Secret Vices
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Beberique meu uísque olhando a cidade iluminada pela a grande janela da empresa. Suspirei. Eu já estava cansado de toda essa merda. Meu pai morreu fodendo com a amante em um iate e me deixou todo esse império em crise para que eu tomasse conta. Olhei para os papéis em minha mesa e afrouxei a gravata. Eu precisava me distrair.
Escutei a porta abrindo e me virei. Porque diabos a incompetente da secretária não anunciou a entrada? A merda da minha sala não tinha nenhuma privacidade. A parede era um vidro. Eu conseguia ver tudo que acontecia lá fora e quem estava lá fora, via aqui dentro.
— Não me olha com essa cara não. – falou John Diggle, diretor da empresa e meu melhor amigo, entrando na sala com um livro na mão. Eu já sabia o que era. John ia me fazer trabalhar essa hora.
— Porque aquela incompetente não te anunciou? – perguntei colocando meu copo na mesa
— Porque eu a mandei ir embora – colocou o livro na mesa e se sentou na cadeira
— Que tipo de bastardo você pensa que é pra mandar na minha secretária?
— Oliver, já passa das 21:00 da noite. Você não pode ficar prendendo a pobre coitada aqui. Você pode não ter uma vida, mas acredito que ela tenha.
— Eu faço o que eu quero, eu quem pago a salário dela – levantei as sobrancelhas – O que você quer, John?
— Entrei nessa sala e você não me deu nem um “oi” ou um “boa noite”, Oliver – olhei sério para ele, não estava afim de brincadeiras – Ok! – suspirou — Temos pouco tempo para escolher a agência que fará o desfile da nova coleção, os estilistas estão me cobrando isso.
— Eu sei, — suspirei enchendo meu copo novamente – desde que abrimos para a venda internacional, a Queen entrou pro mercado competitivo, colocar a empresa para fora do país foi um tentativa dos acionistas de tentar tapar o rombo que meu pai deixou. Eu esperava que essa ideia desse certo, mas o resultado era lento.
— Isso que me preocupa, Oliver. Em uma das reuniões, as quais você precisa começar a comparecer, falaram sobre te tirar da presidência.
— Eles não podem fazer isso!
— Claro que podem, com uma votação e a maioria concordando, podem sim. – se levantou – Eles associam essa crise a você.
— Já entrei com esse rombo, Dig.
— E não fez nada para mudar, Oliver. – cruzou os braços. — Cada ideia, cada esforço, foram deles.
— Isso é de qual agência? – mudei de assunto apontando para o livro na mesa.
— Isabel Rochev, da Rochev Models, mandou entregar aqui. – se serviu com uísque – É uma agência pequena. Insistiu muito para entregar esse material, no bilhete entregue pelo motoboy ela manda você olhar com carinho – me olhou bebendo e levantando uma sobrancelha.
— Ela e eu já... Já fomos parceiros... de trabalho – suspirei — Mas sobre o desfile da semana que vem eu ainda não decidi nada
— Sei – sorriu
A marca Queen tornou minha família bilionária, tudo começou há 20 anos com meu pai abrindo a sua primeira loja de roupa e minha mão fazendo costura. O negócio foi ficando tão sério que hoje somos a marca mais vendida por toda Star City e muito conhecida em todos EUA. Lojas de outros países estavam brigando para vender essa marca. Porém meu pai pouco se importava, ele queria era a entrada de dinheiro para torrar tudo com as amantes e viagens caras. E foi assim que ele morreu, torrando dinheiro com a amante dentro de uns dos iates mais caros do porto de Star. Minha mãe gostava da “família tradicional”, dois filhos educados e um marido que lhe dava tudo para compensar as traições, fez a linha esposa sofrida pela a morte, mas ninguém sabia o quanto ela sofria com ele em vida.
Nunca tive pretensões de assumir a presidência da empresa, mas quando meu pai morreu os acionistas não deixaram minha mãe – uma mulher fútil e sem conhecimento do mercado, como eles disseram – assumir a presidência. Ou eu fazia isso, ou o legado e a única renda da minha família seria tirada de nós. Então, por livre e espontânea pressão da minha mãe, estou na presidência a um ano e meio. E John tinha razão, eu não fiz nada para ajeitar os buracos que meu pai tinha feito. Mas também não estava com cabaça para fazer isso agora, ás 21:30 da noite.
— Estou indo embora – falei me curvando na mesa e começando a desligar meu notebook
— Mas e as modelos, Oliver?
Suspirei e comecei a folhear o livro de fotos. Cada uma mais linda que a outra. Cada corpo perfeito, eu daria tudo para ter uma delas na minha cama agora.
— Modelos jovens, o perfil da Queen – falei
— Ou seria o perfil de Oliver Queen? — sorriu
— Menos John – olhei pra ele – A Queen é uma etiqueta jovem.
— Tudo bem, chefe
— Marca com a Isabel – falei pegando meu paletó e vestindo
— Tem certeza, Oliver? É uma agência pequena...
— Marca com a Isabel – disse mais firme – Agora tenho que ir – dei a volta na mesa – Tenho um compromisso inadiável
— Algo da empresa que eu deva saber?
— Não, Dig, é sexo – pisquei e sai da sala
(...)
Estacionei o carro em frente ao hotel de luxo. Fui em direção ao bar e lá estava ela. Linda, alta e loira.
— Oi, Laurel – falei olhando-a e me sentando – Quero o melhor da casa com gelo, por favor – pedi para o garçom
— Um beijo de cumprimento é pedir muito, Oliver? – falou. Ela insistia nessas formalidades de um relacionamento. Eu não gostava, mas fazia para poder ganhar o que eu queria sem discussões. Então fiz o que ela me pediu e a beijei.
— Baileys como sempre – peguei o copo dela e cheirei, horrível — Às vezes me perguntou se você bebê essa porcaria porque gosta, ou porque acha chique.
— Seja bonzinho comigo, Ollie, viajo amanhã. Vou ficar um mês fora. – bebericou o licor – Você não vai morrer de saudades?
— Sempre – suspirei falando o que ela queria ouvir – Porque a gente não janta logo e vamos aproveitar melhor a noite lá em casa?
— Ok – se levantou e pegou a bolsa – Mas nada muito demorado. Tenho que acordar super cedo amanhã e ir me despedir da minha família. Acho que não vai dar pra dormir na sua casa – falou com manha. Fui até ela e a abracei por trás beijando seu pescoço, ela tombou a cabeça no meu ombro ficando arrepiada.
— Ah! Você vai sim – falei entre os beijos – amanhã cedo eu peço para o meu motorista te levar em casa, pro aeroporto, pra onde você quiser. – prensei minha ereção já evidente na sua bunda
— Assim não da pra resistir
— Então vamos sair daqui antes que eu levante esse vestido na frente de todo mundo.
Laurel Lance e eu vínhamos mantendo uma relação adulta a três meses. Para ela é um namoro, para mim era a um bom sexo sem esforços. Laurel era linda, independente, uma modelo renomada e estava sempre em viagens, mas quando ela voltava eu quase não aparecia na empresa só recuperando o tempo perdido dentro de um quarto. Eu não era a pessoa mais fiel do mundo, em uma de suas viagens já dormi com a sua irmã, Sara. E sem contar as inúmeras outras que conhecia em coquetéis e eventos. Laurel não sabia das minhas “escapulidas”, se sabia, não se importava.
Quando chegamos a meu apartamento, tratei de tirar seu vestido com a maior pressa que pude. — Eu estava desesperado, precisava que ela me distraísse, precisava esquecer a empresa, da minha mãe, da minha irmã problemática, de tudo! – Abocanhei seu seio direto e enfiei minha mão dentro da sua calcinha e massageei seu clitóris. Ouvir uma mulher gritar meu nome acabava com a porra do juízo que eu não tinha. Ela pressionava minha cabeça contra seu seio, isso significava que ela queria mais. Empurrei seu corpo até a parede mais próxima e arranquei sua calcinha fora. Foda-se se eu rasguei. Desci minha boca por toda extensão da sua barriga até chegar onde eu queria, joguei uma perna por cima do meu ombro e penetrei sua intimidade com um dedo enquanto chupava e mordiscava seu clitóris.
— Oliver! – gritou arranhando meu ombro, mas um sinal de que eu estava fazendo certo. Estoquei meu dedo com força. – Isso! Me morde! – fiz o que ela pediu sem pena — Isso! Oliver! Eu vou... – e com um gemido de prazer ela gozou.
— Uma delícia – sorri e beijei sua boca
— Acho que você está com muita roupa – falou abrindo os botões do meu blusão e logo em seguida tirando minha calça com a cueca junto. Deitei na cama com ela por cima de mim. Seus lábios ora desciam pelo meu peito, ora subiam até a minha boca, mordendo cada lábio, depois beijando com sofreguidão, arrancando sussurros de tesão de mim quando me engoliu por completo. Prendi seus cabelos em minhas mãos e fiz movimentos com meu quadril estocando em sua boca. Eu estocava com tanta força que Laurel se engasgava quando o meu membro entrava por completo. Eu urrava alto. Aquela merda era boa demais. Gozei em sua boca e puxei seus cabelos a tombando para o lado, abri suas pernas e a penetrei de uma vez. Me debrucei sobre ela e abocanhei um seio.
— Oh, meu Deus! – ela gemia enquanto estocava com força e mordia o bico. – Oliver! — Minhas estocadas iam ficando cada vez mais fortes e rápidas. Eu já estava sentindo o gozo vindo de novo.
— Goza pra mim, minha delícia! – falei em seu ouvido no momento exato em que ela jorrou seu prazer. Porém eu ainda não tinha chegado lá, então continuei com as estocadas fortes e rápidas.
— Oh! Oliver! Vem, meu amor – eu odiava quando ela me chamava de meu amor. Se fosse em outro momento eu já teria dado um fora. Mas a essa altura tudo que eu queria era uma boa foda, e gozar. E foi o que eu fiz, com um urro de prazer jorrei meu liquido dentro dela que sorriu satisfeita. Joguei meu corpo para o lado e fechei os olhos. – Nem um beijo, ou um abraço depois do sexo, Oliver? – falou depois de uns minutos em silêncio
— Não, começa, por favor, DR agora não! – falei abrindo os olhos e a olhando.
— Você nem vai sentir minha falta, não é?
— Laurel... Não começa com isso – falei suspirando, porém ela manteve seu olhar firme em mim – É claro que vou sentir sua falta – Acariciei seu rosto e sorri.
— Ok! – ela disse se levantando e indo para a janela – Se está dizendo – falou em meio de um suspiro.
Me levantei e fui até ela a abraçando por trás.
— Desculpa estar tão seco ultimamente, a empresa ta me tirando a paciência.
— Não é a empresa, Ollie, você sempre foi assim. – se virou e ficou de frente para mim – Você nunca demonstra um sentimento. Na verdade eu não sei nem se tem algum.
— Laurel...
— Mas você ainda vai conhecer alguém que vai te quebrar por dentro. Se esse alguém não for eu, você ainda vai conhecê-la – e foi em direção ao banheiro
(...)
Amanheci sem Laurel ao meu lado, ela estava indo a Milão para uma série de desfiles de diferentes estilistas. Muitas vezes já usei sua fama em nome da Queen.
Levantei e fui fazer minha higiene matinal, tomei meu café da manhã que já estava porto. Era bom, não me agradava ficar respondendo pergunta de empregado. Gostava da mesa posta quando eu acordava, e ela que tirasse quando eu saísse.
Cheguei na empresa atrasado e recebendo olhares medrosos dos funcionários, eu não era um bicho só era muito rígido. Mas também se eu não fosse, a empresa não ia pra frente.
— Não sei por que eles tem medo de você – Thea disse parada na porta da minha sala vestindo o uniforme da escola. – Você não ta tendo moral NE pra brigar comigo ultimamente.
— O que você está fazendo aqui? – falei a abraçando
— Eu fui suspensa – revirou os olhos – Você precisa assinar um papel pra eu voltar.
— E eu posso saber o por quê? – abri a porta da minha sala e fiz menção para ela entrar também
— Fiquei a aula toda puxando os cabelos negros da pobretona bolsista da escola – bufou – O diretor gosta dela e me suspendeu
— Bem feito – cruzei os braços
— Olha, eu já não gosto mesmo de ir pra escola. Você não assinando me deixará feliz – se sentou na mesa
— Desce da, pirralha. – a empurrei
— Ai, Ollie – escorregou e se sentou na cadeira
— Vai pedir pra mamãe assinar.
— Eu não falo com ela.
— Para de ser infantil. – me sentei na minha cadeira – Primeiro você fica puxando o cabelo dos outros, depois voe se nega a falar com a mamãe por birra.
— Ninguém mandou ela esconder de mim que sou uma bastarda.
— Você não é bastarda, Speedy – liguei meu notebook
— Só sou filha de outro que eu nem se quer sei quem é, não sou uma Queen. Nem me apresento mais assim para as pessoas.
— Nosso pai te amava – a olhei. Robert sempre idolatrou Thea, ele sempre passava a mão na cabeça dela em tudo. Mas se era amor de pai ou culpa pela distância devido às merdas que ele fazia, isso eu já não sei.
— Ele foi tão enganado quanto eu. Não sou uma Queen, aceite isso – enfiou a mão no bolso do blusão e me jogou um papel que peguei no ar – Vai assinar ou não essa merda? — Assenti pegando uma caneta e assinando.
Thea nem sempre foi assim sem juízo, ela era um doce de menina, prestativa, educada, humilde. Isso até uns meses atrás antes de ela fazer um trabalho besta da escola e ver que seu tipo sanguíneo não era compatível com o do nosso pai. O mundo dela acabou e minha mãe se recusava a falar quem era seu pai verdadeiro. Então ela se revoltou com tudo e todos, recorria só a mim quando precisava e parou de usar o Queen no nome, Thea Dearden, era assim que ela se apresentava. Eu entendia que era muita coisa para uma garota de 17 anos digerir, então eu fazia de tudo para não perder a pouca paciência que eu tinha com ela. Já sou um homem de 30 anos, eu não era obrigado a aturar birras de uma adolescente, mas Thea era a minha irmãzinha e era meu dever cuidar dela, por isso que eu decidi assumir todo esse peso da empresa, por ela.
— Irei pedir para alguém reclamar com esse diretor – falei devolvendo o papel
— Não precisa, eu mereci – sorriu – Eu amo implicar com aquela pobrinha. Ela até que é bonitinha se não se vestisse tão mal.
— Quem implica assim é porque ta apaixonada – sorri
—Vai a merda Oliver, a coisa que você tem entre as calças eu chupo até o caroço. – piscou
Mas que porra?
— Vai embora antes que eu... – dei um soco no ar em direção a ela que saiu correndo e rindo.
Quando Thea saiu eu comecei a olhar os papeis que a alguém – provavelmente minha secretária — tinha colocado na minha mesa.
Eu odiava ter que comandar essa empresa!
Olhei para a porta e vi Dig pedindo para ser anunciado pela secretaria, acenei para que ele entrasse.
— Bom dia! — falou entrando na sala
— Bom — suspirei
— Oliver, falei com Isabel. Ela virá aqui amanhã a tarde disse que trará fotos para escolhermos as modelos
— Eu estou pouco me fodendo pra escolher modelo, Dig
— Eu sei, por isso passei essa bola para os estilistas, eles que se resolvam.
— Eu sabia que tinha escolhido o diretor certo para a empresa — sorri
— Oliver, tem algo que queria te contar. — falou se sentando — Sei que você não é a melhor pessoa para me aconselhar, mas...
—Fala logo cassete
— Eu transei com a mulher do meu irmão
— O que? — cai na gargalhada
— Oliver isso é sério. — passou a mão na cabeça — Aquela mulher é o demônio, me deixa maluco. Viciado, cara
— Quem diria o certinho John Diggle comendo a mulher do irmão enquanto ele está na guerra.
— Não brinca com isso! Não conta isso...
— Pra ninguém — assenti — Não sou Maria fofoqueira
— Irmão...
— Mas que porra, Dig — gargalhei — Ela ao menos fode bem?
— Fica longe dela!
Levantei minhas mãos em rendição.
— Seu vicio ta guardado comigo, pode deixar. — sorri — Mas toma cuidado, John,seu irmão sabe usar uma arma.
— Vai se fuder!
Gargalhei.
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