Secret Tale - Conto Secreto
1 Presenciando... O Começo de um Genocídio
Notas iniciais
Terceira Pessoa
Lá estava ela, a cidade de Snowdin, calma, com aquela música de fundo, e seus habitantes sem preocupações, vivendo suas longas vidas normalmente.
— E lá vou eu!! Comprar o meu delicioso não sei o quê, pois eu só escolho quando entro na loja. — Diz Glyde voando para dentro da loja.
— Bem vindo a... Oh, oi Glyde! — Diz a coelha sabendo do que estava por vir.
— Olá, vim comprar um... hum... dois coelhos de canela... Não, quero... um bicolé, não, quero... Uma bandava viril, não, espera, é meu almoço, então eu vou querer... hum... um bicolé pra sobremesa e dois coelhos de canela, isso vai ser meu almoço, pois eu odeio canela!!
— Tá, são 80 ouros. — Fala a vendedora.
— Posso pagar, afinal, meus fans me deram dinheiro. — Diz Glyde pondo o dinheiro na bancada.
— Você tem fans?
— Claro, o problema é que é só no Patreon.
— E o que você posta pra eles?
— Fotos minhas!!
— Fascinante...
Glyde volta para a porta da casa de seu único amigo atualmente... o Annoying Dog.
— Eaeeee, inimigo eterno de Temmies, trouxe um coelho de canela para você, outro coelho de canela para mim e um bicolé para mim também!! E se você não gostar de canela, pode dar seu coelho para mim, pois eu odeio canela!! — Fala Glyde no seu tom animado e exibido de sempre.
Enquanto Glyde almoçava tranquilamente, Snowdin recebia um alerta de um de seus habitantes que vinha da densa floresta cercada de neve, ele se chama Faun.
— PESSOAL, FUJAM, RÁPIDO, TEM UM HUMANO MATANDO TODA A GUARDA REAL, ELE ESTÁ SEGUINDO PARA SNOWDIN!!! — Diz Faun ofegante, parecia que ele correu quilômetros em poucos segundos.
— RÁPIDO, VAMOS EVACUAR, O HUMANO ESTÁ NA BASE DO DOGAMY E DA DOGARESSA!!! DÁ TEMPO!! — Grita outro habitante correndo para o meio das árvores.
Todos os habitantes de Snowdin entraram em desespero, começaram a pegar os pertences e a família e correram para o mais longe possível da cidade, a floresta densa é um caminho um pouco arriscado para a capital por causa dos penhascos e desfiladeiros. Glyde nem estava sabendo do genocídio, ele havia se despedido de Annoying Dog que já havia voltado pra dentro de casa, ele estava prestes a sair da caverna, quando houve uma luta.
— Saia daqui, não me incomode! — Diz Gyftrot lançando alguns projéteis em Frisk, que desviava com facilidade e dava fortes socos no monstro com sua luva forte, Glyde não viu o resto da luta e voltou rapidamente pra caverna, se preparando para o ataque ao humano.
— Ha ha!!! Essa é minha chance, serei mais popular do que já sou caso eu capture esse humano, essa caverna é ótima para a luta, assim ele não terá muito espaço para escapar de minhas shurikens!! — Diz Glyde, super feliz, ele olha novamente para fora da caverna e vê o humano dizendo algo ao lado da poeira de Gyftrot.
— Eu até lutaria com o Glyde, mas ele demora demais pra aparecer, vou seguir o caminho. — Fala o humano saindo da área do Glyde.
— Droga, meu teste de paciência falhou, bom, vou seguir ele pelo céu. — Fala Glyde que sai voando enquanto observa o humano.
Ele viu o humano adentrando em Snowdin, ela estava vazia e sua música de fundo estava mais lenta, Glyde até estranhou, mas resolveu continuar a seguir o humano pelo ar, o humano então, em meio a neblina, se encontrou com Papyrus, Glyde nunca tentou fazer amizade com ele.
— Hum, não sei, o Papyrus é tão idiota ao ponto de acreditar num humano assassino? — Pergunta Glyde a si mesmo, para ver a cena mais de perto, ele se esconde atrás de uma das árvores próximas a área, no momento em que Papyrus deu a opção de poupar para o humano, Glyde até pensou que o humano mudaria de ideia pelo fato de Papyrus ter ignorado seu sonho de entrar para a guarda real e colocado sua preocupação com os outros acima de tudo... Isso foi um erro, após o humano ter dado o primeiro soco focado na cabeça de Papyrus, Glyde ficou com os olhos arregalados e viu ali, um monstro morrer de uma forma cruel.
— Humano... Apesar de tudo... Eu acredito em você, eu acredito que você possa se tornar uma pessoa melhor. — Foi a última frase antes de seu corpo e cabeça virarem poeira, o humano seguiu em frente, sem reação nenhuma.
— ...Caramba... É sério que o Papyrus ainda acredita no humano que matou ele? Mesmo sendo confirmado que ele é um idiota, acho que nenhum monstro merecia isso. — Fala Glyde,
— Beleza, agora tenho wi-fi só pra mim. — Fala Jerry que aparece mexendo no celular.
— Você merecia o destino do Papyrus, Jerry, por que o humano não te atacou?
— Ele me ignorou, eu tinha entrado em uma batalha acidentalmente, mas ele saiu correndo depois que era pra me atacar.
— Acho que ser você foi o motivo de você ter sobrevivido na guerra. — Fala Glyde que deixa Jerry largado ali.
— ESPERA, NÃO VAI ME DAR UMA CARONA?! — Fala Jerry que foi ignorado completamente.
Glyde seguiu o humano, que aparentemente estava despreocupado com os monstros que apareciam em sua frente, matando-os sem piedade.
— Droga, odeio voar em Waterfall, esse lugar me faz parecer um peixe... Será que eu nasci aqui? — Pergunta Glyde a si mesmo.
Glyde começa a seguir o humano voando um pouco mais baixo, no local onde estavam, começa a chover e Monster Kid segue o humano, mesmo sem guarda chuva.
— Ai, meu deus, uma criança tá seguindo aquele humano assassino, será que devo salvá-lo?! O que eu devo fazer?! O QUE EU FAÇO AGORA?! AQUELA CRIANÇA PODE MORRER!!!!! E eu também, caso eu me arrisque a tentar enfrentar aquele... Monstro... Contraditório, não? ...Tenho que parar de falar sozinho. — Fala Glyde para si mesmo e segue caminho, ele vê o humano chegar numa série de pontes, logo acima aparece Undyne, que começa lançando um ataque com várias lanças saindo do chão, Glyde se impressiona com a habilidade do humano em desviar das lanças, parece que ele já tinha feito isso várias e várias vezes... Após uma luta rápida, o humano é encurralado, e pensando que podia matá-lo, Undyne corta a ponte onde estavam na metade, fazendo a metade do humano cair junto com ele, poucos segundos desmaiado, o humano acorda e segue para o local onde seria a luta do boboneco que no momento de raiva, vira Boboneco Feliz, o humano impiedosamente mata-o e segue a aventura normalmente, Glyde só consegue alcançar o humano quando vê ele saindo da lojinha do Gerson.
— CARAMBA, AQUELE IDOSO QUE EU NUNCA LEMBRO O NOME PODE ESTAR PRECISANDO DE AJUDA!!!!!! — Diz Glyde que sai voando para a lojinha, quando entra nela, vê o Gerson arrumando umas bugigangas. — O senhor está bem?
— Estou sim, sem problemas, aquele humano babaca acabou de passar por mim. — Diz Gerson sem se importar.
— Hum... Tá bom, como o senhor espantou o humano? — Pergunta Glyde.
— O que acha? Com um repelente anti-humanos? Eu só ignorei e zombei da cara dele.
— O senhor é um herói... — Fala Glyde saindo de cena. — MAS AINDA SOU MAIS LEGAL!!
Glyde voa para o local onde ele achava estar o humano, foi quando ele viu... Monster Kid falando com o humano!
— AI, CARAMBA!! — Diz Glyde se escondendo atrás de uma pedra próxima. — Por favor, não mata a criança, por favor, não mata a criança!!!
Glyde viu que o humano ia acertar Monster Kid com vários chutes, ele fechou os olhos e esperou por um milagre.
— Não vou nem olhar. — Diz Glyde se encolhendo...
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