Secret garden
2 É O Que!?
Notas iniciais
Lado a lado, eu e Papy andávamos juntos. Eu parecia um peso morto, quem não ficaria após umas 2 horas debaixo do sol regando plantas?
Papy perguntou que ouviu uma voz feminina junto comigo, começou a me fazer aquela famosa cara "lenny face" e também fez perguntas as quais eu respondia "não sei" para todas.
— Você pelo menos sabe o nome dela? — Perguntou Papyrus indignado. Eu fui responder, porém fui forçado a parar por causa do toque estridente e irritante do meu celular.
Numero desconhecido
Ah qual é estamos brincado de " o chamado" por aqui?
—alô?
—Sans? Sério que você não mudou de número? Hehe não me surpreende.
Não.
— Quem é?
— Sans eu conheço seu tom de desconfiança. Sou eu! M...
Rapidamente tirei do ouvido e desliguei a chamada. Odeio que brinquem com isso.
— Sans, você está bem?
— C-claro foi...
—PAPYRUS! – Um vulto se atirou em cima do meu irmão, fazendo o mesmo cair, literalmente, para trás.
— MAS QUE... — Ele olhou pro vulto e gritou:
— FRISK!
—FRISK? – Dessa vez eu gritei. MAS QUE MERDA TA ACONTECENDO AQUI?
— SANS? – Ela gritou de volta
—PORRA EU NÃO SOU SURDA! – A menina de moletom verde e amarelo gritou.
— Essa é a sua irmã, a Chara? – Papyrus sussurou para a menor.
— O que você acha? – Comentou ela rindo.
Frisk ajudou Papyrus a se levantava.
— Espera, você tinha falado Sans? Você conhece meu irmão? – Papyrus perguntou empolgado.
— Bem... Digamos que nos conhecemos hoje cedo.
— E como vocês se conhecem? – Perguntei interrompendo a reunião de família que ali estava se formando.
— Amizades virtuais, caro irmão.
E assim eu percebo que eu não sabia de nada sobre a vida do meu irmão. Sans, você é um mané.
— Certo. Frisk, temos que ir almoçar. – Falou Chara apressada.
— Eu e sans também vamos almoçar! Querem vir junto?- Ofereceu Papy, com um brilho nos olhos.
Frisk abriu um sorriso e Chara tinha cara de quem iria pular no pescoço de Papyrus a qualquer momento.
— Claro! – Respondeu Frisk, saindo em disparada junto com Papyrus.
— Finalmente se encontraram. Frisk não parava de falar desse magricela. – Chara comentou irônica, apressando seu passo, deixando apenas eu, meus pensamentos e minhas piadas ruins.
Logo na frente meu irmão e Frisk conversavam animadamente como duas crianças planejando um dia no parque de diversões. Adentramos uma lanchonete muito bem conhecida por mim.
— Hey Grillby! Como vai? — Cumprimentei o atendente no balcão.
— Ah, o Sans. Quem são aquelas? – Grillby realmente tem uma visão boa.
— São Chara e Frisk, amigas do Papy
— Ahuhu, Papyrus está se dando bem não? – Uma voz estridente soou atrás de mim, era Muffet, namorada e companheira de trabalho do Grillby.
— Heh... – Fiz uma pausa. – Acho melhor ir com eles. O dia foi osso.
— Sans, você provavelmente dormiu o dia todo. – Falou Grillby se segurando para não me esganar.
— Não se preocupe Sans! Já vou atendê-los! – Falou Muffet animada ao perceber o movimento na lanchonete, normalmente vazia.
Fui para a mesa em que Papy e os outros estavam. Chara mexia no celular entediada, muitas vezes bufando, enquanto Frisk mostrava algumas fotos para o Papyrus, que fazia comentários e ria. Em pouco tempo Muffet veio nos atender, colocando os pratos na mesa. Cutuquei Frisk, que estava do meu lado.
— Toc, toc. – Ela demorou um pouco, mas logo entendeu o que eu estava fazendo.
— Quem é? – Cantarolou ela.
— Prato.
— Hun? Prato...? Prato quem?
— Prato ver como essa piada é ruim. – Terminei dando uma piscada.
Então ela começou a rir da minha péssima piada, enquanto Papyrus me dizia pra parar de fazer piadas tão ruins.
E assim os dias foram passando. Não tão interessantes, mas passaram. Foi mais ou menos um mês de provas e passeios entre amigos com Frisk e meu irmão.
Frisk não estava na nossa sala, mas sim na sala de alphys. Chara estava dois anos na nossa frente, ou seja, no 3° ano.
A cada dia Papyrus e Frisk ficavam mais amigos do que já eram. Assim ocorreu comigo também. Aonde é que eles iam, eu sempre era convidado a ir também. Frisk era adorável, sempre animada e alegre. Um ponto forte era que ela gostava muito de piadas ruins, coisa que inegavelmente eu amo. Ela nunca mudava de roupa. Era estranho e raro ver ela com outra coisa que não fosse aquele moletom azul e rosa dela. Normalmente ela me ajudava com o jardim depois das aulas, enquanto Papyrus fazia as atividades do clube de quebra-cabeças.
— Me surpreende uma pessoa como você gostar de jardinagem. – Comentou ela.
— Digamos que me acostumei depois de começar a vir aqui. Esse lugar estava caído.
— Você é muito fechado – Reclamou ela.
— Não, não cara Frisk, eu tenho a cara fechada, mas eu não sou fechado.
— Então sua cara é um livro?
— Ha. Ha. Ha. Você me entendeu coisinha. Sou tímido.
—Você? Timido? PFFFF. Conta outra magrelo.
— Bleeh – Falei fazendo uma careta.
— BLEEEEH – Ela fez outra careta. Juntos começamos a rir feito retardados.
— Hey Sans! Olhe o que eu encontrei! – Falava animada enquanto deixava a pá de lado. Estávamos replantando algumas roseiras. Aproximei-me dela, em seguida ela me mostrou dois colares brilhantes de coração, que se completavam.
Eu reconheceria aquilo de qualquer lugar.
— Tome essa parte – Falou me entregando uma parte do colar. Eu encarei aquilo tentando dissipar qualquer lembrança ruim sobre o acessório dourado.
— Não conte ao Papyrus, ele é ciumento. – Falou num tom brincalhão, enquanto fazia um sinal de silencio com o dedo indicador sobre os lábios.
— Certo, chefia. – Falei fazendo sinal de “zíper” com meus dedos. – Agora pega o regador
Então, dois dias depois eu havia faltado na escola e estava em casa tossindo como um bode. Todos estavam na aula, provavelmente já saindo. E eu estava homestuck (N/A: isso foi uma referencia, ah se foi. Significa “preso em casa” okay.)
— Que demora...– Resmunguei para minha própria cabeça
— SAAAAAAAAAAAANSSSS! – Papyrus entrou correndo e berrando, se atirando em cima de mim.
— MAS QUE PORRA PAPYRUS!
— Toc toc! – Falou ele animado. Jesus ele não ta bem mesmo. E olha que sou eu que estou doente aqui
— Q- Quem é?
— Divina.
—Divina quem?
— ADIVINA QUEM TEM UMA NAMORADAAAA?
— É O QUE? – Berrei pra ele. Nunca achei que Papyrus ia usar as palavras “namorada” e “eu” na mesma frase.
— Isso mesmo caro irmão! O grande Papyrus finalmente arrumou uma namorada!
— Quem é?
— A D I V I N A.
— Que orgulho de você estar agindo assim, Papy! – Comentei , fingindo secar lagrimas imaginárias.
— ANDA SANS, ADIVINHA!
— Ok.... Joanne?
— O que? Eu gostava dela no segundo ano do fundamental! Ela nem está mais na nossa sala!
— Ok, desisto, quem é?
— Pois bem caro irmão... É a...
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