que ir para porcaria da nova escola e quero dormir, um pouco se for possível.
– Tudo bem amanha as seis eu te chamo, mas não vá se atrasar. -Diz ela batendo a porta com raiva.
No dia seguinte...
– Molly. -Diz Paulina na beirada da cama.
– Oi. -Digo com a cara mais fechada como se quisesse mata-lá,meu sono tava perfeito,até parecia que eu era normal ,um sonho bom de uma vida calma e pacata de uma adolescente qualquer,porém era só mais um sonho.
– Bem... Hoje e seu primeiro dia na escola, vamos arrume rápido o motorista já está nós esperando, e melhor sair cedo por que o transito uma hora dessas e um inferno.
–Ta bem mas o inferno e longe? Quer dizer a escola.
– Mais ou menos, vou deixa-lá, e vou pro trabalho.
– Mais a Karine?
– Não se preocupe a babá já esta chegando.
– Ok. já vou arrumar.
Nunca pensei que um dia teria uma casa desse tamanho, um motorista, uma “babá” para cuidar da minha irmã ,ou mesmo morar num lugar como este,abrindo o guarda-roupa a dúvida e maior coisa que tenho pois não tenho muitas “opções de roupa”,para vestir.
Pego meu all*star azul, minha calça preta e uma blusa branca e um moletom... Pronto perfeito.
– Paulina vamos.-Digo descendo .-Onde tá minha mochila?
– No sofá ,tava colocando uns cadernos e o material nela ontem a noite,Molly pare de me chamar de Paulina,sou sua tia,pode me chamar só de tia...
– Prefiro continuar de chamando de Paulina. — Digo a interrompendo ela acha que vai ocupar o lugar da minha mãe nunca .Por algum motivo, ser irmã do Vincent me faz acreditar que ela também não preste já que ele nunca fez nada por mim e nem para Karine,acho que ele ficou cuidado da gente aquele tempo só para dar tempo de encontrar um abrigo e nós jogar lá.
– OH Deus quando voltar vamos passar num shopping, por favor,precisa de roupas urgentes olhe isto.
– Não não invente, ta perfeito.
– Não tem conversa vai sim.
– Ninguém merece você.-Digo fazendo uma careta.
– Sei que ainda vai me amar muito Molly.
–Senta e espera,mais espera por um bom tempo .
– Por que é sempre tão grossa. -Diz ela rindo e abrindo a porta.
Somente sorrio um sorriso malicioso de raiva misturando com nojo.
Chegando na escola,todos já começam a me encarar com nesses filmes a novata esquisita chega todo mundo apronta com ela e riem da sua infeliz existência onde todas as patricinhas adoram tirar onda com a sua cara,se não fosse pelo meu celular,um fone e minha banda preferida”Three Days Grace ",podia até dizer que estava pirando...
Não hahaha talvez só um pouco.
– Garota,não olha para onde anda não .
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