Quem me viu há alguns anos atrás se surpreenderia com toda mudança que fiz em minha vida, realmente eu mudei, mudei de mais, não sou mais aquela songa monga que ficava pelos corredores da escola escondida implorando para ser notada, hoje eu só não tenho opinião eu também tenho ação, vamos dizer que as coisas ruins que aconteceram no meu passado me fizeram uma pessoa melhor hoje, estou completamente diferente do que eu era, deixei a menina tímida e feia no passado trancada dentro daquela faculdade para me tronar uma mulher linda sensual e com gostos um pouco singulares.

Eu era uma idiota por permitir que as pessoas me tratassem como se eu não tivesse nenhuma importância, mas também eu era errada, pois eu não tinha voz, eu me trancava, contato visual eu mal fazia direito com as pessoas algo me travava por inteira, não sei bem dizer se era a timidez ou o fato de eu ter sido sempre um pouco sozinha.

Sou nascida e criada em Montesano , meus pais também são de lá , sempre tivemos uma vida sossegada minha infância foi muito tranquila, não temos parentes pois meus pais são filhos únicos como eu, meus avos já faleceram e com outros parentes não tínhamos muito contato, fui criada sozinha não interagia muito com as crianças da vizinhança sempre fui muito tímida e apreciava mais a companhia dos livros do que de pessoas, vamos dizer que eu era um pouco antissocial coisa que hoje eu não sou, claro depois de muita terapia, não pensem que isso é coisa de gente fresca realmente eu precisei sofri muito no segundo grau e na faculdade, realmente vocês não tem noção de quanto algumas pessoas podem ser maldosas, naquela época ser humilhada era uma rotina na minha vida, ai se alguém hoje ousasse fazer alguma coisa daquele tipo comigo, com certeza eu daria uma voadura ou meus dois pés no peito do bandido ou da bandida, mentira minha não faria isso não, ou faria?, Mas voltando ao sofrimento da minha adolescência frustrada vou lhes contar como por um longo tempo eu fui o capacho de uma escola.

Eu já estava no ultimo ano do colegial o ensino na minha escola era um dos melhores, ótimos professores mas fora isso parecia uma selva eram garotas e garotos tentando se mostrar melhores do que os outros todos os dias focalizados totalmente em levar uma vida artificial, colocando em principal a classe social e valores idiotas, eles colocavam as suas leis, e quem não se encaixasse sofria as consequências de ser excluído todos os dias, havia toda aquela típica divisão entre as pessoas que a frequentava, tinha a turma dos descolados, a das poderosas, a turma dos atletas a do teatro a dos chapados e os nerds, e sabe onde eu me enquadrava? ...tipo assim nenhuma! eu era da turma de uma só, aquela que ninguém queria ficar perto, que ninguém queria dividir o lanche ou fazer um trabalho, era frustrante cheguei até a perguntar varias vezes para minha mãe se eu tinha bafo, ou se eu fedia, mas ela sempre me dizia que ela era como eu no colégio e que na faculdade ela descobriu que poderia ter muitos amigos.

- Filha você vai ver você vai ter vários amigos na faculdade vai ser uma das garotas mais populares, e vai ter vários admiradores querendo você.

- Mãe desce dessa nuvem, porque eu não tenho tanta certeza.

- Ana você vai ver querida.

-Vou ficar então de olhos me abertos, pois até pagarei para ver isso.

- Todos vão enxergar o que eu enxergo em você querida, sua beleza e seu lindo coração.

Coitada da minha mãe, ela sempre com seu grande coração achava que sempre podia tirar o melhor das pessoas, admiro ela por ser assim, pois eu era totalmente ao contrario, acho que depois de me decepcionar tanto acabei por perder a esperança nas pessoas.

Minha mãe falava que eu sempre era mais a frente intelectualmente do que os outros adolescentes por isso eu não conseguia me relacionar, dizia também que eu ainda desabrocharia e viraria uma linda mulher com grande beleza por dentro e por fora, mas o que ela não sabia era que o pior ainda viria.

Eu não tinha amizades com as garotas e nem com os garotos, paquera namoro pra mim era impossível, nenhum menino me notava, também pudera eu sempre estava trajada com o meu uniforme de idiota, minha simples jardineira já com o jeans gasto de tanto ser lavada a maquina, meu all star velho vermelho e meus grandes óculos de grau preto, enquanto as outras garotas se vestiam com roupas que marcavam todas as suas curvas e desfilavam pelos corredores desmanchando corações quer dizer provocando ereções, tentei até uma vez me vestir como elas, mas foi em vão o único elogio que consegui foi na saída de casa e pelo chato do meu vizinho, mas mesmo assim ele disse que eu tinha que dar uma engordadinha, porque minhas pernas eram um pouco finas, o filho da puta nem se envergonhou em falar que eu parecia uma saracura, mas tirando toda infelicidade pelo menos no ginásio eu tinha a companhia de uma pessoa muito querida.

Sr. Pedro um velhinho simpático que cuidava da cantina era meu melhor amigo, uma pessoa notável era um grande homem tinha uma historia maravilhosa de vida quando tinha os intervalos eu sempre o ajudava, a saúde dele era um pouco debilitada e ele não tinham outros meios de ganhar dinheiro a não ser pelo trabalho na cantina, então como ele era sozinho e sem família eu fiquei sensibilizada, comecei então a ajuda-lo de nada me custava fazer eu era sozinha e ele também, eu ficava no caixa e também levava os lanches na mesa, o Sr. Pedro ficava muito agradecido falava que era sua menina de ouro sempre me dizia o quanto eu era boa, que eu só precisava ser menos tímida, mas eu realmente tinha medo de me aproximar dos outros alunos era tudo tão divido não tinha como saber onde eu me enquadraria.

Terminei o segundo grau aos trancos e barrancos, as vezes até rezava pra ficar doente só pra ter o pretexto de não ir a aula, fui confiante para a faculdade lembrando das palavras de incentivo da minha mãe, tentando pensar com ela que o melhor aconteceria, que deixaria essa fase de menina excluída, e me tornaria uma universitária cheia de amigos, mas esse gosto não provei em minha boca, ainda no segundo ano me transferi para outra faculdade porque naquela até hoje não gostava nem de passar na porta, a única lembrança boa que tive foi da única amizade que tive, Kathy a melhor amiga, a que me defendeu a que me amparou quando precisei, aquela que viu meu mundo desabar de perto, a única que me deu a mão quando eu passei pela pior humilhação, eu me detestei por dias por ter acreditado e ter dado o meu coração para o pior cara que eu podia, foi com certeza a pior fase, pior do que o ginásio aquela maldita faculdade despertava lembranças terríveis, odiava lembrar do inferno que lá eu havia vivido em minha vida.

Notas finais
espero que gostem bjsss