Secret
11 Handshake
Notas iniciais
Um pouco depois de chegarem em casa os quatro familiares receberam uma pequena visita, dois detetives aparaceram no jardim, para conversas sobre o incidente que ocorrerá mais cedo.
– Bom dia, Sra. Overland — Disse um detetive, alto e moreno — Sou o detetive Simon Mortel, esse é meu parceiro Raul Reynald — e o outro assentiu com a cabeça
– Bom dia — Respondeu Isabel — Vocês estão aqui por causa do... tiroteio?
– Sim, será que vocês poderia chamar as crianças? — Perguntou ele
– Sim, claro, vou chamar, entrem por favor — Disse ela dando espaço para os detetives passarem — Esperem na sala. — Avisou a dona de casa enquanto subias a escada para os quartos — Jack, Anna e Elsa, vocês têm visitas, desçam agora, por favor.
Não demorou muito para os três adolescentes descerem as escadas, meio abalados pelo acontecimento, e um pouco de dor, no caso da albina, logo que os o Detetive Simon, que havia se sentado no sofá se levantou para cumprimenta-los, enquanto Raul, apenas ficou parado perto da porta.
– Ola — Disse ele esticando para Anna, que apertou sua mão, e por algum motivo ficou levemente perturbada com o aperto, porém apenas Elsa pareceu notar. Em seguida todos se sentaram após aperta as mãos. — Bom, vou ser rápido e ir direto ao assunto — Falou o detetive — Anna e Elsa, correto? — Ambas assentiram com a cabeça — Parece que alguém estar tentando matar vocês duas.
A noticia, mesmo que um pouco obvia, deixou todos atordoados, pois se pensarem bem, foram um acidente de carro, um médico assassino que suicidou e um maluco atirando, sem motivo aparente, na sala de Elsa, muita coicidencia
– Como assim? — Perguntou Isabel chochada
– Bom, foram duas tentativas de assassinato contra as duas — Falou o detetive
– E contando com o acidente de carro três.
– Pera! — Exclamou a albina — O acidente de carro, não foi um acidente?
– Encontramos provas no carro que mostram que ele foi avariado propositalmente, e uma das principais causas do acidente foi que o freio havia sido cortado. — Falou o detetive tirando algumas fotos e arquivos sobre o acidente — Então sim, alguém tentou matou seus pais e tentou matar vocês
– Mas e o médico e aquele doido no colégio? — Perguntou Anna
– Como o médico se suicidou, não tiramos muitas provas dele, porém o atirador, que por sinal, era um faxineiro do colégio, foi preso e quando ele acordar vamos ter uma conversinha com ele. — Respondeu o detetive — Mas parece que eles são apenas "capangas", a pergunta certa é quem quer vocês mortos? E por que? Vocês tem alguma ideia? — Perguntou o detetive, fazendo as irmãs se entreolharem.
– Não senhor — Falaram as duas.
– Entendo — Falou o detetive se levantando e pegando os arquivos que ele havia entregado a Isabel — Fiz o meu trabalho — Ele ia em direção a porta, mas parou por um instante — Quase esqueci, por causa dessa situação que vocês se encontram, um policial sempre estará de vigia na casa de vocês.
– Obrigada por tudo — Falou Isabel levando os dois detetives para fora da casa
– Por favor avisem caso tenham algum progresso
– Avisaremos — E então ambos foram embora
Após a ida dos dois, ficou um silencio na casa, todos se entreolhavam e olhavam para o nada ao mesmo tempo, ninguém sabia o que dizer, exceto Anna.
– Eu... é muita coisa — Falou a mais nova — Eu vou pro quarto.
–Eu também — Avisou Elsa
Então ambas subiram para o quarto, deixando Jack sentado no sofá olhando para a janela que dava vista para a rua e Isabel na cozinha enquanto pensava sobre tudo lavando a louça. No quarto ambas se sentaram na beliche de cima, uma do lado da outra.
– Elsa
– Hum?
– Eu... — Anna tentou falar, mas lhe faltava coragem, então depois de um tempo reuniu toda sua coragem e falou — Sei porque querem nos matar
– Como assim? — Perguntou a mais velha meio confusa
– Eu sei porque querem nos matar — Repetiu a mais nova
– Por que? Por que não falou para o detetive?
– Eu não posso, ele é um deles
– O que? Do que você ta falando? — Perguntava a albina confusa — Me explique direito
– Tudo começou em um churrasco da maçonaria, um dos muitos que você não foi, mas eu fui — Começou Anna — Foi na casa do Zé Maria, sabe aquela com dois andares, piscina? — Mas a albina confirmava negativamente — Ele tinha vários pássaros, tartarugas, e aquele cachorro grande e lindo que fica trancando durante o churrasco, o que mora naquele condomínio de rico cheio de casa bonita.
– Ah, lembrei, continue
– Bom, como eu tava sem nada para fazer, decidi ir para o lado de fora da casa e escutar musica sentada nas escadas, como eu me arrependo disso — Comentou Anna — Quando fui para o portão havia dois maçons, um eu não lembro quem era mas o outro eu sei que era o Drumond, mas você não deve saber quem é. Mas isso não vem ao caso, eles estavam conversando... conversando sobre entrega de drogas e... eles me viram — Falou a garota começando a chorar — Eu tava assustada não sabia o que fazer, então contei para o papai e a mamãe, eles ficaram surpresos e pediram para eu não falar mais anda para ninguém.
– Você está falando que os maçons estão atrás de nós?
– Não, acho que nem todos estavam envolvidos com essas drogas, mas nunca se sabe — Explicou Anna — O detetive era maçom.
– Como sabe?
– O aperto de mão — Respondeu Anna — Quando ele apertou sua mão, ele não tocou seu pulso com o dedo do meio e o indicador?
– Pensando bem, ele tocou
– Esse é o aperto de mão maçom
– Agora que você disse isso — Falou Elsa — Eu lembro que o Dr. Hobert também dava esse aperto de mão.
– Outro maçom — Murmurou
– Então, no final, maçonaria realmente é uma coisa maligna como muitos pensam — Comentou a albina
– Não, acho que não, só acho que as pessoas são más.
– Então é melhor tomarmos cuidado se encontrarmos um maçom?
–Exatamente.
– Devemos contar para a tia Isabel e o Jack?
– Eu não sei
– Entendi, então é melhor apenas vivermos nossa vida por enquanto? E esperar algum outro assassino atrás de nós?
– Eu não sei! — Disse Anna quase gritando, e chorando ainda mais
– Anna — Chamou a albina pela irmã, após ver o estado de Anna, ela se aproximou e a abraçou — Vai ficar tudo bem, nós vamos dar um jeito.
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