Notas iniciais
[Sweet aqui] Oi, bem vindos ao capítulo fanservice da Secret Love, espero que gostem e boa leitura /foge

Secret Love

Capitulo 31 – Vento frio

TaeMin tinha a cabeça sobre as pernas do irmão mais velho e esse acariciava seus cabelos carinhosamente. Assim que havia recebido a intimação, correu para o quarto do outro em busca de consolo.

– Eu não sei o que fazer, hyung – comentou com os olhos presos ao papel entre os seus dedos. – Não sei se consigo contar para alguém tudo o que aconteceu.

– Eles vão fazer com que se sinta confortável para falar – Key disse brincando com os fios loiros. – Os detetives são legais, eu acho.

– Como você sabe?

– Não sei, na televisão eles são legais.

– Nem tudo é como na televisão – o mais novo disse, rolando os olhos. – O detetive pode ser um filho da puta.

– TaeMin! – Ele repreendeu, suspirando em seguida. Sentia-se impotente. – Eu estou tentando te ajudar.

– Você está ajudando – ele finalmente tirou os olhos da intimação, focando sua atenção no mais velho. – Estar aqui é o bastante.

Eles sorriram. O papel foi esquecido na cama enquanto o menor pegava o cobertor, brincando displicentemente com a sua ponta.

– E você faz os melhores cafunés – ele completou. – É relaxante. Se eu não fosse seu irmão e não tivesse direito natural a eles, sentiria inveja do Min.

– Seu cabelo está macio... HeeChul?

KiBum se controlou para não rolar os olhos, mas ultimamente seu irmão passava muito tempo com o rapaz, não que tivesse algo contra ele fazer amizades com hyungs, mas HeeChul era só... A forma como eles se olhavam era profunda, e o outro cuidava do seu irmão como se esse fosse a joia mais preciosa do mundo. E Key, mesmo que odiasse admitir isso, sentia ciúmes dessa intimidade.

– Ele disse que eu não cuido de mim mesmo direito. Foi ele quem pintou de novo meu cabelo, cortou as pontas e fez mais um monte de coisas.

– Eu sempre peço para fazer, e o senhor não deixa.

– Mas com o HeeChul é diferente...

– Por quê?

O tom indignado do menino fez TaeMin rir alto, sentando para encará-lo.

– Olha, você está com ciúmes? – Ele afinou um pouco a voz, levando uma das mãos à bochecha do outro, apertando. – Que bonitinho.

– Pare – KiBum disse sério, empurrando a mão do outro, que riu ainda mais. – Não tem graça.

– Tem sim.

– Não tem.

Os dedos ágeis do mais novo alcançaram a cintura magra, fazendo cócegas e causando gargalhadas involuntárias.

– Viu que tem graça? Até você está rindo.

Key estendeu as mãos, pronto para revidar, o que gerou uma pequena guerra de cócegas que levou a uma de travesseiros e terminou com ambos deitados exaustos e relaxados.

– Você é meu irmão – TaeMin falou, se aproximando para abraçar o outro. – Não se preocupe, nada jamais vai tomar seu lugar.

Os braços finos do outro o apertaram.

– Eu sei, eu sou só muito bobo – ele sorriu. – Vai dá tudo certo, Minnie.

– Eu sei – o menor repetiu –, mas é difícil acreditar que essa confusão está acabando e que todos vão ser felizes como em um final de filme romântico brega.

– Eu gosto de filmes românticos bregas – ele comentou. – Finais felizes são bonitos.

– Não é surpresa você gostar de filmes românticos bregas – o mais novo disse divertido –, você namora o MinHo, baby – completou debochado.

Ouvindo a gargalhada do irmão, KiBum só pegou o travesseiro e bateu nele como uma pequena punição pela piada com seu namorado. Mesmo que ele realmente fosse brega, o menor não precisava ressaltar isso.

SL

HeeChul respirou fundo, quase podendo ouvir o elevador subindo, trazendo Park JungSu até o seu apartamento. A intimação que recebera estava guardada na gaveta, e ele estava esperando uma explosão do professor, mas não poderia simplesmente desmarcar aquele encontro – isso faria o mais velho achar que ele tinha que feito a denúncia. E Park JungSu poderia ser violento quando queria, ele mais do que ninguém sabia disso.

Sentiu-se culpado por ter mentido para TaeMin mais cedo, ele havia jurado que tinha desmarcado o encontro. As batidas na porta foram mais fortes que o normal e ele soube imediatamente que o professor estava irritado. Abriu a porta e sentiu a cintura ser imediatamente envolvida pelos braços do outro, e seus lábios atacados em um beijo arrebatador, praticamente violento. Não correspondeu, mas também não o empurrou, só esperou pacientemente até que ele ficasse sem ar e se afastasse por conta própria, entrando em sua casa sem pedir licença.

– Você recebeu aquela merda? – perguntou sem rodeios, olhando em volta como se procurasse o papel. – Foi você?

– Não. – Ele fechou a porta, se aproximando do outro. – Eu não te denunciei e, sim, eu recebi.

– Não se atreva... –não terminou a frase, seu olhar deixava claro o que ele queria dizer. Se o mais novo falasse algo, estava perdido.

– Não vou contar nada.

LeeTeuk se aproximou, puxando o aluno pelos cabelos meio longos com força.

– Você sabe que eu vou escapar dessa de novo e que seus pais não vão te tirar daquela escola, então acho bom – ele puxou mais, fazendo o outro gemer de dor – que você não diga nada. Ambos sabemos as consequências caso você o faça.

– Eu sei.

– Seu amiguinho loiro recebeu uma também?

– Não sei – ele foi atingido na costela com força. A dor foi quase insuportável. – Sim, recebeu.

– Não gosto quando mente para mim, HeeChul. Nosso relacionamento é tão bom, por que você faz isso, hum?

Ele aproximou o rosto do pescoço do outro, cheirando-o.

– Você está com o cheiro dele – Park beijou aquela área quase delicadamente, mordendo em seguida. – Isso é de certa forma excitante.

HeeChul só desligou sua mente até que acabasse.

SL

MinKi sorriu para SungJong que estava cantando no karaokê junto com Kim JongHyun. Quando Lee JinKi se aproximara dele e perguntara simpaticamente se ele queria sair algum dia, MinKi havia corado da cabeça aos pés, sentindo-se completamente confuso. Mas logo ele percebeu que fazia parte do grupo; o mesmo grupo que TaeMin e HeeChul faziam. Tinha pensado que os outros garotos iam sentir raiva dele, mas a reação foi oposta. Não só os dois, mas seus amigos haviam se tornado muito carinhosos e cuidadosos consigo, sempre o procurando para saber se estava bem, se precisava de algo. E mesmo que SungJong fosse seu ombro favorito, os braços de TaeMin o abraçando foram muito reconfortante também, e quando um simples “tudo vai melhorar” foi sussurrado pelo outro, foi realmente tranquilizante.

– Seu amigo canta bem – JinKi comentou ao seu lado.

– Completamente inesperado – Ren disse. – Quando ouvi a voz dele pela primeira vez, eu fiquei admirado.

– Vocês formam um casal bonito – o mais velho comentou mais uma vez, sendo completamente aleatório.

O rosto do rapaz loiro corou profundamente enquanto ele desviava o olhar.

– Não somos namorados.

– Sério? – JinKi franziu a testa. – Vocês parecem muito íntimos.

– Nós somos – respondeu simplista –, mas você não tem um amigo que é muito íntimo e vocês nunca tiveram nada?

– Não. – O mais velho riu. – Meu amigo mais íntimo já foi meu namorado e namorado do meu namorado.

O loiro imediatamente soube que ele falava de Key. Antes daquilo tudo, ele poderia dizer que não entendia o frenesi envolta de Kim KiBum, ele é lindo, claro, mas até aí milhões de meninos também são, mas ele tinha um jeito único de tratar as pessoas, ele fazia com que qualquer um perto dele se sentisse especial.

– Key é legal.

– É mesmo – o mais velho assentiu. – Você sabe o que os detetives vão fazer agora? – aleatório de novo.

– Ele fizeram exames em mim – explicou –, e agora vão testar o DNA com o do JungSu.

– DNA?

– Sêmen – ele disse corado. – Ele não usou camisinha.

– Estúpido – ele rolou os olhos. – Está pedindo para ser pego.

Onew sentia a raiva correr por suas veias sempre que tocava no assunto. Desde que JongHyun havia lhe contado, ele não conseguia acreditar que aquilo acontecia há tanto tempo na escola e ninguém havia percebido antes. Quão imbecis os funcionários de lá podiam ser?

– Tomara que ele seja – MinKi falou, baixou o olhar para o copo que tinha nas mãos.

– Ele vai ser. Nenhum juiz no mundo consideraria ele inocente – JinKi o tranquilizou com um sorriso.

Nesse momento, os outros dois se aproximaram da mesa, ambos sorrindo satisfeitos com sua pontuação no karaokê. JongHyun sentou-se ao lado de JinKi e teve os ombros imediatamente envolvidos pelo braço do outro, sentindo o namorado descansar a cabeça em seu ombro.

– Vocês deveriam ir também – SungJong disse, bebendo um pouco de refrigerante. Seus olhos castanhos correram até o amigo, vendo que este apenas brincava com um guardanapo. – Ren, você não comeu nada...

– Eu não estou com fome.

– Mas você tem que comer...

Vendo a conversa dos outros dois, os mais velhos sorriram, apreciando o momento leve de diversão, afinal, nada era melhor que o vento frio que vinha antes de uma tempestade.

SL

– Eu ainda estou um pouco preocupado – KiBum disse, observando o namorado colocar sua mochila no canto de se quarto. Ele havia chegado há algumas horas, o casal havia conversado e assistido um filme com TaeMin, o loiro menor havia dormido, e agora eles estavam sozinhos em casa, já que a mãe dos irmãos estava em mais um plantão no hospital.

– Relaxe, vai dar tudo certo – MinHo se aproximou do outro que estava deitado na cama. – Tudo vai se resolver.

– Eu espero, não quero mais o meu irmão no meio disso.

– Nem eu quero vocês no meio disso.

O mais alto envolveu o ombro do outro com seu longo braço, o puxando para mais perto.

– Gosto quando você se preocupa com o Minnie – o loiro disse se aconchegando ao corpo maior. – Gosto que vocês sejam tão amigos.

Choi sorriu, apertando o outro carinhosamente contra si.

– Minnie é meu melhor amigo.

– Eu sei. Antes eu achava que você gostava dele – comentou envergonhado, ignorando a risada suave que ouviu.

– Eu nunca pensei nele dessa forma. – Ele levantou o rosto do menor, fazendo-o fitá-lo. – Sempre pensei em você.

– Quando você começou a gostar de mim, Min?

– Não sei bem – confessou. – Em uma das poucas vezes que falei com você, eu me peguei pensando em como seus lábios eram bonitos – um tom avermelhado tingiu as bochechas do maior. – Eu me peguei desejando você, e nunca tinha sentido isso antes. Aos poucos esse sentimento foi aumentando para algo além do desejo físico.

Key sorriu, se inclinando para beijar o rosto do outro.

– Eu queria te fazer uma pergunta, Min.

– Diga.

– Você é virgem?

MinHo engasgou, o rosto de repente ficando muito corado. Inclinou-se, tossindo violentamente enquanto o outro batia em suas costas, preocupado. Assim que o ataque parou, o moreno voltou a encostar-se à cama. Key continuou sentado observando o namorado.

– Isso é um sim? – perguntou inutilmente diante do rosto completamente corado do outro.

O moreno sabia que esse momento chegaria, não poderia esconder aquilo para sempre, principalmente com HeeChul o chamando de princesa em todo canto. Tinha medo da reação do namorado, afinal, KiBum tinha experiência e estava acostumado com homens que também tinham, como ele lidaria com um garoto de dezessete anos virgem?

– É – ele confirmou desviando o olhar.

– Por quê?

Choi olhou para o outro novamente, o questionamento o pegando completamente de surpresa.

– Eu... Eu – se amaldiçoo por gaguejar – nunca encontrei a pessoa certa.

O mais velho sorriu suavemente.

– Você é tão fofo, Choi MinHo – ele afirmou se inclinando sobre o outro, colando seus lábios suavemente. Ia se afastar novamente quando sentiu os braços fortes lhe segurarem ali.

– Eu encontrei agora. – A maneira como MinHo o olhava era profundo e intenso. – Na verdade, eu encontrei há bastante tempo, mas agora eu finalmente tenho essa pessoa em meus braços.

O coração do loiro martelou forte quando ele novamente beijou o outro, dessa vez de forma sensual. As mãos foram parar nos fios negros enquanto as línguas se entrelaçavam. Key montou no namorado, e enquanto eles se afastavam para recuperar o ar, com o movimento, os membros encostaram um no outro, causando um suspiro em ambos.

– Você nunca fez, mas sabe como fazer, certo? – KiBum perguntou ofegante. – Vídeos pornôs?

– Eu vi poucos – ele confessou enquanto o rosto atingia tonalidades de vermelho que o loiro nunca tinha visto antes, achando-o adorável. Beijou-o novamente. Foi imediatamente correspondido pelo maior e usando a sua força fez com que eles invertessem as posições, ficando por baixo e prendendo suas pernas no quadril do namorado, que gemeu devido ao contato maior com o corpo esguio.

Vendo que o outro estava confuso e não sabia exatamente o que fazer com as mãos, o loiro as guiou para suas coxas, fazendo-o alisá-las.

– Aperte – murmurou contra os lábios do outro e sorriu quando ele lhe obedeceu. – Isso.

– É bom? – Vendo o outro assentir, o moreno continuou alternando entre carícias e apertões. O loiro o puxou para si, fazendo os lábios macios tocarem seu pescoço alvo, e arqueou o corpo um pouco, gemendo manhosamente. MinHo recebeu essa pequena demonstração de prazer como um troféu, descobrindo que não havia nada melhor que ser o causador daquilo. Ele usou língua e dentes na pele exposta dos ombros e pescoço, enquanto o menor impulsionava seus quadris juntos.

Logo eles se afastaram e tiraram as roupas rápida e ansiosamente, voltando depois para a mesma posição. Quando os corpos nus se encontraram, os dois suspiraram forte. MinHo observava o corpo do outro procurando gravar cada detalhe, a pele macia, os contornos suaves...

– Você é perfeito — ele sussurrou, vendo Key corar dessa vez. Em segundos, antes que percebesse, o outro estava o girando, montado em si novamente, sentado em frente ao seu pênis, encostando-se a ele provocantemente.

– Você que é – KiBum respondeu, deslizando os dedos pelo corpo definido do outro. – Deus abençoe o futebol.

Choi riu, mas o riso foi substituído por um gemido quando ele sentiu os lábios macios do loiro em um de seus mamilos. O menino deu total atenção àquela parte do corpo até que ambos os mamilos estivessem estimulados e então foi descendo os lábios, dando beijos suaves por todo o caminho até chegar ao membro que já completamente ereto. O loiro segurou sua base, acariciando-o primeiro com a mão, ouvindo o outro murmurar algo enquanto inclinava o corpo para ver o menor, que sorriu e lambeu de onde sua mão estava até a ponta, os olhos felinos presos aos grandes, encaixando os lábios nela em seguida. Aquela visão era sexy em um nível completamente desconhecido para o moreno.

– Key – MinHo disse com uma voz estrangulada. – Isso... Oh Deus.

Ele deixou seu corpo cair sobre a cama quando sentiu o membro ser envolvido completamente pela boca do outro. O mais velho chupou e lambeu o membro até que o mais novo estivesse implorando desesperado por algo que ele nem mesmo sabia o que era direito. Afastou-se quando sentiu os músculos do outro ficarem mais tensos, e ganhou um resmungo de protesto em resposta.

Enquanto Choi estava muito ocupado tentando acalmar a respiração, o loiro se inclinou, pegando o lubrificante que ficava na segunda gaveta da cômoda desde que o namoro com JongHyun começara. Ele sentou em frente ao moreno, abrindo as pernas, atraindo a atenção do outro que novamente sentou-se na cama. KiBum espalhou lubrificante em seu próprio ânus, e vendo seus movimentos serem acompanhados pelos olhos do outro, enfiou o primeiro dedo. Ambos gemeram, o menor sentia uma pontada de dor, mas nada que fosse muito desconfortável, acrescentou o segundo dígito, já se acostumando com a situação. Olhou para o pênis do maior, tentando prever o que estava por vir.

– Você quer tentar? – ele perguntou, retirando os próprios dedos e pegando a mão do outro sem esperar resposta. – Passe isso.

Eles lambuzaram os dedos do moreno, e depois o menor os guiou para o local. Quando o primeiro foi adicionado, MinHo gemeu ao sentir-se dentro do outro.

– Isso é... – ele empurrou mais o dedo, ganhando um gemido em troca. – Você é apertado.

– Isso é bom?

O moreno assentiu, acrescentando o segundo dedo somente quando o outro mandou. Ambos gemeram desesperados, e logo em seguida ele colocou o terceiro sem esperar ordem dessa vez. KiBum gemeu necessitado enquanto o mais novo brincava em seu interior, dobrado a velocidade e abrindo os dedos às vezes. Lembrando que o loiro havia gostado quando apertou suas coxas, repetiu a ação com a mão desocupada, conseguindo um gemido muito mais alto.

– Min, eu preciso — Key disse em um gemido, fazendo o outro deitar e voltando para cima dele. Ele segurou o membro do moreno, o guiando para a sua entrada, montando no mais novo lentamente.

Era inexplicável. MinHo viu o outro descer enquanto sentia-se entrando naquele local quente e apertado, e via as expressões de prazer e dor cruzarem o rosto do outro. Key parou quando o membro estava completamente dentro de si e olhou para ele através dos cílios, tentando não mostrar que aquilo era desconfortável. Mesmo assim o moreno percebeu e se sentiu culpado, cogitou mandar que ele saísse, mas logo o loiro começou a se mexer, fazendo-o soltar uma exclamação de puro deleite e perceber que, se existia algo melhor no mundo que estar no outro, era se mexer ali. Aos poucos o ritmo foi aumentando, ambos sentindo somente prazer agora.

As mãos pequenas estavam nos ombros largos do maior, enquanto KiBum fazia o melhor para se manter em um ritmo constante. Após alguns minutos, Choi começou a acompanhar o outro, de forma meio desajeitada, mas ainda assim tornando o ato mais prazeroso.

Em dado momento, Key parou, parecendo cansado de se impulsionar para cima o tempo todo, e então, sentindo-se confiante, MinHo inverteu a posição dos dois, passando a investir contra o loiro com força moderada. KiBum gemeu surpreso, envolvendo o pescoço do outro com seus braços e tentando acompanhar os movimentos.

– Mais forte — ele pediu e sentiu o maior tentar aumentar a força, mas ainda hesitando. Choi não sabia até que ponto poderia chegar. Tinha medo, não queria que o outro sentisse mais dor. – Você é... Hum, mais forte, ah, que isso – reclamou entre gemidos. – Não tenha... Medo de me machucar.

– Mas...

– Eu gosto!

Diante disso, o mais novo aumentou a força das estocadas consideravelmente, vendo KiBum gemer mais alto e sentindo os dedos dele apertarem seus ombros. Querendo mais daquela reação, ele procurou aumentar ainda mais a força. Key gritou rouco, o envolvendo com as pernas e o puxando para mais perto. Quando MinHo acertou certo ponto no outro, conseguiu uma reação ainda maior, os gemidos se transformando em quase gritos.

Choi veio primeiro, preenchendo o namorado completamente com seu sêmen. Ele nunca poderia descrever essa sensação, era como se o mundo deixasse de existir por alguns momentos. Seu corpo todo estremeceu e, sem pensar, ele tomou os lábios do menino sob si, murmurando coisas aleatórias até que essa sensação passou, deixando seu corpo amolecido, porém vendo que o outro não tinha atingido ainda, fez o máximo para continuar se movimentando.

KiBum começou a estimular o seu próprio membro, louco para conseguir a sua libertação também. Após algumas estocadas, o loiro arqueou o corpo, parecendo perder completamente o ar e ficando quase insuportavelmente apertado envolta de MinHo, que sentiu jatos quentes de sêmen atingirem seu abdômen.

Deixando-se finalmente vencer pela exaustão, o corpo do moreno caiu sobre o do loiro. Eles ficaram assim por alguns minutos, tentando acalmar a respiração. Logo que recuperado, MinHo saiu de cima do menor, se deitando ao se lado e envolvendo-o nos braços longos.

– A gente deveria tomar banho, bebê – Key disse manhoso, mas não fez nenhum movimento para sair dali.

– Depois – MinHo se inclinou, selando seus lábios amorosamente. – Eu não quero que a água fria me acorde.

Entendendo o que o outro quis dizer, o mais novo corou, afundando mais em seu abraço. Era tão estranho imaginar que o outro gostava tanto dele assim e há tanto tempo.

– Eu nunca te vi tão sexy, sabe? – MinHo comentou, tirando o loiro de seus pensamentos. – Quando eu olhei para você durante, seu rosto estava vermelho e você estava gemendo o meu nome de forma ofegante. Você nunca foi tão sensual para mim.

– Obri... gado? – KiBum respondeu hesitante, ouvindo o outro rir. – Entre nós dois... Foi diferente.

O mais novo pegou a mão do outro, entrelaçando seus dedos, enquanto olhava diretamente em seus olhos:

– Eu te amo.

Sem dar tempo de o outro responder, o beijou profundamente, repetidas vezes seguidas. Ele não precisava ouvir nada em troca. Mais importante, não queria ouvir uma negativa ou receber um olhar culpado. Claro, MinHo amava Key com todas as suas forças, mas acreditava que esse sentimento não fosse correspondido, pelo menos não ainda. Ele era para o loiro uma solução, alguém com quem contar; um suporte e não o homem que ele amava.

E por mais que Choi MinHo não gostasse de admitir, tinha medo de nunca ser.

SL

JinKi estava distraidamente olhando o quarto do namorado enquanto esse tomava banho. Os dois haviam deixado MinKi e SungJong em casa depois da noite divertida que tiveram juntos no karaokê, e agora estava ali para passar a noite. Ele gostava do nível de intimidade que ele e JongHyun estavam atingindo um com o outro, tinha medo que eles pudessem ficar hesitantes, mas felizmente estava tudo correndo muito bem.

Passou o olhar pelas fotos sobre a escrivaninha bagunçada. Havia uma em que o menino aparecia sorrindo largamente ao lado de HeeChul, rolando os olhos, ele abaixou o porta retrato e riu, se achando ridículo assim que o fez. Se deixando levar pelo tédio, pois o outro estava realmente demorando, ele abriu a primeira gaveta da cômoda. Não achando nada interessante, ele a fechou e foi para a segunda. Ali sim tinha algo interessante.

Muito interessante.

SL

JongHyun estava preso à cama. Ele não sabia bem como aquilo tinha acontecido, mas ao sair do banheiro, vestindo uma cueca e mais nada, foi atraído pelo namorado para a cama e teve seus pulsos algemados a ela. Malditas algemas.

– Mas o quê? O que diabos você está fazendo? – ele reclamou, vendo o outro sorrir.

– Eu achei isso – JinKi jogou na cama uma caixa, que ele reconheceu imediatamente, sentindo o rosto esquentar.

– O Key gosta – justificou imediatamente, vendo o outro mexer nos objetos dentro da caixa.

– Ele gosta de coisas violentas? – Perguntou debochado. – O Key?

Vendo que o mais velho não acreditava em si, abriu a boca para reforçar o que havia dito e teve os lábios tapados. Mesmo se debatendo, não conseguiu impedir o mais velho de terminar de colocar a mordaça.

– HUMMMMM – gritou indignado, fazendo o mais velho sorrir.

– Sabe, isso de alguma forma é bastante sexy.

O menor ia protestar mais, porém sentiu os lábios do outro escorrendo por seu pescoço, enquanto as mãos alcançaram seus mamilos, e então todos os seus pensamentos foram esquecidos.

JinKi, com mãos ágeis, tirou a cueca do namorado, segurando o membro do outro, já meio ereto, pela base, acariciou levemente, abaixando para depositar um beijo na virilha do outro. Ele sorriu divertido quando o menor gemeu agoniado.

– Oi? Disse alguma coisa?

– Hum – Jong murmurou. – Hum!

– Desculpe – Onew continuava se dedicando à virilha e as coxas do menor –, não consigo entender o que você quer.

– HILHO DA HUNTA!

O mais velho jogou a cabeça para trás, rindo alto da explosão do parceiro.

– Isso não foi legal – comentou, mesmo que ainda sorrisse. – Você merece um castigo por me ofender.

Kim observou o outro pegar o lubrificante e virar de costas para ele. Procurando relaxar um pouco, focou o olhar no teto até que sentiu algo frio deslizar pelo seu pênis, parando envolta da base, por enquanto um tanto folgado, mas JongHyun sabia o que iria acontecer quando ele começasse a ficar mais excitado.

Vendo JongHyun se debater, JinKi o segurou novamente pela base, por cima do anel peniano, finalmente levando o membro aos lábios fartos que rendeu um gemido alto em resposta. Ele usou a língua na ponta, chupando o comprimento logo em seguida, ficou nisso até que o pênis estivesse duro e inchado. Ele se afastou, olhando o outro na cama de forma predatória.

– Você está tão lindo, Jong.

– HUUM!

Onew estava tirando as roupas enquanto observava o namorado na cama. Kim estava desesperado, o corpo queimava necessitado do outro, o membro ereto preso pelo anel incomodava, e isso de alguma forma era prazeroso.

Sentado em frente a JongHyun, JinKi começou a acariciar o próprio membro espalhando lubrificante nele e se masturbando ao mesmo tempo. Depois de algum tempo, ele se aproximou, encostando a ponta do membro no outro.

– Eu deveria te preparar – ele sorriu ironicamente –, mas estamos tentando algo novo, certo?

Dito isso, ele entrou no outro com força e rapidamente, causando lágrimas no mais novo que gritou abafado por causa da mordaça, e o som das algemas contra a cabeceira da cama foi forte quando JongHyun se agarrou a ela. Onew considerou que poderia ter ido longe demais, e começou a se afastar, um pouco preocupado, mas as pernas do namorado se envolveram em sua cintura, o puxando novamente contra si. Eles se fitaram profundamente, JongHyun queria aquilo. De alguma forma, o outro queimava dentro de si, doía e era inacreditavelmente maravilhoso.

Eles começaram a se movimentar rapidamente, as estocadas de Onew eram fortes e precisas, e logo ele achou a próstata do namorado, investindo naquele ponto mais, fazendo o menor chegar à beira do orgasmo, mas sem atingi-lo por causa do anel peniano. Ele gemeu frustrado, tentando fazer o outro vir logo, acreditando que assim ele teria o direito também. Apertou-se em volta do outro, ouvindo um gemido alto e sentindo a velocidade aumentar.

Quando JinKi finalmente chegou ao orgasmo, liberando seu sêmen dentro do amante. Afastou-se esgotado, deitando-se ao lado do outro e sentindo seu corpo ser tomado pela comum letargia que sentia após o sexo. Tentando controlar a respiração, sorriu satisfeito.

– HUUUUUUUUUUUUUUM!

JongHyun lembrou ao outro da sua existência, incomodado por ainda estar duro, preso e amordaçado.

– Calma, eu não me esqueci de você.

O mais velho se aproximou, pegando novamente o pênis do outro. Segurou o anel, puxando-o para cima devagar. Jong gemeu ansioso, mas então JinKi parou.

– Tem certeza que quer isso?

– HIM!

– Sério? – perguntou debochado quando o outro praticamente gritou a resposta novamente. – Mas você parece tão confortável.

Irritado, Jong chutou o outro desajeitadamente.

– Se você for violento comigo, eu serei com você.

Onew avisou, sério, puxando o anel e o impedindo de vir com a mão, dessa vez. Com a mão livre, puxou a mordaça para baixo.

– Seu filho da puta – o menor gritou imediatamente. – Eu preciso...

– Peça desculpas por ter me chutado.

– DESCULPA!

JinKi sorriu, deixando o outro finalmente atingir o seu orgasmo. JongHyun arqueou as costas, gritando alto enquanto sentia a melhor sensação da sua vida. Era diferente de tudo. Alguns minutos depois quando o mais velho se aproximou, abrindo as algemas que ainda o prendiam na cama e abraçando seu corpo carinhosamente, ele ainda estava em uma nuvem de prazer.

– Isso foi... – ele tentou murmurar, mas foi impedido por um selar carinhoso do namorado.

– Eu sei – Lee sorriu. – Deveríamos tentar mais vezes.

O outro assentiu, abraçando o namorado mais forte.

– Então – Onew disse divertido –, o Key quem gosta, né?

JongHyun corou profundamente.

– Cala a boca.

A risada do mais velho encheu o quarto. Era bom ter momentos assim junto com o outro, gostava de ter o menor ali, em seus braços.

SL

Notas finais
[Sweet ainda aqui]Oh, well, como eu disse ali, esse cap é completamente fanservice...Se alguém sentia falta de lemons na SL... Espero que se sinta satisfeito agora.
Vou dedicar o lemon MinKey as lindas Rey, Misa Baby e Fer, que me pediram MUITO isso. Então, espero que vocês gostem, eu fiz o meu máximo para fazer a primeira vez deles bonitinha e para fazer um Key "tops from the bottom" digno.
E o JongYu é para a Fer e a Unnie (sim, Jay unnie), que amam loucamente JongYu e piraram com o lemon excluído da SL (sim, a SL tem um lemon excluído), por isso, um JongYu S&M para vocês, eu achei bem mediano, desculpa por isso =/
Enfim, espero que todos gostem. Eu sou muito travada com lemons e insegura, então por favor digam o que acharam, não tenham medo de me magoar com criticas, eu preciso delas.
E reviews são ♥
Até a próxima semana.